Brasil, uma história


parte da história de São Paulo – na verdade, chegou a constituir sua essência



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Eduardo Bueno - Brasil. Uma história

parte da história de São Paulo – na verdade, chegou a constituir sua essência.
Antes de Martim Afonso fundar São Vicente, em 1532, o lugar já era conhecido
como “Porto dos Escravos”, graças ao tráfico promovido por João Ramalho e
pelo misterioso Bacharel de Cananeia – um degredado que teria sido o primeiro
português a viver no Sul do Brasil.
A captura de índios do sertão, porém, só se tornou negócio em alta escala – o
maior e quase único a sustentar as famílias de Piratininga – a partir de 1571,
graças às iniciativas do capitãomor de São Vicente, Jerônimo Leitão. Com algum
cinismo, ou deliberada ingenuidade, certos estudiosos chamam esse período
inicial de “bandeirismo defensivo”, já que foi quando os paulistas despovoaram
os vales do Tietê e do Paraíba supostamente para “garantir a segurança da
cidade”. Em 1591, com a chegada do sétimo governador-geral do Brasil,
Francisco de Sousa, inicia-se o ciclo chamado de “bandeirismo ofensivo”.
Sousa militarizou as incursões ao sertão, dando-lhes roteiros fixos, hierarquia
rígida e até escrivães e capelães. Ao partir, em 1602, o governador tinha ajudado
a criar milícias paramilitares que em breve desafiariam o poder colonial. Pouco
depois, quando os jesuítas espanhóis fundaram as reduções do Guairá, no oeste
do atual estado do Paraná, os paulistas viram nelas o alvo ideal para seus
“saltos”. Afinal, como colocou o historiador Capistrano de Abreu, “por que se
aventurar entre gente boçal e rara, falando línguas travadas e incompreensíveis,
se perto demoravam aldeamentos numerosos, iniciados na arte da paz, afeitos ao


jugo da autoridade?”
AS BANDEIRAS
O nome: segundo o historiador Capistrano de Abreu, teria nascido do costume Tupiniquim de levantar
uma bandeira em sinal de guerra.
Formação: capitão-mor, com poder de vida e morte sobre os comandados, duas a seis dezenas de
brancos, duas a quatro centenas de mamelucos e alguns milhares de indígenas – por vezes até cinco
mil –, entre domésticos e escravos.

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