Análise espaço-temporal da Hanseníase no Estado de São Paulo (2008-2014) e sua relação com fatores sociais, ambiental e de serviços de saúde


RESULTADOS De 2008 a 2014 foram identificados 15.135 RESULTADOS - RLM



Baixar 16.5 Kb.
Página4/4
Encontro17.03.2020
Tamanho16.5 Kb.
1   2   3   4

RESULTADOS

  • De 2008 a 2014 foram identificados 15.135

RESULTADOS - RLM

Tabela 1. Modelo Final obtivo pela aplicação da Regressão Linear Múltipla.


Intercepto e variáveis independentes

Estimativa

Erro padrão

Valor de t

Valor de p

Intercepto

-63.660

11.728

-5.428

<0,0001 ***

Índice de Gini

-18.884

6.369

-2.965

0.003**

Taxa de Analfabetismo

1.710

0.181

9.446

<0,0001 ***

IDHM

85.703

14.266

6.008

<0,0001 ***

Cobertura Equipe AB

0.020

0.010

1.933

0.054*

Local de Residência Rural

1.048

0.144

7.259

<0,0001 ***

(p<0,0001) com R2 ajustado de 21,45%

RESULTADOS – Avaliação existência dependência espacial

  • Índice Global de Moran - matriz de contiguidade do tipo rook;
  • Moran I = - 0.197, p<0,0003) - Autocorrelação espacial negativa
  • Teste Multiplicador de Lagrange:
  • LMerr = 0.08319, df = 1, p-value = 0.773
  • LMlag = 0.19962, df = 1, p-value = 0.655
  • RLMerr = 3.9981, df = 1, p-value = 0.04555
  • RLMlag = 4.1146, df = 1, p-value = 0.04252
  • AIC: 3812.8, (AIC for lm: 3810.9)

Modelo Clássico

(Anselin, 2005)


RESULTADOS – Regionalização via Skater

RESULTADOS – RLM sub-regiões

  • Tabela 2. Modelos Finais de Regressão Linear Múltipla para as sub-regiões do Estado de São Paulo.

Regionalização via Skater

Intercepto e variáveis independentes

Estimativa

Erro padrão

Valor de t

Valor de p

Sub-região 1

(Pecuária e Agroindústria)

Intercepto

12.452

3.885

3.205

0,0015**

Índice de Gini

-25.9313

7.780

-3.333

<0,0009***

Taxa de Analfabetismo

0.533

0.171

3.112

0,0020**

Local de Residência Rural

0.922

0.230

3.993

<0,0001***

(p<0,0001) com R2 ajustado de 9,67%

Sub-região 2

(Pecuária e Agroindústria)

(Fronteira com GO)

Intercepto

13.684

1.872

7.311

<0,0001***

Local de Residência Rural

1.327

0.488

2.719

0.0085**

(p=0,0085) com R2 ajustado de 9,48%

Sub-região 5

(Litoral e Agroindústria)

Intercepto

1.339

0.541

2.474

0.0140*

Taxa de Analfabetismo

0.278

0.084

3.280

0.0011**

Local de Residência Rural

0.319

0.070

4.557

<0,0001***

(p<0,0001) com R2 ajustado de 10,21%

DISCUSSÃO/CONCLUSÕES

  • Observou-se associação negativa com Índice de Gini, corroborando estudos de Nery (2014) – quanto maior a desigualdade de renda, maiores as taxas de detecção da doença;
  • Ressaltasse ainda a associação positiva entre: Taxa analfabetismo, IDHM, Cobertura AB, % Contatos Examinados e Local de residência Rural;
  • No Brasil a redução de casos está relacionada à melhoria das condições de vida da população, proporcionada por programas de transferência de renda, como o Bolsa Família (Nery, 2014);
  • Condicionalidades os PTR/BF: Educação e Saúde – Impactos positivos;
  • Pessoas educadas estão mais conscientes de suas necessidades de saúde (Moschioni, 2014);

DISCUSSÃO/CONCLUSÕES

  • O risco de desenvolvimento da doença é cerca de 5 a 10 vezes mais alto se um membro da família já manifestou a doença. (OMS, 2012);
  • Ferreira (2012): É importante priorizar também a área rural do município para inserção das ações de controle da hanseníase; devido à falta de acesso daquela população aos serviços de saúde;
  • Evangelista (2004): áreas rurais subdesenvolvidas - outros reservatórios fora do corpo humano tais como: solo, vegetação, água, artrópodes e tatu.
  • Limitações: Falácia ecológica (SUSSER, 1994); Dados secundários;
  • Próximas etapas: Incorporar ao modelo outras variáveis preditivas: Ambientais, Individuais (sexo, incapacidades, recidivas, idade, acesso);

REFERÊNCIAS

  • Organização Mundial da Saúde. Estratégia global aprimorada para redução adicional da carga da hanseníase: período do plano: 2011-2015. Brasília: Organização Mundial da Saúde; 2010.
  • Ministério da Saúde. Distribuição da Hanseníase no Brasil. Brasília: Secretaria de Vigilância em Saúde; 2012. Maranhão. Secretaria de Estado da Saúde.
  • CUNHA, A. Z. S. Hanseníase: a história de um problema de saúde pública. Santa Cruz do Sul, 1997. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Regional) - Universidade de Santa Cruz do Sul. 
  • EIDT, Letícia Maria. Breve história da hanseníase: sua expansão do mundo para as Américas, o Brasil e o Rio Grande do Sul e sua trajetória na saúde pública brasileira. Saude soc.,  São Paulo ,  v. 13, n. 2, p. 76-88, Aug.  2004.
  • Lastória JC, Putinatti MSMA. Utilização de busca ativa de hanseníase: relato de uma experiência de abordagem na detecção de casos novos. Hansen. int. [Internet]. 2004. Moschioni C, Antunes CMF, Grossi MAF, Lambertucci JR. Risk factors for physical disability at diagnosis of 19,283 new cases of leprosy. Rev Soc Bras Med Trop [Internet]. 2010 [acesso em: 31 dez 2014];43(1):19-22.
  • Helene LMF, Pedrazzani ES, Martins CL, Vieira CSCA, Pereira AJ. Organização de serviços de saúde na eliminação da Hanseníase em municípios do Estado de São Paulo. Rev Bras Enferm [Internet]. 2008 [acesso em: 31 dez 2014];61(esp):744- 52
  • LANA, F. C. F. et al. Detecção da hanseníase e índice de desenvolvimento humano dos municípios de Minas Gerais, Brasil. Revista Eletrônica de Enfermagem, Goiânia, v. 11, n. 3, p. 539-544, 2009.
  • Kerr-Pontes LRS, Barreto ML, Evangelista CMN, Rodrigues LC, Heukelbach J, Feldmeier H. Socioeconomic, environment, and behavioural risk factors for leprosy in North-east Brazil: results of a case-control study. Int J Epidemiol 2006; 27: 1-7.
  • Souza HSL, et al. A Representação Social dos Comunicantes de Hanseníase sobre a Doença e suas Implicações para as Orientações de Enfermagem. 2008. 17 f. (Trabalho de Conclusão de Atividade Curricular). Universidade Federal do Pará. Instituto de Ciências da Saúde, Belém.
  • NERY JS, PEREIRA SM, RASELLA D, PENNA MLF, AQUINO R, RODRIGUES LC, et al. Effect of the brazilian conditional cash transfer and primary health care programs on the new case detection rate of leprosy. PLoS Negl Trop Dis. 2014;8: e3357.



Compartilhe com seus amigos:
1   2   3   4


©historiapt.info 2019
enviar mensagem

    Página principal