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DISCUSSÃO

O estudo demonstrou que houve adequação do gatilho transfusional somente em 28,2% das solicitações de CP. O volume prescrito e solicitação de subtipos de CP foram adequados em 53,5% e 96,3% respectivamente.

Em relação ao gatilho transfusional, a adequação foi superior em crianças com hemorragia ativa (95,5%) quando comparado com as transfusões profiláticas (10,3%). Quatro estudos epidemiológicos sobre gatilho geral de CP na faixa etária pediátrica, encontraram adequações superiores: 52,6%,(13) 64,7%,(14) 66,7%(15) e 82,5%.(16)

Quando houve inadequação no cálculo do volume prescrito, o erro que predominou foi o volume excessivo representando 43,8% do total, aumentando o risco de sobrecarga circulatória relacionada à transfusão, reação transfusional que apresenta 12% de mortalidade.(12)

Apesar da adequação da solicitação de CP simples (sem subtipo) ter sido alta, todos os 13 subtipos solicitados em 8 transfusões estavam incorretos. Quando não está disponível no estoque, o preparo de um subtipo de CP requer maior tempo de espera para o recebimento do hemocomponente, o que pode ser decisivo a um paciente grave.

Entre as hipóteses levantadas para justificar os resultados encontrados estão: falta do ensino desse tema na graduação e residência médica, o desconhecimento de pediatras que atuam com crianças graves dos protocolos de transfusão de CP e a falta de programa de educação continuada sobre hemoterapia.

A prática transfusional baseada nos guias de condutas atuais pode reduzir o número de reações transfusionais, o desperdício de CP e os custos do tratamento.(17)

O ensino da medicina transfusional deve ser mais valorizado na graduação e residência médica. A adequação da transfusão de hemocomponentes deve ser acompanhada em conjunto pela agência e comitê transfusional do hospital,(7) os quais devem realizar educação continuada sobre o tema quando identificar a necessidade.

Os dados desse estudo foram encaminhados ao comitê transfusional do hospital com a proposta de realizar uma atualização da equipe pediátrica.

Quanto às limitações, podemos descrever o fato de ter sido um estudo retrospectivo dependente de informações registradas por diferentes médicos que, por vezes, não preenchiam adequadamente as fichas de requisição transfusional.



Os resultados do estudo demonstram que a adequação na prescrição de CP foi maior em crianças com hemorragia ativa. Houve propensão à solicitação de volumes excessivos e de subtipos de plaquetas sem justificativa pelos protocolos transfusionais atuais.(7)




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