Astronomia no ensino fundamental


O espaço gráfico: realismo intelectual x realismo visual



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O espaço gráfico: realismo intelectual x realismo visual 
 
Durante  o  trabalho  no  módulo  que  abordou  o  tema  das  estações  do  ano, 
uma  constatação  interessante  foi  a  de  que  quase  todas  as  professoras,  embora 
tenham  aparentado  chegar  a  uma  boa  compreensão  do  papel  fundamental 
desempenhado  pela  inclinação  do  eixo  terrestre  na  explicação  das  estações  do 
ano,  a  partir  da  atividade  com  o  modelo  tridimensional
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,  ainda  assim,  depois 
disso, apresentaram problemas ao representar graficamente a posição da Terra e 
de  seu  eixo,  em  sua  órbita  em  torno  do  Sol,  nas  quatro  posições  que  marcam  o 
início de cada estação, na forma do desenho padronizado tradicional (veja fig. 34). 
 
O  que  se  observava  em  seus  desenhos  era  uma  mistura  de  perspectivas, 
ilustrada  de  maneira  marcante  nos  desenhos  apresentados  à  figura  35,  onde 
percebe-se nitidamente que a órbita é representada como se fosse vista “de cima”, 
enquanto que o eixo acha-se representado “de perfil”. 
 
Como  já  nos  referimos  anteriormente,  foram  justamente  estes  desenhos 
que  primeiro  nos  alertaram  para o fato de que, na interpretação das professoras, 
as  figuras  representando  a  órbita  da  Terra  não  possuíam  profundidade,  sendo 
sempre visões “de cima” da órbita. O que mais nos surpreendia, neste casos, era 
que  elas  sabiam  perfeitamente  qual  era  a  posição  correta  do  eixo  em  três 
dimensões,  como  haviam  demonstrado  no  trabalho  com  o  modelo tridimensional, 
porém seus desenhos davam a impressão de que o eixo estaria contido no plano 
da  órbita,  quando  os  interpretávamos  como  sendo  feitos  sob  uma  única 
perspectiva. 
 
O que concluímos disso é que as professoras não desenhavam da maneira 
esperada,  obedecendo  a  uma  única  perspectiva;  ao  contrário,  parecia-lhes 
bastante natural realizar uma mistura de perspectivas. 
 
Revendo  outros  desenhos  feitos  ao  longo  do  curso  notamos  que,  de  fato, 
essa mistura era bastante corriqueira, como exemplificamos à figura 44, na página 
seguinte. 
                                                 
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 Conseguindo, ao final da atividade com o modelo, representar perfeitamente a posição em que a 
Terra, com seu eixo, fica em relação ao Sol no início de cada uma das estações. 

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