Aptidão física



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ÍNDICE
 
DE
 
APÊNDICES 
 
Apêndice 1 -  
Formulário de consentimento do participante 
……………………....  87 
Apêndice 2 -
 
Questionário de caraterização, IPAQ e SF-36 
……………………...  89 
Apêndice 3 -
 
Carta de explicação do estudo 
……………………………………….  95 
Apêndice 4 -
 
Dados de caraterização e relativos aos componentes da aptidão 
física relacionada com a saúde 
………………………………………  97 
 
 
 


 
XI 
 
LISTA
 
DE
 
ABREVIATURAS 
 
%MG 
– percentagem de massa gorda 
ACR 
– Aptidão cardiorrespiratória 
ACSM 
– American College of Sports Medicine 
AF 
– Atividade física 
ApF 
– Aptidão física 
ApFRS 
– Aptidão física relacionada com a saúde 
cm 
– centímetros 
DC 
– Dor corporal 
DCV 
– Doenças cardiovasculares 
DE 
– Desempenho emocional 
DF 
– Desempenho físico 
dL - Decilitro 
ESTeSC 
– Escola superior de tecnologia da saúde de Coimbra 
FC 
– Frequência cardíaca 
FCDEF 
– Faculdade de ciências do desporto e educação física 
FF 
– Função física 
FPM 
– Força de preensão manual 
FS 
– Função social 
HDL - High-density lipoprotein 
IMC 
– índice de massa corporal 
IPAQ - International Physical Activity Questionnaire 
Kg 
– Quilogramas 

– litro 
LDL - Low-density lipoprotein 
m

– Metro quadrado 
min 
– Minuto 
mL 
– Mililitro 
mmHg 
– Milímetros de mercúrio 
OMS 
– Organização mundial de saúde 


 
XII 
 
QVRS 
– Qualidade de vida relacionada com a saúde 
RCA 
– Rácio cintura/anca 
SF-36 - MOS Short Form Health Survey 
– 36 Item 
SG 
– Saúde em geral 
SM 
– Saúde mental 
TD 
– Teste do degrau 
TFA 
– Teste de força abdominal 
TFB 
– Teste de força de braços 
TPM 
– Teste de preensão manual 
TSA 
– Teste do sentar e alcançar 
VO
2
 
– Volume de oxigénio 
VO
2máx
 
– Consumo de oxigénio máximo 
VT 
– Vitalidade 
 
 


 
1
 
 
1.  INTRODUÇÃO 
 
1.1. ENQUADRAMENTO 
O desenvolvimento económico e a globalização dos mercados a que se tem assistido 
nas últimas décadas, conduziram a um aumento da longevidade e a rápidas e sérias 
alterações  do  estilo  de  vida,  com  consequências  importantes  para  a  saúde  das 
populações. As populações têm vindo a alterar os seus comportamentos ao longo das 
últimas  décadas  como  consequência  da  evolução  científica  e  tecnológica,  passando 
de  um  estilo  de  vida  em  que  a  AF  era  dominante  para  um  outro  em  que  o 
sedentarismo e as rotinas predominam (WHO, 2003). 
Se por um lado os padrões de vida melhoraram, a disponibilidade e a variedade dos 
alimentos aumentaram e o acesso a serviços de saúde cresceu, por outro os padrões 
de  dieta  tornaram-se  inapropriados,  os  níveis  de  AF  diminuíram  e  o  consumo  de 
tabaco  cresceu  (WHO,  2003).  Estes  desequilíbrios  provocaram  um  aumento  das 
doenças crónicas, sendo estas, até há alguns anos, caraterísticas da idade adulta e da 
velhice, e que hoje são cada vez mais frequentes em crianças e adolescentes  (Strong 
et  al.,  2005).  De  facto,  a  inatividade  física,  os  hábitos  alimentares  inadequados,  o 
tabagismo  e  o  consumo  de  álcool  são  os  principais  comportamentos  de  risco 
(modificáveis) de DCV na sociedade moderna  (WHO, 2003).  Destes, o sedentarismo 
representa  um  importante  fator  de  risco  de  doença  coronária,  hipertensão  arterial, 
obesidade,  dislipidémia, diabetes  tipo  2,  alguns  tipos  de  cancro, osteoporose, artrite, 
ansiedade  e  depressão  (Meyer,  Sogaard,  Tverdal,  &  Selmer,  2002;  Nelson,  Gordon-
Larsen, North, & Adair, 2006), e têm uma relação direta com a mortalidade prematura 
(Erlichman,  Kerbey,  &  James,  2002;  Wolin,  Glynn,  Colditz,  Lee,  &  Kawachi,  2007)  e 
com a QVRS  (Tessier et al., 2007; Wolin et al., 2007). No caso de Portugal, as DCV 
são responsáveis por cerca de 40%  dos óbitos, estando, também entre as principais 
causas  de  morbilidade,  invalidez  e  anos  de  vida  potencialmente  perdidos  na 
população portuguesa (DGS, 2009). 
Aumentar  os  índices  de  AF  é, portanto, uma  tarefa  importante para a  sociedade em 
geral  e  para os prestadores  de cuidados  de  saúde  em particular.  Neste domínio,  ser 
(fisicamente) ativo exerce incondicionalmente uma influência tanto direta como indireta 
na ApFRS da população, representando uma das medidas com maior impacto positivo 
na saúde das populações, e que tem vindo a ser incluída no tratamento e prevenção 
de  várias  doenças  como  uma  componente  de  importância  cada  vez  mais  relevante, 


 

 
tornando-se  numa  ferramenta  fundamental  para  os  profissionais  que  prescrevem  a 
prática de AF (Leijon, Kallings, Faskunger, Counsellor, & Börjesson, 2010). 
A ApFRS é um conceito multidimensional que tem sido definido como um conjunto de 
atributos individuais, inatos ou adquiridos, que se relacionam com a capacidade para 
executar  atividades  ocupacionais  e  recreativas,  diariamente,  sem  excesso  de  fadiga 
(ACSM,  2010).  Estudos  têm  revelado  a  importância  de  uma  boa  ApFRS, 
particularmente  as  componentes  cardiovascular  e  força,  como  variáveis  preditivas 
independentes  de  um  conjunto  de  patologias  metabólicas  e/ou  cardiovasculares 
(Anderssen et al., 2007; Strong et al., 2005). Além disso, e contrariamente ao que se 
poderia  supor,  estas  associações  são  visíveis  desde  a  infância.  Com  efeito,  em 
crianças e adolescentes, níveis baixos de ACR estão associados a elevados níveis de 
adiposidade abdominal. Menor ACR e aptidão muscular associa-se a fatores de risco 
das  DCV  (como  triglicerídeos,  HDL,  LDL,  glicémia,  síndrome  metabólico,  tensão 
arterial,  proteína  C  reativa  de  alta  sensibilidade)  (Ortega,  Ruiz,  Castillo,  &  Sjostrom, 
2008). Por outro lado, melhorias na ACR e na velocidade/agilidade parecem ter efeitos 
positivos  na  saúde  esquelética  e  apresenta  efeitos  positivos  na  depressão,  na 
ansiedade, no humor, na autoestima e no rendimento académico (Ortega et al., 2008). 
Nos adultos, uma baixa ACR é um importante fator preditor de DCV e de morbilidade e 
mortalidade.  Um  baixo  valor  de  VO
2máx
  está  associado  à  sensibilidade  à  insulina,  a 
uma  probabilidade  superior  de  ocorrência  do  síndrome  metabólico,  intolerância  à 
glicose,  diabetes  tipo  2,  hipertensão  arterial,  hiperlipidémia  e  resistência  à  insulina 
(Bertoli et al., 2003; Lakka et al., 2003). Elevados níveis de ACR reduzem as perdas 
neurais  associadas  ao  envelhecimento  e  protegem  contra  a  disfunção  cognitiva 
(Barnes, Yaffe, Satariano, & Tager, 2003; Colcombe et al., 2003). 
Podemos  então  afirmar  que  a  inatividade  física  é  prejudicial  à  saúde  e  bem-estar  e 
contribui para o desenvolvimento de muitas doenças, estando associada ao aumento 
dos  custos  na  saúde.  Estima-se  que  nos  países  desenvolvidos,  a  inatividade  física 
esteja associada a um prejuízo económico considerável, sendo 15 a 30% dos custos 
nos  cuidados  de  saúde  diretos  atribuídos  à  falta  de  AF  (Oldridge,  2008).  Assim,  os 
profissionais  de  saúde  devem  enfatizar  programas  de  exercícios  no  sentido  de 
melhorar  a  saúde  das  populações  e  reduzir  custos  na  prestação  dos  cuidados 
prestados.  Neste  contexto  o  fisioterapeuta  deve  ter  um  papel  ativo  na  prevenção  da 
doença e promoção da saúde, para além do tratamento das disfunções apresentadas 
pelos indivíduos ou populações. 


 
3
 
 
Na  verdade,  o  fisioterapeuta  é  um  profissional  que  presta  serviços  de  saúde  a 
indivíduos  e  populações  com  o  objetivo  de  desenvolver,  manter  e  restaurar  o 
movimento e a capacidade funcional máxima ao longo da vida. Isso inclui a prestação 
de serviços em circunstâncias em que o movimento e a função estão ameaçados pelo 
processo de envelhecimento, lesão, doença ou por fatores ambientais e/ou pessoais, 
respeitando  sempre  a  necessidade  do  indivíduo  (WCTP,  2007).  Desta  forma,  o 
movimento  funcional  é  central  para  se  ser  saudável,  sendo  o  foco  da  atenção  da 
fisioterapia. 
Geralmente, as pessoas estão familiarizadas com a prescrição de medicamentos, mas 
o  que  dizer  relativamente  à  prescrição  de  AF,  por  parte  dos  fisioterapeutas?  Para 
poder  dar  uma  resposta  firme  e  assertiva,  o  fisioterapeuta  tem  a  necessidade  de 
conhecer  a  condição  individual  ou  de  uma  população  específica,  de  modo  a  poder 
ajustar  os  exercícios  e/ou  atividades,  medindo  a  sua  intensidade  e  monitorando  o 
cumprimento  das  metas  pré-estabelecidas.  Para  tal,  não  bastará  prescrever  AF  de 
forma  indiscriminada,  mas  sim  programas  baseados  nas  caraterísticas  individuais  e 
nos  componentes  da  ApFRS  de  modo  a  maximizarmos  o  estado  de  saúde  do 
indivíduo ou população. 
Com  o  presente  estudo  pretende-se,  acima  de  tudo,  facilitar  o  desenvolvimento  de 
estratégias  de  intervenção  da  fisioterapia,  no  âmbito  do  tratamento  e  da  prevenção, 
facultando uma informação  mais detalhada acerca da relação entre a ApFRS, AF e a 
QVRS,  analisando  quais  os  fatores  que  poderão  ser  considerados  preditores  do 
estado  de  saúde.  O  conhecimento  gerado  será  certamente  útil,  pois  permitirá  ao 
fisioterapeuta individualizar e personalizar cada programa de exercício em função de 
um sujeito ou população específica, com ou sem patologia associada.  
 
 



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