Atualização da Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados Cardiovasculares de Emergência da Sociedade


Atualização da Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados



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Atualização da Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados 
Cardiovasculares de Emergência da Sociedade Brasileira de Cardiologia – 2019
Arq Bras Cardiol. 2019; 113(3):449-663
E) Drogas antiarrítmicas 
Caso após realização de manobras vagais e adenosina, não 
houver resolução da arritmia, procede-se à administração 
de outros bloqueadores do nó atrioventricular, como os 
bloqueadores de canal de cálcio não diidropiridínicos e 
betabloqueadores. 
Verapamil e diltiazem mostraram-se efetivos em 
reversão para ritmo sinusal em diversos ensaios clínicos
330
 
e permanecem como tratamento de primeira linha 
para o tratamento das taquicardias supraventriculares. 
Betabloqueadores, como nadolol, metoprolol ou esmolol, 
também, podem ser usados, porém poucos estudos clínicos 
randomizados embasam o efeito de reversão para ritmo 
sinusal.
350-352
 Recente estudo sugere probabilidade de 
reversão da TSV regular de 95% com uso de diltiazem 0,25 
mg/kg, enquanto esta foi de 59,6% e 64,91% após as doses 
de 6 e 12 mg de adenosina, respectivamente.
353
É importante ressaltar que as DAA têm potencial pró-
arrítmico e causam hipotensão arterial e bradicardias após 
reversão de uma arritmia, quando vários antiarrítmicos são 
utilizados em sequência. Desse modo, com exceção da 
adenosina, não se recomenda a administração sucessiva 
de várias DAA. Após a adequada utilização de uma droga 
até sua dose máxima, se não houver reversão da arritmia 
ou comprometimento hemodinâmico, o paciente deve ser 
considerado instável, e deve ser realizada a CVE sincronizada. 
Para pacientes com disfunção ventricular sistólica, a 
amiodarona e a digoxina são as drogas mais utilizadas. 
Bloqueadores de canal de cálcio e betabloqueadores 
intravenosos devem ser evitados quando houver esta suspeita 
clínica (área cardíaca aumentada, edema de membros 
inferiores, hepatomegalia, turgência jugular a 45° e história 
clínica de IC). 
Não há evidências consistentes de benefício do uso de 
magnésio nas taquicardias de QRS estreito.
353-355



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