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parte dele, em sintonia com o que foi contado. Seria interessante que a história



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parte dele, em sintonia com o que foi contado. Seria interessante que a história 
bíblica terminasse em oração.
 
Alguém poderá observar: “Conheço muito pouco de Bíblia, e não estou 
em condições de contar suas histórias”. Quando eu era criança não me punha 
essas questões. Simplesmente gostava de ouvir meu pai – um homem quase 
analfabeto – lendo essas histórias.
 
Queridos pais e queridas crianças, desejo-lhes, de coração, boa leitura.
 122. Uma luz no fim do túnel
Adaptado de Hebreus..................................................... 254
 123. A fé produz obras
Adaptado da Carta de Tiago ................................................................................................256
 124. Um lar para quem não tem casa
Adaptado de 1 Pedro ............................................................................................................258
 125. Deus é amor
Adaptado de 1-3 João ...........................................................................................................260
 126. Vamos à luta
Adaptado de 2 Pedro e Carta de Judas ................................................................................262
 127. Cartas de um exilado cristão – 1 
Adaptado de Apocalipse 13,11-18; 1,9-20 ...........................................................................264
 128. Cartas de um exilado cristão – 2
Adaptado de Apocalipse 4-6 ................................................................................................266
 129. Cartas de um exilado cristão – 3
Adaptado de Apocalipse 12 .................................................................................................268
 130. Cartas de um exilado cristão – 4
Adaptado de Apocalipse 21,1-22,5 ......................................................................................270


A
1. A criação do mundo
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Papai José estava chegando em casa com as crianças Gabriel e Débora, 
que voltavam da escola. Encontraram mamãe Raquel num de seus 
rituais preferidos: acender uma vela decorada ao anoitecer, antes 
de acender as luzes da casa. Ao abraçar e beijar sua família, o filho 
Gabriel perguntou-lhe o sentido desse gesto. Mamãe Raquel sentou-se 
junto a suas crianças e contou.
A primeira coisa que Deus fez ao criar o mundo foi a luz. Antes dela 
existia só Deus. Mas ele não estava contente sozinho. Por isso decidiu criar 
todas as coisas. E a luz surgiu por primeiro. Sem luz não existe vida. Por isso 
ela ajuda a Deus na tarefa da criação. Deus separou a luz da escuridão, e 
gostou do que fez. Depois fez o céu e reuniu as águas para formar os mares. 
E assim apareceu a terra. Deus ficou contente com o que fez.
A terra começou a produzir plantas, flores, frutos e sementes. Por vonta-
de divina nasceram todas as árvores das matas e todas as árvores frutíferas. 
Deus pulou de contente. O céu foi enfeitado de nuvens e, brincando com 
elas, o sol. De noite, a lua e as estrelas enfeitam o céu de magia. Deus ficou 
encantado com tanta beleza.
O mar e os rios se encheram de vida: peixes de todos os tamanhos e cores, 
todos capazes de gerar outros peixes. Deus ficou feliz com tanta vida den-
1. A criação do mundo
tro das águas. A terra se encheu de animais selvagens e domésticos, desde 
o enorme elefante à pequena joaninha, aves, répteis, muitos, muitos seres 
vivos sobre a terra. Mais uma vez, Deus aplaudiu tudo o que tinha feito.
Deus não estava satisfeito. Faltava o mais importante. Sabem quem? A 
humanidade. Por isso ele decidiu criar o ser humano, o homem e a mulher. 
E os fez tão bonitos, saudáveis e bons como ele é bonito, saudável e bom. 
Olhando para vocês, meus filhos e esposo, eu vejo um pedacinho de Deus.
E Deus ficou feliz. Era impossível ser mais feliz. E resolveu dar uma festa 
no dia seguinte, para que todos pudessem se alegrar com ele.
Para rezar: 
Salmo 
104,24-30
Adaptado de Gênesis 1,1-2,4a


O
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Sábado à tarde, depois de lavar o carro, papai José foi 
ajudar mamãe Raquel a podar as roseiras do jardim. Débora 
e Gabriel regavam as samambaias, molhados e contentes. No 
fim de tudo, papai José convidou a família a escutar uma história, 
a história da criação da humanidade. Sentados à sombra,
José contou.
O mundo que Deus criou era um jardim florido e com muita água. 
Mas, quem iria cuidar desse jardim, regando, podando e adubando as plan-
tas? Foi por isso que nasceu a humanidade. O Senhor fez barro e com a 
argila modelou o homem. Soprou nele, e o homem começou a viver. Mas o 
homem não era feliz, sentia falta de alguém. Por isso Deus criou a mulher, 
tirando-a do lado do coração do homem, para que se amassem e fossem bem 
unidos e cuidassem juntos do jardim que Deus deu para a humanidade.
Quando o homem viu a mulher, ficou fascinado, e disse: “Esta sim é osso 
dos meus ossos e carne da minha carne! Ela será chamada mulher, porque 
foi tirada do homem!” E viviam felizes no jardim, cuidando dele.
— Papai, perguntou Gabriel, o que você sentiu quando viu mamãe pela 
primeira vez?
— E você, mamãe, o que sentiu?, perguntou Débora.
— Para mim, respondeu mamãe Raquel, foi amor à primeira vista. Senti 
que aquele homem era o presente que Deus havia preparado para mim des-
de sempre. E junto com ele vieram esses dois tesouros que são vocês, meus 
filhos, que fazem nossa felicidade...
Papai José estava comovido, e abraçou a todos, em silêncio.
2. A criação da humanidade
Adaptado de Gênesis 2,4b-25
Para rezar:
Salmo 128
2. A criação da humanidade


A
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Após o jantar, José assistia ao telejornal. Raquel estava entretida com 
as crianças. José desligou a televisão, com ar de decepção. E desabafou: 
“Os telejornais só têm notícias ruins. É violência e mais violência...”.
Vendo o pai chateado, Débora correu para abraçá-lo, seguida por 
Gabriel. Raquel, que adorava contar histórias, não deixou escapar 
a oportunidade. Todos ficaram prontos para escutar.
A humanidade era feliz no jardim que Deus lhe havia dado para cuidar. 
Aí nada faltava. Havia todo tipo de árvore produzindo frutos. Deus disse 
ao homem e à mulher que podiam comer de todos os frutos do pomar, 
menos os frutos da árvore que estava no meio do jardim.
3. A origem do mal
A serpente era a mais esperta de todos os animais, e resolveu tentar 
a mulher e o homem. Sabendo que havia uma árvore proibida, insistiu 
tanto nela, disse que se eles não comessem daquela árvore não seriam 
felizes, e que se comessem seriam como Deus... Garantiu que liberdade é 
poder fazer tudo o que a pessoa deseja, e que se não fizessem tudo o que 
desejam, não seriam livres... Disse tantas coisas, que eles acabaram acre-
ditando: não seriam livres nem felizes sem comer daquela árvore. Todas 
as outras juntas não valiam a proibida. Queriam ter tudo a todo custo. 
Queriam ter mais e sempre mais.
E acabaram comendo. Mas logo perceberam que eram frágeis e despro-
tegidos. Começaram a ter medo um do outro e de Deus, e se esconderam. 
Deus, porém, os procurou e quis saber por que se escondiam dele. Tiveram 
de reconhecer que haviam errado, e começaram a se desculpar, culpando o 
outro. O homem culpou a mulher, a mulher culpou a serpente...
Deus, então, amaldiçoou a serpente e expulsou a humanidade do jar-
dim, pois tinha agido de modo irresponsável, não respeitando os limites 
e não obedecendo a Deus. 
Papai José acrescentou: Liberdade não é poder fazer de tudo; é fazer as 
coisas bem feitas, do melhor modo possível. Nós somos livres para colher 
as flores do jardim. Mas se as colhemos, elas murcham e secam em nos-
sas mãos. Se as deixamos florescer no jardim, elas duram muito mais e 
produzem sementes para novas flores.
Adaptado de Gênesis 3,1-24
Para rezar:
Salmo 131
3. A origem do mal


D
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Os filhos estavam calados. Papai levantou-se para pôr um DVD para 
crianças, quando Gabriel mostrou-se inquieto. Queria saber mais sobre 
o tema. Ele e Débora fizeram tantas perguntas, que o pai teve de contar a 
história de Caim e Abel.
Depois que o ser humano decidiu agir como quem pode tudo e como 
quem não é feliz se não possuir todas as coisas, o mundo foi piorando sem-
pre mais. Em vez de serem amigas e se ajudar, as pessoas se tornavam cada 
dia mais inimigas. Foi isso que aconteceu com dois irmãos, Caim e Abel. 
Abel era fraco e precisava da ajuda do irmão para se defender, mas o irmão 
se recusava.
Caim tornou-se agricultor, e Abel pastor. Cada um oferecia a Deus parte 
do seu trabalho: Caim oferecia frutos, e Abel ovelhas. Deus gostou das ofer-
tas de Abel, e isso provocou inveja no irmão mais velho. Deus disse a Caim 
que, se quisesse, poderia controlar a inveja e a raiva que sentia por Abel. 
Mas, em vez de ajudá-lo e protegê-lo – porque era fraco – Caim resolveu 
matar o irmão.
Certo dia, quando caminhavam juntos, o irmão mais velho e mais forte 
atacou o irmão Abel e o matou.
Deus, porém, chamou Caim e perguntou-lhe onde estava Abel. Mentindo 
e sem educação, respondeu: “Sei lá. Por acaso tenho de ser responsável por 
meu irmão?” Deus sabia de tudo, pois tinha visto tudo, também o sangue 
de Abel derramado no chão. E acrescentou: “Você devia, sim, ser responsá-
vel pela vida do seu irmão mais fraco. Em vez de proteger, destruiu. E a terra 
bebeu o sangue de um inocente. Você nunca verá a felicidade, pois matou 
seu irmão. Seu pecado é muito grave, mas você podia tê-lo evitado. Agora, 
porém, você achou que podia possuir tudo, até a vida de Abel. A violência 
nunca se afastará de você”.
Caim ficou com muito medo, medo de que alguém o matasse por ter 
matado o irmão. Mas Deus pôs um sinal protetor em Caim, para que a vio-
lência não produzisse mais violência.
4. Irmão contra irmão 
Para rezar:
Salmo 133
4. Irmão contra irmão 
Adaptado de Gênesis 4,1-26


D
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Num fim de semana de muito sol, José aceitou o convite para 
visitar a chácara de um amigo. Partiram bem cedo, e as crianças estavam 
ansiosas para chegar, brincar, correr, em contato com a natureza. Um 
amiguinho de Gabriel convidou-o para jogar 
videogame. Vendo que eram 
jogos violentos, José propôs a todos um passeio pela chácara. Conheceram 
bichos, saborearam frutas no pé... Horas depois, sentaram-se cansados à 
sombra, enquanto o dono da chácara explicava o cuidado que tinha para não 
poluir o solo e evitar erosões. E comentava:
Deus criou o mundo em perfeita harmonia. E nós somos responsáveis 
por sua conservação. Muitas catástrofes são provocadas pelo próprio ser 
humano...
Papai disse que violência gera violência – comentou Débora.
É verdade – garantiu papai José. Nas grandes cidades, o lixo jogado na rua 
é um dos responsáveis pelas enchentes: entopem bueiros, bocas-de-lobo, 
as ruas se enchem de água que invade as casas, causando destruição. O ser 
humano destrói as matas e abre caminho para os desertos...
Nos tempos de Noé aconteceu o dilúvio – começou a dizer mamãe Ra-
quel. – Foi uma grande enchente que cobriu até os montes mais altos. O 
dilúvio foi uma catástrofe provocada pelo próprio ser humano. A violência 
chegou ao máximo, e Deus ficou descontente. Havia, porém, um peque-
no grupo de gente boa, a família de Noé. E Deus decidiu salvá-la. Por isso 
ordenou a Noé a construção de um grande navio – a arca – para salvar da 
inundação um casal de cada espécie de animais.
Quando estavam todos na arca, começou a chover, e a chuva lavou toda 
a maldade que havia. Depois que parou de chover, Noé e sua família espe-
5. O dilúvio
raram as águas baixarem. Então soltaram uma pomba, e ela voltou com 
um ramo verde no bico. Era o sinal para saírem da arca. Depois que saíram, 
Deus fez aparecer o arco-íris nas nuvens, sinal de que ele estava outra vez 
contente com a humanidade. E prometeu que nunca mais haveria dilúvio 
na terra.
Para rezar:
Salmo 104,1-9
5. O dilúvio
Adaptado de Gênesis 6,5-9,17

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