Atualização da Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados Cardiovasculares de Emergência da Sociedade



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Figura  13.1  –
  Fluxograma  da  Reanimação  Neonatal,  2016.
1061-1063
 FC: 
frequência cardíaca; SatO
2
: saturação de oxigênio; CPAP: pressão positiva 
contínua nas vias aéreas.
576


Atualização
Atualização da Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados 
Cardiovasculares de Emergência da Sociedade Brasileira de Cardiologia – 2019
Arq Bras Cardiol. 2019; 113(3):449-663
Quadro 13.1 –
 Material necessário para reanimação neonatal na sala 
de parto
Sala de parto e/
ou de reanimação 
com temperatura 
ambiente de 23-26
o
C
Mesa de reanimação com acesso por 3 lados 
Fontes de oxigênio umidificado e de ar comprimido, 
com fluxômetro
Blender para mistura oxigênio/ar
Aspirador a vácuo com manômetro 
Relógio de parede com ponteiro de segundos 
Material para 
manutenção de 
temperatura
Fonte de calor radiante 
Termômetro ambiente digital 
Campo cirúrgico e compressas de algodão estéreis
Saco de polietileno de 30 × 50 cm para prematuro 
Touca de lã ou algodão 
Colchão térmico químico 25 × 40 cm para prematuro 
< 1.000 g
Termômetro clínico digital
Material para 
avaliação
Estetoscópio neonatal
Oxímetro de pulso com sensor neonatal 
Monitor cardíaco de três vias com eletrodos 
Bandagem elástica para fixar o sensor do oxímetro e 
os eletrodos
Material para 
aspiração
Sondas traqueais números 6, 8 e 10 e gástricas curtas 
números 6 e 8
Dispositivo para aspiração de mecônio
Seringas de 10 mL
Material para 
ventilação
Reanimador manual neonatal (balão autoinflável com 
volume máximo de 750 mL, reservatório de oxigênio 
e válvula de escape com limite de 30 a 40 cmH
2
O e/
ou manômetro) 
Ventilador mecânico manual neonatal em T com 
circuitos próprios
Máscaras redondas com coxim números 00, 0 e 1 
Máscara laríngea para recém-nascido número 1
Material para 
intubação traqueal
Laringoscópio infantil com lâmina reta números 00, 
0 e 1
Cânulas traqueais sem balonete, de diâmetro interno 
uniforme 2,5/ 3,0/ 3,5 e 4,0 mm
Material para fixação da cânula: fita adesiva e algodão 
com soro fisiológico 
Pilhas e lâmpadas sobressalentes para laringoscópio
Detector colorimétrico de dióxido de carbono expirado 
Medicações
Adrenalina 1/10.000 em 1 seringa de 5,0 mL para 
administração única endotraqueal
Adrenalina 1/10.000 em seringa de 1,0 mL para 
administração endovenosa
Expansor de volume (soro fisiológico) em 2 seringas 
de 20 mL
Material para 
cateterismo umbilical
Campo fenestrado esterilizado, cadarço de algodão 
e gaze 
Pinça tipo kelly reta de 14 cm e cabo de bisturi com 
lâmina número 21
Porta-agulha de 11 cm e fio agulhado mononylon 4.0
Cateter umbilical 3,5 F, 5 F e 8 F de PVC ou 
poliuretano
Torneira de três vias
Outros
Luvas e óculos de proteção individual para os 
profissionais de saúde
Gazes esterilizadas e álcool etílico
Cabo e lâmina de bisturi
Tesoura de ponta romba e clampeador de cordão 
umbilical
utilizada para decidir procedimentos na sala de parto, uma 
vez que essa avaliação é subjetiva e não tem relação com a 
SatO
2
 ao nascimento.
1068
 
13.4. Clampeamento do Cordão Umbilical
Ao nascimento, se o RN for prematuro tardio, de termo 
ou pós-termo e estiver respirando ou chorando, com tônus 
muscular em flexão, independentemente do aspecto do 
líquido amniótico, ele apresenta boa vitalidade. Neste caso, 
recomenda-se o clampeamento de cordão 1 a 3 minutos 
após o nascimento.
1069
 Durante o clampeamento, deixar o RN 
em contato pele a pele sobre o abdome ou tórax da mãe, e 
cobri-lo com campos secos e pré-aquecidos, em temperatura 
ambiente de 23 a 26
o
C, para evitar a perda de calor.
1061,1062 
O clampeamento tardio de cordão em prematuros < 34 
semanas de idade gestacional com boa vitalidade ao nascer 
após 30 segundos resulta em menor frequência de pacientes 
com hemorragia intracraniana e enterocolite necrosante, além 
de diminuição do número de transfusões sanguíneas.
1070
 Dessa 
maneira, se o pré-termo começou a respirar ou chorar e está 
ativo, recomenda-se o clampeamento do cordão umbilical, 
depois de 30 a 60 segundos.
1061-1066
Se a circulação placentária não estiver intacta (descolamento 
prematuro de placenta, placenta prévia, ou rotura ou 
prolapso ou nó verdadeiro de cordão), ou se o RN não 
iniciar a respiração ou não mostrar atividade/tônus muscular 
adequado, recomenda-se o clampeamento imediato do 
cordão.
1061-1066
13.5. Passos Iniciais da Estabilização/Reanimação
Todos os pacientes prematuros ou pós-termo e aqueles de 
qualquer idade gestacional sem vitalidade adequada ao nascer 
(respiração ausente/irregular ou tônus diminuído) precisam ser 
conduzidos à mesa de reanimação, indicando-se os seguintes 
passos: prover calor e manter as vias aéreas pérvias (posição 
da cabeça em leve extensão e, se necessária, aspiração do 
excesso de secreção da boca e narinas). Tais passos devem 
ser executados em, no máximo, 30 segundos, com o paciente 
em decúbito dorsal horizontal a zero grau, sem lateralização 
da cabeça. 
O primeiro passo consiste em manter a temperatura 
corporal entre 36,5 e 37,5
o
C (normotermia), evitando-se 
tanto a hipertermia como a hipotermia.
1061-1066
 Para diminuir 
a perda de calor, é importante pré-aquecer a sala de parto e a 
sala onde serão realizados os procedimentos de reanimação, 
mantendo temperatura ambiente de 23 a 26
o
C. Após o 
clampeamento do cordão, o RN é levado em campo seco 
aquecido e colocado sob calor radiante. Nos neonatos ≥ 34 
semanas de idade gestacional, após a colocação sob fonte 
de calor radiante e as medidas para manter as vias aéreas 
pérvias, secar o corpo e a região da fontanela, e desprezar 
os campos úmidos. 
Em RN < 34 semanas de idade gestacional, a presença 
de temperatura corporal abaixo de 36,0
o
C, considerada 
hipotermia,
1071
 na admissão à UTI neonatal, é fator 
independente de risco para mortalidade e morbidade.
1072,1073
 
Assim, após recepcionar o RN < 34 semanas em campos 
aquecidos e coloca-lo sob calor radiante, sem secar, introduz-



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