Biologia Marcela Yaemi Ogo Mapa de conteúdos e recursos Volume 3 Orientações para o professor


- Quais são as principais características da pesca industrial? -



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Biologia 3 Orientações Professor
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- Quais são as principais características da pesca industrial?
- Como a pesca industrial interfere nas cadeias alimentares? - Qual é a principal consequência da retirada de espécies de topo de cadeia nos níveis tróficos inferiores?
- Como é possível reduzir os efeitos causados pela pesca industrial nas cadeias alimentares marinhas aquáticas?
- O que poderia acontecer se, em vez do padrão global constatado da pesca em abundância de predadores do topo da pirâmide, eles pescassem exageradamente as espécies mais basais?
Em seguida, peça aos alunos que elaborem um texto expondo sua opinião a respeito da pesca industrial.
Capítulo 12
Outras relações entre os seres vivos
Objetivos
· Conhecer algumas relações ecológicas.
· Diferenciar relações ecológicas intraespecíficas de interespecíficas.
· Diferenciar relações ecológicas harmônicas de desarmônicas.
· Conhecer relações ecológicas intraespecíficas harmônicas.
· Conhecer relações ecológicas intraespecíficas desarmônicas.
· Conhecer relações ecológicas interespecíficas harmônicas.
· Conhecer relações ecológicas interespecíficas desarmônicas.
· Identificar algumas estratégias de sobrevivência entre os seres vivos.
Página 198
Abertura de capítulo
O objetivo do recurso é o de apresentar aos alunos um exemplo abrangente sobre as relações ecológicas. Na flora intestinal ocorrem os mais variados tipos de relações ecológicas entre indivíduos de uma mesma espécie e entre espécies diferentes. Questione os alunos sobre os tipos de relação que os microrganismos da nossa flora intestinal realizam.
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Espera-se que os alunos citem relações favoráveis e desfavoráveis ao hospedeiro, bem como entre os indivíduos que formam a flora intestinal. Questione-os se essas relações podem se alterar por causa de alguns fatores, tais como o estado imunológico da pessoa. Dessa maneira, é possível que os alunos identifiquem que as relações ecológicas podem ser benéficas ou prejudiciais, e se alterar ao longo do tempo.
Ao abordar os itens a e b, enfatize aos alunos a importância do aleitamento materno, o qual garante, por exemplo, o predomínio de bactérias benéficas no intestino dos recém-nascidos. Além disso, como a composição da flora intestinal pode sofrer influência de diversos fatores, como a alimentação e o uso de remédios, converse sobre a importância da nutrição adequada ao longo da vida e o consumo de medicamentos apenas sob orientação médica.
Páginas 199 a 203
· Após apresentar os conceitos de relações harmônicas e desarmônicas e de relações intraespecíficas e interespecíficas, na página 199, questione os alunos sobre como a relação estabelecida entre o ser humano e os microrganismos da flora intestinal é classificada na página 198. Espera-se que os alunos verifiquem que, nesse caso, são observadas diversas relações interespecíficas, as quais podem ser tanto harmônicas quanto desarmônicas.
· Ao abordar o mutualismo, na página 201, retome com os alunos a relação da ave dodô e da calvária, abordada na seção Biologia e Ambiente, no capítulo 11 deste volume. Questione os alunos se a relação entre essas duas espécies pode ser considerada um tipo de mutualismo, analisando apenas as informações presentes na seção. Espera-se que os alunos verifiquem que, se assumirmos que a ave se alimenta apenas dos frutos da calvária, e a germinação das sementes dessa planta é favorecida apenas por essa ave, é possível dizer que se trata de uma relação de mutualismo. Isso porque há uma dependência entre as espécies envolvidas: a calvária depende do dodô para se reproduzir e a ave precisa da planta para se alimentar. A eliminação de uma delas do ambiente interfere negativamente na sobrevivência da outra espécie, o que até o momento tem sido relatado em relação à calvária, que não origina novos indivíduos desde a extinção do dodô.
· Ao abordar a protocooperação, na página 202, retome com os alunos a fixação biológica de nitrogênio, abordada no capítulo 10 deste volume. Os nódulos são formados nas raízes de plantas leguminosas pela associação de bactérias nitrificantes. Questione os alunos sobre quais os benefícios das plantas e das bactérias nesse tipo de associação e em que ponto ela difere da associação existente nos liquens.
· Ao abordar o assunto comensalismo, é relativamente fácil determinar que um organismo se beneficia da relação estabelecida com outra espécie, mas pode ser
muito difícil comprovar que a relação não possui efeito sobre a outra espécie envolvida na relação. No clássico exemplo das rêmoras que se fixam ao corpo de outros animais aquáticos (tubarão, baleia, tartaruga, entre outros), a rêmora claramente se beneficia da associação por economizar energia de natação, favorecer a respiração, por causa do fluxo constante de água, ter acesso a recursos alimentares provenientes
da alimentação de outra espécie, entre outros possíveis benefícios. A outra espécie, no entanto, dependendo da quantidade de rêmoras fixadas e do tamanho do corpo, por exemplo, pode sofrer efeitos negativos dessa associação. A massa resultante da presença de inúmeras rêmoras no corpo de uma baleia-azul (Balaenoptera musculus), por exemplo, pode não significar maior gasto energético para esse mamífero, que pode atingir mais de 30 m de comprimento. No entanto, se essa mesma quantidade de rêmoras se fixar ao corpo de uma tartaruga-verde (Chelonia mydas), por exemplo, é muito provável que a massa adicional, resultante da presença das rêmoras, cause maior gasto energético para a tartaruga. Por outro lado, é possível também que algumas rêmoras limpem a pele e as brânquias da espécie à qual se associam, resultando, assim, em uma relação de protocooperação. Assim, embora algumas relações sejam claramente identificáveis, é preciso ter muita cautela e analisar cuidadosamente todos os possíveis efeitos das associações entre os organismos, principalmente quando, teoricamente, a outra espécie não sofre nenhum efeito da associação.
· Ao abordar a exclusão competitiva, leia o texto a seguir para os alunos. Este texto, além de apresentar informações a respeito dos experimentos realizados por Gause que permitiram a observação desse tipo de competição, cita o ajuste de nicho ecológico das espécies, como resultado da competição.
[...]
[...] Paramecium caudatum e Paramecium aurelia, duas espécies de protozoários ciliados com relações próximas, quando crescem em culturas separadas, exibem crescimento populacional sigmoide típico e mantêm um nível populacional constante no meio de cultura mantido com uma densidade fixa de itens alimentares [...]. Entretanto, quando ambos os protozoários foram colocados na mesma cultura, apenas P. aurelia sobreviveu mais de 16 dias. Nenhum dos dois organismos atacou o outro ou secretou substâncias prejudiciais. As populações de P. aurelia simplesmente tinham uma velocidade de crescimento maior (taxa intrínseca de crescimento mais alta) e com isso "ganharam na competição" com P. caudatum (um claro caso de competição por exploração). Em contraste, tanto Paramecium caudatum como Paramecium bursaria foram capazes de sobreviver e atingir um equilíbrio estável no mesmo meio de cultura. Embora estivessem competindo pelo mesmo alimento, P. bursaria ocupou uma parte diferente da cultura, na qual pôde alimentar-se de bactérias sem competir com P. caudatum. Assim, o hábitat provou ser suficientemente diferente para a coexistência das duas espécies, mesmo que seus alimentos fossem idênticos. [...]
ODUM, E. P.; BARRRET, G. W. Fundamentos de Ecologia. 5. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2008. p. 290-291.

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