Atualização da Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados Cardiovasculares de Emergência da Sociedade



Baixar 8.81 Mb.
Pdf preview
Página188/535
Encontro30.06.2021
Tamanho8.81 Mb.
1   ...   184   185   186   187   188   189   190   191   ...   535
Estratégia fármaco-invasiva
Pacientes submetidos à fibrinólise como estratégia de 
reperfusão inicial apresentam riscos de complicações, 
como reoclusão da artéria culpada e reinfarto, mesmo após 
sucesso inicial.
544
 Esta estratégiase refere a transferência 
rotineira e precoce de pacientes submetidos à fibrinólise 
para realização de coronariografia e angioplastia, mesmo 
após evidências de reperfusão (Classe de Recomendação 
I; Nível de Evidência B).
560,561
7.11. Situações Especiais
7.11.1. Choque Cardiogênico
O choque cardiogênico se refere ao estado de hipoperfusão 
tecidual secundário à falência da função de bomba do 
coração, na presença de pressões de enchimento ventricular 
adequadas. Representa atualmente a principal causa de 
morte intra-hospitalar em pacientes com IAM com valores 
de até 50% nos primeiros 30 dias.
476,560-562
 A reperfusão 
miocárdica precoce, associada às terapias farmacológicas 
adjuntas, constitue as principais medidas adotadas para a 
redução do tamanho do infarto e do risco de evolução para 
o choque cardiogêncio.
Os critérios hemodinâmicos para choque cardiogênico 
são hipotensão arterial persistente (PAS abaixo de 90 mmHg 
ou queda acima de 30 mmHg em relação ao basal); índice 
cardíaco abaixo de 1,8 ou 2,2 L/min/m
2
 na ausência ou 
presença do uso de inotrópicos, respectivamente; e pressão 
capilar pulmonar acima de 15 mmHg.
Embora a definição do choque cardiogênico seja baseada 
em critérios derivados da avaliação hemodinâmica invasiva, 
seu diagnóstico pode ser realizado com base em critérios 
clínicos, radiológicos e laboratoriais, como tempo de 
enchimento capilar lentificado, redução do débito urinário 
e do nível de consciência, congestão pulmonar, acidose 
metabólica, elevação dos níveis séricos de lactato e redução 
na saturação venosa central de oxigênio.
A monitorização hemodinâmica invasiva com o cateter de 
artéria pulmonar não deve ser utilizada de forma rotineira
já que não está associada à redução na mortalidade e pode 
resultar em complicações.
561,563
 Entretanto, para pacientes 
selecionados, em que o mecanismo principal do choque não 
esteja claro, seu uso pode ser considerado. 
O uso de drogas inotrópicas e vasopressoras no IAM está 
associado a aumento do consumo miocárdico de oxigênio, 
indução de arritmias ventriculares e supraventriculares. 
Entretanto, seu uso se faz necessário como medida de 
estabilização e suporte hemodinâmico, até a recuperação 
da função ventricular e resolução da resposta inflamatória 
sistêmica.
552
 A noradrenalina é o agente vasopressor de escolha 
para pacientes com hipotensão arterial. Na persistência de 
sinais de hipoperfusão tecidual, o uso de inotrópicos pode ser 
considerado, sendo a dobutamina o medicamento de escolha. 
O estudo SHOCK demonstrou redução na mortalidade 
em 6 meses com a revascularização precoce (até 6 horas 
após a randomização) de pacientes com IAM em choque 
cardiogênico, em comparação com o tratamento clínico inicial 
associado à revascularização tardia (após 54 horas). Nesse 
estudo, 86% dos pacientes em ambos os grupos receberam 
suporte circulatório com BIA.
564
 
O uso rotineiro do BIA no choque cardiogênico foi avaliado 
especificamente no estudo IABP-SHOCK II. Embora sua 
utilização não tenha sido associada a um aumento significativo 
nas complicações, o BIA não demonstrou redução na 
mortalidade em 30 dias. Importante ressaltar que a taxa de 
crossover do grupo controle para o grupo em uso de BIA foi 
de 10%, e houve tendência ao uso mais frequente de outros 
dispositivos de assistência ventricular no grupo controle (7,4% 
vs. 3,7%; p 0,053).
564,565



Compartilhe com seus amigos:
1   ...   184   185   186   187   188   189   190   191   ...   535


©historiapt.info 2019
enviar mensagem

    Página principal