As Capelas Imperfeitas do Mosteiro da Batalha. Arqueologia e história da sua construção



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Algumas conclusões e comentários

O estudo efectuado confirma que o panteão mandado construir por D.

Duarte possuía, desde o início da sua construção, um átrio de ligação à igre-

ja. A sua configuração em planta e em alçado, além da obra ulterior (abóbada

e arcobotantes de João de Castilho), mostra que se projectou a demolição

das absides das colaterais adjacentes à capela-mor. Sob a direcção, durante

uma década, pelo menos, de Martim Vasques, ficou praticamente terminado

o muro poente talvez já com um primeiro portal e as paredes norte e sul, até

à altura dos capitéis das edículas. Os trabalhos foram retomados aproxima-

damente a partir de 1495 por Mateus Fernandes, possivelmente coadjuvado

por Boytac, que levou todas as paredes até ao nível das abóbadas, demolin-

do certamente o primeiro portal para construir aquele hoje se conhece.

As capelas do panteão foram todas iniciadas na primeira fase, tendo

sido levantadas três delas até à altura das abóbadas (n.ºs 1, 3 e 7) e as res-

tantes quatro (n.ºs 2, 4, 5 e 6) até à altura dos capitéis das janelas. A capela

n.º 7 foi totalmente abobadada, antes de 1477, certamente sob a direcção de

Fernão de Évora. Relativamente às capelas n.ºs 1 e 3, podemos admitir que

as respectivas abóbadas foram começadas pouco antes de 1477 e concluí-

das não muito tempo após 1495. Nas capelas concluídas mais recentemen-

te, fizeram-se adaptações ao novo gosto em capitéis, molduras e cornijas, e

sobretudo inovou-se ao nível dos sistemas de abobadamento. Mateus

Fernandes optou por respeitar o sistema escolhido na primeira fase, as cha-

madas voûtes plates, idênticas às da capela-mor da igreja, fazendo-o alter-

nar com abóbadas estreladas de sete pontas que prescindem da cruzaria de

ogivas. Na primeira fase, está documentada, em todo o caso, a construção

alternada de abóbadas (para se ter a sequência completa falta apenas a da

capela n.º 5), certamente uma estratégia de distribuição de cargas durante o

processo de edificação.

Aquilo que Gottschlich propôs ter sido projectado inicialmente como uma

abóbada estrelada






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