Atualização da Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados Cardiovasculares de Emergência da Sociedade


Atualização da Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados



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Atualização da Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados 
Cardiovasculares de Emergência da Sociedade Brasileira de Cardiologia – 2019
Arq Bras Cardiol. 2019; 113(3):449-663
Figura  11.3  –
  Algoritmo  de  tratamento  da  obstrução  de  vias  aéreas  superiores  em  pediatria.  RCP:  ressuscitação  cardiopulmonar;  SME:  serviço  médico  de 
emergência..
912,914,922,923
engasgado
556


Atualização
Atualização da Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados 
Cardiovasculares de Emergência da Sociedade Brasileira de Cardiologia – 2019
Arq Bras Cardiol. 2019; 113(3):449-663
12. Suporte Avançado de Vida em Pediatria
12.1. Introdução 
O diagnóstico da PCR é feito com a presença de 
inconsciência, ausência de pulsos em grandes artérias e apneia 
ou respiração agônica (gasping). Na monitorização cardíaca, 
durante a PCR, observa-se um dos quatro seguintes ritmos: 
assistolia, AESP, FV ou TVSP.
A epidemiologia da PCR da criança é diferente daquela do 
adulto, na qual, na maioria das vezes, é um evento súbito de 
origem cardíaca primária com predomínio do ritmo em FV. 
Nas crianças, a PCR é tipicamente o resultado da deterioração 
progressiva das funções respiratória e/ou circulatória, sendo a 
assistolia e a AESP os ritmos mais frequentemente observados.
924
A RCP no paciente pediátrico também está indicada na 
bradicardia com hipoperfusão, ou seja, pulso central palpável 
em uma FC abaixo de 60 bpm, com inconsciência e apneia 
ou respiração agônica.
925-926
A PCR pediátrica pré-hospitalar apresenta sobrevida muito 
baixa, ao redor de 6 a 8%, correspondendo a 4% em lactentes, 
10% em crianças e 13% em adolescentes. A maioria desses 
sobreviventes evolui com dano cerebral grave. Por outro lado
vem ocorrendo melhora no prognóstico da PCR pediátrica 
hospitalar nos últimos 10 anos, com índices de sobrevivência 
de 36 a 43% à alta.
927
 
 A implementação de diretrizes de RCP, e o treinamento no 
reconhecimento precoce e emprego imediato das manobras 
de RCP pediátrica pelos profissionais de saúde, que atuam 
nos hospitais, vêm sendo pontuados como contribuintes no 
aumento da sobrevida.
O SAV ou a RCP avançada deveriam ocorrer nos locais 
onde, em geral, há equipamento adequado e pessoal 
treinado para a realização de RCP de alta qualidade. No 
Suporte Avançado, as manobras e intervenções não são 
realizadas de forma sequencial, como descritas no SBV, mas 
simultaneamente. Ao se deparar com uma PCR, a compressão 
torácica deve ser imediatamente iniciada por um membro da 
equipe, enquanto outro se prepara para iniciar a ventilação.
A qualidade das compressões está estreitamente ligada ao 
prognóstico e à chance de RCE, sendo provavelmente o passo 
mais importante da RCP. 
RCP de alta qualidade significa compressões torácicas 
de alta qualidade: comprimir na frequência de 100 a 120 
por minuto; na profundidade de pelo menos um terço do 
diâmetro anteroposterior do tórax (cerca de 5 cm na criança 
e 4 cm no lactente); permitir total relaxamento do tórax após 
cada compressão; colocar a vítima em uma superfície firme; 
evitar ventilação excessiva e hiperinsuflação; e minimizar 
interrupções da compressão.
A sequência C-A-B (compressão cardíaca, abrir via aérea, 
ventilação) foi mantida na diretriz 2015. A razão reside nas 
evidências de que, embora a ventilação seja importante, as 
compressões cardíacas são elementos críticos na RCP, não 
podendo ser postergadas, como muitas vezes ocorria na 
sequência A-B-C. O início das ventilações é frequentemente 
prejudicado por problemas com equipamento e dificuldade 
de abertura da via aérea.
Simultaneamente às compressões e à ventilação, os demais 
profissionais se preparam e iniciam os outros procedimentos: 
monitorização cardíaca e desfibrilação, acesso venoso e 
preparo de medicações. As funções devem ser coordenadas 
por um “líder”, o qual, em geral é o indivíduo mais experiente 
e treinado do grupo.
12.2. Terapia Elétrica 
As principais questões relacionadas à terapia elétrica 
incluem segurança e efetividade da dose de energia, choques 
sequenciais ou único, uso do DEA em crianças abaixo de 1 
ano de idade, bem como o tamanho, o tipo e a posição das 
pás durante a cardioversão/desfibrilação. 
A recomendação de uma dose inicial de 2 a 4 J/kg está 
baseada em estudos que demonstram a baixa porcentagem 
de sucesso em tratar a FV em crianças com 2 J/kg.
928-930
 Doses 
mais altas de energia (até 10 J/kg) parecem ser seguras e 
efetivas.
928,931-936
 Não há estudo em humanos que compare 
diretamente ondas mono e bifásicas na desfibrilação ventricular 
em pediatria. Desta forma, recomenda-se a dose inicial de 2 
a 4 J/kg e, se necessário, aumentar progressivamente as doses 
subsequentes até 10 J/kg.
937-943
Não é recomendada mudança na posição ou no tamanho 
das pás, e deve-se utilizar o maior tamanho de pás que 
couber no tórax do paciente sem que uma toque na outra. 
Três estudos pediátricos, Classe de Recomendação IIb LOE 
C,
944-946
 demonstrando que a impedância transtorácica 
diminui com o aumento do tamanho das pás (com a 
diminuição da impedância transtorácica, a corrente 
transtorácica aumenta e, consequentemente, a corrente 
transmiocárdica). A posição das pás (anteroposterior ou 
anterolateral) também não parece ter diferença nas taxas 
de RCE. Tanto as pás adesivas quanto as do desfibrilador 
manual podem ser utilizadas com a mesma efetividade.
928
 
O DEA tem demonstrado alta sensibilidade e especificidade 
em detectar ritmos chocáveis em lactentes. Para o tratamento 
da FV/TVSP de crianças em ambiente extra-hospitalar,
947
 o 
método recomendado de administração de choques está listado 
em ordem de preferência:
948
 desfibrilador manual; DEA com 
atenuador de carga pediátrico; e DEA sem atenuador de carga.
Se houver qualquer tipo de atraso na disponibilidade do 
dispositivo recomendado, deve ser utilizado o que estiver 
disponível de imediato.
Não se conhece a energia mínima eficaz e nem o limite 
superior para desfibrilação segura. Em crianças e modelos 
animais, cargas entre 4 e 9 J/kg têm apresentado desfibrilação 
eficaz sem efeitos adversos significativos.
929,935,949-951
12.3. Vias Aéreas 
No manuseio das vias aéreas, é importante garantir e 
manter permeabilidade das mesmas. A ventilação artificial na 
RCP deve ser iniciada ao final do primeiro ciclo de 2 minutos 
da RCP. Cada ventilação deve ser feita em 1 segundo com 
elevação visível do tórax, e sua frequência varia de acordo 
com a situação clínica vivenciada (Tabela 12.1).
No Suporte Avançado, as ventilações podem ser fornecidas 
como se segue.



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