Biologia Marcela Yaemi Ogo Mapa de conteúdos e recursos Volume 3 Orientações para o professor


Recursos naturais e biodiversidade



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Biologia 3 Orientações Professor
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Recursos naturais e biodiversidade
Páginas 230 e 231
A fotografia apresentada nessas páginas visa mostrar uma parte do ecossistema marinho. Peça aos alunos que expliquem por que uma gota de água pode ser considerada um ecossistema e que condições e elementos existentes nela permitem a existência de vida. É importante retomar os conteúdos já estudados na unidade 3 deste volume. Questione se eles consideram que em uma gota de água pode haver tantos seres vivos como os que vemos no ecossistema marinho. Depois, questione sobre como a interferência humana tem causado desequilíbrio nesse e em outros ecossistemas.
LEGENDA: Recife de coral no Caribe, em 2015. Os recifes de corais são considerados locais de elevada diversidade de espécies.
CRÉDITO: Seaphotoart/Alamy Stock Photo/Latinstock
Capítulo 14
Biomas
Objetivos
· Conhecer os biomas terrestres.
· Verificar a biodiversidade nos biomas terrestres.
· Conhecer as características principais dos biomas brasileiros.
· Reconhecer a diversidade biológica dos biomas brasileiros.
346
Abertura de capítulo
Página 232
· Peça aos alunos que analisem a fotografia apresentada
nessa página antes de lerem o texto. Questione o que veem e se eles consideram que a cobertura vegetal no planeta é uniforme, se o solo é similar entre uma região e outra e se consideram que o clima interfere nos tipos de plantas que existem em um determinado local.
Páginas 233 a 238
· É importante ressaltar que a classificação de biomas é baseada nos tipos vegetais, pois assim é possível relacioná-los aos processos ecológicos que ocorrem nas comunidades. A distribuição geográfica dos biomas está relacionada ao clima das regiões, ou zonas climáticas. Podemos reconhecer um bioma observando a paisagem e a formação vegetal. Assim, os biomas são categorias de comunidades em grande escala, distribuídos de acordo com o clima e os tipos de solo e detectáveis por meio da observação da formação vegetal.
· Caso os alunos questionem por que não são trabalhados biomas aquáticos, explique que isso não ocorre porque eles não têm o equivalente à vegetação, pois os produtores são as algas unicelulares. Além disso, os ecossistemas aquáticos também são classificados de maneira independente. Nesse caso, são avaliadas a salinidade, a profundidade e o movimento da água em vez da cobertura vegetal, como em biomas terrestres. Os ambientes aquáticos podem ser basicamente divididos em águas correntes, lagos, estuários e oceanos.
Páginas 239 a 252
· A partir dos dados sobre a quantidade de espécies de animais no Brasil (página 239), monte na lousa um gráfico de setores, a fim de facilitar a visualização da diversidade de espécies de animais no Brasil.
· Se considerar interessante, explique aos alunos que existem vários mitos envolvendo o solo amazônico (páginas 240 e 241). Por exemplo, muitas pessoas afirmam que o solo é rico em areia e, por isso, tem chances de se tornar deserto; na realidade, apenas 7% da área da Floresta Amazônica tem um solo rico em areia, e os outros 93% são solos com alta porcentagem de argila (mais de 15%). Outro mito é o de que o solo desse bioma é muito fértil, o que é incorreto, pois apenas 14% do solo apresenta boa fertilidade; o que mantém a floresta tão exuberante é o equilíbrio, pois as plantas sobrevivem a partir da ciclagem de nutrientes entre o solo e a floresta; também há fatores como radiação solar intensa e abundância de água, que favorecem a fotossíntese, que ajuda tanto na formação quanto na manutenção da Amazônia.
· Das cerca de 40 mil espécies de plantas catalogadas na Amazônia, 75% delas são endêmicas. Cerca de 1/3 das florestas úmidas do planeta encontra-se nesse bioma. Cerca de 30% das espécies de peixes existentes no planeta se encontram na Amazônia.
· A Mata Atlântica (páginas 242 e 243) abriga cerca de 5% das espécies de toda a flora mundial e 80% das espécies de bromélias. Sua diversidade é ampla também com relação à fauna, abrigando cerca de 5% de todas as espécies de vertebrados existentes. Explique
aos alunos que a Mata Atlântica não é uniforme, pois ela é um conjunto de formações florestais (Floresta Ombrófila, Floresta Ombrófila Densa, Floresta Ombrófila Mista, Floresta Estacional Decidual, Floresta Estacional Semidecidual, Campos de altitude, entre outras). Estima-se que ela cobria, aproximadamente, 1 500 000 km2 de área do Brasil e atualmente não há mais do que 15% da formação original. Sua fragmentação foi causada pela expansão das áreas agrícolas e urbanas, já que abriga mais da metade da população brasileira.
· A Caatinga (página 244) apresenta vegetação quase sem folhas e com aspecto seco durante a maior parte do ano. Sua composição varia de acordo com a ocorrência de chuvas. Os solos podem ser extremamente rasos ou moderadamente profundos, considerados de baixa fertilidade, por causa do intemperismo que sofrem e pelas suas características geológicas. Seu solo não apresenta características de deserto (áridas), nem de florestas tropicais úmidas. Trata-se de um bioma exclusivamente brasileiro.
· O solo do Cerrado (páginas 245 e 246) é bastante explorado para a agricultura: cerca de 40% da produção nacional de soja e carne ocorrem nesse bioma,
bem como o cultivo de arroz, milho, café, feijão, mandioca e cana-de-açúcar. Isso é possível porque grande parte do solo é considerada agricultável. Verifique se os alunos notam que a vegetação predominante nesse bioma são árvores de baixo e médio porte distribuídas longe umas das outras e troncos tortuosos. Esse bioma apresenta alta diversidade biológica, e muitas das espécies são endêmicas.
· O Pantanal (páginas 247 e 248) é um bioma que recebe influência de outros três biomas: Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado. Também é influenciado pelo Chaco, bioma que ocorre no norte do Paraguai e leste da Bolívia. O fator determinante para esse bioma é o regime de inundações anuais, alternados com as secas, que são responsáveis pela ciclagem de nutrientes. Esse ciclo também influencia a fauna e a flora locais, que, em geral, são similares às do bioma Cerrado. Estima-se que nesse bioma sejam encontradas 1 863 espécies de plantas superiores, 269 de peixes, 41 de anfíbios, 177 de répteis, 470 de aves e 124 de mamíferos.
· Os Pampas (página 249) ocorrem em todo o cone Sul, abrangendo o Sul do Brasil e regiões do Uruguai e da Argentina. Nesse bioma são encontradas 2 600 espécies de plantas vasculares e cerca de 500 espécies de plantas endêmicas. Também são encontradas 480 espécies de aves e 90 de mamíferos. Por sua estrutura florística, os Campos sulinos foram propícios ao pastoreio desde o período da colonização portuguesa. O gado criado nesse bioma foi importante para a ocupação colonial e para as missões jesuítas.
· Os biomas costeiros (páginas 250 e 251) são berçários para vários seres vivos, como peixes, camarões e crustáceos. Esses biomas, entretanto, sofrem com a interferência humana e o despejo de dejetos e esgoto não tratado. O aumento do povoamento das áreas costeiras tem intensificado esse problema, que afeta diretamente a biodiversidade desses biomas.

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