Blico federal conselho de arquitetura e urbanismo de mato grosso do sul


) A escala da cidade, do bairro, da rua e do lote



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2) A escala da cidade, do bairro, da rua e do lote

Dentro do universo da grande metrópole, existem cidades e bairros com características e problemas próprios que devem ser tratados de forma específica por meio de planos setoriais. É necessário que estes priorizem: mobilidade, acessibilidade, habitação de interesse social, conservação de áreas históricas, devidamente integrados a um plano geral da metrópole.

As políticas urbanas Os planos devem incentivar o pedestre, convidando as pessoas para as ruas de forma que se sintam seguras. As necessidades diárias devem ser providas próximas das residências. Espaços destinados a recreação e ao uso comum devem estar próximos de escolas, dos locais de trabalho e das residências. Deve-se envidar esforços para criar espaços públicos mais qualificados e atrativos, com diferentes tipologias e usos e com fachadas ativas que atraiam mais pessoas.

A cidade precisa ser socialmente inclusiva, oferecendo mais oportunidades de interação social e de crescimento pessoal e coletivo, e promovendo espaços para todos os segmentos e faixas etárias, eliminando formas de segregação e exclusão físicas ou espaciais. Os espaços urbanos, praças, edificações, ruas e calçadas devem possibilitar o acesso a todos e, principalmente, aos portadores de deficiências e mobilidade reduzida, as pessoas com necessidades especiais (PNE), primando pela segurança e autonomia.

Em termos de habitação, é preciso canalizar os investimentos para ampliar a perspectiva de oferecer empreendimentos habitacionais para população de baixa renda agregado a um projeto de cidade que priorize a efetiva integração das políticas públicas. Esses novos empreendimentos não devem acontecer em áreas periféricas desprovidas de qualquer infraestrutura, mas priorizar inserções em terrenos ociosos dentro da malha urbana, com tipologias diversas que melhor se adequem ao entorno, tirando partido da infraestrutura existente. As favelas devem ser consolidadas e integradas à cidade formal através de regularização fundiária eficaz recebendo infraestruturas e equipamentos públicos de alta qualidade. Para tal devem ser efetivados programas de assistência técnica. As cidades devem fomentar programas de assistência técnica pública gratuita para o projeto e a construção de habitação de interesse social.

A cidade deve ser ambiental e socialmente sustentável, estimulando a eficiência energética, o baixo consumo de carbono, a crescente substituição por fontes de energia renováveis e a reutilização dos resíduos. A cidade precisa ser mais resiliente a catástrofes.

Áreas sujeitas a inundações, desmoronamentos e outras fragilidades urbanas e ambientais devem receber planos contingenciais que contenham ações imediatas para evitar riscos.

A preservação da memória arquitetônica da cidade é fundamental para reforçar a identidade e o senso de pertencimento dos cidadãos. Essenciais para o desenvolvimento das cidades, os centros históricos devem ser priorizados com planos de conservação que as recoloquem na dinâmica da cidade, mas preservando suas características morfológicas e tipológicas. Novos edifícios e equipamentos devem ser inseridos de forma cuidadosa técnica na malha urbana, garantindo a qualidade dos e os espaços públicos devem ser tratados com qualidade.

As cidades devem priorizar a valorização das frentes de água, reestabelecendo conexões com rios, riachos, lagoas e áreas úmidas, aproveitando seu potencial paisagístico e tratando seus problemas de saneamento. Sistemas de parques, essenciais para o desenvolvimento da fauna e biodiversidade, devem ser propostos procurando integrar estes espaços e devolvê-los aos cidadãos.

As políticas urbanas devem articular mobilidade e promover o deslocamento no território, gerando uma rede de transporte públicos articulada de forma a gerar mais densidade, mas com qualidade e diversidade de usos. As políticas de mobilidade deslocamento devem priorizar o transporte público de alta capacidade (metrôs, ônibus, trens) articulados a outros modais, como devido incentivo aos ciclistas e pedestres. Nessas áreas bem atendidas de transporte público e infraestrutura, devem ser ocupados espaços intersticiais ociosos, por meio da utilização de instrumentos como o IPTU progressivo e as operações urbanas consorciadas.






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