Assis, Maria Elisabete Arruda de; Santos, Taís Valente dos (Org.)



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CONSIDERAÇÕES FINAIS
No dia 04 de outubro de 1967, Ledy Mendes Gonzalez publicou em O 
Jornal, dos Diários Associados, uma reportagem denominada “Viúva de 
Hermes da Fonseca é uma jovem aos oitenta e um”. Nessa entrevista Nair 
foi apresentada como uma mulher “alegre, extrovertida e espiritualmente 
jovem”
23
. É curioso perceber como ano após ano, entrevista após entrevista, 
Nair de Teffé se mantinha coerente e não se apresentava como personagem 
subalterna, acima de tudo ela era artista.
De acordo com as informações de Ledy Gonzalez, na ocasião da entrevista, 
Nair estava trabalhando na produção de caricaturas de “pessoas que, por 
uma razão ou por outra, atingem a sua sensibilidade”. Dessa forma, “vai 
compondo sua galeria de tipos de Niterói e do cenário artístico brasileiro, já 
tendo caricaturado, entre outros, os seguintes: Agnaldo Rayol (seu favorito), 
Moacir Franco, Ioná Magalhães com Carlos Alberto (cena de uma novela de 
Silva e Ivana Guilherme 
Simili. http://www.fa-
fiman.br/seer/index.php/
dialogosesaberes/article/
viewFile/295/287.
18 
Ver o artigo Corta-jaca: 
o escândalo do Palácio, 
disponível em http://www.
revistadehistoria.com.br/
secao/retrato/corta-jaca-
-o-escandalo-do-palacio.
19 
Ver depoimento 
publicado no livro de 
Solange Mello do Amaral
denominado Discurso au-
tobiográfico: o caso Nair 
de Teffé. Rio de Janeiro, 
Museu da República, 
2007, p.169.
20 
Ver artigo de 
Antônio Edmilson Martins 
Rodrigues, publicado 
na Revista de História.
com.br http://www.
revistadehistoria.com.br/
secao/retrato/primeira-e-
-eterna-dama
21 
Ver depoimento 
publicado no livro de 
Solange Mello do Amaral, 
denominado Discurso au-
tobiográfico: o caso Nair 
de Teffé. Rio de Janeiro, 
Museu da República, 
2007, p.173-174.
22 
Na parte inferior da 
prancha que contem 
a caricatura consta a 
assinatura “Rian” e a 
seguinte dedicatória: “À 


65 
NAIR DE TEFFÉ
TV), Hebe Camargo, Wanderlea, Bibi Ferreira e Grande Otelo, este último já 
colocado em moldura e com a dedicatória grande no nome e no renome (…).
24

Nair de Teffé, na condição de primeira-dama, passou pouco tempo no 
Palácio do Catete, mas a sua passagem, com toda certeza, está entre aque-
las que mais revolucionaram esse próprio Palácio que lhe serviu de palco 
para performances artísticas e atuações políticas. De modo definitivo, entre 
a arte e a política, Nair vinculou o seu nome e a sua imagem ao Palácio do 
Catete e, portanto, ao Museu da República.



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