Ano nº Março/Abril de 2013 Apadrinhamento em A. A. (I)


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“Logo  vai  acontecer  comigo  o  que 

acontece  com  qualquer  um  que  desco-

nhece a verdadeira natureza da vida, 

acreditando que vida é prazer: surgem 

as compulsões”.


3

Esta  é  uma 

visão  interna  e 

ampla  de  Alcoó-

licos  Anônimos, 

um 


movimento 

incomparável  em 

seu  impacto  espi-

ritual  e  influência 

social.  É  para  to-

dos  aqueles  que 

estão interessados em conhecer a história 

de como A.A. começou, como seus prin-

cípios de Recuperação, Unidade e Servi-

ço foram desenvolvidos e por que meios 

essa irmandade tem crescido e expandi-

do  sua  mensagem  ao  redor  do  mundo. 

Além disso, aqui é revelada uma riqueza 

de acontecimentos e casos que ilustram o 

poder dramático dos métodos básicos de 

Alcoólicos Anônimos.

A primeira parte do livro apresenta um 

esboço panorâmico da histórica Conven-

ção de Saint Louis, na qual a irmandade 

de Alcoólicos Anônimos atingiu a maiori-

dade e assumiu a total responsabilidade 

por  todos  os  seus  assuntos.  A  segunda 

parte inclui três palestras, editadas e am-

pliadas sobre a história da Recuperação, 

Unidade  e  Serviço,  em  A.A.,  que  foram 

feitas pelo co-fundador Bill W. na reunião 

de Saint Louis.

A terceira parte é dedicada às pales-

tras de vários amigos de A.A., todos eles 

notáveis em seus respectivos campos de 

trabalho: o Dr. Harry Tiebout, psiquiatra, 

o Dr. W. W. Bauer, da Associação Médica 

Americana, o padre Edward Dowling, da 

ordem dos Jesuítas, o Dr. Samuel Shoe-

maker, clérigo episcopal, e o Dr. Bernard 

B.  Smith,  advogado  de  Nova  Iorque  e 

presidente da Junta de Custódios de Al-

coólicos Anônimos, de 1951 a 1956. Es-

ses  amigos  falam  de  suas  relações  com 

Alcoólicos  Anônimos,  da  parte  que  eles 

desempenharam em seu desenvolvimen-

to e de seus pontos de vista do que o fu-

turo pode representar para essa socieda-

de,  que  agora  consiste  de  mais  de  dois 

milhões  de  alcoólicos  recuperados,  no 

mundo todo.

vi  na  frente  uma  pomba  branca  descer 

dos  céus  e  ser  atropelada  pelo  carro, 

o que confirmei pelo espelho retrovisor. 

O  detalhe 

fundamen-

tal é que na 

Av. 

Brasil, 


pelo  menos 

n a q u e l e s 

anos, só ha-

via  urubus 

como  repre-

sentantes  de  aves.  Pomba  não  havia  e 

muito menos branca, descendo dos céus, 

ou seja, bem na frente do veículo. 

Agora  estou  negando  minhas  com-

pulsões  e  noites  inteiras  são  passadas 

discutindo. O comportamento compulsi-

vo sempre prevalecia.

  Nas  idas  e  vindas,  chegou  um  dia 

que Yara me chamou a uma reunião de 

pais  na  escola  do  meu  filho,  em  que  a 

minha ausência representaria o final de 

tudo. Neste dia, à outra eu disse não, e 

compareci à escola.

Hoje  vejo  a  mão  estendida  da  Yara. 

Tive boa vontade e a mente aberta e daí 

em diante começou um processo de ver-

dadeira conversão religiosa, pois, alguns 

domingos mais tarde, os paroquianos da 

Igreja Santa Terezinha de Botafogo foram 

chamados para a limpeza da Igreja e es-

tava eu lavando um degrau, na entrada 

do  túnel  novo.  Foi  neste  momento  que 

tive  o  despertar  espiritual  da  realidade: 

simplicidade,  confiança,  abandono,  hu-

mildade  e  honestidade  para  comigo. 

Coisas que acontecem quando nos dis-

pomos a ouvir a voz no fundo do poço. 

Algo  intrínseco  me  informava  que,  na-

quele dia, se eu não fosse ao chamado 

para a escola, estaria perdendo. 

Daí para frente começou um processo 

de crescimento e serviço que só posso re-

latar parcialmente no que sei, pois nunca 

saberemos a verdade absoluta.

Comecei  a  trabalhar  na  igreja,  pro-

porcionando  encontros  religiosos  com 

um grupo na Morada do Sol. 

Yara chegou a parar de fumar e, com 

uma  semana,  me  dá  de  presente  uma 

Variant  II  do  ano.  Pouco  tempo  depois 

volta a fumar. Hoje sei ser isso a paga, 

a  compra  do  outro.  É  manifestação  do 

controle, do medo do familiar em manter 

o sistema da doença compulsiva.

Aguarde: a história de vida do Dr. Cox 

continua na próxima edição




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