Brasil: a Proclamação da República Ideias republicanas



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5 Brasil a Proclamação da República
2.A Campanha Republicana
-Em meio a essa maré de insatisfação, em 1870 políticos liberais radicais, cafeicultores e
representantes das camadas médias do Rio de Janeiro e de São Paulo criaram o Clube
Republicano.
-A nova organização tinha como porta-voz o jornal carioca
A República, dirigido pelo jornalista Quintino Bocaiuva
(1836-1912). Em seu primeiro número, lançado em 3 de
dezembro de 1870, o jornal estampava o Manifesto
Republicano. O documento, assinado por 57
personalidades, é considerado o marco inicial da luta pela
proclamação da República no Brasil.
-Nos dois anos seguintes, novos clubes e jornais
republicanos surgiram pelo país. Mas a Campanha
Republicana ganhou mais impulso a partir de 1873,
quando grupos políticos ligados aos cafeicultores paulistas
fundaram em São Paulo o Partido Republicano.
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-Moderados, radicais e positivistas
-Unidos contra a monarquia, os republicanos divergiam, porém, quanto aos
métodos a empregar.
• Os moderados, facção ligada aos grandes proprietários rurais, por exemplo,
eram contrários ao fim da escravidão.
• O grupo radical, ou revolucionário, composto de representantes das camadas
médias urbanas, acreditava que deveria haver no Brasil uma revolução
semelhante à ocorrida na França, em 1789, com grande participação popular.
• Uma terceira facção era formada pelo militares adeptos do positivismo,
caracterizada, em linhas gerais, por uma crença inabalável na ciência e na
razão. Em política, o positivismo defendia a instauração de uma ditadura
republicana.
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3.O fim do Império
-No decorrer de 1889, Quintino Bocaiuva, escolhido chefe nacional do movimento
republicano, procurou se aproximar dos militares em busca de apoio na luta contra a
monarquia.
-No dia 11 de novembro, um grupo conseguiu convencer o marechal Deodoro da
Fonseca a apoiar a causa republicana. Até então, Deodoro, que não era positivista,
encontrava-se relutante, devido à sua amizade com o imperador.
-Ao mesmo tempo, os militares republicanos do Rio de Janeiro estabeleceram contatos
com líderes civis de São Paulo, que apoiaram a ideia de um golpe para proclamar a
República. Marcado para o dia 20 de novembro, ele foi antecipado. É que, no dia 14,
um major espalhou o boato de que o governo decretara a prisão de Deodoro da
Fonseca e de Benjamin Constant.
-Na manhã do dia 15, o marechal Deodoro seguiu à frente de um batalhão em direção
ao prédio do Ministério da Guerra, onde os ministros, chefiados pelo visconde de Ouro
Preto, encontravam-se reunidos. Sem enfrentar nenhuma resistência, Deodoro depôs o
gabinete e voltou para casa.
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-Os republicanos ficaram sem saber se o marechal havia derrubado a monarquia ou
apenas o ministério. Para desfazer qualquer dúvida, o jornalista José do Patrocínio e
outras lideranças dirigiram-se à Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro e anunciaram
o fim da monarquia no Brasil.
-Ao ser informado dos acontecimentos, em seu palácio de Petrópolis, dom Pedro II
ainda tentou organizar um novo ministério, mas acabou desistindo.
-Na madrugada de 17 de novembro de 1889, tal como fizera seu pai em 1831,
embarcou com a família para Portugal. Dois anos mais tarde, morreria em Paris, vítima
de pneumonia aguda, aos 66 anos.
-A Proclamação da República foi um movimento do qual a população praticamente não
participou. Nele estiveram envolvidos alguns militares, intelectuais e políticos. Um dos
líderes republicanos, Aristides Lobo, chegou mesmo a afirmar que o povo assistiu a
tudo bestializado, achando que a movimentação das tropas conduzidas por Deodoro da
Fonseca na manhã do dia 15 de novembro fosse simplesmente uma parada militar.
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