Arte do ocidente europeu



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François Millet (1814-75) decidiu estender o programa das paisagens às figuras. Foi revolucionário, na medida em que pintar por exemplo camponeses era desclassificam-te em estatuto para qualquer pintor, mas nas “respigadeiras”, não existe drama, nem nada a assinalar de monumental, simplesmente são três mulheres na labuta num campo raso onde a colheita se efetua. Não são belas, nem graciosas. Não é uma cena idílica campestre. As camponesas movem-se lenta e pesadamente, absorvidas pelo trabalho, realçadas pelo pintor na compleição robusta e movimentos deliberados. As mulheres trabalham no campo firmes, de contorno simples que contrastam com a paisagem campestre. A naturalidade acaba por imperar e dar uma certa dignidade convincente em vez de uns heróis académicos ali aplicados.

Gustave Courbet (1819-77) instala o realismo como discípulo de natureza. Imprime poses graciosas, linhas fluentes, cores impressionantes. O autor queria impressionar com os seus quadros de forma a protestar contra as convenções do seu tempo, chocar a burguesia, para fazê-la sair da sua complacência, e proclamassem o valor da intransigente sinceridade artística contra a manipulação hábil de clichés tradicionais. Realismo.

Um grupo de pintores ingleses exaltara os métodos de idealizar a natureza, em que reforçaram o poder da beleza.

A arte tinha de ser reformulada e remontar à época anterior a Rafael, em que os artistas ainda eram artífices sinceros e fiéis à obra de deus, se empenhavam em copiar a natureza, sem glória terrena, mas de deus.

A Irmandade Pré-Rafaelista assim se chamava e onde sobressaiu Rossetti (1828-82) através da simplicidade e sinceridade em comtemplar a antiga história com um novo espírito. Mas a meta era inatingível, visto que uma coisa era admirar a perspetiva ingénua e espontânea dos “primitivos” (como os pintores do séc. XV eram chamados) e outra era um artista esforçar-se por obtê-la. Embora fosse um bom principio, terminava num beco sem saída.

Deste modo as ideias dos pintores franceses era mais esperançosa, já que o progresso na exploração do mundo visível provou ser mais fecunda para a geração seguinte.

Edouard Manet (1832-83) provocou uma revolução na reprodução de cores. Na natureza ao ar livre quando vemos objetos individuais, cada um com a sua cor própria, mas uma brilhante mistura de matizes que se combinam em nossos olhos ou, na mente. Os quadros do autor impressionam. Ele explorou o contraste entre luz plena do exterior e a sombra que engole as formas no interior. As formas em movimento, cuja representação de facto não conseguimos visualizar os momentos integrais que são registados na tela, nem o autor se interessa em a efetivar. Podemos sim é focalizar apenas um ponto, tudo o resto será uma amálgama de formas desconexas. Podemos saber o que são mas não as vemos. Realismo de composição figurativa.

Claude Monet (1840-1926) instigou a abandonar os estúdios e a pintar em frente ao “motivo”. A ideia de que toda a pintura da natureza deve realmente ser terminada in loco, exigiu uma mudança de hábitos e desprezo do conforto, mas resulta um forçar de novos métodos técnicos. A “natureza” ou o “motivo” alteram-se a cada momento que passa. O pintor que espera captar um aspeto em particular, não dispõe de tempo para efetivar o trabalho técnico, ele só tem de fixar imediatamente na tela, em pinceladas rápidas, cuidando menos de detalhes do que do efeito geral do todo. Era essa falta de acabamento, abordagem aparentemente descuidada que enfurecia os críticos.

O impressionismo foi a designação que mais se adaptou, pois estes pintores não trabalhavam uma base sólida de conhecimento e pensavam que a impressão de um momento era suficiente para chamarem aos seus quadros uma pintura.


Renoir -

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Van Goh -

Gauguin -






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