Atualização da Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados Cardiovasculares de Emergência da Sociedade



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8.11.6. Evolução e Prognóstico 
Fase pré-hospitalar e intra-hospitalar
A deterioração neurológica precoce é frequente na HIP, 
ocorrendo em 20 a 30% dos pacientes, sendo associada ao 
aumento do volume do hematoma.
685,693
O prognóstico a curto prazo é sombrio, com altas taxas de 
mortalidade e incapacidade funcional. Estima-se que cerca de 
50% dos pacientes evoluam para o óbito dentro do primeiro 
mês, e metade desses casos ocorre nos primeiros 2 dias. 
São fatores de mau prognóstico: volume inicial da 
hemorragia maior que 30 cm
3
, rebaixamento do nível de 
consciência à admissão, sangramento intraventricular, idade 
avançada e localização primariamente infratentorial. 
Dentre as escalas criadas para estimar o prognóstico 
precoce, o escore de HIP dado pela ICH e a escala de 
prognóstico funcional (FUNC) são as mais utilizadas.
683,684
 
Entretanto, estudos sugerem cautela no uso dessas escalas 
como critério absoluto na tomada de decisões.
694
 
A mortalidade a longo prazo permanece bem mais alta 
que a da população geral nos anos subsequentes, e uma 
revisão sistemática estima que apenas 12 a 39% dos pacientes 
recuperam a independência funcional. São fatores preditivos 
de mortalidade nas primeiras 4 semanas: rebaixamento do 
nível de consciência na admissão, desvio das estruturas 
da  linha  média,  pressão  arterial  média  ≥  134  mmHg, 
hiperglicemia, uso de anticoagulantes e arritmias ventriculares. 
Já os preditores de morte tardia são idade avançada, sexo 
masculino e IC.
695,696



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