Autismo e psicose na criançA


Gráfico demonstrativo da conduta terapêutica na porta de entrada do NAICAP



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Gráfico demonstrativo da conduta terapêutica na porta de entrada do NAICAP:
Tem encaminhamentos externos (início de tratamentos em outras instituições) - 57%

Absorção pelo NAICAP- 18%

Abandono da porta de entrada- 16%

Encaminhamento, externos (retorno a tratamentos anteriores) - 7%

Entrevistas preliminares em andamento (outubro 2002) - 2%
Fim da descrição
Com relação aos encaminhamentos externos (em 57% dos casos as crianças foram encaminhadas pela primeira vez a outros serviços e 7% foram reencaminhadas para instituições em que já tinham algum tipo de atendimento), a análise foi bastante minuciosa e algumas questões devem ser prioritariamente abordadas. A primeira delas diz respeito à efetividade e à resolutividade dos encaminhamentos realizados pelo NAICAP. Nos serviços em que foi possível ter acesso aos registros, constatamos que houve pronta absorção dos casos encaminhados, o que a nosso ver é parcialmente justificado pela própria direção clínica que o NAICAP assume em suas entrevistas preliminares.

Uma boa parte dos casos em que a indicação terapêutica dada pelo NAICAP foi a de atenção diária e intensiva, estes acabaram por receber um atendimento ambulatorial, haja vista a escassez de serviços que contemplassem o atendimento dentro dessa modalidade. Vale acrescentar que nosso trabalho na porta
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de entrada recolheu desses profissionais que recebem esses casos em atendimento ambulatorial o testemunho de que, após um certo tempo de trabalho com essa clientela grave, eles se sentem sós, no sentido de que não contam com interlocutores, supervisões ou discussões em equipe acerca dos casos.

Se propusermos a análise do quantitativo mais atualizado das crianças (total de 785 registrado desde o início do serviço até dezembro/2003), registram-se 505 encaminhamentos externos, dos quais apenas 37 casos (cerca de 5%) retornaram ao NAICAP em busca de novas resoluções. Nesses casos, figuraram como possíveis motivos: o aspecto geográfico (em 16% dos casos, os pais mudaram de residência e solicitavam serviços mais próximos de seu local de moradia); busca de um maior número de tratamentos para as crianças (em 16% dos casos, a criança já fazia algum tipo de tratamento e chegava ao NAICAP em busca de mais atendimentos que pudessem ser somados a este); conhecimento do NAICAP como um serviço especializado (postura não somente tomada pelos pais e/ou responsáveis pela criança, mas também por profissionais de outros serviços — isso ocorreu em 5% dos casos); dificuldade de os pais aderirem a um tratamento (observado em 35% dos casos) e outras questões mais particulares (em 16% dos casos, por exemplo, os pais buscam atendimento para seus filhos no NAICAP por conta da saída de profissionais que os atendiam em outros serviços e, em 12% dos casos, houve não comprometimento por parte das instituições em receber as crianças que lhes foram encaminhadas). Desses 37 casos de retorno ao NAICAP, seis foram absorvidos na modalidade de atenção diária e intensiva pelo serviço.
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