Brasil, uma história


HOLANDESES, OURO E ESCRAVOS



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Eduardo Bueno - Brasil. Uma história
HOLANDESES, OURO E ESCRAVOS
A bibliografia sobre a ocupação holandesa do Brasil é vasta e repleta de textos clássicos escritos pelos
próprios invasores, como História dos feitos recentemente praticados (…) sob o governo do Conde de
Nassau, de Gaspar Barleus (Itatiaia), Memorável viagem ao Brasil, de Joan Nieuhof (Martins, 1942), e
Relatório sobre as capitanias conquistadas pelos holandeses, de Adrien van der Dussen (Instituto do
Açúcar e do Álcool, 1947). Vários estudos mais recentes são da melhor qualidade. Destacam-se Os
holandeses no Brasil (Difel), de Charles R. Boxer, Tempo de flamengos, de J. A. Gonsalves de Melo Neto
(José Olympio, 1947), Civilização holandesa no Brasil, de José Honório Rodrigues (Companhia Editora
Nacional, 1940), e Fórmulas políticas no Brasil holandês, de Mário Neme (Difel), além dos extraordinários


Olinda restaurada (Topbooks) e Rubro veio: o imaginário da Restauração Pernambucana (Topbooks),
ambos de Evaldo Cabral de Melo. Recentemente, o mesmo autor publicou a melhor biografia brasileira
sobre Nassau, editada pela Companhia das Letras. Pedro e Bia Correia do Lago publicaram, em edição
monumental, Frans Post – Obra completa (Capivara).
O ciclo da mineração no Brasil também pode ser estudado em textos clássicos. A citada História geral
das bandeiras paulistas, de Taunay, é a melhor fonte, mas Viagem ao país dos paulistas, de Ernane Bruno
(José Olympio, 1966), História antiga das Minas Gerais, de Diogo Vasconcelos (Itatiaia), e vários livros de
Alfredo Ellis Jr. também foram consultados. Os relatos dos viajantes John Mawe, Viagem ao interior do
Brasil, e W. von Eschwege, Pluto Brasiliensis (ambos da Itatiaia), são indispensáveis. Uma boa visão geral
pode ser encontrada em História da mineração no Brasil, editada pela Atlas Copco em 1986. O livro do
padre Antonil Cultura e opulência do Brasil por suas drogas e minas (INL) e o clássico História econômica
do Brasil, de Roberto Simonsen, foram utilizados (também nos textos sobre o açúcar e o pau-brasil). Das
biografias de Aleijadinho, a mais consultada foi O Aleijadinho de Vila Rica, de Waldemar Barbosa
(Itatiaia). Outra fonte primordial é Memórias do Distrito Diamantino, de Joaquim Felício dos Santos
(Vozes).
Igualmente vasta é a bibliografia sobre a escravidão. Dois livros lançados em 1997 já se incluem entre os
melhores escritos sobre o tema. São eles: Em costas negras, de Manolo Florentino (Companhia das Letras),
e Liberdade por um fio (Companhia das Letras, org. de João J. Reis e Flávio S. Gomes). Em 2001, foi
lançado O trato dos viventes, de Luis Felipe Alencastro (Companhia das Letras), já tido como antológico.
Entre os textos clássicos estão Casa-grande & senzala, de Gilberto Freyre (José Olympio), O escravismo
colonial, de Jacob Gorender (Ática), e A escravidão no Brasil, de Perdigão Malheiro (Vozes). Fluxo e
refluxo do tráfico de escravos entre o Golfo do Benin e a Bahia, de Pierre Verger (Corrupio), é
indispensável. Foram usados também os livros dos brasilianistas Robert Conrad, Tumbeiros (Brasiliense) e
Os últimos anos da escravatura no Brasil (INL/Brasiliense), e A. Russel-Wood, The black man in slavery
and freedom in Brazil (Universidade de Nova York), mais Rebeliões da senzala, de Clóvis Moura (Editora
Conquista), O Quilombo dos Palmares, de Edison Carneiro (Nacional), e Palmares: a guerra dos escravos,
de Décio Freitas (Mercado Aberto).

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