Autismo e psicose na criançA


OS DESTINOS DA ALIENAÇÃO E AS CONSEQÜÊNCIAS SOBRE A TRANSFERÊNCIA: EFEITOS DE UMA PRÁTICA DE VÁRIOS (1)



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OS DESTINOS DA ALIENAÇÃO E AS CONSEQÜÊNCIAS SOBRE A TRANSFERÊNCIA: EFEITOS DE UMA PRÁTICA DE VÁRIOS (1)
MARIA APARECIDA DE ANDRADE NOVAES
A chegada de João ao NAICAP foi marcada desde o primeiro dia por um movimento que passou a ser reconhecido como sua marca pela equipe: um constante abrir e fechar de portas. Ele trabalhava intensamente para que todas as portas em volta dele permanecessem fechadas, deixando o espaço do corredor todo fechado. No entanto, João não se contentava com as portas fechadas: precisava repetir o movimento num e abrir e fechar sem fim, que só encontrava limite na hora de ir embora. Na medida em que se ocupava das portas, foi bastante difícil, no início, sua inserção em qualquer das atividades que aconteciam naquele turno nesta instituição.

Já no início ficou clara a tentativa incessante de João de manter-se afastado de mim e dos outros técnicos. Não dirigia o olhar e não suportava que se dirigisse a palavra a ele, esquivando-se o tempo todo. Numa de minhas tentativas de aproximação, João fechou uma porta entre nós, a partir do que pude perguntar, sem me dirigir diretamente a ele: quem é? ou tem alguém aí?, perguntas que eu fazia após bater na porta. A porta entre nós parece ter sido sua condição para o estabelecimento de um laço, uma vez que, para além da porta, pude em vários momentos escutar sua voz. Embora fosse angustiante no início não compreender o que estava dizendo, pareceu-me que, naquele momento, era mais importante que eu pudesse sustentar a presença sob esta condição. Em outros momentos, foi possível para João bater na porta, diante do que eu perguntava quem
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era. Ele abria a porta, e logo se dirigia para longe de mim. Sem a porta, a proximidade parecia ficar insuportável.

Esse caso nos ensina sobre o caráter invasivo e intrusivo do Outro para a criança autista, o que coloca em questão a possibilidade de transferência nesta clínica, assim como o seu difícil manejo. Proponho discutir as possibilidades e condições da relação transferencial na clínica do autismo tomando como referência as operações lógicas de alienação e separação — introduzidas por Lacan em seu décimo-primeiro Seminário, Os quatro conceitos fundamentais da psicanálise (1964) — e valendo-me da experiência em uma instituição que, norteada por uma prática de vários, (2) pôde instaurar para esta criança a possibilidade de fazer laço com o Outro sem que este comparecesse como avassalador.

A psicanálise tem como um de seus pilares algo que a clínica do autismo nos evidencia, a saber, a abordagem do sujeito como uma construção, e não como um dado:
fazer-se humano e constituir-se sujeito são processos que reque- rem trabalho e, nesse sentido, [a psicanálise] se contrapõe às concepções que se contentam com a placidez daquilo que é dado. Fazer-se sujeito não é um dado prévio à condição humana, é uma construção. E uma construção sujeita a avatares — questão que a problemática do autismo não deixa silenciada (RIBEIRO e COUTO, 1998:205).
Para Lacan, o sujeito é definido como efeito do significante, o que ele desenvolve num dado momento de seu ensino através do que ficou conhecido como as duas operações fundamentais em que convém formular a causação do sujeito (1966), ou ainda, as operações da classificação do sujeito em sua dependência significante em relação ao outro (1 964). Trata-se das operações de alienação e separação.
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Entre o sujeito e o Outro — que Lacan define como os campos em jogo nas operações constituintes do sujeito — as relações são circulares, embora não recíprocas. A alienação é a operação na qual o sujeito é convocado a produzir-se no campo do Outro, a preço de uma perda de ser. O sujeito se faz representar por um significante, sob pena de desaparecer sob ele. Da mesma forma, com a concatenação significante ou, em outras palavras, com o apelo a um significante, o sujeito também está condenado a aparecer como afânise, e nisso reside sua divisão. Pela separação, o sujeito livra-se do efeito afanísico da concatenação significante e, segundo Lacan, experimenta outros efeitos que não os de senti- do com que um discurso solicita. Na separação, o sujeito se depara com o desejo do Outro, efetivamente. Ao contrário da alienação, na qual se trata de um destino, de escolha forçada, a separação diz respeito a um querer, isto é, de um ato que supõe um tirar-se desta condição de realizar-se no Outro.

O problema que o autismo nos coloca, em contrapartida, é apreender o que é a alienação quando ela não é completada pela separação, tal como nos indicou Soler (1994). Partindo, em primeiro lugar, da questão a respeito do lugar do analista no trata- mento da psicose e do autismo e, em segundo lugar, do pressuposto de que essas crianças são sujeitos, uma vez que há no Outro significantes que a representam, a autora situa o sujeito autista como equivalente à primeira emergência de todo sujeito, aquele que é puro efeito, que é falado pelo Outro.

Além disso, a autora atenta para o fato de que esses sujeitos não entram, por sua própria conta, na alienação significante. Eles são aí tomados somente no nível da fala do Outro. (...) Essas crianças, enquanto sujeitos, permanecem puros significa- dos do Outro (SOLER, 1994:76). São sujeitos, portanto, ainda que não enunciadores, sujeitos cuja relação com o Outro é marcada pelo esforço em mantê-lo dentro de uma homeostase, de uma margem de previsibilidade.
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Em Lacan, encontramos a referência ao que ele chamou de holofrase como a pista para se abordar o processo na psicose infantil: quando não há intervalo entre S1 e S2, quando a primeira dupla de significantes se solidifica, se holofraseia, temos o modelo de toda uma série de casos — ainda que, em cada um, o sujeito não ocupe o mesmo lugar (LACAN, 1964:225). Segundo Laurent (1995), a holófrase designa, em última instância, o S1 sozinho, no que se diferencia do S1 ligado a outro. Isso parece tornar um tanto mais clara a afirmação de Lacan, em 1964, de que a criança toma lugar do S1 em relação ao objeto a, termo obscuro ao qual, segundo Lacan, a mãe reduz a criança, de modo a realizar a fantasia materna. Como indicou Laurent,
consequência clínica do trabalho de Lacan sobre alienação separação no Seminário 11 foi o fato de que, depois de 1964, Lacan enfatizou ainda mais, na sua concepção da psicose, o papel de objeto a como o objeto a que a criança está reduzida. (...) A partir de 1964, Lacan ressaltou a importância clínica do ponto em que uma criança é reduzida a ser o obscuro objeto de desejo da mãe, e o fato de que tudo isso é importante na com- preensão clínica da psicose infantil (LAURENT, 1997:51).
Antonio Di Ciaccia nos lembra do ponto de partida de Lacan, a saber, a relação do humano com o significante, embora a criança autista, mesmo estando na linguagem, tenha com ela uma relação fixa, e não móvel. Em suas palavras, ela não está na linguagem a um só tempo representada e barrada pelo significante, mas sim como um condensador de gozo (DI CIACCLk, 2003:34). O Outro da linguagem, para a criança autista, é o Outro do gozo mortífero, na medida em que não se desdobra no Outro da fala, condição, segundo Di Ciaccia, para que o sujeito possa se fazer endossar pelo Outro. Diante disso, o autor se pergunta sobre como induzir a criança autista a passar da ver-
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tente de gozo para a vertente significante, colocando a instituição como uma possibilidade para esses sujeitos.

A seguir, proponho retornar ao caso clínico a que me referi inicialmente, a fim de localizar o modo como se aliena esta criança, como ela se situa no Outro a partir dos significantes aos quais se aliena, quais os recursos que lhe dão condições para existir para o Outro sem que este compareça como avassalador e, finalmente, de que modo as intervenções da equipe na instituição possibilitaram esse trabalho.

Segundo Virginio Baio, a prática feita por muitos constitui uma tentativa de tratamento, na psicose, do impasse ligado à transferência (BAIO, 1999:66). Para isso, prossegue ele, é preciso um Outro que não sabe, uma equipe que saiba responder às condições exigidas pelo sujeito psicótico, isto é, que saiba não- saber, o que implica o fato, segundo ele, de se levar em conta que não se sabe de antemão, posição a partir da qual se opera. Com isso, visa-se, por um lado,
extrair daí a lógica em questão, e, por outro lado, tem-se a perspectiva de calcular a estratégia a partir da qual responder, para que o sujeito realize seu ato, produzindo-se como sujeito; isso acontece na perspectiva de nos manter a todos, rigorosamente, na mesma orientação estratégica, mas deixando cada um com sua liberdade tática (BAIO, 1999:67).
Frente a isso, é importante ressaltar o diferencial entre esta orientação em comum e a liberdade para o ato, como o fez Maria do Rosário do Rêgo Barros, a partir da questão da autorização: a prática de vários não pode dispensar a autorização de cada um na solidão de seu ato, na escolha de sua intervenção (BAR- ROS, 2003:80). A prática de vários, portanto, não deve ser reduzida a uma prática do coletivo, o que também foi precisamente colocado por Di Ciaccia:
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o fato de sermos muitos, todavia, não deve fazer passar para segundo plano a constatação de que, em uma prática feita por muitos, cada um responde pessoalmente por seu ato. A prática feita por muitos é, portanto, uma das modalidades da psicanálise aplicada, o que não quer dizer que esta se reduza à prática institucional ou à prática feita por muitos (DI CIACCIA, 2003:36-37).
No atendimento desta criança a quem dou o nome de João, as intervenções de dois outros técnicos da equipe foram fundamentais para a inscrição da possibilidade de uma relação transferencial a partir do que foi denominado tratamento do Outro, um deixar-se regular por parte da equipe a fim de se associar ao incessante e ininterrupto trabalho empreendido pela criança autista: o de regular o Outro, a tentativa de dele se separar, colocando-o em batimento e tentando promover o esvazia- mento de seu gozo.3

Logo no início do tratamento houve uma demanda da mãe claramente endereçada à terapeuta ocupacional da equipe, uma vez que uma de suas grandes queixas era em relação ao fato de que João apresentava sérias dificuldades com as chamadas atividades de vida diária, tais como as que envolvem alimentação, higiene etc. O tratamento, que incluía a escuta da mãe pela técnica de referência, responsável peio caso, passou a incluir a escuta pela terapeuta ocupacional, mobilizada também pelos efeitos de estar em formação psicanalítica. Na reunião de equipe, foi levantada a questão a respeito das consequências, no manejo transferencial, da presença das duas profissionais na escuta da mãe. Após a discussão, chegamos à conclusão de que tanto para a mãe quanto para a criança estava bem clara a demarcação das duas posições, assim como as diferenças que cada uma trazia, o que fez com que o trabalho em conjunto passasse a ser encarado não como apresentando uma certa confusão no
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endereçamento o que poderia vir a se instalar como conflito —, mas como aquilo que caracteriza a prática de vários: a possibilidade de uma transferência múltipla, se assim podemos dizer, a partir da autorização de cada profissional a intervir no caso.

O trabalho empreendido pela terapeuta ocupacional teve efeitos interessantes para o caso, tendo sido uma das vias que Colocaram em evidência certo modo de João se fazer presente no mundo e de responder ao Outro. Na fala da mãe, tanto nas sessões com O técnico de referência, quanto com a terapeuta ocupacional, apareceram falas a respeito do nascimento de João: O fato de que, na hora do parto, perdera as forças. E ela se refere ao filho justamente como um menino que não tem vontade de nada, não tem interesse pelas coisas. É, de fato, um me- nino largado pelos cantos; de fato, um menino sem forças, o que se evidencia pelo modo como permanece grande parte do tempo no NAICAP: sentado nos bancos, quase escorregando da cadeira, quase deitado, literalmente sem forças. Os significantes largado e sem forças, presentes na fala mãe, parecem ter sido aqueles aos quais João se alienou, como forma possível de existir no Outro. Neste sentido, convém novamente a observação de Di Ciaccia que, no meu entender, remete à forma de alienação no autismo:
para a criança autista, o simbólico é real. A fala é trauma, e até mesmo os cuidados que lhe são ministrados se tornam violência. Disso resulta que a maneira de viver da criança autista é, como diz Lacan uma estratégia para se proteger do verbo. Sobretudo do verbo daqueles que dela se ocupam (DI CIACCIA, 2003: 34).
Ao trabalhar Com a terapeuta ocupacional o ato de se vestir e as práticas de higiene, ela nota que dele não parte nenhum movimento, a não ser pelo comando. Isso parece corresponder a
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um outro traço marcante de João: sua educação, algo a que a mãe também se refere constantemente como sendo importante para ela. Frente a isso, suas intervenções se deram não no sentido do comando, ou de dizer tudo que tinha a fazer, mas de perguntar, deixando espaço para que o movimento pudesse partir dele.

Outro trabalho que pôde ser realizado com João, a partir da intervenção desta profissional, foi o da alimentação, também motivo de angústia para a mãe. Embora seu turno compreendesse o horário do almoço, ele se recusava a estar presente mantendo-se do outro lado do corredor, o mais longe possível da cozinha, ou simplesmente fechando a porta, permanecendo do lado de fora, atento para que a porta continuasse fechada.

A mãe, numa de suas vindas, trouxera seu filho mais novo, irmão de João, por não ter tido com quem deixá-lo. A terapeuta o fez entrar e a partir de uma de suas falas — O João só come Miojo — ela pôde propor um trabalho que o possibilitou participar do almoço. Ela propôs que ele trouxesse Miojo de casa para que preparassem e Comessem no NAICAP. Não só João pôde entrar para comer com outras crianças, almoçando o que havia trazido de casa e preparado com a terapeuta — embora tivesse como condição que não se dirigisse a palavra a ele, ou que esperasse as outras crianças terminarem —, como pôde também, aos poucos, agregar a comida oferecida no almoço da instituição. Hoje em dia, ele próprio se serve, colocando um pouco de cada uma das comidas para depois, em seu próprio prato, separar o que não vai comer: Os legumes. (4) Ao invés de não se servir de legumes, ele se serve de tudo e depois os separa, o que entendemos como uma estratégia, um recurso no sentido de tratar o Outro, de forma a torná-lo menos invasivo, como há pouco fora mencionado.

A segunda intervenção de outro técnico da equipe, que pretendo ressaltar, foi também decisiva para as vicissitudes do
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caso, uma vez que ali se evidenciou, juntamente com a intervenção primeira da porta (fazer a porta consistir entre nós como modo de regulação do Outro), a possibilidade de estabelecimento de um laço e o vislumbre de quais eram suas condições.

Ao saber pela mãe que uma das atividades das quais João participava era a natação, propus apresentar a ele a piscina do NAICP e a técnica responsável pela atividade aquática. Combinei com ele e com sua mãe para que, na próxima vez, trouxesse sunga. No primeiro dia, eu o acompanhei até a piscina e ali permanecido lado de fora. A intervenção da técnica, que foi sensível à sua condição e sugeriu que, na primeira vez, ele entrasse sem a presença de outras crianças, foi fundamental. Naquela condição, João se via em condições de dirigir o olhar e fala a mim, além de sorrir. A mim e à técnica, ele dirigia as falas do menino educado: obrigado! Valeu!, e se deixava largar de um modo diferente em relação ao que ficava pelos cantos, pelo corredor.

A partir daí, o trabalho na piscina colocou-se como uma atividade da qual João pôde participar e que delimitava para ele o lugar de endereçamento a esta técnica. Isso se evidenciou numa intervenção em que ela, tendo se deparado com ele no corredor sentado numa cadeira, largado sem forças, como costumava ficar, o convidou a levantar e sair dali. Naquele dia, não haveria atividade na piscina mas ele pôde mesmo assim responder a sua convocação sem que isso se colocasse como invasivo.

Percebemos que o fio que percorre todas as intervenções aqui citadas se refere a uma manobra que consiste — além de um deixar-se regular — em um acolhimento dos atos da criança, para dar a eles sentido, mas apenas com o intuito de registrá-los, de pontuá-l0s, enfim, de lhes fazer existir, permitindo assim que a criança possa também existir para o Outro como sujeito através da possibilidade de novas respostas diante da sua aliena-
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ção. Segundo Di Ciaccia, é preciso correlacionar o funcionamento institucional com a posição do sujeito:
em uma instituição, uma verdadeira prática feita por muitos deve levar isso em conta e orientar seu funcionamento não pelas exigências dos especialistas, mas segundo as exigências do sujeito; não em relação à sua posição quanto ao sintoma e ao diagnóstico, ainda que estrutural, porém em sua relação com o campo da fala e da linguagem (DI CIACCA, 2003: 38).
Início de nota de rodapé
NOTAS
(1) Este trabalho foi produzido durante meu estágio no NAICAP (estágio viabilizado a partir do convênio de cooperação técnica estabelecido entre o Instituto Philippe Pinel e o Instituto de Clínica Psicanalítica do Rio de Janeiro) e ampliado através da discussão em grupo com a participação da psicanalista Maria do Rosário do Rêgo Barros, e de Vera Grandi, Vilma Dias e Clarissa Ramalho, da equipe do NAICAP.
(2) Tradução dada ao termo proposto por Jacques-Alain Miller, pratique à plusieurs, modalidade de trabalho que, segundo Maria do Rosário do Rêgo Barros, fundamenta-se na transmissão feita entre os participantes da equipe do que se passa na sua relação com a criança e que vai tendo efeito de intervenção dos outros. O trabalho de transmissão ao qual todos estão submeti- dos instaura o não todo no funcionamento daqueles profissionais e permite que o caos aparente, no qual parece mergulhada uma criança, se transforme em uma ordem inédita, produzida pelo sujeito e registrada por cada um que entra em contato com ela (BARROS, 2003:79).
(3) O termo tratamento do Outro foi desenvolvido por Alfredo Zenoni em Traitement de lAutre, Preliminaire 3. Revue de IAntenne 110. Bruxelas, 1993.
(4) A separação dos legumes no prato foi observada e registrada por uma das profissionais do NAICAP que, naquele dia, o acompanhava no horário do almoço.
Fim de nota de rodapé
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BAIO, V O ato a partir de muitos. In Curinga — Escola Brasilei- ra de Psicandlise-MG. Belo Horizonte: n2 1 3, set. 1999.

BAIO, V. e KUSNIEREK, M. Lautiste: un psychotique au travail. In Preliminaire, 5. Revue de lAntenne 110. Bruxe- las: 1993.

BARROS, M. R. R. A prática lacaniana nas instituições: uma experiência de vários. In Opção Lacaniana — Revista Brasileira Internacional de Psicanalise. São Paulo: n 37, set. 2003.

DI CIACCIA, A. Inventar a psicanálise na instituição. In HARAIU, A. et aI. (org) Os usos da psicanalise: primeiro encontro do Campo Freudiano. Rio de Janeiro: Contra Capa Livraria, 2003.

LACAN, J. (1 964). O seminário, livro 11: Os quatro conceitos fundamentais da psicanalise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 1985.

(1 966) Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 1998.

LAURENT, E. Versões da clínica psicanalítica. Rio de Janeiro:

Jorge Zahar Editora, 1995.

Alienação e separação I e 11. In FELDSTEIN, R. [et al.] Para ler o Seminário 11 de Lacan. Rio de Janeiro:

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RIBEIRO, J. e COUTO, C. O autismo como enigma. In Revista FortDa, n4/5, 1998.

SOLER, C. Fora do discurso: autismo e paranoia. In Revista de Psiquiatria & Psicanalise com crianças &Adolescentes. BeIo Horizonte: FHEMIG, v. 1, n2 1, dez. 1994.
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