Brasil, uma história


JESUÍTAS/BANDEIRANTES E INVASORES



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Eduardo Bueno - Brasil. Uma história
JESUÍTAS/BANDEIRANTES E INVASORES
As cartas escritas pelos primeiros jesuítas do Brasil permanecem fonte profícua para o estudo do Brasil
colonial. Nelas se incluem os relatos de Anchieta e Nóbrega. As melhores edições são as organizadas pelo
padre Serafim Leite, autor da notável História da Companhia de Jesus no Brasil (Portugália, 1938). Os
Sermões do padre Antônio Vieira são um tesouro da língua portuguesa. O texto sobre Vieira, deste livro,
baseia-se no ensaio de José Honório Rodrigues publicado em História e historiografia (Vozes). Wilson
Martins (em História da inteligência brasileira, Cultrix) e Alfredo Bosi (em Dialética da colonização,
Companhia das Letras) fizeram sólida análise literária sobre a obra de Vieira e Anchieta, extensamente
utilizada neste trabalho. Existe vasta bibliografia sobre as Missões. As fontes mais usadas foram Conquista
espiritual, de Ruiz de Montoya (Martins) e o esplêndido Os jesuítas, de Jean Lacouture (L&PM).
A Inquisição no Brasil foi bem estudada por Ronaldo Vainfas em Trópico dos pecados (Campus) e Laura
de M. e Souza em O diabo e a Terra da Santa Cruz (Companhia das Letras). Sobre as outras ordens, fonte
fundamental é História da Igreja no Brasil (Vozes, vários autores). A melhor biografia do marquês de
Pombal é a de Kenneth Maxwell (Paz e Terra).
Embora muitos autores tenham escrito sobre os bandeirantes, a fonte primordial segue sendo História
geral das bandeiras paulistas, obra em dez volumes de Afonso Taunay (Museu Paulista, 1924-1949).
Alfredo Ellis Jr. foi o continuador natural da obra de Taunay, com menos brilho. Os textos de Capistrano de
Abreu, Jaime Cortesão, Sérgio Buarque de Holanda e John Monteiro (Negros da Terra, Cia. das Letras)
também foram utilizados. Outros dois textos fundamentais são o Dicionário de bandeirantes e sertanistas
do Brasil, de F. Carvalho Franco (São Paulo, 1954), e o clássico Vida e morte do bandeirante, de Alcântara
Machado (Itatiaia),
Para o estudo do “Brasil francês” existem duas fontes primárias do mais alto nível: Singularidades da
França Antártica, de André Thevet (Itatiaia) e Viagem à Terra do Brasil, de Jean de Léry (Editora do
Exército, 1961, na tradução de Sérgio Milliet), apesar de essas edições suprimirem as ilustrações originais.
Villegaignon e a França Antártica, de Vasco Mariz e Lucien Provençal, é o melhor livro atual sobre o tema,
mas a coleção Franceses no Brasil, publicada pela Fundação Darcy Ribeiro em 2009, reúne todos os relatos
originais em ótimas edições. Histoire du Brésil Français au Seizième Siècle, escrito em 1878 por Paul
Gaffarel, continua inédito em português. A bibliografia sobre o “Brasil espanhol” é fraca. Do Brasil filipino
ao Brasil de 1640, de José V. Serrão (Cia. Ed. Nacional), é uma boa fonte geral. O mesmo autor também
escreveu o Rio de Janeiro no século XVI (Lisboa, 1965), relato preciso sobre a França Antártica. Sobre os
piratas ingleses os melhores livros são os de Eduardo San Martin, publicados pela editora gaúcha Artes e
Ofícios. Outra boa fonte sobre piratas e corsários é Geociências no Brasil: A contribuição britânica, de
Othon H. Leonardos (Fórum, 1970).

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