Brasil: a Proclamação da República Ideias republicanas



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5 Brasil a Proclamação da República


Brasil: a Proclamação da República
1.Ideias republicanas
-Ideias republicanas já vinham sendo discutidas no Brasil desde o século
XVIII. Movimentos como a Inconfidência Mineira (1789), a Conjuração
Baiana (1798), a Confederação do Equador (1824) e a Guerra dos Farrapos
(1835) propunham – ainda que de forma isolada – soluções republicanas.
-O fracasso dessas rebeliões, contudo, contribuiu para fortalecer a
monarquia, primeiro sob o regime colonial, mais tarde sob o Império.
-A situação começou a mudar a partir da década de 1870, quando diversos
fatores políticos, econômicos e sociais se combinaram para abalar a
estrutura na qual se apoiava o governo de dom Pedro II e o próprio Império.
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-O Brasil no final do século XIX
-A partir da segunda metade do século XIX, o Brasil passou por transformações
socioeconômicas que mudaram o perfil da sociedade.
-O trabalho escravo, por exemplo, começou a ser substituído pelo trabalho livre e
assalariado. Com o crescimento industrial, que tomou impulso a partir de 1880, a
contratação de mão de obra assalariada foi acelerada. Em 1881, havia no país
aproximadamente 3 mil trabalhadores industriais; em 1890, esse número havia
crescido para 54 mil, boa parte dos quais eram imigrantes.
-Com o crescimento das cidades, aumentou significativamente o número de
pessoas pertencentes às camadas médias urbanas – profissionais liberais,
pequenos e médios comerciantes, funcionários públicos, etc.
-A vida cultural se intensificou.
-Tudo isso levou à formação de uma opinião pública capaz de se mobilizar contra
a escravidão e contra o caráter opressivo da monarquia.
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-Tais mudanças tinham lugar no mesmo momento em que o Brasil atravessava
uma grave crise econômica. A guerra contra o Paraguai (1864-1870) consumira as
divisas do país, e a população sofria com o aumento do custo de vida.
-Para os fazendeiros do Centro-Sul a composição política do Império não refletia
a realidade brasileira. Alegavam que o Nordeste tinha um grande número de
representantes no Senado e no ministério, enquanto o Sudeste não contava com
uma representação política digna de sua força econômica e social.
-Somava-se a isso a insatisfação de muitos cafeicultores, sobretudo os do vale do
Paraíba, com a evolução dos acontecimentos na direção da extinção do trabalho
escravo.
-Esses partidários da escravidão foram atingidos em seus interesses pelas
sucessivas leis e medidas que abriam caminho para a Abolição, como a do Ventre
Livre (1871) e a dos Sexagenários (1885). Sua insatisfação se transformou em
revolta em 1888, com a assinatura da Lei Áurea.
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-As relações entre a Igreja e o Estado também se desgastaram depois da
chamada Questão Religiosa, irrompida em 1871. Ela iniciou-se quando dom
Pedro II ordenou que os bispos de Olinda e Belém reabrissem as
irmandades religiosas fechadas pelos prelados por serem ligadas à
Maçonaria. Os bispos se recusaram a obedecer. Presos e condenados a
trabalhos forçados, foram anistiados pelo imperador em 1875.
-Nos quartéis, os militares davam sinais de descontentamento. Os soldos
estavam baixos, os oficiais não eram promovidos por mérito, mas por
apadrinhamento, e a verba destinada à corporação era insuficiente.
-Descontentes por não poderem manifestar livremente suas opiniões
políticas, entre 1883 e 1887 os militares demonstraram sua insatisfação por
meio de atos de insubordinação e desobediência no confronto conhecido
como Questão Militar.
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Prédio do Moinho Matarazzo em São Paulo, cuja construção teve início em 1899 no bairro do Brás, em foto do começo do
século XX. Pertencente ao industrial italiano Francesco Matarazzo, foi o primeiro moinho de trigo do país. Funcionou até a
década de 1970.
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