Atualização da Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados Cardiovasculares de Emergência da Sociedade


Atualização da Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados



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Atualização da Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados 
Cardiovasculares de Emergência da Sociedade Brasileira de Cardiologia – 2019
Arq Bras Cardiol. 2019; 113(3):449-663
Erros comuns na ressuscitação de crianças vítimas de 
trauma incluem o manuseio e a manutenção da via aérea 
aberta; falha em prover adequada ressuscitação da volemia; 
e falha em reconhecer e tratar hemorragias internas. Envolve 
a necessidade precoce de cirurgião qualificado, e o transporte 
adequado de criança com politraumatismo para centro 
pediátrico especializado.
A seguir, alguns dos aspectos importantes na ressuscitação 
do trauma:
1.  Se suspeita de lesão cervical: restringir a movimentação da 
coluna cervical e prevenir tração ou movimento da cabeça 
e pescoço. Abrir e manter a via aérea com elevação da 
mandíbula, e não inclinar a cabeça.
2. Se a via aérea não puder ser aberta com elevação da 
mandíbula, estender a cabeça e levantar o queixo, pois 
é importante estabelecer uma via aérea pérvia. Devido à 
desproporção da cabeça, que é maior nas crianças, o bom 
posicionamento necessita de apoio da porção occipital, 
com elevação do tronco, evitando a flexão cervical.
3.  A hiperventilação de rotina não deve ser realizada, mesmo 
na presença de injúria cerebral (Classe III, LOE C). Breve 
hiperventilação intencional pode ser usada como terapia 
de resgate, se houver sinais de herniação cerebral iminente 
(aumento súbito de medidas de PIC, dilatação de uma ou 
ambas as pupilas, diminuição da resposta à luz, bradicardia 
e hipertensão arterial).
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4. Lesão torácica deve ser suspeitada em todos os traumas 
tóraco-abdominais, mesmo na ausência de lesões externas. 
Pneumotórax hipertensivo, hemotórax ou contusão 
pulmonar podem dificultar a ventilação e oxigenação.
5. Se trauma maxilofacial ou suspeita de fratura craniana 
basilar deve-se inserir tubo orogástrico em vez de 
nasogástrico
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 (Classe IIa, LOE C).
6. Em criança com PCR por trauma penetrante com pouco 
tempo de transporte, deve ser considerada a realização de 
toracotomia de ressuscitação (Classe IIb, LOE C).
7. Considerar hemorragia intra-abdominal, pneumotórax 
hipertensivo, tamponamento pericárdico, lesão de medula 
óssea em lactentes e crianças, e hemorragia intracraniana 
em lactentes, como causas de choque.



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