As Capelas Imperfeitas do Mosteiro da Batalha. Arqueologia e história da sua construção


 Nuno Senos, Op. cit., p. 20 e 25. 15



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 Nuno Senos, Op. cit., p. 20 e 25.



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 Catarina BarreiraOp. cit., p. 197.



Fig. 4 – Parede sul do átrio. Linha divisória entre a

construção flamejante e a manuelina.




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Cadernos de Estudos Leirienses  5  *

 

 Setembro 2015

contramos maior afinidade aqui com obra atribuída a Boytac, por exemplo, no

portal ocidental da Sé da Guarda ou em algumas janelas da nave de Santa

Cruz de Coimbra. Da presença deste mestre nas obras da Batalha não se

conhece actualmente qualquer documento. No entanto, o Cardeal Saraiva

assinala o seu nome em documentos de 1509, 1512, 1514 e 1519, que pôde

ainda ler no cartório conventual

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. Por outro lado, sabemos que Boytac resi-

diu na Batalha, onde tinha propriedade, tendo sido genro de Mateus Fernandes

e seu par na avaliação de obras importantes. A própria solução de trompas

nos cantos NE e SE da abóbada do átrio é conhecida da obra atribuída a este

arquitecto (v.g. capela-mor da igreja do Convento de Jesus de Setúbal), ten-

do podido por ele ser antecipada. Em todo o caso, a obra dos janelões não se

pode inscrever no que da abundante obra de João de Castilho conhecemos.

*

Passamos à análise do octógono e das suas capelas. Para maior facili-



dade de exposição, numeramos estas de 1 a 7, em sentido horário, começan-

do na capela adjacente ao grande portal, a nordeste (ver fig. 1, p. 303).

O talhe de aduelas de aberturas da primeira época de construção das

Capelas Imperfeitas, isto é, do período flamejante, no Mosteiro da Batalha

sobe, com frequência, acima da moldura do arco respectivo, acompanhando-




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