Avaliação e diagnóstico em terapia cognitivo-comportamental


 Por que a formulação é fundamental?



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2. Por que a formulação é fundamental?

Segundo  Turkat  (1985),  quando  se  procura  saber

sobre eficácia e resolutividade em psicoterapia ou em

intervenções  psicológicas  na  literatura  disponível,

encontra-se uma grande dificuldade: não há consenso

sobre se a psicoterapia é eficaz, ou não, na resolução

de  distúrbios  de  comportamento  e  emocionais  nos

seres  humanos.  No  entanto,  Lambert  (2002)  afirma

que  a  efetividade  da  psicoterapia  tem  sido  objeto  de

inúmeros  estudos  científicos  e  os  resultados  mais

atualizados  apontam  para  sua  indiscutível  eficácia.  A

despeito  das  diferenças,  o  que  importa  é  que  muito

tem  sido  discutido  sobre  processos  terapêuticos,  que

acabam  ressaltando  a  importância  de  cada  uma  das

atividades 

que 


caracterizam 

psicoterapia.



Recentemente,  parece  existir  uma  tendência  à

integração  de  diversos  pontos  de  vista  em

atendimentos  psicológicos  que  visam  aumentar  a

consistência  e  abrangência  dos  tratamentos  como

podemos  encontrar  nos  trabalhos  de  Beck  e  Alford

(2000), Rangé e Silvares (2001) e Shinohara (2001).

Mas  o  que  isso  tem  a  ver  com  formulação  de

casos?  Simplesmente  porque,  em  havendo  uma  boa

compreensão  do  fenômeno  que  está  sendo

apresentado, torna-se muito mais fácil o planejamento

de estratégias para atingir determinados objetivos. Em

outras  palavras,  somente  através  do  desenvolvimento

de  uma  boa  formulação  da  situação  ou  problemas

trazidos  para  terapia,  é  que  se  podem  planejar

procedimentos  efetivos  para  alcançar  as  mudanças

desejadas  e,  conseqüentemente,  ficará  mais  fácil

avaliar  se  um  determinado  tipo  de  intervenção

psicológica é uma terapêutica realmente eficaz ou não.




Avaliação e diagnóstico em terapia cognitivo-comportamental

Interação em Psicologia, jan./jun. 2002, (6)1, p. 37-43

3

Uma  formulação  de  caso  é  uma  teoria  sobre  o



cliente  que  busca  relacionar  as  dificuldades  que  ele

apresenta de forma clara e significativa, integrando-as

isoladamente e entre si. Procura compreender como o

indivíduo  desenvolveu  e  mantém  tais  dificuldades,  e

como  ele  provavelmente  se  comportará  no  futuro

diante  de  determinadas  condições.  Finalmente,

permite,  através  de  uma  visão  ampla  do

funcionamento  do  cliente,  planejar  intervenções  que

possibilitem  as  mudanças  necessárias  e  desejadas.

Além disso, o processo de avaliação e formulação do

caso  do  cliente  permite  o  estabelecimento  de  uma

relação  terapêutica  positiva  e  uma  maior  adesão  dele

ao tratamento (Rangé & Silvares, 2001).

Sendo  assim,  pode-se  concluir  que,  de  uma  boa

compreensão  dos  fatores  que  causam  e/ou  mantêm

distúrbios  psicológicos,  depende  o  planejamento  de

intervenções  clínicas  efetivas  e  individualizadas  para

cada  sujeito,  uma  vez  que  cada  um  possui  uma

história de experiências e aprendizagens única, e que,

por  isso,  não  pode  haver  uma  receita  ou  fórmula

terapêutica que sirva para todos indiscriminadamente,

mas sim, uma adaptação do conhecimento científico à

história  pessoal  de  cada  um.  Para  tanto,  torna-se

necessário estar atento aos requisitos fundamentais de

uma 

formulação 



como 


desenvolvê-la

adequadamente.





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