Astronomia no ensino fundamental



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Paralelos e meridianos 
 
No  módulo  4  havia  uma  questão  que  perguntava  diretamente  “o  que  é  um 
meridiano e um paralelo da Terra?” (questão 4.3 do módulo 4, veja apêndice B). O 
primeiro  fato  notável,  neste  item,  foi  o  de  que  as  respostas  foram  dadas  quase 
exclusivamente  em  termos  de  uma  conceituação  “gráfico-geométrica”  de 
meridianos  e  paralelos,  praticamente  sem  qualquer  referência  ao  seu  uso  para 
localização  de  pontos  ou  regiões  na  superfície  da  Terra,  ou  seja,  à  sua  relação 
com  as  coordenadas  latitude  e  longitude.  Os  meridianos  e  paralelos  eram  assim 
descritos  como  linhas  (imaginárias)  traçadas  sobre  a  superfície  da  Terra,  cuja 
disposição  era  indicada  como  sendo,  respectivamente,  ou  nas  direções  vertical e 
horizontal
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,  ou  de  pólo  a  pólo  e  paralelas  ao  equador,  ou  como  perpendiculares 
ao equador e à direção norte-sul, como nos exemplos a seguir: 
 
“Meridianos são linhas verticais que vão de pólo a pólo. Paralelos são linhas 
horizontais paralelas ao Equador.” (Der); 
 
“Os paralelos cortam a Terra horizontalmente e sempre em linhas paralelas 
e os meridianos cortam a Terra verticalmente e se encontram sempre nos pólos.” 
(Ied); 
 
“Meridiano é linha imaginária que liga os pólos e paralelo é linha paralela ao 
Equador (Trópicos).” (The); 
 
Com a noção de “trópico” aconteceu exatamente o mesmo: na questão que 
perguntava  “o  que  é  um  trópico”  (questão  4.6  do  módulo  4),  quase  todas  as 
                                                 
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 Aqui, mais uma vez, fica evidente a força da concepção de uma vertical absoluta. 

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