Atualização da Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados Cardiovasculares de Emergência da Sociedade



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10.2.1. Próteses Valvares
A gestação em portadoras de próteses valvares impõe 
desafios ao clínico, sobretudo no controle da anticoagulação, 
que se associa a riscos teratogênicos e à hemorragia 
Quadro 10.1 –
 Principais valvopatias encontradas durante a gestação, com seus riscos associados e orientações gerais de manejo clínico e 
obstétrico
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Lesão
Etiologias mais 
comuns na 
gravidez
Riscos para a mãe
Riscos para o feto
Intervenções possíveis na gravidez
Via de parto 
preferencial
Estenose mitral
Reumática
Se área valvar < 1,5 cm² 
ou na presença de FA: 
risco de IC sintomática e 
mortalidade de até 3%
Prematuridade (20-30%); 
retardo de crescimento 
intrauterino (5-20%); 
natimorto (1-3%). Riscos 
são maiores na mãe em 
CF > II (NYHA)
Betabloqueadores e duréticos. Se FA: 
digoxina e anticoagulação
Valvoplastia mitral percutânea com 
cateter balão: se CF III/IV da NYHA ou 
PSAP > 50 mmHg apesar de terapia 
medicamentosa otimizada. Considerar 
cirurgia se anatomia valvar desfavorável 
para tratamento percutâneo
Preferência via vaginal. 
Cesariana se CF III ou 
IV ou com HP apesar de 
terapia medicamentosa 
otimizada
Estenose 
aórtica
Reumática, 
congênita 
bicúspide
Estenose aórtica grave 
sintomática: IC (10%), 
arritimias (3-25%)
Prematuridade, retardo de 
crescimento intrauterino, 
baixo peso ao nascer (até 
25% de complicações)
Restringir atividades físicas. Se FA: 
betabloqueador ou verapamil/diltiazem 
para controle de FC. Valvoplastia aórtica 
percutânea ou tratamento cirúrgico se 
manutenção de sintomas limitantes.
Preferência pela 
via vaginal. Em 
estenose aórtica grave 
sintomática, cesariana 
deve ser considerada
Insuficiência 
mitral
Reumática, 
congênita
Insuficiência mitral grave, 
associada a disfunção 
de VE: alto risco de IC e 
arritmias
Sem aumento conhecido 
no risco de complicações 
fetais
Manejo sintomático com diuréticos
Preferência via vaginal. 
Considerar anestesia 
epidural e fórcipe de 
alívio
Insuficiência 
aórtica
Reumática, 
congênita, 
degenerativa
Insuficiência aórtica grave, 
associada a disfunção VE: 
alto risco de IC e arritmias
Sem aumento conhecido 
no risco de complicações 
fetais
Manejo sintomático com diuréticos e 
repouso no leito
Preferência pela via 
vaginal. Considerar 
anestesia epidural e 
fórcipe de alívio
Insuficiência 
tricúspide
Funcional, 
endocardite, 
anomalia 
de Ebstein, 
reumática
Insuficiência tricúspide 
grave, associada a 
disfunção ventricular direita: 
risco de IC e arritmias
Sem aumento conhecido 
no risco de complicações 
fetais
Mesmo nas formas graves, sintomas 
de IT mais comumente podem ser bem 
manejados com terapia diurética
Preferência pela via 
vaginal.
FA:  fibrilação  atrial;  IC:  insuficiência  cardíaca;  CF:  Classe  Funcional;  NYHA:  New York Heart Association;  PSAP:  pressão  sistólica  de  artéria  pulmonar;  HP: 
hipertensão pulomar; FC: frequência cardíaca; VE: ventrículo esquerdo; IT: insuficiência triscúspide. Fonte: Adaptado de Sliwa K, 2015.
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