Atualização da Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados Cardiovasculares de Emergência da Sociedade



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10.9.1. Tratamento 
O tratamento da hipertensão arterial nos quadros não 
graves ou não complicados ainda é controverso. Estudos que 
incluem pequenas séries de casos verificaram que qualquer 
terapêutica anti-hipertensiva vs. não terapêutica reduziria 
transitoriamente a hipertensão grave, mas sem diferença nos 
resultados finais, incluindo a pré-eclâmpsia. Recomenda-se 
que o tratamento medicamentoso seja iniciado quando a PAS 
estiver maior que 150 mmHg.
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Atualização
Atualização da Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados 
Cardiovasculares de Emergência da Sociedade Brasileira de Cardiologia – 2019
Arq Bras Cardiol. 2019; 113(3):449-663
O objetivo terapêutico é evitar a morbiletalidade 
materna e perinatal, associada à hipertensão grave com 
o controle pressórico adequado e não necessariamente 
com a normalização dos níveis da pressão arterial. Deve-se 
manter a PAS entre 130 e 150 mmHg e a PAD entre 80 e 
100 mmHg.
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Os medicamentos de uso intravenoso estão reservados 
para pacientes com níveis pressóricos elevados (PAS > 160 
mmHg e PAD > 110 mmHg) na presença de sinais e sintomas 
indicativos de urgências ou emergências hipertensivas 
(iminência de eclâmpsia, cefaleia, sintomas visuais e 
epigastralgia) ou congestão pulmonar.
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•  Hidralazina por via intravenosa: diluir 20 mg em 19 mL 
de soro fisiológico e administrar 5 mg a cada 30 minutos até 
redução de 25% dos níveis pressóricos (até dose cumulativa 
de 20 mg).
•  Nitroprussiato de sódio ou nitroglicerina: estarão 
indicadas na falha da terapêutica com hidralazina ou na 
presença de EAP. Evitar reduções bruscas, que possam 
comprometer o fluxo útero-placentário. 
•  Nifedipina de ação rápida: é controversa. Usada na 
dose de 5 a 10 mg em cápsula ou comprimidos de 10 mg 
(Retard) a cada 30 minutos, com rigorosa monitorização 
pelo risco de hipotensão arterial acentuada.
•  Labetalol: início com 20 mg intravenoso, podendo repetir 
20 a 80 mg por via intravenosa a cada 30 minutos ou 1 a 
2 mg/minuto até, no máximo, 300 mg e, posteriormente
sendo substituído pela via oral. Esta medicação não está 
disponível no Brasil.
O sulfato de magnésio está indicado na eclâmpsia, nas 
pacientes com pré-eclâmpsia grave e sintomas neurológicos 
(iminência de eclâmpsia) e ainda durante o trabalho de 


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