Apostila dengue aluno indd



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Secretaria de Vigilância em Saúde/MS

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Anexo 1



Uso de concentrado de plaquetas na febre hemorrágica

da dengue

Circular informativa sobre a transfusão de

concentrado de plaquetas na dengue hemorrágica

(Nota técnica divulgada pelo Hemorio para esclarecimento sobre uso de plaquetas, 

durante epidemia de 2001)

A trombocitopenia que freqüentemente aparece no quadro clínico da dengue 

hemorrágica tem como causa uma coagulopatia de consumo, determinada pelo 

vírus, e a presença de anticorpos antiplaquetários. Estes anticorpos surgem pro-

vavelmente como resultado de reação cruzada entre antígenos virais e antígenos 

presentes nas plaquetas.

Sendo assim, a transfusão profilática de plaquetas não tem nenhuma indicação 

nas dengues hemorrágicas. Logo após a transfusão, as plaquetas serão rapidamen-

te destruídas pelos anticorpos antiplaquetários e/ou consumidas em processo 

semelhante ao que ocorre nas CID. Não circularão, não aumentarão a contagem 

de plaquetas e, por conseguinte, não conseguirão cumprir o objetivo de prevenir 

sangramentos.

A transfusão de plaquetas só está indicada na dengue hemorrágica quando 

houver trombocitopenia e presença de sangramento ativo, ou indícios, ainda que 

difusos, de hemorragia cerebral. Nestes casos, a contagem de plaquetas também não 

aumentará depois da transfusão, mas as plaquetas irão auxiliar no tamponamento 

da(s) brecha(s) vascular(es), contribuindo assim para deter a hemorragia.

A conduta que recomendamos para indicar a transfusão de plaquetas nesta situ-

ação clínica seria a de transfundir concentrados de plaquetas, na dose de 1 unidade 

para cada 7kg de peso do paciente, sempre que a contagem de plaquetas estiver 

inferior a 50.000/ml com sangramento ativo. 

Esta transfusão pode ser repetida a cada 8 ou 12 horas, até que a hemorragia seja 

controlada. Só excepcionalmente haverá indicação de transfundir plaquetas durante 

mais de um dia; em geral uma ou no máximo duas doses são suficientes. 

Não há necessidade de efetuar contagem de plaquetas pós-transfusional para 

avaliar a eficácia da transfusão; esta eficácia é medida, na dengue hemorrágica, pela 

resposta clínica, ou seja, pela diminuição ou parada do sangramento. 


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