Assim, o cultivo do café, que teve como área geográfica todo o Vale do rio Paraíba do Sul, ao longo dos


Missa na Capela da Fazenda Água Limpa



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Missa na Capela da Fazenda Água Limpa, 1870. Barra do Piraí 

(inexistente), RJ. Coleção Embaixador João Hermes. 

Foto de Manoel Maria de Paula Ramos, Interior. 

Fazenda Boa União, Três Rios, RJ. 

Arquivo Central do IPHAN. Foto: Hess. 



Colheita. Marc Ferrez. 1885. 

Coleção Gilberto Ferrez. IMS.

O Ciclo do Café Vale-paraibano*

Considerações iniciais

A história do café no Vale do rio Paraíba do Sul, no século XIX — das fazendas cafeeiras, das famílias 

que  eram  suas  proprietárias,  dos  escravos  que  constituíam  a  mão-de-obra  empregada  na  produção, 

tratamento e beneficiamento dos grãos e de tudo o mais que se observava nos complexos agrícolas de 

então — seguiu um modelo bem definido, criando um cenário uniforme, que caracterizou o “Ciclo” nas 

suas mais diversas formas de manifestação.

Roberto Guião de Souza Lima**



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poder da religião católica, a sua atuação como parceira do Estado, protetora do capital e legitimadora do 

modelo escravocrata de trabalho; o apoio às comunidades e a benemerência, através da qual se buscava 

o reconhecimento e, também, a obtenção de títulos, status e poder; e o conservadorismo, abrangente e 

enraizado, que presidiu os mais variados aspectos do cotidiano urbano e rural da civilização cafeeira.

Tudo  isso  foi  favorecido  por  um  ambiente  econômico  e  cultural  criado  a  partir  da  consolidação  do 

crescente e avassalador hábito de consumir café no “novo mundo” industrializado. Este texto busca 

abordar  alguns  dos  principais  aspectos  que  marcaram  de  uma  maneira  geral  a  história  do  café  no 

Vale  do  Paraíba  e  o  seu  reflexo  na  construção  de  significativo  patrimônio  histórico,  arquitetônico  e 

paisagístico, símbolos da identidade cultural de sua gente.

A origem do café e sua chegada ao Rio de Janeiro 

O café, fruto exótico, a partir de seu habitat natural na África, difundiu-se por vários lugares do mundo 

e,  dentre  eles,  chegou  à  Guiana  Francesa.  Daí,  por  obra  e  graça,  dizem,  da  simpatia  que  o  militar 

português Francisco de Melo Palheta despertou na mulher do governador local, aquele trouxe para o 

Brasil algumas sementes que foram plantadas no Pará

1

 em 1730.





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