As Capelas Imperfeitas do Mosteiro da Batalha. Arqueologia e história da sua construção



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Cadernos de Estudos Leirienses  5  *

 

 Setembro 2015

As Capelas Imperfeitas

do Mosteiro da Batalha.

Arqueologia e história da sua construção

Orlindo Jorge*

Pedro Redol**

* Voluntário do Mosteiro de Santa Maria da Vitória (área de investigação)

** Técnico superior do Mosteiro de Santa Maria da Vitória

As chamadas Capelas Imperfeitas do Mosteiro da Batalha, mandadas

construir por D. Duarte, para seu panteão familiar, e continuadas, tanto quan-

to é possível presumir, pelo infante D. Pedro, por D. Afonso V e por D. Manuel I,

que, por fim, abandona a ideia de aqui se fazer sepultar, não sem antes deter-

minar, por testamento, a sua conclusão, apenas parcialmente efectivada por

D. João III, constituem um dos edifícios a um tempo mais notáveis e menos

estudados do estaleiro batalhino. O seu portal monumental, cujo projecto é

atribuído a Mateus Fernandes, tem sido o principal foco de atenção, enquan-

to obra pioneira da arquitectura manuelina, e a tribuna que o sobrepuja, volta-

da para o octógono, uma fonte de perplexidade quanto à autoria do respecti-

vo desenho. Ambas as obras parecem surgir do nada, como, aliás, várias

outras na história da arte de Portugal, de que nos basta referir os painéis de

Nuno Gonçalves. No caso do portal principal da igreja da Batalha, Jean-Marie

Guillouët conseguiu já resgatar a estirpe franco-catalã da correspondente

arquitectura e escultura



1

, devendo-se manifestar preocupação afim quanto à

génese das obras acima referidas

2

. Antes disso, porém, é necessário fazer o

balanço da investigação mais recente sobre o programa ou os programas

1

 Jean-Marie Guillouët, “Santa Maria da Vitória de Batalha (Portugal). L’art européen à ses confins”, in



Revue de l’Art, 168 (2010/2012), p. 31-44.

2

 Esta questão foi aflorada no nosso artigo “Arquitectura civil da Batalha: três janelas notáveis”, in



Cadernos de Estudos Leirienses, nº 4, (Maio 2015), p. 293-312.


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artísticos para as Capelas Imperfeitas e sobre a sua concretização atribulada

para depois proceder a uma nova análise do próprio edifício




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