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ARTIGO DE REVISÃO

Revista Científica da Ordem dos Médicos          www.actamedicaportuguesa.com                                                                                                                

521

Tabela 4


 - Trabalhos escolhidos. Critério 2: Estudos prospetivos apresentados por ano, com maior representação de casos mas sem 

critérios de início de uso de aspirina apenas até às 16 semanas.

Autor - Ano

Participantes 

n; Idade gestacional

Critérios de inclusão

Fármaco/dose

Resultado      

Hauth

19

 1993



606; 24s

Nulíparas saudáveis

AAS 60 mg/vs. Placebo

HIG/PE/RCF/PPT/Peso RN

Italian Study

20

 1993 1106; 16 - 32s



Idade < 18 e > 40A; 

HTC; Nefropatia; PE 

ant e RCF ant

AAS 50 mg/vs. Placebo

HIG;PE;Peso RN

Sibai


21 

1993


2985;13 - 26s

Nulíparas saudáveis

AAS 60 mg/vs. Placebo

HIG/PE/RCF/Peso RN/DPPNI

CLASP

22 


1994

9364; 12 - 32s

História pessoal de 

Risco de PE; HTC; 

Grav múltipla; 

PE estabelecida;

RCF estabelecido 

AAS 60 mg/vs. Placebo

PE/RCF/PPT

ECPPA


23 

1996


1009; 12 - 32s

HTC, nulípara, 

diabetes, d. renal, PE 

anterior ou D. Renal

AAS 60 mg/vs. Placebo

PPT, RCF, HIG, IG parto

DPPNI

Caritis


24 

1998


2539; 13 - 26s

Diabetes prévia; HTC; 

grav. Múltipla; PE ant

AAS 60 mg/dia/vs. Placebo

PE/RCF/PPT/Peso RN/DPPNI

Rotchell


25

 1998


3697; 12 - 32s

Todas as grávidas

AAS 75 mg/dia/vs. Placebo

PE; HIG;RCF;PPT;Peso RN; 

DPPNI

Golding


26 

1998


6275; 12 - 32s

Nulíparas

AAS 60 mg/vs. Placebo

HIG;PE;PPT;RCF;DPPNI; IG 

parto

Subtil


27 

2003


3294;14 - 20 + 6

Nulíparas

AAS 100 mg/vs. Placebo

PE

HTA: Hipertensão arterial; AAS: Ácido acetilsalicílico; IG: Idade gestacional; HIG: Hipertensão induzida pela gravidez; PE: Pré-eclâmpsia; RCF: Restrição do crescimento fetal; DPPNI: 



Descolamento prematuro da placenta normalmente inserida; HTC: Hipertensão crónica; PPT: Parto pré-termo; RN: Recém-nascido

Campos A. O papel da aspirina na prevenção da pré-eclâmpsia, Acta Med Port 2015 Jul-Aug;28(4):517-524

entre as 12 e as 32 semanas, para critérios profiláticos ou 

com critérios de doença já instalada. O estudo concluiu que 

não se justificava o uso de agentes anti-plaquetários para 

fins profiláticos ou terapêuticos em grávidas com aumento 

de risco de pré-eclâmpsia ou restrição do crescimento fetal. 

Faz contudo a ressalva de o seu uso profilático poder ser 

justificado em mulheres com risco de pré-eclâmpsia grave 

e precoce, condicionando risco de grande prematuridade. 

De acordo com os resultados, poderia ser apropriado nes-

te grupo de mulheres iniciar aspirina em baixas doses no 

início do segundo trimestre e foi confirmada a segurança 

do fármaco e a sua importância nas situações de alto risco 

para pré-eclâmpsia precoce.

  Estes  aspetos  foram  sublinhados  por  Uzan

32

  já  que, 



para este autor e iniciador da justificação das bases fisio-

patológicas para o uso de aspirina, terá havido uma exces-

siva expectativa sobre as possibilidades de atuação deste 

fármaco.  

  Em  avaliações  posteriores  à  publicação  do  estudo 

CLASP, Hermida et al

12

 assinalaram a importância de en-



contrar a altura do dia em que a administração de aspirina 

traduz melhores efeitos. A ação anti-agregante plaquetária 

da aspirina é dependente da fase do ritmo circadiano em 

que é administrada, por duas ordens de razões: o estudo 

do  efeito  fármaco-cinético  demonstrou  que  a  clearance 

aumenta durante o dia em relação à noite e também que 

existe uma relação circadiana na produção de prostaciclina 

e tromboxano, com uma maior produção no período notur-

no. Daí que este autor tenha assinalado a importância da 

prescrição de anti-plaquetários à noite, por terem um efeito 

mais expressivo. 

  Durante um período longo, entre o resultado do estudo 

CLASP e 2007 não houve grande número de publicações 

sobre o tema.

  Em 2007, Askie

33

 publicou uma meta-análise, o estudo 



PARIS  (Perinatal Antiplatelet  Review  of  International  Stu-

dies) em que procurou avaliar as publicações que tinham 

por objetivo analisar o papel da aspirina em situações de 

alto risco para pré-eclâmpsia. Dos 36 trabalhos publicados 

entre 1985 e 2005 com os critérios previamente estabeleci-

dos no seu estudo, ficou confirmado o papel da aspirina na 

redução do risco relativo de pré-eclâmpsia ou parto antes 

das 34 semanas em 10% de casos, bem como de compli-

cações graves associadas à pré-eclâmpsia.

  Bujold,

34 

numa meta-análise publicada em 2010 em que 



foram  analisados  estudos  prospetivos  randomizados  pu-

blicados, envolvendo a administração de anti-plaquetários 

na dose de 50 a 150 mg/dia, procurou respostas para as 

questões  que  se  colocam  hoje  em  debate  sobre  o  papel 

da  aspirina.  Nos  objetivos  principais  do  estudo  incluiu  o 

aparecimento de pré-eclâmpsia; como objetivos secundá-

rios incluiu a incidência de pré-eclâmpsia precoce, restrição 

de  crescimento  fetal  e  complicações  perinatais  associa-

das a estas situações. Dos 34 estudos incluídos concluiu 

que  a  administração  de  aspirina  antes  das  16  semanas 

apresentava  resultados  com  diferenças  significativas 

em  relação  à  ocorrência  de  pré-eclâmpsia  (risco  relativo 

[RR]  0,47,  intervalo  de  confiança  [IC]  95%  0,34  –  0,65), 





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