Atualização da Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados Cardiovasculares de Emergência da Sociedade



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Dor Torácica Aguda
Medida na 
admissão
Após 3 horas
Após 6 horas 
(opcional)
Troponina-US 
negativa
Troponina-US 
positiva
Troponina-US 
positiva acima de 
50% do percentil 
99% do teste
Troponina-US 
positiva acima de 
50% do percentil 
99% do teste
Troponina-US 
positiva acima 
de 20% do valor 
inicial do teste
Troponina-US 
positiva acima 
de 20% do valor 
inicial do teste
IAM
500


Atualização
Atualização da Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados 
Cardiovasculares de Emergência da Sociedade Brasileira de Cardiologia – 2019
Arq Bras Cardiol. 2019; 113(3):449-663
Quadro 7.2 –
 Recomendações para uso de eletrocardiografia e marcadores de necrose miocárdica na avaliação de pacientes com síndrome 
coronária aguda
Indicação
Classe de Recomendação
Nível de Evidencia
Eletrocardiograma de 12 derivações em menos de 10 minutos da chegada no hospital.
I
C
Coleta sanguínea para avaliação de marcadores de necrose miocárdica em pacientes com suspeita de 
síndrome coronária aguda
I
C
estratificação de risco é fundamental para direcionar 
a conduta. O prognóstico é obviamente melhor na AI 
comparada com o IAM. O prognóstico em curto prazo 
de pacientes com IAMSST é melhor que o daqueles 
com IAMCST. Vale ressaltar, no entanto, que a maioria 
dos estudos aponta prognóstico similar entre os tipos 
de IAM em longo prazo, ou até mesmo para um pior 
prognóstico do IAMSST.
470,471
 O prognóstico do IAMCST 
tem melhorado com o aumento do número de laboratórios 
de hemodinâmica, assim como o do IAMSST e AI, pelo 
aumento dos procedimentos de revascularização precoces 
e terapia medicamentosa mais segura.
Independentemente dessas classificações, pacientes com 
SCASST associada às seguintes condições são considerados 
de alto risco e devem ser encaminhados para angiografia 
coronariana imediata: choque cardiogênico; IC ou disfunção 
ventricular grave; angina de repouso refratária, persistente ou 
recorrente, apesar da terapia médica adequada; instabilidade 
hemodinâmica devido a isquemia ou complicações 
mecânicas; e arritmias ventriculares instáveis.
Entre os vários critérios para estratificar o risco de pacientes 
com SCAST estão as próprias definições de AI e IAMSST. A 
diferença básica entre ambas está no fato de existir isquemia 
o suficiente para causar lesão e necrose miocárdica.
Existem diversas ferramentas para essa estratificação de 
risco, sendo as mais comuns os escores de risco Thrombolysis 
in Myocardial Infarction (TIMI) e GRACE. Na tomada de 
decisão terapêutica, deve ser considerado aquele que aponta 
para maior risco.
Como base nesse escores prognósticos, pode ser 
adotada, nos pacientes de baixo risco, uma estratégia mais 
conservadora, que seria a utilização de um teste não invasivo 
provocativo de isquemia antes da alta hospitalar.
Pacientes de moderado e alto risco são normalmente 
encaminhados para realização de cinecoronariografia precoce 
em até 24 horas.
456,467,472
Outras formas de verificação de risco, como avaliação 
da função ventricular em repouso, testes provocativos de 
isquemia
 
e monitorização contínua eletrocardiográfica, com 
intuito de detectar isquemia silenciosa, podem ser realizadas 
durante a observação/internação do paciente, mas fogem do 
escopo dessa diretriz.
7.8.1. TIMI
Os dados dos estudos clínicos controlados TIMI 11B 
e ESSENCE encontraram sete variáveis independentes na 
predição de desfechos em pacientes com AI e IAMSST. A 
cada uma destas variáveis dicotômicas é atribuível o valor 
de 1, em caso de presente, e zero, em caso de ausente, 
variando o escore de zero até 7 (sendo 7 o maior risco): 
idade  ≥  65  anos;  presença  de,  ao  menos,  três  fatores 
de  risco  para  DAC;  estenose  coronariana  prévia  ≥  50%; 
presença de desnivelamento do segmento ST no ECG da 
admissão; ao menos dois episódios anginosos nas 24 horas 
prévias; biomarcadores cardíacos de necrose miocárdica 
séricos elevados; e uso de Ácido Acetilsalicílico (AAS) nos 
últimos 7 dias.
Escore de risco TIMI alto correlaciona-se significantemente 
com aumento no número de eventos (mortalidade por todas as 
causas, IAM novo ou recorrente, isquemia grave necessitando 
revascularização) em 14 dias (Quadro 7.3).
473,474
São considerados de alto risco os pacientes com escores de 
5, 6 ou 7; e de baixo risco os pacientes com escores 0,1 ou 2.
7.8.2. GRACE
Derivado do banco de dados de dois ensaios clínicos 
e desenvolvido a partir de um registro global de pacientes 
com SCA selecionados de 94 hospitais em 14 países. 
Foram desenvolvidos dois modelos de estimativa de risco 
para mortalidade intra-hospitalar e em 6 meses.
457,475
 Oito 
fatores de risco independentes foram encontrados: idade, 
classificação de Killip, PAS, presença de infradesnivelamento 
do segmento ST, parada cardíaca durante a apresentação, 
creatinina sérica, presença de biomarcadores de necrose 
miocárdica elevados e FC. 
Pontos foram atribuídos a cada variável, de forma a alcançar 
estimativa de risco de mortalidade intra-hospitalar. Embora 
desenhado para avaliar o risco de morte hospitalar, o GRACE 
também estima morte e reinfarto em 1 ano.
476
 A utilização 
desses escores tem auxiliado na decisão terapêutica.



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