Atualização da Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados Cardiovasculares de Emergência da Sociedade


Abordagem Inicial na Sala de Emergência



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5.9.4. Abordagem Inicial na Sala de Emergência 
No cenário da sala de emergência, as duas opções de 
tratamento das taquiarritmias de QRS largo são CVE ou 
química. A decisão terapêutica depende da estabilidade 
clínica e do ritmo (monomórfica vs. polimórfica).
Apesar da dificuldade em estabelecer o diagnóstico, é 
importante salientar que cerca de 80% das apresentações 
de taquicardia de QRS largo têm origem ventricular e, em 
pacientes com doença cardíaca estrutural, esse valor pode 
atingir 90%.
380
 É racional que a abordagem terapêutica 
seja direcionada para TV. A taquicardia de QRS largo 
deve ser interpretada como TV, se o diagnóstico ainda não 
estiver esclarecido (Classe de Recomendação I; Nível de 
Evidência C). 
O comprometimento hemodinâmico pode estar presente 
em qualquer taquicardia de QRS largo. Digno de nota, a 
presença de instabilidade hemodinâmica não diferencia TSV 
de TV. Em pacientes com taquicardia de QRS largo, instáveis 
hemodinamicamente, a CVE é a terapia de escolha. 
A CVE sincronizada deve ser realizada com choque de 
100 a 200 J (monofásico) ou 100J (bifásico), com aumento 
gradativo da carga, conforme a necessidade.
381,382
Em pacientes não responsivos ou com TVSP, o atendimento 
deve seguir o protocolo para PCR, de acordo com os 
algoritmos de PCR. Nesses casos, choque de alta energia não 
sincronizado, 360 J (monofásico) e 200 J (bifásico), deve ser 
aplicado. Além disso, condições associadas ou predisponentes 
devem ser tratadas (isquemia miocárdica, IC, distúrbios 
hidroeletrolíticos e intoxicações).



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