Autos de gil vicente e ariano suassuna: uma



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5 Conclusão 

 A  crítica  moralizante  em 



Auto  da  barca  do  inferno

  e 


Auto  da

 

Compadecida

  transparece  nas  duas  peças  a  partir  da  visão 

religiosa  que  dita  a  conduta  moral  da  sociedade,  e  da  qual  os 

autores  se  valeram  para  condenar  os  vícios  e  exaltar  as 

virtudes dos tipos sociais e indivíduos representados. Os males 

reprovados que ganham maior ênfase são a cobiça e o apego às 

riquezas,  que  tem  por  consequência  a  tirania  e  exploração  dos 

mais pobres. Ainda que tratado de forma cômica, o conteúdo da 

crítica  tem  por  objetivo  levar  o  público  a  uma  tomada  de 

conscientização diante de seus desvios de caráter.  



 

 

A  sátira  social,  por  sua  vez,  tem  como  principal 



instrumento  a  linguagem,  meio  pelo  qual  são  denunciados  os 

vícios  e  expostas  as  hipocrisias  das  personagens.  Da  mesma 

forma,  a  ironia  com  relação  às  instituições  e  mentalidades 

humanas  são  descobertas  pela  figura  de  Jesus,  provocando  no 

leitor/espectador 

ao 


mesmo 

tempo 


riso 

reflexão, 



entretenimento  e  aprendizagem.  Assim,  conjugando  elementos 

humanos  e  divinos,  burlescos  e  sérios,  formais  e  corriqueiros, 

os  autos  de  Gil  Vicente  e  Ariano  Suassuna  não  perdem  sua 

atualidade, pois têm o mérito de apresentar as constantes lutas 

entre  o  bem  e  o  mal  que  existe  dentro  de  cada  indivíduo, 

valendo-se  de  uma  comicidade  palpitante,  sempre  capaz  de 

conquistar 

novos 


leitores/espectadores 

no 


decorrer 

das 


gerações.  

 




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