Brasil, uma história


OS VIAJANTES / A INDEPENDÊNCIA



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Eduardo Bueno - Brasil. Uma história
OS VIAJANTES / A INDEPENDÊNCIA
A magistral coleção Reconquista do Brasil, lançada a partir dos anos 1970 pela editora mineira Itatiaia,
republicou os relatos de praticamente todos os viajantes que estiveram no Brasil durante o século XIX,
refazendo, assim, o trabalho pioneiro que a coleção Brasiliana, da Cia. Ed. Nacional, realizara entre 1931 e
1940. As edições, porém, não trazem as gravuras originais e vários textos foram mal traduzidos. As
experiências de alguns viajantes também foram publicadas por outras editoras. Dentre os circunavegadores
que estiveram no Brasil, o livro de Pigafetta, Primeira viagem ao redor do mundo, foi lançado pela L&PM.
O diário de Darwin, Viagem de um naturalista ao redor do mundo, saiu pela Cia. Brasil Editora (1937). Os
Diários do capitão Cook foram lançados pela Brasiliense (1948). A expedição do acadêmico Langsdorff ao
Brasil, de G. G. Manizer (Cia. Ed. Nacional, 1947), é uma boa fonte sobre a mais trágica viagem científica
realizada no Brasil. A bela Viagem fluvial do Tietê ao Amazonas, de Hercule Florence, saiu pela Cultrix, e a
Melhoramentos editou os três volumes de Viagem ao Brasil, de Spix e Martius. A viagem ao Brasil, do
príncipe Maximiliano, foi publicada pela Cia. Ed. Nacional, 1940. A jornada de Saint-Hilaire foi lançada
em oito volumes pela Itatiaia.
O livro O Brasil dos viajantes, de Ana M. de Moraes Beluzzo, publicado pela Fundação Odebrecht, que
patrocinou a exposição do mesmo nome, forma o mais admirável painel das imagens deixadas por esses
exploradores e pelos artistas que os acompanhavam. Sobre a Amazônia, os relatos primordiais de Gaspar de
Carvajal e Cristobal de Acuña foram traduzidos e reunidos em um volume por Mello Leitão (Cia. Ed.
Nacional, 1941). A viagem filosófica, de Alexandre Rodrigues Ferreira, recebeu bela edição do Conselho
Federal de Cultura em 1972. Os relatos de Alfred Wallace e Henry Bates foram publicados pela Itatiaia,
infelizmente sem as gravuras originais – fato comum na coleção Reconquista do Brasil.
O capítulo sobre a Independência deve muito à excelente biografia de Neill Macaulay, D. Pedro IA
luta pela liberdade no Brasil e em Portugal (Record). Outra fonte consultada foi História da independência
do Brasil, de Francisco Adolfo de Varnhagen (Melhoramentos, 1957), embora este esteja longe de ser o
melhor livro do grande historiador: como Joaquim Bonifácio e seus irmãos eram inimigos do pai de
Varnhagen, na obra ele os trata com muito preconceito. Fonte fundamental são os dez volumes da História
dos fundadores do Império do Brasil, de Octávio Tarquínio de Sousa (José Olympio, 1960), que além de ter
uma excelente biografia de D. Pedro I traz também a melhor biografia de José Bonifácio, base do texto


publicado neste trabalho. Fonte primária de leitura árida são as Actas das sessões das cortes geraes,
publicadas em Lisboa em 1823. Em contrapartida, as Cartas de D. Pedro I à Marquesa de Santos, reunidas
por Alberto Rangel e lançadas pela Nova Fronteira em 1986, são leitura estimulante e fogosa.

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