Aptidão física



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2.3. 
ATIVIDADE
 
FÍSICA 
 
O estilo de vida passou a ser considerado como um aspeto fundamental na promoção 
da  saúde  e  redução  da  mortalidade.  Para  grande  parte  da  população,  os  maiores 
riscos para a saúde e o bem-estar, têm origem no próprio comportamento individual, 
resultante tanto da informação e vontade da pessoa, como também das oportunidades 
e barreiras presentes na realidade social (Araújo & Araújo, 2000). 
A promoção da AF, tendo em conta os efeitos benéficos demonstrados no  estado de 
saúde, tem vindo assumir uma grande importância na saúde pública preventiva, como 
meio  para  manter  as  habilidades  físicas  e  capacidades  funcionais  (Suni,  Oja,  et  al., 
1998). Neste contexto, a avaliação da ApF tem um papel importante na idealização de 
um programa de AF. O maior conhecimento da relação entre  AF, ApF e saúde gerou 
um  novo  conceito:  ApFRS.  A  ApFRS  refere-se  aos  componentes  da  ApF  que  estão 
relacionados com a saúde e que são afetados pela AF habitual (Suni, Miilunpalo, et al., 
1998). 
Assim, a AF  e a ApFRS estão intimamente relacionadas, uma vez que esta última é, 
em  grande  parte, determinada pelos  padrões  de  AF  nas últimas  semanas  ou  meses 
(Blair, Cheng, & Holder, 2001; Olivares et al., 2011). Assim, a prática de AF resulta em 
índices de ApFRS que certamente interferem na prática da AF  (Haskell et al., 1985). 
Parece haver uma relação linear entre a AF e o estado de saúde, de tal forma que um 
aumento na AF e ApFRS levará a um incremento no estado de saúde dos indivíduos. 
No entanto, poderá ocorrer uma melhoria nos indicadores do estado de saúde como 
resultado  do  aumento  dos  níveis  de  AF  na  ausência  de  mudanças  na  capacidade 
aeróbia.  Isto  é  particularmente  evidente  em  populações  idosas,  onde  a  AF  regular 
pode  levar  a  reduções  nos  fatores  de  risco  para  doenças  crónicas  e  incapacidade, 
sem alterar significativamente os tradicionais marcadores fisiológicos de desempenho 
(Warburton et al., 2006). 


 
30 
 
No  entanto,  devemos  considerar  a  diferença  entre  AF  e  exercício  físico,  tendo  em 
conta  a  intencionalidade  do  movimento.  Assim,  o  exercício  físico  é  um  subgrupo  da 
AF, que é planeado estruturado e repetitivo, e que apresenta um propósito específico 
que  poderá  ser  a  manutenção  ou  a  melhoria  da  condição  física.  Podemos  ser 
fisicamente  ativos  sem  estarmos  envolvidos  em  programas  de  exercício  físico  com 
supervisão;  basta  estarmos  envolvidos  em  atividades  diárias  ou  de  trabalho  que 
exijam níveis razoáveis de AF e de gasto energético (ACSM, 2010). 
Um melhor conhecimento da associação entre a AF e a saúde reforça a necessidade 
de  se  aperfeiçoar  métodos  de  avaliação  da  AF  eficazes,  eficientes  e, 
simultaneamente, rigorosos. Não obstante, a importância da medição e quantificação 
da  AF  é  proporcional  ao  grau  de  dificuldade  em  o  realizar  com  o  rigor  pretendido 
(Paffenbarger, Blair, Lee, & Hyde, 1993). 
 
 
2.3.1.  AVALIAÇÃO
 
DA
 
ATIVIDADE
 
FÍSICA 
 
As  dimensões  da  AF  incluem  a  intensidade,  a  frequência  e  a  duração,  e  juntas 
compõem o  volume total de atividade.  Outra dimensão  importante da  AF é o  tipo ou 
modalidade.  Colocar  questões  pode  ser  relevante  para  retirar  informações  sobre  o 
cenário  em  que  a  AF  ocorre.  A  escolha  do  instrumento  dependerá  do  tamanho  do 
estudo, orçamento, recursos e pessoal disponível (Corder, Ekelund, Steele, Wareham, 
& Brage, 2008).
 
Têm  sido  frequentemente  utilizados  questionários  para  determinar  a  prevalência 
da  AF  numa  população, verificar  os  efeitos  de  programas  de  intervenção,  e para 
identificar  as  relações  entre  a  AF  e  os  benefícios  para  a  saúde.  Os  valores 
estimados que são obtidos através das respostas aos questionários possuem uma 
validade  aceitável  e  permitem  a  classificação  dos  indivíduos  em  função  do  seu 
nível de actividade (Anderssen, 1999; Pereira et al., 1997). 
Um  dos  questionários  mais  utilizados  na  aferição  da  AF  é  o  IPAQ;  utilizando-se, 
sobretudo,  a  versão  curta. Este  questionário  é  autoadministrado e  pode  ser aplicado 
em adultos com idade entre os 18 e os 65 anos, identificando a frequência e a duração 
da  caminhada,  AF  moderada  e  vigorosa  e  atividade  sedentária,  durante  a  última 
semana (ACSM, 2010; IPAQ, 2005). Trata-se de um instrumento fiável, com validade 
de  conteúdo,  critério  e  construção,  para  além  de  se  encontrar  adaptado  e  validado 
para várias populações, incluindo a portuguesa (Craig et al., 2003).
 
 

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