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Estado atual

  A fisiopatologia da pré-eclâmpsia surge precocemente 

na  gravidez,  estando  ainda  em  estudo  e  por  encontrar  a 

totalidade das suas causas. Há outros fatores importantes 

na resposta vasoativa, para além do desequilíbrio na rela-

ção prostaciclina /tromboxano.

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A pesquisa desses outros 



fatores,  essencialmente  fatores  angiogénicos,  constituiu 

preocupação de muitos investigadores nos últimos 10 anos 

e serão poucos os estudos dedicados unicamente ao papel 

da aspirina, na última década. A atual investigação reside 

essencialmente  em  encontrar  testes  preditivos  precoces, 

que identifiquem as situações de risco para pré-eclâmpsia 

precoce, uma vez que se trata das situações mais graves 

com maior morbi-mortalidade materna e perinatal associa-

da, a quem se imponha fazer terapêutica com aspirina.

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  A utilização no primeiro trimestre de uma combinação 



de fatores de risco maternos (obesidade, história pessoal 

e familiar de hipertensão, pré-eclâmpsia em gestação ante-

rior ou restrição de crescimento fetal), associados ao valor 

da pressão arterial média (PAM) entre as 11 - 13 semanas e 

à fluxometria das artérias uterinas, constituíram os primei-

ros testes com combinação de indicadores de risco de pré-

-eclâmpsia.

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 Seguiu-se a identificação de marcadores pla-



centares como a proteína plasmática – a associada à gravi-

dez (PAPP-A) que pode ter valores reduzidos em situações 

de risco de pré-eclâmpsia ou de restrição do crescimento 

fetal, mas que usada isoladamente, tem muitos falsos po-

sitivos. Este marcador associado ao fator de crescimento 

placentar (PlGF), uma proteína da angiogénese placentar 

que promove a vasodilatação e está reduzida no primeiro 

trimestre e durante a gravidez em mulheres com risco de 

pré-eclâmpsia de instalação precoce, melhora a sua pre-

ditividade. Em estudos conduzidos no Reino Unido a asso-

ciação destes marcadores biofísicos e bioquímicos permitiu 

a possibilidade de realização de um algoritmo preditivo de 

risco de pré-eclâmpsia precoce ou de restrição do cresci-

mento fetal.

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 Leona Poon publicou em 2009 um estudo 



conduzido no Reino Unido, abrangendo 7 797 gestações 

simples em que foram utilizados estes marcadores de risco 

de pré-eclâmpsia precoce, com identificação de 93,7% dos 

casos de pré-eclâmpsia precoce, 35,7% de pré-eclâmpsia 

tardia e 18,3% de hipertensão gestacional, com uma taxa 

de falsos positivos de 5%.

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  Serão pois esses casos que mais poderão beneficiar da 



terapêutica profilática com aspirina iniciada até às 16 sema-

nas. Num estudo elaborado por Block-Abraham et al, estes 

autores  verificaram,  contudo,  que  a  administração  de  as-

pirina até às 16 semanas numa população com os fatores 

de risco incluídos nos estudos anteriores justificando a sua 

administração, não evitou o aparecimento de pré-eclâmpsia 

nas mulheres com PAM elevada no 1º trimestre.

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