Apostila dengue aluno indd


Roteiro para capacitação de profissionais



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Roteiro para capacitação de profissionais

médicos no diagnóstico e tratamento



Sumário

Apresentação



Introdução

9

Pré-teste

10

Módulo I – Abordagem diagnóstica

12

Atividade 1 – Adultos

13

Atividade 1 – Crianças



18

Atividade 2 – Adultos e crianças

24

Módulo II – Manejo clínico

28

Atividade 1 – Adultos

29

Atividade 1 – Crianças



36

Atividade 2 – Adultos

 

44

Atividade 2 – Crianças



54

Módulo II – Organização de serviço

64

Anexo 1   Uso de concenrado de plaquetas 

                 na febre hemorrágica da dengue



66

Anexo 2   Organização de serviço em Manaus

67

Anexo 3   Cartão do paciente com dengue

69

Leitura recomendada

71

Equipe de elaboração



72



 

 Secretaria de Vigilância em Saúde/MS 

7

Apresentação

A dengue é um dos principais problemas de saúde pública no mundo. A Organi-

zação Mundial da Saúde estima que 80 milhões de pessoas se infectem anualmente, 

com cerca de 550 mil hospitalizações e 20 mil óbitos. No Brasil, o aumento da inci-

dência da doença verificado entre 2000 e 2002 e a introdução de um novo sorotipo 

(DEN 3) acena para o elevado risco de epidemias de dengue e febre hemorrágica 

da dengue (FHD). Nesse cenário, torna-se imperioso que o conjunto de ações para 

prevenção da doença sejam intensificadas, permitindo um melhor enfrentamento 

do problema e a redução do impacto da dengue no Brasil. A capacitação de pro-

fissionais de saúde no atendimento aos pacientes com dengue é um dos principais 

componentes do Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD) do Ministério 

da Saúde. Para atender a essa necessidade, a Secretaria de Vigilância em Saúde, 

elaborou o presente material de treinamento para profissionais médicos, enfocando 

os principais problemas que têm sido observados na assistência ao doente. 

Um dos problemas que têm acarretado retardo no reconhecimento de uma si-

tuação epidêmica, aumento nos gastos públicos e, indiretamente, diminuição da 

qualidade da atenção, é o uso inadequado das técnicas disponíveis para diagnóstico 

de dengue. Os exames específicos para diagnóstico de dengue têm, sobretudo, a 

finalidade de orientar ações de vigilância epidemiológica, uma vez que a conduta 

terapêutica raramente será alterada em função da confirmação diagnóstica de den-

gue. Desse modo, sua importância é capital em períodos não epidêmicos e menor 

em situações de epidemia, salvo algumas situações clínicas. Paradoxalmente, o uso 

dos testes diagnósticos em todos os estados do Brasil, que apresentam circulação 

de vírus da dengue, não tem sido racional, ocasionando baixa sensibilidade da 

vigilância epidemiológica nos períodos não epidêmicos e sobrecarga de trabalho 

para os laboratórios de saúde pública em períodos epidêmicos.

Outra preocupação e tema central deste curso, refere-se à qualidade do aten-

dimento ao doente com formas graves de dengue, expressa pela elevada taxa de 

letalidade observada para febre hemorrágica da dengue (FHD) – 7,1% – em 2004. 

A circulação simultânea de três sorotipos em 24 estados do País e a multiplicidade 

de formas clínicas observadas recentemente, incluindo formas graves de primo-

infecção, são fatos que apontam para o risco de ocorrência de epidemias de FHD. 

A despeito da potencial gravidade da FHD, o impacto dessas epidemias pode ser 

minimizado com o reconhecimento e tratamento oportunos dos casos mais graves, 

já que a grande maioria dos casos não requer tratamento em unidades de terapia 

intensiva.



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