Atualização da Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados Cardiovasculares de Emergência da Sociedade


Recomendações para o manejo de gestantes com parada cardiorrespiratória (PCR)



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 Recomendações para o manejo de gestantes com parada cardiorrespiratória (PCR)
Recomendação
Classe de Recomendação
Nível de Evidência
Se houver instabilidade, a gestante deve ser colocada em decúbito lateral esquerdo, para aliviar a compressão 
aortocaval
I
C
Se houver instabilidade, administração de oxigênio a 100% por máscara facial é recomendada para prevenir 
hipoxemia
I
C
O acesso intravenoso deve ser obtido acima da linha do diafragma, para garantir que a medicação administrada 
não seja impedida de circular pelo útero gravídico
I
C
Fatores predisponentes devem ser investigados e tratados rapidamente 
I
C
Durante o atendimento da PCR, se o útero estiver na linha da cicatriz umbilical ou mais alto, deve ser deslocado 
manualmente para a esquerda, continuamente, durante todo o atendimento
I
C
As mesmas recomendações em relação aos protocolos de desfibrilação são feitas para gestantes ou não 
gestantes. Não há mudança na indicação ou na carga do choque
I
C
A ventilação deve ser feita com máscara com reservatório, para oferta de oxigênio a 100%, e é preferível a 
ventilação com dois socorristas
I
C
Hipoxemia deve sempre ser considerada como causa da PCR, pois as reservas de oxigênio são menores e 
as demandas metabólicas maiores nas gestantes, comparadas às não gestantes. Logo, suporte ventilatório 
precoce é necessário
I
C
Intubação orotraqueal deve ser tentada por médico experiente, com tubo de 6 a 7 mm de diâmetro, não mais 
que duas vezes
I
C
Se a intubação não for possível, devem-se seguir os protocolos de via aérea invasiva (chamar ajuda, 
providenciar materiais, dispositivos supraglóticos e cricotireoidostomia)
I
C
Todas as medicações devem ser feitas conforme indicação, independente do risco de teratogenicidade
IIb
C
Cesárea de emergência deve ser considerada para todas as gestantes que não recuperam a circulação 
espontânea em até 4 minutos de ressuscitação
IIa
C
Se a sobrevida materna não for possível (lesão fatal ou PCR prolongada), a cesárea deve se iniciar 
imediatamente 
I
C
A cesárea deve ser realizada no local do atendimento, ou seja, a gestante não deve ser transportada durante o 
atendimento da PCR
IIa
B
Se houver retorno se circulação espontânea, a paciente deve ser colocada em decúbito lateral esquerdo. Se 
não for possível, o deslocamento manual do útero para a esquerda deve ser mantido continuamente
I
C
Após retorno da circulação espontânea, os batimentos cardíacos fetais devem ser monitorizados de forma 
contínua
I
C
Essa medida deve ser tomada para diminuir a compressão 
aortocaval e oferecer maior chance do RCE. A retirada do 
feto não deve demorar mais que 5 minutos, procedimento 
que deve ser realizado no local do atendimento, sem 
interromper as manobras de RCP e a lateralização do útero 
para a esquerda.
Se o prognóstico materno for grave e os esforços de RCP 
parecerem fúteis, a realização da cesárea parece apropriada, 
se o feto for viável. Se a PCR não for presenciada com período 
prolongado suspeito, deve-se priorizar a retirada do feto.
10.15. Considerações sobre Exposição à Radiação 
Durante a Gestação 
Os potenciais efeitos deletérios da radiação ionizante 
são: perdas gestacionais, malformações, distúrbios de 
crescimento e desenvolvimento e estímulo à mutagênese e 
carcinogênese.
888
 A ocorrência desses efeitos depende da 
idade no momento da exposição e da dose de radiação (Tabela 
10.2).
804,889
 Nota-se que os valores estão consideravelmente 
abaixo desse limiar de segurança de dose



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