Anexo 4: a histria do acar



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A história do açúcar 

 

 



Século VI a.C. 

 

 



 “O berço de uma cana muito doce” 

   


Antes de existir o açúcar, tal como o conhecemos hoje, existiam apenas duas 

fontes de sabor doce no mundo: o mel e a cana-de-açúcar. 

   

No que se refere à cana de açúcar, não se sabe ao certo de onde veio, mas crê-se 



que há mais de 20 mil anos, os povos das ilhas do Sul do Pacífico terão descoberto as 

propriedades e as características desta planta alta, que crescia espontaneamente nas suas 

terras. Segundo informações mais recentes, admite-se que a cana-de-açúcar foi cultivada 

pela primeira vez na Nova Guiné, onde a sua existência era tida como planta silvestre e 

ornamental. A partir desta zona a cultura estendeu-se a outras ilhas vizinhas, como as Fiji 

e a Nova Caledónia. 

Mais tarde, a cana-de-açúcar prosseguiu a sua viagem e chegou a outras zonas

actualmente as Filipinas, a Indonésia, a Malásia e a Índia. Terão sido os indianos o 

primeiro povo a extrair o suco da cana e a produzir, pela primeira vez, açúcar “em bruto”, 

por volta de 500 a.C. 

  

Não é por acaso que o nome para “açúcar” é originário do sânscrito “çarkara”, 



que significa “grão” e do qual vai derivar o nosso “açúcar”, “sukkar” para os Árabes, 

”saccharum” em latim, “zucchero” em italiano, “seker” para os turcos, “zucker” para os 

alemães, “sugar” em inglês e “sucre” em francês, entre outros. 

Foi nesta época que Darius, o imperador persa, ao chegar à Índia, observou que ali 

havia “canas que dão mel sem a ajuda das abelhas”. A novidade foi levada para casa e 

mantida em segredo durante muito tempo. 

 

 

 



 


Século VII /XII 

 

 



“O segredo da cana chega ao Mediterrâneo”  

O desembarque da cana-de-açúcar na Europa Oriental aconteceu no século IV 

a.C., como consequência das viagens de Alexandre Magno, desde a Macedónia até à 

Ásia. 


Dos gregos, o Império Romano herda aquele a que chamam “sal indiano”, muito 

apreciado pelas suas propriedades gastronómicas e medicinais. Mas são os Árabes 

juntamente com os chineses, os responsáveis pela expansão do açúcar nas regiões 

banhadas pelo Mar Mediterrâneo e pelo Oceano Índico. Assim, graças aos Árabes inicia-

se a produção de açúcar sólido ao longo do Mediterrâneo, arte aprendida com os Persas. 

No século VII, a cultura do açúcar chegava, assim, ao Chipre, a Creta, a Rodes e a 

todo o Norte de Africa, embora com as devidas adaptações ao solo e ao clima variável.  

No século XII, as tentativas de cultivo estendem-se às regiões da Grécia, do Sul 

de Itália e do Sul de França, mas a produção continua a ser muito reduzida, 

permanecendo os orientais como os maiores fornecedores de açúcar do mundo ocidental. 

Por isso, o açúcar permanecia como um produto gastronómico e medicinal e de luxo, 

vendido nos boticários (as farmácias de então), ao alcance de muito poucos. Na verdade

durante centenas de anos, o açúcar foi considerado uma especiaria extremamente rara e 

valiosa. Apenas nos palácios reais e nas casas nobres era possível consumir açúcar, visto 

que este atingia preços altíssimos, sendo apenas acessível aos mais poderosos. 

Nesta altura, eram os mercadores venezianos os principais intermediários deste 

comércio: em Alexandria compravam o açúcar proveniente da Índia, fazendo-o depois 

chegar ao resto da Europa.    

 

 

 



 

 

 




Século XV 

 

 





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