Assim, o cultivo do café, que teve como área geográfica todo o Vale do rio Paraíba do Sul, ao longo dos



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Interior de Engenho de Café.

(provável  /  Fazenda  Cachoeira 

Grande)

Marc Ferrez.

Coleção Gilberto Ferrez. IMS

Deixando de lado as máquinas mais simples para produção em escalas menores, como os pilões manuais, 

os monjolos e os carretões de ripe, entre outras, a “máquina” mais usada para “descascar” o café — 

a etapa básica do processo de beneficiamento — foi o popular e muito utilizado “engenho de pilões”, 

semelhante ao que foi empregado na mineração de ouro.

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  Segundo  Ema  Elisabete  Rodrigues  Carvalho,  a  Lidgerwood,  empresa  americana  com  presença  no  mercado  de  vários  paises,  instalou-se 



comercialmente no Brasil em 1862, abrindo uma filial no Rio de Janeiro. Em 1884, já sob a influência do café “emigrado” para o “Oeste” de São Paulo, 

construiu fábrica em Campinhas, SP.




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Constituía-se em um conjunto de várias hastes seqüenciais que, subindo e descendo alternadamente, 

iam descascando o café que ficava em recipientes colocados sob cada uma delas.

O café assim descascado era limpo, escolhido, ensacado (em sacos de 60 kg) e embarcado, através de 

tropa de mulas e depois por ferrovia, para os portos intermediários, alguns fluviais, que existiam ao longo 

da costa paulista e fluminense, e daí aos portos exportadores, fundamentalmente o Rio de Janeiro e, mais 

para frente, Santos, já com o café abandonando o Vale do Paraíba.

Com o advento de equipamentos mais modernos e instalados em seqüência, o beneficiamento tinha início 

com as “máquinas limpadoras”, ventiladores ou outros modelos, que retiravam as impurezas que ainda 

estavam misturadas com o café em coco nas tulhas, preparando-o para a etapa do descascamento — em 

algumas propriedades com os engenhos de pilões ou, nas mais “avançadas”, com os “descascadores 

mecânicos”.  Em  seguida,  os  grãos  descascados  eram  novamente  “ventilados”  para  a  limpeza  final, 

escolhidos manualmente nas mesas pelos escravos, conforme seus tamanhos e formas, ou em máquinas 

que selecionavam os grãos utilizando “peneiras” — chapas perfuradas com furos de várias dimensões —- 

e ensacados, em alguns engenhos também “automaticamente”, seguindo para os portos de destino.

Todas as máquinas apresentadas, já em uma configuração mais moderna, eram alimentadas na seqüência 

antes  descrita  através  de  um  sistema  de  transporte  de  grãos  que  usava  “elevador  de  caçamba”  — 

condutos de madeira de secção quadrada, verticais, pelo interior dos quais se movimentavam pequenas 

“canequinhas” fixadas em correias — que transportavam, em um moto contínuo, os grãos de uma máquina 

para a outra, conjugados com “bicas inclinadas”, através das quais os grãos passavam de uma máquina 

para a seguinte, simplesmente descendo por gravidade dentro de condutos, nestes casos ocos.

Ensacamento.

Marc Ferrez. 1885.

Coleção 

Gilberto Ferrez. 

IMS.



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