Artigo especial



Baixar 0.62 Mb.
Pdf preview
Página1/64
Encontro10.12.2019
Tamanho0.62 Mb.
  1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   64


Rev Bras Ter Intensiva. 2016;28(3):220-255

Diretrizes para avaliação e validação do potencial 

doador de órgãos em morte encefálica

ARTIGO ESPECIAL

INTRODUÇÃO

O transplante de órgãos é, em muitos casos, a única alternativa terapêuti-

ca em pacientes portadores de insuficiência funcional terminal de diferentes 

órgãos essenciais. Observa-se, no Brasil e em outros países, uma preocupante 

desproporção entre a demanda de órgãos para transplante e o número de trans-

plantes efetivados.

Há, neste sentido, grande mobilização das autoridades médicas brasileiras 

para que as discrepâncias entre demanda e oferta de órgãos sejam minimiza-

das. Verifica-se que muitos dos problemas de oferta estão associados a falhas 

nos processos de reconhecimento da morte encefálica, de entrevista familiar, da 

manutenção clínica do doador falecido e de contraindicações mal atribuídas. 

Embora pareçam óbvias as medidas a serem tomadas, não se observa, em grande 

parte das unidades de terapia intensiva (UTI) brasileiras, a devida valorização 

do problema, fato evidenciado pela ausência quase absoluta da sistematização 

do atendimento ao potencial doador de múltiplos órgãos. Trata-se de algo que 

suplanta a esfera técnica, uma questão humanitária e de cidadania de todos os 

atores envolvidos na manutenção do potencial doador falecido, dentre os quais 

o intensivista, que deve exercer papel de liderança. A carência de evidências 

mais robustas sobre o tema ressalta a importância de orientações formais (ainda 

que meramente consensuais em muitos aspectos) para que se proporcione o 

mínimo de homogeneidade na condução de protocolos de avaliação e validação 

do potencial doador em morte encefálica. Diante da fragilidade das evidências, 

é importante salientar a possibilidade de divergências em relação a orientações 

emanadas do Conselho Federal de Medicina (CFM). Nesses casos, deve ser 

seguido o que foi estabelecido pelo CFM.

Glauco Adrieno Westphal, Valter Duro Garcia

Rafael Lisboa de Souza, Cristiano Augusto 

Franke, Kalinca Daberkow Vieira, Viviane Renata 

Zaclikevis Birckholz, Miriam Cristine Machado, 

Eliana Régia Barbosa de Almeida, Fernando 

Osni Machado, Luiz Antônio da Costa Sardinha, 

Raquel Wanzuita, Carlos Eduardo Soares Silvado, 

Gerson Costa, Vera Braatz, Milton Caldeira Filho, 

Rodrigo Furtado, Luana Alves Tannous, André 

Gustavo Neves de Albuquerque, Edson Abdala, 

Anderson Ricardo Roman Gonçalves, Lúcio 

Filgueiras Pacheco-Moreira, Fernando Suparregui 

Dias, Rogério Fernandes, Frederico Di Giovanni, 

Frederico Bruzzi de Carvalho, Alfredo Fiorelli, 

Cassiano Teixeira, Cristiano Feijó, Spencer 

Marcantonio Camargo, Neymar Elias de Oliveira, 

André Ibrahim David, Rafael Augusto Dantas 

Prinz, Laura Brasil Herranz, Joel de Andrade e 

Associação de Medicina Intensiva Brasileira, 

Associação Brasileira de Transplante de Órgãos

A presente diretriz é uma realização conjunta 

da Associação de Medicina Intensiva Brasileira 

(AMIB) e da Associação Brasileira de Transplante 

de Órgãos (ABTO), com apoio da Central de 

Notificação, Captação, Doação de Órgãos e 

Tecidos para Transplantes do Estado de Santa 

Catarina (CNCDO/SC).

O transplante de órgãos é a única 

alternativa para muitos pacientes por-

tadores de algumas doenças terminais. 

Ao mesmo tempo, é preocupante a cres-

cente desproporção entre a alta deman-

da por transplantes de órgãos e o baixo 

índice de transplantes efetivados. Den-

tre as diferentes causas que alimentam 






Compartilhe com seus amigos:
  1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   64


©historiapt.info 2019
enviar mensagem

    Página principal