As Capelas Imperfeitas do Mosteiro da Batalha. Arqueologia e história da sua construção


Fig. 1 – Planta das Capelas Imperfeitas e da sua ligação hipotética à igreja, segundo Ralf Gottschlich. 5



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Fig. 1 – Planta das Capelas Imperfeitas e da sua ligação hipotética à igreja,

segundo Ralf Gottschlich.



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 Ralf Gottschlich, Op. cit., p. 275.

As Capelas Imperfeitas do Mosteiro da Batalha



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Cadernos de Estudos Leirienses  5  *  Setembro 2015

testamento de D. Duarte (citando Albrecht Haupt) de cuja existência não se

tem conhecimento. Quanto a D. Afonso V, afirma que, “durante o seu reina-

do parece, no entanto, não ser o avanço do edifício digno de nota”



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, não


considerando, porém, o conteúdo fundamental do respectivo testamento.

Este défice resulta claramente do desconhecimento da língua portuguesa,

tanto quanto o desconhecimento do contributo de Gottschlich se tem devi-

do ao geral desconhecimento da língua alemã por parte dos historiadores

de arte nacionais.

Em 2007, Nuno Senos volta ao tema do átrio e da sua ligação primeva à

igreja, ainda que colateralmente, uma vez que o foco da sua investigação é a

obra de João de Castilho e de Miguel de Arruda



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:

«O projecto funerário de D. Duarte estava ainda incompleto quando o



monarca e o seu arquitecto morreram, ambos no ano da graça de 1438.

As paredes tinham subido até ao arranque das abóbadas dos absidíolos

e, embora seja indubitável (como adiante se verá) que uma ligação entre

a capela e a igreja propriamente dita tenha estado prevista desde o início,

tal ligação não estava, ao que tudo indica, sequer iniciada. A capela

oitavada permaneceu assim, incompleta, durante os reinados seguintes,

de D Afonso V (r. 1438-1481) e D. João II (r. 1481-1495).»

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Também na dissertação de doutoramento apresentada por Catarina

Fernandes Barreira à Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa,

em 2010, e num artigo que a autora dedicou às gárgulas das Capelas Imper-

feitas, em 2014

9

, são abordadas as campanhas de obras deste edifício, com

o fim de afinar a cronologia do objecto principal de estudo, explorando a do-

cumentação escrita e cruzando-a com as circunstâncias que, a par e passo,

condicionaram o estaleiro de uma forma original. Daqui decorrem significati-

vas hipóteses de reprogramação da afectação pessoal das várias capelas e

do espaço central ao uso sepulcral, a grande motivação, afinal de contas,

para a conclusão da obra.






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