América Latina: Competências Para o trabalho Na Era Das Máquinas Inteligentes



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AMÉRICA LATINA: COMPETÊNCIAS PARA O TRABALHO NA ERA DAS MÁQUINAS INTELIGENTES  13

81%


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19%


81%

22%


78%

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75%

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42%


58%

Estimativas da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para 2017, emprego por 

ocupação.  

Am.Latina-5 é a média não ponderada dos dados referentes a Argentina, Brasil, Chile, 

Colômbia e México.

Figura 2: A América Latina tem relativamente poucos 

trabalhadores altamente qualificados 

Forças de trabalho por nível de qualificação requerido nos empregos

Colômbia

México

Brasil

Argentina

UE-28

EUA

Baixa/Média

Alta

Chile



AMÉRICA LATINA: COMPETÊNCIAS PARA O TRABALHO NA ERA DAS MÁQUINAS INTELIGENTES  14

habilidades que lhes permitam obter empregos na economia formal na era 

das máquinas inteligentes.

Sem programas efetivos de requalificação, a América Latina pode registrar 

aumento no desemprego e na informalidade. Isso viria após um período 

no qual a região obteve avanços na redução da informalidade. Em 2010, 

a Organização Internacional do Trabalho (OIT) estimava que 48% dos 

trabalhadores não-rurais na América Latina tinham trabalhos informais. Em 

2015, esse número havia caído para 46,8%

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 – o que, evidentemente, ainda 



é um nível muito elevado. 

Para alcançar prosperidade sustentável, a região precisa usar suas 

conquistas recentes como base para continuar melhorando, e evitar expor 

mais cidadãos – e mais economias – aos efeitos da informalidade. “Há um 

círculo vicioso de informalidade, baixa qualificação e baixa produtividade”, 

afirma David Rosas Shady, especialista em mercados de trabalho do Banco 

Interamericano de Desenvolvimento (BID). “À medida que as economias e 

os mercados de trabalho sentirem o impacto da atual onda de disrupção 

tecnológica, esse círculo vai se fortalecer, aprisionando um número maior 

de trabalhadores”. 

Mais informalidade levaria a um aumento da pobreza e da desigualdade. 

“Os trabalhadores que realizam, sobretudo, tarefas rotineiras costumam vir 

da classe média baixa, e podem muito bem ficar em situação de pobreza 

caso percam seus empregos e não consigam encontrar um emprego 

equivalente”, alerta Juan Vázquez Zamora, economista do Centro de 

Desenvolvimento da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento 

Econômico (OCDE). Consequentemente, as notoriamente elevadas 

taxas de desigualdade na região poderiam reverter a tendência de 

queda observada nos primeiros 15 anos do século XXI

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 . Uma média não 



ponderada dos coeficientes de Gini para os cinco países estudados caiu 

de 55,23 em 2000 para 49,26 em 2014 (o coeficiente de Gini mede a 

distribuição de renda em uma economia, com taxas mais altas indicando 

maior desigualdade, e taxas mais baixas, uma distribuição mais equitativa 

da renda). Uma reversão nessa tendência seria uma receita para o 

enfraquecimento do crescimento econômico e a instabilidade política e 

social. 


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