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1639

Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 18(6):1639-1646, nov-dez, 2002

ARTIGO  ARTICLE

O agente comunitário de saúde: 

construção da identidade desse 

personagem híbrido e polifônico

Community-based health workers: building 

the identity of this hybrid, polyphonic character



1 Instituto de Saúde 

Coletiva, Universidade

Federal da Bahia.

Rua Padre Feijó 29,

Salvador, BA 

40110-170, Brasil.

nunesm@ufba.br

trad@ufba.br

2 Departamento de

Sociologia, Faculdade 

de Filosofia e Ciências

Humanas, Universidade

Federal da Bahia.

Rua Aristides Novis 2,

Estrada de São Lázaro,

Salvador, BA 

40210-730, Brasil.

Mônica de Oliveira Nunes 

1

Leny Bonfim Trad 

1

Bethânia de Araújo Almeida 

2

Carolina Ramos Homem 

2

Marise Claudia I. de C. Melo 

2

Abstract  



This article analyzes the identity-building process for community-based health work-

ers in the context of their role in the Health Family Program team and their interaction with the

residents of communities where they work. Based on this analysis we specifically emphasize con-

flicts of interpretation, power relationships between both sides of identity-building for commu-

nity-based health workers from three perspectives: that included in the official training of these

workers, that produced by workers concerning themselves, and that transmitted by the commu-

nity. The fact that community-based health workers live the reality of health practices in the

neighborhoods where they live and work and are trained with biomedical references makes them

actors that convey both the contradictions and the possibility for a deep dialogue between these

two forms of knowledge and practice.

Key words  



Community Health Agent; Community Networks; Health Services; Family Health

Program

Resumo  


O presente artigo analisa o processo de construção de identidade dos agentes comuni-

tários de saúde (ACS) a partir de sua inserção na equipe do Programa de Saúde da Família e da

interação com os moradores dos bairros onde atuam. Destacaremos dessa análise especialmente

os aspectos que dizem respeito aos conflitos de interpretações, as relações de poder que se estabe-

lecem entre os usuários do programa na construção identitária do ACS a partir de três perspecti-

vas: aquela que vem inscrita na formação oficial desses agentes, aquela produzida pelo próprio

agente acerca de si mesmo e da sua prática e aquela veiculada pela comunidade. Pode-se dizer

que o fato de ser o ACS uma pessoa que convive com a realidade e as práticas de saúde do bairro

onde mora e trabalha, e ser formado a partir de referenciais biomédicos, faz deste um ator que

veicula as contradições e, ao mesmo tempo, a possibilidade de um diálogo profundo entre esses

dois saberes e práticas.

Palavras-chave  



Agente Comunitário de Saúde; Redes Comunitárias; Serviços de Saúde; Progra-




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