Assim, o cultivo do café, que teve como área geográfica todo o Vale do rio Paraíba do Sul, ao longo dos



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Fazenda Campo Alegre.

Valença, RJ. Propriedade, a época

da foto do Barão de Vista Alegre.

Parte do conjunto ainda existe.

Marc Ferrez. Coleção

Gilberto Ferrez. IMS

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 Médico de partido era quem atendia às necessidades das fazendas — fundamentalmente a população escrava — através de visitas periódicas e 



emergenciais, quando requeridas, por conta de uma remuneração anual, previamente acertada com os fazendeiros. Os que não eram exclusivos de 

uma fazenda, normalmente mantinham consultórios nos locais de moradia para atendimento às populações locais.




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Algumas  fazendas  mantinham  “vendas”  que  atendiam,  em  especial,  aos  próprios  escravos  e  onde, 

além das compras, eles podiam se encontrar, conversar e beber, aos domingos, sob o olhar vigilante 

do fazendeiro.

Na decisão quanto à escolha do local para implantação das edificações que integravam o complexo, era 

fundamental a aguada para garantir o provimento da força motriz que fazia girar todas as engrenagens 

da  propriedade.  Tirada  em  nível,  normalmente  de  açudes  ou  diretamente  de  barragens  em  cursos 

d’água, corriam por canaletas a céu aberto, as indefectíveis banquetas, movendo as rodas-d’água, uma 

ou mais, dos principais engenhos, para a lavagem do café e para os mais diversos usos agrícolas e 

domésticos da fazenda.

O conjunto de edificações, notadamente a casa-sede, a senzala, o engenho de café e a tulha, formavam 

usualmente um “quadrado funcional”, denominação dada à forma de implantação das mesmas no sítio 

natural, tendo o terreiro de café, ao centro, como referência. Esta disposição por vezes era modificada ou 

se ajustava ao porte da propriedade quando, por exemplo, existiam mais de um terreiro ou a topografia 

do sítio apresentava desníveis.

A  senzala  era  uma  construção  simples  desprovida  de  janelas,  cobertura  em  telha-vã  e,  comumente, 

possuía uma varanda fronteira, em toda a sua extensão, para evitar que o escravo tomasse chuva e se 

“constipasse” e, geralmente, com piso de terra batida. Subdividia-se em cubículos ou celas, denominadas 

lances, cuja quantidade e dimensões variavam em função do número de escravos.



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