Amber, Reuben. Cromoterapia: a cura através das cores. Cultrix: São Paulo



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AMBER, Reuben. CROMOTERAPIA: a cura através das cores. Cultrix: São Paulo,
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Cromoterapia
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ReubeAmber

Cromoterapia a cura através das cores

Tradução: ClaúdioGiordana

Editora Cultrix São Paulo


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TítuIo original: Color Therapy.

Copyright © 1983 Aurora Press, Inc.


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Sumário
Prefácio - 9

Primeira parte Teoria: o passado e o presente


1. Cor e luz: Ponto de Vista Moderno - 13

Postulados básicos – situação da medicina alopática: teoria dos vermes e Dubos – Seis pontos de vista sobre a vibração – a cor como uma ponte – Ciclo do nitrogênio, a gota d’água e o ponto de vista de Ghadiali sobre a matéria – A física da luz: Escola estática – Newtown, Maxwel, Energia Luminosa – onda e quantum; escola dinâmica: Steiner, Simpson – Goethe – Lehr – Chancel – Lor – Experiências – Reiser – Teoria do autor sobre os tumores – Espiral – Lakhovsky – Reich – Bergson – De laWarr – Radiônica – Burr e Northrop – Biotônica – Ayurveda – Doshas – Alquimistas.


2. Cor e luz: Pontos de vista do passado – 48
Mitologia — Congresso Mundial de Antropologistas. México — Cogumelo sagrado e escada da experiência mística; alcoolismo e vício de drogas e iluminação cósmica — Contribuições de quatro países à cura pela cor: 1 - Egito — Pedras preciosas — Cor — Perfumes — Planetas — Heliópolis — Mitologia: deuses da saúde; 2- Irã — Zoroastrismo — Mitologia: deuses da saúde; 3- Índia — Dogmas — Os chakras — As sete notas da escala, as sete cores do espectro e os sete corpos sutis — Auras — ROYGBIV, cosmo e prisma — Clarividentes — Elementos, doshas e gunas — Mitologia: interpretação de Krishna como homem-deus, deuses da saúde; 4 - China — Técnicas da Astrologia — Auras — Princípios do Yjn e do Yang — Mitologia: deuses da saúde.
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Segunda parte: como curar pela cor
3. Como emagrecer ou engordar pela cor – 93
Perdendo peso através da cor — Quatro passos — Engordando pela Cor — Quatro passos.
4. Propriedades da cor – 101
Propriedades gerais — Propriedades físicas e fisiológicas — Propriedades inter-relacionadas — Propriedades físico-químicas — Propriedades psicológicas.
5. Poderes de cura das cores individuais – 106
Lembretes sobre a cor e a cura — Natureza da matéria na quadragésima nona vibração — Remédios ou cor — Metabolismo e cor — Febre e cor — O microscópio de Rife e as descobertas da cor — Uso da cor nas doenças: cores quentes do espectro — vermelho, amarelo, laranja; Cor mediana do espectro — verde; Cores frias do espectro — azul, índigo, violeta, ultravioleta; Cores ausentes do espectro — limão, púrpura, turquesa, magenta, escarlate.
6. Diagnose da doença – 125

1 - Observação — Doze partes — 2- Teste da pulsação — 3 - Teste da perna curta — 4 - A aura e a diagnose eletromagnética - 5 - Diagnose psicológica — 6 - Técnica da visualização — 7 - Diagnose do prisma — 8 . Técnica da radiônica.


7. Tratamento: princípios e técnicas – 136
23 princípios — Cores normais para as partes sadias do corpo — Ponto de vista dos clarividentes sobre os órgãos do corpo e tratamento pela cor — Pontos sensíveis e áreas especiais para tratamento do corpo e suas cores correspondentes — Mecanismo e diretrizes gerais aplicáveis a qualquer tratamento — Nove técnicas de tratamento: 1- Água solarizada — 2 - Regime — 3 - Criatividade — recursos psicológicos — 4 - Cores contrastantes — criatividade
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Na decoração – 5 – Decoração do quarto e respiração de cores – 6 – Visualização e meditação – 7 – Respiração de cores – 8 – Terapia das pedras preciosas – 9 – Metais.
8. Tratamento de doenças específicas através das cores – 152
Chave para o tratamento de doenças através de chacras – A cor no tratamento de doenças: organização alfabética.
9. Os alimentos e suas cores – 165
Alimentos ácido-alcalinos – Princípios padrões – Relação dos alimentos com o espectro, elementos e paladar – Seis tabelas: 1. Os alimentos e as cores correlatas; 2. Metais, elementos químicos e cores correlatas; 3. Alimentos, doenças e elementos; 4. Organização chinesa dos alimentos segundo os princípios do Yin e do Yang; 5. Mapa astrológico hindu do tempo, planetas, alimentos, cor e dieta e dos signos do zodíaco; 6. Organização do Autor: paladar, órgãos, elementos, doenças, tudo com equivalentes ocidentais.
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Página 09 - PREFÁCIO
Este Iivro pode ser lido de dois modos.

Os interessados na teoria e na filosofia da Cromoterapia começariam pela Primeira Parte — Teoria: o passado e o presente — estudando-a com afinco e associando a aos conhecimentos anteriores que já possuam. Encontrar-se-ão arroladas aí as teorias científicas modernas, suas afinidades e discordâncias, ao lado dos problemas que a medicina espacial Ievantou para a medicina alopática, bem como uma reflexo teórico-filosófica sobre a cor. Trata-se do desafio que a cura pela cor apresenta hoje aos profissionais da medicina — desafio que induz a especulações sem fim.


Os interessados na prática imediata e na ap1icaço pragmática da cromoterapia leriam primeiramente a Segunda Parte — Como curar pela cor —, pois aí os leitores não encontrão nada de teorias e especulações filosóficas. Nesta seção, a um conjunto de orientações que associam a cor aos problemas a1imentares do homem — Como emagrecer e Como engordar — segue-se uma análise das propriedades e do poder de cura pela cor. Ela finaliza com uma lista de diversas doenças, das cores específicas a serem usadas para provocar a cura e da utilização da cor dos a1imentos. A Segunda Parte é específica e, sob todos os aspectos, prática.
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Primeira parte Teoria: O passado e o presente
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Capítulo 1
COR E LUZ: PONTO DE VISTA MODERNO
A Cromoterapia ou Colorterapia é a ciência que emprega as diferentes cores para alterar ou manter as vibrações do corpo naquela frequência que resulta em saúde, bem-estar e harmonia. Os raios coloridos podem ou não visíveis ao olho humano, sendo aplicáveis ao corpo fisicamente, através uma exposição efetiva aos próprios raios luminosos, ou mentalmente, através de técnicas de sugestão, visualização ou meditação.
A cura pela cor talvez tenha sido o primeiro tipo de terapia empregada pelo homem, pois foi o método da própria natureza e um recurso natural para conservar o organismo equilibrado e em harmonia. Quando o homem surgiu na Terra pela primeira vez, os raios solares alimentaram-no e mantiveram-no aquecido; a cor da flora e a fauna foram relevantes para determinar seu humor e temperamento; a direção dos ventos e o murmúrio dos oceanos embalavam lhe o sono. Talvez ele não tenha tido o conhecimentos habilidades técnicas do homem moderno, mas também não sofreu as doenças psiquiatrogênicas e introgênicas* provocadas por indicações ou práticas dos médicos. Por quê? Porque o homem primitivo possuía a sabedoria de viver segundo as Ieis da natureza. A cor é fundamenta1 em qual- quer sistema de cura, quer o médico o saiba ou não.
Postulados Básicos para a Cura pela Cor
1. Todos os objetos têm frequências peculiares de vibrações.
2. Todos os órgãos têm frequências peculiares de vibrações na saúde.
3. A doença é uma função a1terada, como resposta natural do corpo um esforço excessivo1. A função alterada não passa de uma mudança de
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(*) De iatrogenia: alteração patológica provocada no paciente, devido a tratamento médico errado (N. do T.).
(1). Usou o termo strain (esforço excessivo e não stress tensão, pressão) que é a terminologia de Selye. Strain implica tensão não-natural, porque provoca distorção. Ostress é uma função natural, não distorcida, da célula; sem stress não haveria vida na célula.
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frequência, o aumento ou a diminuição de uma vibração provocados por um fator de pressão — seja químico, mecânico ou térmico. Os germes são uma das centenas desses fatores. Por isso todas as doenças têm frequências peculiares de vibração.
4. A aplicação da frequência correta — alimentos, drogas etc. — muda- rá a função alterada porque o corpo tende a voltar a seu padrão original, se tiver oportunidade.
5. As células fazem a escolha seletiva dos raios e das vibrações bem como rejeitam os raios e as vibrações de que não precisam. Se faltar cor às céIulas — outra forma de se nomear os a1imentos —, elas começarão a despoIarizar-se e a mudar a frequência e, portanto, seu padrão de crescimento.
6. A cor errada ou o tipo errado de a1imento tende a a1terar a frequência do campo de força eletromagnética da célula, e essa força interage como campo de força mais amplo do órgão que, por sua vez, afeta o sistema e este, então, reage sobre o campo de força total do corpo (típica reação em cadeia). Essa reação Ieva à fadiga, e o grau de fadiga é a causa da exaustão e da morte.
7. A cor, sendo vibração pura, é o tipo racional de terapia para a saúde e a doença porque se apresenta na forma correta, no lugar certo e na hora certa.
Situação da Medicina Alopática Moderna
(Dicotomias colocadas pelas falácias da teoria dos germes e a divisão psicossomática do paciente).
Hoje, os médicos sabem muito a respeito da sintomatologia e das doenças, mas cada vez menos sobre as curas. Com todas as técnicas dispo- níveis e com todas as informações sobre as bactérias — cabedal formidável de conhecimentos —, as pessoas estão mais e mais adoecendo, tornando-se os hospitais o tipo de arquitetura mais em voga. A despeito do ar pontifical dos médicos, as doenças progridem e menos pacientes se curam. Quanto mais adomados e equipados tecnicamente os hospitais, menor a porcentagem de curas. Estaria a medicina ortodoxa tão preocupada com as técnicas e os procedimentos de esterilização que sua capacidade de pensar se tomou estéril? Estaria a base filosófica da medicina alopática assentando-se numa premissa inadequada na qual a teoria dos germes enveredou por pesquisas infindáveis e as pessoas sofrem e morrem inutilmente?
O grande bacteriologista de nosso tempo, René Dubos, afirmou que os médicos conseguiam curar os pacientes muito antes que se conhecesse qualquer coisa sobre germes. Esses médicos desconheciam as sulfas (2) ou os
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(2). As drogas sulforosas matam as bactérias utilizando o enxofre numa reação, o que normalmente exige uma vitamina, o ácido para-aminobenzóico — PABA.
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Antibióticos (3) as vacinas e os soros imunológicos. No entanto, tinham êxito nas curas. Será possível que o segredo de suas curas residisse numa habilidade instintiva altamente desenvolvida de tratar o paciente como um ser total, associada a uma confiança em sua outra percepção intuitiva da consciência do paciente? Será que o segredo era não o buscar uma causa única para certa condição, mas sim tratar as vibrações da pessoa toda? Ou talvez possamos encontrar a resposta noutra afirmação de René Dubos. A respeito dos germes, Dubos observou que as bactérias e os vírus se tornam perigosos somente quando o equilíbrio natural do corpo é perturbado. Caso contrário, até a mais virulenta das bactérias é inofensiva. É interessante notar que é praticamente impossível contaminar voluntários inoculados a1eatoriamente com alguma doença que se supõe a1tamente infecciosa, se os pesquisadores não souberem como perturbar o ambiente interno, de maneira a criar as condições certas. Dubos não é o primeiro nem será o último a destacar a falácia da teoria dos germes das doenças e de sua inadequação. Todavia, por que a medicina a1opática prossegue cegamente na marcha rumo a sua destruição, com a maioria da sociedade dançando a sua volta? Ainda permanece verdadeira a afirmação do Dr. Oliver Wendell Holmes, em 1860: Acredito firmemente que se toda a matéria medica, como se emprega hoje, fosse afundada no oceano, seria melhor para a humanidade, e tanto pior para os peixes. Estarão certos os sociólogos ao dizerem que o homem possui forte relutância psicológica em abandonar os velhos caminhos e permitir o florescimento de ideias novas; que existe forte tendência de um grupo de pessoas afins da sociedade em identificar-se com os padrões convencionais, excluindo as ideias novas? As ideias que se converteram em convencionais tornam-se inertes, estagnadas; perdem a carga elétrica e adquirem um dogmatismo e uma rigidez que apenas a evolução 0u a revoluç5o podem mudar. A ciência médica atual sofre com sua inflexibilidade; enquanto está de acordo com os va1ores implícitos do convencional, pode e de fato encontra todo o apoio e estímulo dos interesses estabelecidos da sociedade e das máquinas de propaganda que alimentam esses estereótipos nos canais da opinião pública.
A medicina alopática, apesar de seu programa de pesquisas e do dispêndio de milhões, fez somente uma ligeira contribuição à cura e à prevenção das doenças. Até o presente, ela gerou um imenso corpo de dogmas, médicos que os interpretam, em vez de sacerdotes, e milhões de vítimas para o sacrifício. Os médicos são tocadores de flauta fantasiados tocando suas cantigas dogmáticas, as melodias populares das drogas mágicas, e os milhões de vítimas do holocausto seguem dançando rumo à própria destruição.
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(3). A penicilina impede a ação normal do trifosfato adensino — ATP — normalmente presente em todas as células e que atua como uma bateria para liberar a energia necessária à célula. O ATP é essencial para a ação normal da célula.
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Estarão certos os psicólogos ao dizerem que o desejo do homem por algo permanente talvez se relacione à necessidade psicológica de reduzir a ansiedade ou a tensão? Este modo de pensar tem levado seus adeptos científicos a enfatizar a natureza dualista do organismo: a psique em luta com o soma. É muito mais fácil e muito menos frustrante dividir o organismo em compartimentos do que encarar o ser como um todo. Assim, com o fetiche moderno da especialização, imaginem-se as complicações que resultariam da prática da medicina se ocorresse a hipótese não-euclidiana: O homem completo é maior do que a soma de suas partes individuais — a psique e o soma.
Os psicólogos, os psiquiatras, o clero (4), os sociólogos, e mesmo a polícia enfrentam hoje o tratamento de pessoas perturbadas. Jamais o homem foi tratado em tantas frentes pelo que se pode chamar com propriedade de “mentalistas”. Em nossa sociedade, porém, essas pessoas, como pacientes, tem status, prestígio e a ligação da linguagem comum da psicanálise que as inclui no círculo da elite sagrada. De qualquer forma, a psiquiatria moderna tornou claras as diferenças que separam o neurótico e o psicótico do psiquiatra. Os primeiros constroem castelos no ar; os segundos vivem dentro deles e os últimos cobram o aluguel. Nenhum dos três, todavia, está preocupado com as vibrações ou cura pela cor.
O historiador estará correto quando diz que tudo na História não passa de um registro de acusação contra alguém que está fora do grupo principal? Na cura ortodoxa, se algum pensador ou pessoa independente decide excursionar fora dos Salões de Ivy, logo as forças psicológicas que deram vida à Inquisição espanhola entram em ação. Se esse dissidente curioso tiver sorte, será rotulado de sonhador, embusteiro, charlatão ou curandeiro. Os fabricantes de remédios reclamam hoje a sua vez.
Discutem-se neste capítulo a cor e a luz segundo os cientistas modernos — incluindo.se aqui tanto os ortodoxos quanto os não-ortodoxos (a heresia do cientista excêntrico de hoje costuma converter-se no conservadorismo de amanhã). Além disso, serão mencionadas também as contribuições de filósofos, de educadores e de alguns ocultistas a uma análise da cor. Os que encaram a cor como uma força estética serão confrontados com os que a interpretam como força dinâmica. Cada um apresenta uma teoria que é um fragmento do papel desempenhado pela cor na cura. Mas, todas as teorias devem ser inter-relacionadas e reinterpretadas, a fim de exibirem a tecitura de seus entrelaçamentos. Os pontos de vista diferentes e peculiares desempenham sua parte ao revelarem a resposta do homem à
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(4). Infelizmente, a maioria das religiões ocidentais condicionam a pessoa com a atitude negativa de que a doença e o sofrimento são partes necessárias da vida. A aceitação dessa atitude tolhe a pessoa e gera um modo de pensar errado e a desarmonia. Recomendamos a meditação sobre a cor e a educação da mente subconsciente com a ideia da saúde antes de dormir.
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luz e à cor. Aqui, agrupamos esses vários fragmentos burilados e moldados pelo filósofo, pelo cientista, pelo ocultista, pelo psicólogo e pelo educador. A abordagem histórica da avaliação das teorias da cura pela cor, defendida no passado, há milhares de anos, por outras culturas do Oriente, será tratada no Capítulo 2: contribuições à cromoterapia feitas pelo Egito, Índia, China e Pérsia, juntamente com a sabedoria mitológica esquecida — tudo isso revelando um imenso conhecimento acerca da luz e da cor. Os cientistas modernos começam a redescobrir e a utilizar esses princípios, muitas vezes, porém, sem embasamento filosófico ou premissas convincentes de trabalho.
O cientista convencional ridiculariza a metodologia da pesquisa histórica comparativa que visa avaliar as descobertas dos ocultistas ou os ensinamentos dos hindus e dos chineses. Condescendentemente, ele se satisfaz em deixar esse tipo de busca para os que chama de “subalternos da ciência”: o historiador, o psicólogo, a pessoa treinada nas artes e nas humanidades. Por conveniência, ele se esquece ou ignora que as palavras Abre-te Sésamo da história de Ali Babá, misteriosas até há pouco tempo, são hoje ocorrência cotidiana. A abertura da caverna pelas palavras mágicas Abrete Sésamo, como vibração sonora, multiplica-se milhares de vezes todos os dias em qualquer cidade grande onde a célula fotoelétrica é acionada. O mistério de ontem parece converter-se no axioma científico ou truísmo de hoje. Isso não significa que tudo que chamamos de misterioso seja certo ou sagrado. Longe disso! Existe, sem dúvida, tanta tolice no ocu1tismo como em outras disciplinas. A mitologia, o ocultismo, a filosofia, o método científico — todos são caminhos que levam ao conhecimento. O conhecimento pelo conhecimento é inútil, mas, devidamente utilizado, é sabedoria.
No ensinamento ocultista, a cor, o som, o aroma são os três remédios básicos contra as doenças humanas. O método de cura vem a ser a criação de harmonia e de equilíbrio na mente e no corpo. Uma exposição excessiva a qualquer cor ou vibração pode ser corrigida empregando-se a cor ou a vi- bração complementar. Qualquer interferência na harmonia do corpo — venha de fora ou de dentro, de uma infecção ou lesão, do medo ou de pensamento errado — leva as forças da natureza a atuarem para provocar a cura.
Essas forças de ação (estáticas ou dinâmicas) são importantes para a compreensão da cromoterapia. Teorias diferentes anteciparam nomes diversos para esses centros de vibrações; de passagem, mencionaremos apenas seis abordagens. (Discussão mais completa encontra-se em nosso livro Nu ReflexTherapy.)
H. Selye, em seu trabalho sobre endocrinologia, formulou uma teoria das doenças que enfatizava a Síndrome da Adaptação Geral (Teoria da Tensão). Observa o autor que o sistema endócrino e os chacras são a mesma
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coisa para fins fisiológicos. Ao contrário dos hindus e dos ocultistas, Selye não menciona a cor. Cada órgão endócrino possui sua própria cor, pode ser tratado pela cor a fim de remover-se a síndrome da tensão e toma parte nessa síndrome.
2. H. H. Bergson chama-as em seu livro de Elan Vital.
3. F. M. Alexander em seus trabalhos dá-lhes o nome de Controle Primário e o centro de controle vem a ser a região Atlantóide-occipital5,
4. E. Coue chama-as de Auto-sugestão.
5. S. Freud dá-lhes o nome de Libido, considerando o subconsciente o centro de controle.
6. Os ensinamentos do Novo Pensamento e da Teosofia — filosofias ocidentais derivadas do hinduísmo e parcialmente de Quimby — acreditam que todas as manifestações são geradas pela Mente Universal ou Consciência Cósmica. Quanto maior a harmonia entre a Mente Universal e a mente individual, tanto mais rápida a cura. A mente e a matéria estão associadas e a mudança numa acarreta mudança na outra. Toda a cura depende da atitude mental da pessoa. Vemos aqui uma substituição do pensamento (vibração poderosíssima) pela cor: uma vibração por outra (sou de opinião de que o pensamento tem cor).
Importa salientar desses seis pontos de vista que, a despeito dos nomes atribuídos a essas forças de ação, busca-se o tratamento do homem total; a cor com seu uso de luz e som é significativa para manter a saúde do homem e para tratar-lhe as doenças de modo que ele atue harmoniosa e equilibradamente (Cannon dá a este estado o nome de Homeostase).
Recorde-se o Ieitor apenas que
1. Nas instituições para tratamento mental, a cor e a música tornam-se hoje parte necessária da terapia (Vibração).
2. As crianças menos desenvolvidas e retardadas aprendem mais facilmente em salas pintadas de amarelo (Cor).
3. A música é mais eficaz do que a psicanálise para atingir-se as pessoas emocionalmente perturbadas (Vibração).
Uma pessoa treinada no que se chama de pesquisa espiritual achará esses três tópicos elementares. Para ela a Iuz é positiva e a cor negativa. Mas acredita que a cor e o som representam aspectos da vibração, sendo intercambiáveis, pois ela aceita como realidade que o homem poderá passar de uma vibração para outra, muito antes que a cor se faça audível através do Auratone — aparelho que reproduz o som da cor e onde cada vibração de cor transforma-se num som equivalente. As sete cores do espectro estão sintonizadas com os sete tons da escala musicai; as três cores primárias compõem a primeira corda musical. No Auratone, a nota dó vibra para a cor vermelha;
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(5). Esta é a explicação que dou para a localização do centro de controle Primário.
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a nota mi vibra para a cor amarela; a nota sol vibra para a cor azul.
Pode-se observar que a cor e a música desempenham uma parte vital na evolução dos corpos sutis do homem. As sete cores visíveis do espectro e as sete notas da escala musical têm seus efeitos sobre os sete corpos sutis que, de acordo com a filosofia hindu, envolvem e interpenetram o corpo físico; as radiações magnéticas e elétricas desses corpos compõem a aura. Mas as sete cores do espectro e as sete notas da escala musical afetam os sete corpos, especialmente nos planos físico, emocional, mental e psíquico. Quanto mais pura a cor, mais delicados os tons, tanto maiores os efeitos sobre o corpo (Goethe, que estudou a filosofia do ocultismo, dizia que as vibrações da luz branca são decrescentes a fim de irem ao encontro das necessidades da evolução da Terra).
Os cientistas estão todos de acordo quanto ao corpo ser composto de ar, água, minerais e ca1or ou tepidez; discordam, porém, quanto ao corpo possuir a1ma, cuja substância é a cor. Entretanto, nas experiências, a cor tem-se tornado uma característica mensurável do corpo — acredite-se ou não na presença da alma. A cor é um aspecto do corpo; aos que acreditam na alma, pode-se dizer que a cor é tão necessária à alma como o ar ao corpo.
Como a cor se torna uma parte vital da saúde do homem? Sem entrar em discussão, pode-se dizer que, às vezes, a doença mental parece resultar de indisposições físicas que, por sua vez, provêm de males sociais sobre os quais a pessoa não tem controle. Inúmeras pesquisas chegam a indicar que o câncer e a tuberculose são doenças sociais. Queira-se ou não aprofundar nessa assertiva, pode-se concluir com segurança que algumas pessoas não se ajustam ao meio ambiente. Mesmo a religião parece oferecer-lhes peque- na ajuda, pois ela acabou representando uma moralidade baseada num ideai inatingível ou dificilmente alcançável. Dessa forma, existe um conflito entre as exigências do cotidiano e as tentativas de alcançar um ideal, um tipo de crença e de confiança sem nenhuma ligação com o raciocínio silogístico. O homem vive em dois mundos, não como disse Matthew Arnold — um morto e outro lutando para nascer —, mas num mundo de dois tipos de conhecimento e de consciência. Num ele enfrenta as exigências imperiosas do pensamento Iógico, do bom senso, da rea1idade sujeita ao treinamento e onde a educação constrói a informação; no outro, porém, ele deixa fluir em sua consciência ou nela expõe aquele mundo intuitivo em nada relacionado com a razão, onde a imaginação e a emoção desempenham um papel significativo, e ao qual ele não pode acrescentar um til através do treinamento ou da educação. Pode apenas revelá-lo e deixá-lo fluir, ou então diminuí-lo ou afogá-lo, quando possível.
Sem uma ponte entre esses dois mundos — o homem interior e O homem exterior não têm um guia para a vida diária. A cor é essa ponte.
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Quando estudam o ciclo do nitrogênio, os textos clássicos não levam em conta o papel da cor. Sem ela, o ciclo do nitrogênio não pode ocorrer. O mesmo ocorre com a análise de uma gota d’ água. Os estudantes conhecem a teoria da luz de Newton — conforme refletida através de uma lente —, mas não a aplicam a uma gota d’água, na forma em que se acha na natureza, com o que lhe está adjacente interna ou externamente. Por isso, os estudantes não compreendem o papel da vibração da cor na vida, como se vê numa gota d’água.
O Ciclo do Nitrogénio — Explicação da Cor
O oxigénio é retirado da atmosfera pelo reino animal, une-se no corpo ao carbono e é expelido principalmente como dióxido de carbono. Este é absorvido pelas plantas, pela ação dos raios vermelhos e amarelos. As plantas decompõem o dióxido de carbono, utilizando o carbono para o seu crescimento e devolvendo o oxigênio para a atmosfera. Através desse ciclo entre os reinos animal e vegetal, mantém-se o equilíbrio do ácido carbônico e do oxigénio puro (que constitui cerca de 20% da atmosfera). As plantas produzem o oxigênio necessitado pelos animais que por sua vez, liberam o dióxido de carbono exigido pelas plantas.
O nitrogênio é absorvido pelas plantas sob a forma de amônia, nitratos ou nitritos, que se convertem em proteína vegetal pela ação dos raios violeta e índigo. O reino animal vale-se dessa proteína vegetal, dividindo-a em aminoácidos, uréia, ácido úrico e outros compostos. A uréia e o ácido úrico que se decompõem rapidamente fora do organismo produzem a amônia necessitada pelas plantas.
O potássio, o sódio, o cá1cio, o magnésio e o ferro unem-se ao fósforo, enxofre, cloro, flúor, silício e oxigênio para formar os doze sais dos tecidos necessários à saúde. Esses sais — dissolvidos em seiva — entram no reino vegetal a partir da terra; por sua proporção, os sais dos tecidos deter- minam as espécies de plantas. Esses sais unem-se sob a influência dos raios de todas as cores com os produtos orgânicos para se converterem em plantas, vegetais, frutos etc., que os animais usam como alimento.
Uma vez que o ácido carbônico é um composto primário que a planta precisa absorver da atmosfera, é a1tamente significativo que a cor da maioria das superfícies das plantas expostas ao ar seja verde, porque uma superfície verde absorve a quantidade máxima de vermelho — o raio de cor complementar ao verde. É o raio vermelho que, como fator principal na absorção do ácido carbônico, dá à planta o carbono necessário ao crescimento e libera o oxigênio puro na atmosfera para reutilização pelo reino animal.
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Gota D’água: Análise Espectroscópica
Cada gota d’água divide a luz nas sete cores visíveis que se espalham por dentro de toda gota; o vermelho rodeia a circunferência, o violeta permanece no centro e todas as cores intermediárias mostram-se numa sequência ordenada. Os padrões das formas de vida das substâncias físicas assumem sempre suas formas na parte verme1ha ou laranja da gota. Em oposição, os padrões fixos resultantes da concentração mental dos objetos abstratos formam-se na parte da gota colorida pelos raios de luz mais rápidos do que os vermelhos e os Iaranja, isto é, nas partes amarela, verde e azul. Os padrões resultantes da concentração de objetos espirituais formam-se sempre nas partes índigo e violeta, ou na parte centrai da gota.
O Dr. Charles W. Littlefield descobriu que se os minerais fossem umedecidos, deixando-se a água evaporar, apareceria uma força vital nas partículas minerais com as características dos diversos tecidos do corpo. As leis de Newton no explicam a descoberta do Dr. Littlefield. Diante de uma solução de sais minerais, se uma pessoa se concentrar em determinada ideia, as partículas minerais formarão uma figura reproduzindo a imagem mentalizada por ela. Essa energia do pensamento tem manifestações físicas que podem ser recebidas somente na presença da luz da cor certa, conforme demonstrado por Philip Chancellor, inventor dessa técnica extraordinária de fotografia do pensamento.
Ghadiali: Teoria Sobre a Natureza da Matéria
Ghadiaii, cuja obra sobre a cura pela cor é fundamental, relacionou a cor e a vibração com a fisiologia do corpo. Observou que não existem elementos puros; os próprios elementos são compostos. A física atômica sustenta essa opinião. Nenhum elemento tem um espectro único ou puro. A matéria desintegra-se, e, como resultado dessa desintegração, irradia-se; por exemplo, todo metal tem um odor próprio. O odor é um estímulo da região olfativa pelas partícu1as suspensas no ar. Se o metal não se desintegrasse, não conseguiria emitir odor (as experiências de L. E. Eeman descobriram que a radiação da matéria poderia ser levada através de fios para atuar no organismo humano). Assim, a Iuz é o resultado da desintegração da matéria.
Ghadiali afirmou também que o sol não fornece luz, mas que a combustão gera energias. Essas energias convertem-se em luz pela fricção, ao passarem pela densidade da atmosfera terrestre. A cor não é mais do que uma parte da luz, porção ínfima da faixa vibratória de quadragésima nona vibração.
Som, calor, luz, magnetismo são todos a mesma energia, diferindo apenas na frequência da vibração e no meio de condução. Todas as energias
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conhecidas são compostas de frequências oscilatórias em diferentes meios de transportes, e toda a espécie de vida, em oposição à matéria na qual ela própria se manifesta, é composta de energias. E fácil, portanto, compreender como a administração da luz reforça as energias vitais do corpo humano (minha opinião é que a religião do futuro encontrará sua essência na luz).
Física da Luz
Escola Estática: Teoria de Newton — Teoria da Energia Luminosa — Teoria das Ondas e Teoria do Quantum — Teoria Eletromagnética de Maxwell.
A teoria corpuscular, de emissão, ou teoria newtoniana da luz — que consiste de corpúsculos ou partículas materiais emitidas em todos os sentidos pelos corpos luminosos — conforme definida em sua forma original, há muito foi abandonada.
De acordo com a teoria ondulatória, a luz é transmitida dos corpos luminosos ao olho e a outros objetos por um movimento ondulatório ou vibratório. A velocidade dessa transmissão é de cerca de 300.000 quilômetros por segundo e as vibrações do éter são oblíquas à direção em que se propaga o movimento ondulatório. As ondas variam de comprimento, de 3,85 a 7,60 décimos de milésimo de milímetro, aproximadamente. A cor alcançada quando a energia colide com a retina varia de forma complexa, segundo o comprimento da onda, a amplitude da vibração e vários outros fatores e condições. Ondas de características semelhantes, cujos comprimentos fiquem acima ou abaixo dos limites antes mencionados, não são perceptíveis à média do olho humano, em condições normais. As que se situam entre 3,85 e 1,0 décimos de milésimo de milímetro constituem a luz ultravioleta e manifestam-se por sua ação fotográfica ou outra ação química. As que excedem no comprimento 7,60 décimos de milésimo de milímetro são as ondas infravermelhas, detectadas pelos seus efeitos térmicos.
A teoria eletromagnética da luz, lançada por Maxwell, sustenta que essas ondas, incluindo as da própria luz, são da mesma espécie que aquelas pelas quais as oscilações eletromagnéticas se propagam através do éter, constituindo um efeito eletromagnético.
A teoria atual da energia luminosa está bem longe da concepção de Newton. Descreve-se, hoje, a energia luminosa como uma energia radiante que, atuando sobre os órgãos da visão, habilita-os a cumprirem a função
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da vista (6). De acordo com a teoria moderna, tanto a luz visível quanto a invisível consistem dos quanta de energia movendo-se como se fossem guiados por ondas; o comportamento estatístico dos quanta é determinado pelo fato de que sua energia, em qualquer ponto, é em média igual à intensidade do sistema de onda naquele ponto.
Teorias das ondas e do quantum (7): A ciência vê-se aturdida pelo comportamento estranho desse meio misterioso chamado luz. Atualmente, os cientistas acenam com as teorias das ondas e do quantum, mas, quer isoladas quer combinadas, elas deixam de explicar por completo o fenômeno da luz. Evidencia-se cada vez mais que ambas as teorias são inadequadas, ainda que as associemos para tentar explanar os aspectos objetivos e subjetivos da Iuz.
Como a física fornece ao homem explicações presumivelmente indiscutíveis? Para o físico, a luz branca, ao atravessar um prisma, torna-se visível como vermelho, laranja, amarelo, azul, verde, índigo e violeta. Fora do espectro visível, encontram-se os raios vermelho ou infravermelho num extremo — considerados raios quentes — e, no outro extremo, os raios ultra-violeta. Os comprimentos de onda variam de 0,0006502 cm (vermelhas) a 0,0000441 cm (violeta). O olho físico percebe apenas as cores que caem nessas medidas ou entre elas.
As cores visíveis, de comprimentos menores ou maiores de onda, também afetam o organismo, como se vê nas ondas de raio X e supersônicas. Um fato importante na cromoterapia é que cada cor possui seu próprio comprimento de onda e sua frequência própria. A cor surge sob determinadas condições de interação de matéria e energia radiantes. Essa interação resulta na absorção de certos comprimentos de onda e na reflexão de outros. Um objeto que aparece como preto absorveu completamente toda a energia radiante de todas as frequências. O objeto que aparece como branco é o que reflete todos os comprimentos de onda. Quando um objeto absorve partes específicas do espectro e reflete outras, possui cor. Um objeto vermelho é o que absorveu a região azul do espectro e reflete o vermelho. Essa absorção seletiva é a base física da cor. Acredita-se que a ab. sorção de luz se deve ao sa1to de um elétron de uma órbita para outra, ou ao sa1to para um nível diferente de energia.
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(6). A luz ultravioleta ou ultra vermelha, que por enquanto não conseguem afetar significativamente a média das retinas normais, são energia radiante ou atuam como tal.
(7). Os quanta são formados de pulsações contínuas que se movem lentamente num só sentido, de oeste para Ieste. A onda é um movimento contínuo, caminhando célere na mesma direção (norte, sul, leste, ou oeste).
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Escola dinâmica
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Psicólogos, fisiólogos

Química da Cor

Steiner, Simpson

Goethe, Lehr

Experiências

Flammarion, Trinder

Reiser


Teoria do Autor sobre os Tumores

AEspiral


Lakhovsky

Reích


Bergson

De La Warr

Radiônica

Burr e Northrop

Biotônica

Ayurveda – doshas


O professor Calvin S. Page discorda das interpretações feitas pelos físicos estáticos. Afirma ele que a cor é formada não apenas de ondas, mas também pela variação de suas velocidades. Para ele, as cores não são produzidas pela absorção de alguns raios e pela reflexão de outros, conforme a teoria consagrada, mas resultam da alteração da velocidade de todas as Iuzes que aparecem com determinadas cores. Trata-se de uma boa explicação para as propriedades de cura das cores e suas vibrações.
Os psicólogos e os fisiólogos apresentam esta teoria popularmente em voga da visualização da cor: Existem no olho três conjuntos de nervos sensíveis à cor: amarelo, azul e vermelho. A luz branca estimula igualmente esses três conjuntos de nervos sensíveis ì cor. Se um estímulo é mais fraco ou não atinge um ou ma1s dos conjuntos de nervos, produz a sensação de cor. Quando um conjunto de nervos sensíveis à cor está exaurido, a pessoa fica cega para aquela cor primária e hipersensível às demais. Se dois conjuntos de nervos não funcionarem o indivíduo verá tudo em apenas uma cor monocromia.
Uma explicação mais ampla da cor deve levar em consideração as mudanças químicas. É sobejamente sabido que as cores das soluções químicas tem relações definidas com suas composições químicas. Pode-se produzir qualquer cor desejada, alterando-se a fórmula estrutural de modo que se conforme à área de absorção do espectro visível pretendido. Obtém-se uma solução vermelha, filtrando-se os raios verdes: aparece então a cor complementar da sombra absorvida. Esse fato é o resultado do comportamento eletrônico.
Steiner é visto por uns como cientista, como educador por outros, como ocultista por terceiros, como filósofo por alguns e ainda um quinto grupo o tem na conta de líder religioso. Importa-nos aqui o que Steiner disse acerca da cor como meio de acesso à cura. Ele estava bem à frente
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dos seguidores da escola da física clássica que fragmentava a cor em termos de suas propriedades físicas, pois desenvolveu um sistema de educação e um modo de vida baseado na cor e na harmonia. Pode-se visitar as escolas abertas em Nova Iorque e no mundo todo (inclusive no Brasil), caso se queira ver sua teoria posta em prática — a cor como parte inseparável do currículo e atuando em cada fase da vida da pessoa.
Como Goethe, Steiner construiu uma ciência física da cor, inclusive a que é vista a olho nu e a experimentada subjetivamente. Foi mais adiante, porém, e ensinou como compreender a cor através dos sentimentos e como provocar esta percepção. Dividiu a cor em duas categorias: as que têm brilho (vermelho, azul e amarelo) e as que têm imagem (verde, branco, preto e a cor da flor do pessegueiro). As cores de brilho têm atividade e as cores de imagem, forma. Define-se o verde como a imagem da vida; a cor da flor de pessegueiro ou cor de carne, como a imagem da alma: o branco, a imagem do espírito; o preto, a imagem da ausência de vida. Através dessas imagens cie vida, de alma, de espírito e de morte, alcançam-se as fronteiras da percepção dos sentidos. A cor é criada por um brilho de luz na escuridão.
Sustentava Steiner que a doença quase sempre indica uma forma entre a consciência terrena e a percepção superior. A doença é muitas vezes acompanhada por uma sensação de escuridão e depressão; essas vibrações podem afetar os que estão à volta do doente, e o médico precisa ser suficientemente forte para quebrar essa escuridão psíquica (8).
Além disso, Steiner observou que a alma vive sempre em meio à cor, entre a luz e a escuridão, e o homem em sensações entre o pensamento e a vontade. O homem é um ser de ar, respirando e exalando ritmicamente; é também um ser de luz, abrindo-se à luz do pensamento e da reflexão (9). A reflexão vive na luz e a vontade é inconsciente. O homem só pode compreender a si mesmo como uma alma germinando no futuro, o quase fecha no passado. A luz vem do Oriente; a escuridão mergulha no futuro. Na Vontade revela-se o contínuo germinar do mundo.
O equilíbrio entre a reflexão e a vontade, disse Steiner, mantém-se graças ao sentir. De igual modo, o equilíbrio do corpo físico mantém-se entre o sistema cerebral e o sistema metabólico ou do limbo pela interação rítmica da respiração e da circulação sanguínea. A saúde é um equilíbrio móvel entre duas forças opostas. A cabeça e a força dos nervos estão
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(8). Julgo que, se o médico não quebrar essa manifestação psíquica, falhará com o paciente. Ele precisa descobrir que os métodos eficazes, além da cor, são: a mente impondo-se à mente, a sugestão e a auto-sugestão.
(9). Compare-se esta teoria com a Opinião de Reiser de que o homem vive num meio aquático.
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destruindo continuamente as substâncias nervosas, quando em estado de consciência. Excessiva atividade mental na infância impede o desenvolvimento dos limbos. Pode gerar uma inteligência sem imaginação e sem sentimento: mais tarde acaba provocando a esclerose. A arte na educação é um corretivo para essas situações.
A substância, segundo Steiner, e continuamente reconstituída pela atividade metabólica. Boa parte dessa atividade produz pensamento preguiçoso, obesidade e crescimento falso, como é o caso dos tumores. A correção para essas anomalias também se revela nas artes. O homem intermediário mantém em harmonia os outros dois sistemas, o sistema respira- tório e o do sangue que está a meio caminho entre o sistema digestivo e o cerebra1. Ele equilibra as polaridades do cérebro e do metabolismo. As doenças que afetam a respiração, como a asma e a histeria podem ser socorri- das através das artes, cores, música, movimentos rítmicos e ocupações ritma- das — por exemplo, pintura em tecidos, conversas, ou respiração rítmica.
Steiner considerava a saúde uma condição móvel em que todos os componentes precisam encontrar e manter seu equilíbrio. A alma deve equilibrar-se entre o cérebro e o metabolismo, entre o pensamento e a vontade, a luz e a escuridão, o passado e o futuro. Passada a doença, pode surgir uma consciência nova que restabelece o equilíbrio da saúde. A vida irradia cor.
Mencionaremos brevemente outros pontos de vista que concordam ou discordam de Steiner. O cientista explica a cor sob uma ótica material ou mecanicista; o fisicista, segundo sua visão técnica; o vitalista, do ponto de vista religioso; alguns filósofos, vendo a cor como um processo criativo em permanente interação entre a luz e a escuridão, entre as forças positivas e as negativas da vida — ou como a denominam os chineses — entre o yin e o yang; outros filósofos ainda, sob uma ótica ao mesmo tempo científica e metafísica, vêem a cor como a reconciliação saudável de forças opostas. Havendo desequilíbrio em qualquer das direções — excessivo materialismo ou excessiva espiritualidade — o resultado será a doença. Pode-se, pois, as- Sumir dessas diferentes teorias que a cromoterapia é aplicável nos níveis físico, psicológico e espiritual. Por ser perceptível, a cor influencia tanto os sentidos físicos quanto os superiores, podendo curar a consciência física e a superior. Cada especialista destaca um aspecto da cor, ou uma escala e uma ou mais das vibrações da consciência. Nenhum deles tem realmente, como Steiner, a compreensão do funcionamento total da cor.
Mas impõe-se sair da excursão através do mundo da cor e voltar ao problema da luz.
Numa reflexão direta sobre a cura pela luz, é preciso mencionar-se E. Brooke Simpson. Seu livro New Light on the Eyes, ele mostra como teve êxito ao tratar cataratas, aplicando feixes adequados de luz. Os othos, disse,
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carecem da energia da luz para manter sua atividade, assim como o corpo necessita de alimentos para manter-se vivo. As cores possuem um valor terapêutico particularmente poderoso quando aplicadas nos olhos. Os raios visíveis de luz são um remédio natural para um órgão que funciona com base na luz.
A ideia de que a luz se associa ao processo mental é relativamente nova em nossa cultura, embora antiga em outras. Pode-se considerar a luz através da cor como uma expressão da consciência humana numa expansão de si mesma e do cosmo. É o Iiame entre a consciência e o modelo padrão, um atributo cósmico unindo os processos mentais do ser humano às funções cósmicas. A luz propicia os meios para a continuidade do processo entre a entidade orgânica e seu ambiente num nível imaterial. Não é por acaso que se emprega a palavra iluminação para expressar o conhecimento em evolução e uma identificação com ele. Numa definição simples: A luz de- termina o modelo padrão.
No caso do crescimento de uma planta, pode-se ver a relação direta entre a luz e o surgimento do modelo padrão. Colocada no escuro, a planta luta em busca de luz. Ela se deformará, se necessário, no que parece um esforço determinado para alcançar a luz. Os biólogos chamam a isso heliotropismo. A planta precisa de luz solar para realizar os processos químicos pelos quais se desenvolve. Em minha opinião, isso não é uma explicação, e sim mera observação. Noutras palavras, a luz é dinâmica, ajudando as forças vitais dentro da planta a realizarem sua função e a gerarem o crescimento na forma delas exigida pela natureza. Deixada no escuro, a planta fenece; sua forma não corresponderá deveras à do tipo a que pertence. Psicologicamente, ter-se-á uma planta neurótica. (Ver O ciclo do nitrogênio.)
Goethe tinha uma visão diferente da cor, quando disse: O olho molda-se a si mesmo, a fim de que a luz interior encontre a luz exterior. EIe foi um dos primeiros a discordar da hoje chamada teoria newtoniana da luz, sustentada pelos cientistas ortodoxos. O Dr. Ernest Lehr, em Man or Matter, aborda o ponto de vista de Goethe sobre a luz e a cor. Ter-se-á Goethe recusado a aceitar a interpretação estática de Newton porque, a partir de seus estudos sobre ocu1tismo, ele ficou familiarizado com a cor e suas propriedades, conforme elucidadas pelos orientais e pelos antigos egípcios, e de acordo com as ilustrações dos blocos sagrados das pirâmides da Caldéia? De quaisquer modo, seja qual for a razão de sua rejeição à teoria newtoniana, é preciso levar em conta a sugestão de Lehr de que a cor é o resultado de duas regiões diferentes de iluminação. Neste ponto, Lehr difere dos gestaltistas no emprego que fazem da relação imagem-base. Em- pregando diferentes métodos, ambos explicam o mesmo fenômeno.
Lehr observou o seguinte: desde que todos os processos da natureza são funções de opostos polares na polaridade da luz e da escuridão, Goethe
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não enfatizou a Iuz e sua essência, e sim uma condição dinâmica (10) em que ambas são funções. Essa interpretação significa que as cores são condições dinâmicas provocadas pela interação da luz e da escuridão e que, portanto, possuem polaridades secundárias. Olhada através de um prisma, uma parede branca aparecerá branca. O único ponto onde surgirá uma faixa de cor é no limite de encontro da Iuz com a escuridão — tendo-se, na terminologia gestáltica, imagem e base. Nesse ponto, o funcionamento da polaridade vem à tona e ocorre uma condição dinâmica, resultando no fenômeno da cor. Descobre-se também que:
1. As cores diferem de acordo com a posição da luz e da escuridão, em relação à base do prisma.
2. As cores quentes aparecem — vermelho e amarelo.
3. Onde se inverte a relação, aparecem as cores frias, do azul ao violeta.
4. Para completar o espectro, é preciso aproximar as duas faixas de cores até que se misturem.
5. Se a mistura ocorrer mediante a inclusão de uma faixa estreita de luz entre as duas áreas de escuridão, de modo que o amarelo encontre azul, então surge o verde.
6. Mas, se a mistura ocorrer mediante a inserção de uma faixa escura no campo de luz, aparecerá novo espectro e uma cor semelhante à da flor de pessegueiro, ou cor da pele, em vez do verde (recorde-se a classificação de Steiner).
Sugere Lehr que o arco-íris é um fenômeno de cor sobre uma fronteira do céu, entre duas regiões espaciais de iluminações diferentes. Quando vemos um arco-íris, estamos realmente olhando para a borda de uma imagem do disco solar, apanhada e refletida graças a condições favoráveis da atmosfera. Essa observação explicaria a hipótese de que a luz não caminha do Sol para a Terra, mas é um efeito disparado na atmosfera por certas radiações. Ë claro que existiria então alguma fronteira na atmosfera superior entre a luz e a escuridão.
Essa hipótese de uma possível fronteira é particularmente interessante nas experiências com a luz, efetuadas pela Sra. Turnbull, de Bridgeport, Inglaterra e Philip Chancellor do México. A Sra. Tumbull tirou fotos dos planetas com uma câmera comum e sem se valer de telescópio. Segundo os físicos clássicos, isso não poderia ser feito (ela tirou fotos de imagens refleti- das na atmosfera). Philip Chancellor tirou fotos do pensamento, às vezes sem câmera e outras vezes com câmera, mas em luz visível. Também, aqui, o físico clássico diria que isso era impossível. A explicação de Littlefield é fundamental e talvez nos lembremos da história da abelha que, de acordo com os físicos, não poderia voar. Incapaz de ler, a abelha continuou voando.
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(10). Os gestaltistas modernos aceitam este ponto de vista, quer o percebam ou não.
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As experiências de Chancellor, no México, podem ser repetidas por qualquer pessoa, mas os teóricos da física são incapazes de explicar essas manifestações segundo as teorias ortodoxas. Esforçam-se os físicos em apresentar uma imagem lógica da luz como radiação, sendo a luz branca uma combinação de todas as demais cores, e a escuridão a ausência de luz. Em primeiro lugar, essa teoria ortodoxa dificulta o discernimento cuidadoso do ato de ver entre o objetivo e o subjetivo ou, em segundo, a percepção de que o método científico pode facilmente resultar em conclusões falsas se e quando as observações são baseadas em métodos derivados de uma aná1ise incompleta do que seja de fato a Iuz. Numa análise final, o estudo da luz envolve mais do que o fenômeno da visão.
Inúmeros especialistas sustentam a opinião de que o olho emite um feixe de energia própria que tem a natureza da luz e através do qual ocorre a percepção. Quando acontece uma contradição aparente à teoria ótica, a explicação científica dada é de que se trata de uma ilusão. Lehr apresenta a explicação de um objeto verde, iluminado por uma luz verde e que aparece como preto. De acordo com a teoria ortodoxa aceita, a luz refletida por qualquer superfície é que atinge o olho. Um objeto branco reflete toda a luz e o branco é visto. Se um objeto tiver que ser visto como verde, sob uma luz branca, todas as demais cores, de acordo com essa teoria, são absorvidas, não se refletindo nenhuma cor. Se o preto é a ausência de luz, então o objeto não só aparece como preto, como também é preto. Por outro Iado, se for empregada e refletida uma luz verde, o objeto aparecerá como branco. Uma vez que somente as frequências que produzem o verde podem atingir o olho neste caso específico, então se poderia perguntar: “Por que o olho não percebe o verde?” Resposta: “Trata-se de uma ilusão de ótica. Noutras palavras, o olho não vê com perfeição. Apliquemos esse princípio às plantas”.
Numa experiência clássica ortodoxa, uma planta crescendo sob luz verde não deveria absorver qualquer luz e essa planta deveria, portanto, deformar-se e morrer. Os físicos estão certos? Podemos citar dois pesquisadores cujas descobertas se opõem à opinião dos físicos: Flammarion e Trinder.
Camille Flammarion descobriu que as plantas e os animais eram afeta- dos pela luz. A alface plantada sob um vidro vermelho cresce quatro vezes mais rápido do que sob a luz do Sol e atinge eventualmente grande altura, como um pé de feijão. Sob um vidro verde, ela fica menor do que sob a luz solar (segundo a teoria ortodoxa, a planta deveria morrer ou deformar- se). Sob um vidro azul, seu crescimento foi insignificante. Submetidas a diferentes vidros coloridos, diversas plantas deram resultados vários: por
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(11). O que se chama de escuridão pode conter raios de luz invisíveis a olho nu, no estágio atual do desenvolvimento humano. A luz mais do que a visão.
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exemplo, o milho sob luz branca cresceu até 63,5 cm; até 45,7 cm. Os feijões floresceram sob luz vermelha e branca, mas morreram sob luz verde e azul (a teoria ortodoxa mostrou-se verdadeira apenas no caso dos feijões).
Em suas experiências, H. Trinder descobriu que os metais têm afinidade com certas cores; por exemplo, o estanho afina com o branco e o ferro com o vermelho. Também afirmou que poderia obter reações em plena escuridão. Entretanto, chegou a resultados que não conseguiu explicar. Certas reações no escuro foram idênticas às obtidas com luz; outras, porém, por razões desconhecidas, foram inversas. Obviamente, com certas substâncias, quando não havia luz visível ou quando permaneciam no escuro, não desaparecia o efeito da cor. Nesses casos, essa explicação científica tradicional não é válida: ou seja, que a luz se torna invisível apenas quando ultrapassa certa faixa de frequência, e que a cor é visível porque se encontra dentro de uma faixa de frequência capaz de afetar o nervo ótico.
Neste ponto, faço a seguinte observação: ao Ievar um soco no queixo, a pessoa vê estrelas ou luz. A explicação de que o nervo ótico foi irritado e, por consequência, produz luz, levanta uma pergunta: De onde surgiu a luz, em primeiro Iugar? E preciso estar presente algum tipo de luz no nervo condutor no instante em que cada atividade do protoplasma é acompanhada de uma corrente elétrica. A cor pode ser visível por ter certa frequência, mas, além dessa qualidade, ela possui outras que não são normalmente percebidas nem explicadas pela teoria ortodoxa. Tudo o que se sabe até o presente é que, sob determinadas condições, a luz afeta o nervo ótico, possuindo outras propriedades que afetam o organismo; entretanto, sobre isso, nada ou pouco se conhece.
Discordarão os cientistas ortodoxos de Oliver L. Reiser, cujo livro Alchemy of Light and Color emprega o método científico com certa intenção filosófico metafísica, ao considerar os princípios e os efeitos da cor sobre o organismo humano. Afirma Reiser que todos os organismos vivos no plano físico são preponderantemente orientados para a água e que esta tem a propriedade de acelerar todo o tipo de reações químicas. O carbono fornece o alicerce da matéria viva porque possui o poder de formai as substâncias complexas necessárias à vida, como as proteínas e os carboidratos. Os compostos de carbono são de modo particular oticamente ativos, isto é, eles podem girar o plano da polarização de um feixe de luz que passe através deles, voltando-o quer para a direita quer para a esquerda. Pode-se ver nisso um vínculo forte entre a produção da cor e os compostos de carbono oticamente ativos. A matéria viva também contém lipídios ou gorduras insolúveis na água e absolutamente necessárias à vida. Essas gorduras comportam-se de tal modo que podem ser duplicadas por óleo de linhaça e pela respiração protoplásmica. O óleo de linhaça recebe oxigênio e
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libera dióxido de carbono, da mesma forma que o fazem as células. A luz ultravioleta acelera esta respiração no óleo de linhaça, bem como no protoplasma. A reação principia lentamente, acelerando-se depois. A intensidade da reação está absolutamente fora de proporção em relação à intensidade do estímulo externo.
Acrescenta então Reiser que o tom da cor ou o matiz depende 1) do comprimento da onda; 2) do tom da luz; 3) da nuança; 4) do brilho ou luminosidade (que está em correlação com a energia do estímulo ou com a amplitude da onda); e 5) da saturação ou croma (que depende da mistura dos comprimentos das ondas curtas e longas). Esses cinco aspectos deter- minam a experiência visua1 da cor. Por fim, Reiser diz ainda que toda teoria da visão envolve uma teoria de processo químico a respeito da retina, implicando uma teoria do nervo condutor.
Toland sugere que a frequência de pulsação é responsável pelos processos corticais subjacentes ao brilho da cor. O matiz talvez dependa da disposição do nervo em sintonia com um comprimento específico de onda como, por exemplo, o vermelho etc. Certo tipo de luz está presente no nervo condutor, assim como toda atividade do protoplasma é acompanhada de uma corrente elétrica. Explica Toland, além disso, que num quarto escuro pode-se ver um feixe de luz vermelha projetando-se de seus arcos laterais azuis-avermelhados. Fechando-se os olhos, pode-se obter uma verdadeira imagem subsequente dessa espécie. Quando estimuladas, as fibras nervosas soltam irradiações. O que se estará vendo são, de fato, correntes do próprio nervo, que não estimulado libera dióxido de carbono, podendo também liberar Iuz. A essa luz emitida ou liberada pelo nervo não estimulado Reiser chama de consciência.
Pudéssemos imaginar-nos dentro das moléculas ou átomos que absorvem luz e haveríamos de ver a cor complementar que alguém de fora da molécula enxergaria como luz reflexa. Nesse sentido, o universo interior da consciência é o universo externo voltado para dentro — como o funcionamento de uma câmera — e o mundo interno voltado para fora. A vida é litera1mente um processo de oxidação. Cada célula nervosa é um fogo com combustível próprio. A consciência é uma síntese de muitas brasinhas que dependem da oxidação cerebral. Reiser afirma ainda que a consciência da cor reproduz, de algum modo, as condições físicas da cor.
A célula nervosa é tanto geradora quanto transmissora. Ambos os processos envolvem a decomposição e a restauração, assim como a resintetização de uma longa cadeia de compostos de carbono. A espécie de composto de carbono de que é feita uma célula é a expressão do modo como ela atuou no passado. Esse fato indica uma relação entre a cor e a estrutura do cérebro. Os modos hereditários de respostas explicam-se normalmente como sendo a expressão de “caminhos inatos de baixa resistência ou sincronismo hereditário entre as células nervosas e as células musculares”.
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Em sua análise, Reiser estaria falando de fato sobre polarização sem ter consciência disso?
Em resposta às observações de Reiser, julgo que:
1. Embora um composto apresente a mesma fórmula, pode, num caso, ser venenoso e em outro não, dependendo de o plano de polarização ser o direito ou o esquerdo.
2. Este fato é comprovado pela teoria ortodoxa.
De acordo com Sir Lawrence Bragg, ganhador do Prêmio Nobel, pode-se descrever a vida neste planeta como estando voltada para a direita, sendo o homem uma espécie de saca rolhas destro (12).Qualquer orientação de saca-rolhas canhoto ser-lhe-ia venenosa: por exemplo, desembarcasse o homem em Marte e descobrisse aí que as pessoas são orientadas como saca-rolhas canhoto, seus alimentos seriam venenosos para o homem terreste (essa teoria da espiral poderia ser usada para projetar-se uma série fascinante de especulações).
Hoje, as evidências mostram que os modos hereditários de respostas são devidos a algo permanente ao redor das células ou dentro delas, como sua estrutura molecular ou elétrica. Pode-se aceitar essa generalização pelo fato de que a patologia é uma exceção e não a regra. Face à sua estrutura permanente, tendem as células a ficar ou a retomar ao estado normal, sempre que a oportunidade se lhes oferece.
Teoria do Autor Para a Origem dos Tumores e das Mutações e sua Descoberta da Lei da Redundância Evolutiva.
Se a repetição de um estimulo pode alterar a estrutura da célula, as chamadas tendências inatas também podem ser modificadas. O estimulo repetido força a alteração da estrutura química e a transferência de função. Esse fato foi inegavelmente comprovado por A. D. Speransky (13).
Quanto a mim, Ievanto a teoria de que essa manifestação de alteração e de modificação celular pode ser empregada para explicar os tumores e as mutações. Se um fator de pressão provoca desequilíbrio e não for removido, alterando a estrutura da célula, os fatores ambientais favoráveis ao crescimento do tumor atingem um nível de excelência e sua remoção cirúrgica não passará de tratamento dos sintomas. Essa cirurgia toma-se um adia- mento da ação, o processo continua e o organismo morre.
Se o fator de pressão for removido, o organismo tenderá a voltar à normalidade.
Se ele não for removido, o organismo acabará abrindo um caminho lateral ou secundário. Também aqui, minha teoria é de que o órgão, para
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(12). Ver a seção sobre os chakras.
(13). Ver seu Iivro A Basis for the Theory of Medicine.
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abrir o caminho lateral ou secundário, continua com suas funções próprias bem como assume as funções do primeiro órgão, agora parcial ou completamente fora de ação. Esse processo é uma reversão do processo evolutivo antes que a especificidade da célula evoluísse. Na verdade, a célula está retornando ao seu caminho anterior.
A este processo de retirada de emergência para auto reparação chamo de Lei da Redundância Evolutiva. O corpo, ao contrário do automóvel, recupera-se a si mesmo; ele é seu próprio mecânico. O sistema de emergência do corpo para responder à tensão ou ao perigo permite ou força a célula a voltar ao passado, precedendo o estágio celular evolutivo onde e quando ela possa desempenhar com êxito todas as funções necessárias à vida. O segundo órgão executa seu próprio trabalho e o trabalho do órgão a que foi chamado a ajudar por causa do inter-relacionamento do sistema com os sistemas. Ele simplesmente evoca sua experiência passada. Se o estímulo provocar alteração permanente da estrutura química, mudando o plano depolarização, sem perturbar o equilíbrio do corpo, então ocorrerá uma mutação (poder-se-á ter novas percepções dentro da teoria das mutações e ta1vez um suporte para a reencarnação).
Que papel desempenha a cor na mutação, no câncer e nos tumores?
Nos tumores e no câncer, onde existe tensão, a cor pode reverter o processo e fazer a célula voltar ao normal, removendo o elemento de tensão, pois está dentro dos padrões ou da natureza da célula voltar à estrutura normal. Outra maneira de se dizer isto seria que a célula tende à sua estrutura normal, sempre que pode. Nas mutações, quando não há tensão, a cor protege o novo organismo de modo que ele possa funcionar em seu ambiente, dando-lhe todas as condições necessárias para sobreviver: porque a vida é cor.
Essa ação pode ser resumida assim:
Se uma função alterada ocorre com tensão, o resultado são tumores.
Se uma função alterada ocorre sem tensão, o resultado são mutações.
Teoria da Cor — A Espiral Cósmica Como um Canal de Cura
Apresentamos uma teoria acerca de como a cor atua no câncer e nos tumores, de como a cor protege os elementos em mutação e de como a cor desempenha papel vital para manter o homem em estado de harmonia. Procurarei agora explicar como a cor evolui como se fora uma espiral — princípio básico das leis da natureza.
Vêem-se espirais em toda a parte. Gavinhas enroscam-se num suporte; flores formam-se numa espécie de espiral: as folhas enrolam-se em espiral antes de se abrirem; a gavinha atira-se litera1mente num crescimento espiral, a fim de forçar a sua trajetória através de uma superfície dura. É bem
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conhecida a espiral das conchas e faz-se menção a ela nos Upanishads; por sua vez, o movimento espiral na interpretação chinesa das forças yin e yang está presente no hexagrama do I Ching.
Percebe-se a espiral em muitos órgãos do corpo, vendo-se ainda o movimento espiral em muitas de suas funções. Parece bastante significativo que todas as criaturas, desde a insignificante ameba até o homem, quando se movem sem que haja o envolvimento de nenhum estímulo, insistem numa conduta espiralada. Os chifres são espirais, o cordão umbilical é espiral as glândulas sudoríparas, o úmero, a pélvis e as impressões digitais são espirais; na divisão da célula, a espiral aparece e até na matemática tem-se a ocorrência da espiral logarítmica (14).
Linus Pauling, também ganhador do Prêmio Nobel, descobriu o que se pode chamar de moléculas polarizadas. As cadeias que formam a estrutura tem uma feição espiralada, com as unidades que se encaixam unidas compondo uma hélice em forma de mola vagamente encaracolada: semelhante a uma escada em espiral simétrica, sendo cada degrau feito de um tipo diferente de madeira. Essas unidades moleculares de matéria são absolutamente assimétricas, como uma luva ou sapato que podem ter duas for- mas, imagens espelhadas uma da outra. Todas as espirais de matéria viva entrelaçam-se de um mesmo modo, embora as coisas possam igualmente funcionar bem de modo contrário.
Como o afirma Sir Lawrence Bragg, outro ganhador do Prêmio Nobel, Somos feitos de saca-rolhas destros.
Em seu livro The Secretof Life, Lakhovsky traça uma analogia entre a formação espirai encontrada nas célu1as vivas e a chave numa corrente elétrica. Ele sugeriu que, assim como num circuito de oscilação elétrica são emitidas irradiações através do funcionamento de uma espiral de fios que amplia sua capacidade, do mesmo modo são emitidas irradiações nas célu1as vivas.
Parece que as espirais têm alguma qua1idade sutil que lhes é própria. Quando um pedaço de cobre é retorcido em espiral, adquire propriedades que antes não tinha. Usada mecanicamente, a espira1 serve para furar madeira ou ferro. Na eletrônica, usa-se a espiral para converter a onda de rádio em impulsos elétricos. Num sentido mais amplo, isso sugere nada menos que a capacidade de passar de um nível para outro, de uma vibração para outra.
Como se aplica ao cosmo essa teoria da espiral? Wilhelm Reich faz uma interessante observação no livro Cosmic-Super-Imposition. Afirma, em resumo, que a Lua e a Terra fluem em correntes de orgônio na forma de espirais. Desse modo, a Lua mergulha num ponto do espaço onde
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(14). Ver H. W. Heason. Frontiers of Understanding. Ritter Press (s/d), Nottrngham. lnglaterra.
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centro da Terra esteve ou estará, mas onde não está. lsso propicia a ambas um movimento mútuo de entrelaçamento espiralado que, ao observador da Terra, dá a impressão de que a Lua gira à volta da Terra (trata-se em parte da teoria da relatividade).
Em seu trabalho com o orgônio, a força vital que ele julgava permear o universo, Reich observou que a vida começou na Terra a partir dessa ação. Ficou claro do seu estudo das minúsculas faíscas de luz que surgiam numa câmara sobrecarregada, que o movimento delas tomava a forma de uma espiral com anéis alternadamente largos e estreitos. Seguindo a ideia de que a fusão de duas dessas correntes era criadora, como no ato sexual, ele comparava a criação dos corpos celestes à criação de uma vida nova no ventre. Correntes imensas de orgônio correm nos céus, pulsando na forma de espirais e criando através da superimposição.
Para Reich, a luz é um efeito orgônico de cor azulada característica, como o oxigênio, que é iluminado quando estimu1ado pela eletricidade. Considerando-o a força vital necessária ao sustento da vida, Reich empregava o orgônio, espécie de luz, na terapia de vibração para a cura do câncer e das doenças emocionais. Para ele, a origem da energia é o Sol, e o oceano orgônico acha-se em estado de fluxo constante; desse modo, a luz é um composto de excitação e Iuminescência. A luz, dizia ele, não atravessa o espaço; apenas a excitação percorre o espaço e, ao alcançar uma área em que as condições são favoráveis, surge uma luminescência orgônica, a cuio fenômeno chamamos luz. O orgônio flui de um sistema fraco para outro mais forte. A vida cessaria se o fluxo, como no estado físico, corresse do mais forte para o mais fraco. O orgônio, uma luz azul seria o restaurador do equilíbrio e da harmonia (a caixa de orgônio de Reich foi condenada nos Estados Unidos, mas é usada em outras partes do mundo. Além disso, uma escola de psicologia emprega a técnica de Reich no tratamento de pacientes emocionalmente perturbados).
Pode-se traçar paralelos interessantes a partir da teoria de Reich. Bechamp, o magnífico gigante intelectual, observou (e com ele muitos outros bacteriologistas) que os microzimatas, descobertos por ele em suas pesquisas, são o fundamento da vida, não podendo jamais ser destruídos. Com a morte, deixam o corpo e retornam à atmosfera. Os hindus consideram o prana como a força da vida, que também jamais se destrói. Reich, Bechamp e os hindus estarão dizendo a mesma coisa, apenas com terminologia diferente e sob pontos de vista diferentes? Bechamp vê a fonte da vida sob uma ótica microscópica (microzimatas); Reich sob uma ótica macroscópica (orgônio): os hindus, de um ponto de vista tanto micro quanto macroscópico. Não está no escopo deste livro a1ongar-se sobre o tema (para maiores informações, ver o livro Nu ReflexTherapy, do Autor).
O filósofo Bergson tinha outra teoria; sua opinião era que as modificações estruturais e funcionais talvez se transmitissem hereditariamente, sob
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certas condições, cada uma delas desejada. Bergson afirmou que o olho era produzido porque o organismo possui a vontade de ver, e acrescentou que se a função constrói a estrutura, então a matéria vem a reboque do hábito.
Se tipos repetitivos de estímulos desenvolvem com o tempo subestados permanentes de respostas, um organismo não passa de energia compelida. Essa teoria é importante, uma vez que o homem vê e ao mesmo tempo sente a cor.
O olho e a pele são usados na cromoterapia. Outra pista, porém, pode ser encontrada na Radiônica, especialmente no que se refere à Câmera De La Warr e suas experiências com este instrumento radiônico. De La Warr concluiu que essa máquina não diagnostica efeitos físicos, mas entra em contato com alguma energia primitiva ou básica subjacente à física, na qual se encontram os padrões e de onde se originam os sintomas físicos. Ele notou que havia casos em que não existia uma doença evidente, embora estivesse presente certa potencialidade para determinado mal. Aparentemente, a raiz da doença jazia no fundo de algum campo subatômico (15), no qual as atividades da mente desempenham um papel importante. Convertiam-se assim os efeitos emocionais em causas, devendo ser acrescentados à sua lista de diagnósticos. O padrão subjacente de energia é obviamente muito complexo, mas apurou-se que toda essa complexidade vinculada à personalidade confina-se em parcela mínima da anatomia. De tal modo que se pode analisar as características completas da pessoa através de uma simples gotícula de sangue, saliva ou fio de cabelo (16). E possível tomar-se uma gotícula de sangue, diz De La Warr, e descobrir, por meio do instrumento de diagnose, não apenas de que doença sofre o paciente, mas também a causa, talvez bastante complexa. Por se estar determinando a potencialidade para a doença e não a doença em si mesma, as técnicas radiônicas de cura ou os métodos imaginados pela radiônica são hoje afastados pela profissão médica como não-ortodoxos (não-científicos?).
A radiônica remove o espaço quando este significa uma medida de distância. Mas o espaço não é vazio. Está cheio de cor, som, vibração. A radiônica anula o espaço-distância, mas na realidade emprega as forças promotoras da vida, presentes no espaço, para curar; desse modo, a radiônica é a nova medicina espacial de nossos dias. A cor torna-se uma auxiliar da medicina espacial radiônica porque ela, enraizada ao solo como as plantas, parte da Terra para o cosmo, e deste retorna outra vez para a Terra. Aqui pode-se
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(15). Ver F. S. Northrop e H. S. Burr.
(16). O Dr. B. Bhattacharyya em The Science ofcosmic Ray Tlierapy. acredita que esse tipo de analise pode ser feito com a fotografia de um paciente; e vai mais além ao afirmar que as mudanças dos órgãos humanos refletem-se na fotografia Baroda,
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aplicar também à cor o princípio da ponte espiral: a cor une a Terra, a vida vegetal, os animais e o homem ao universo; a cor evolui como uma espiral ou como um saca-rolhas e provoca mudanças em todos os níveis por meio de vibrações que se alteram, à medida que passam de um nível para outro.
Essas experiências com a radiônica tratam de efeitos muito mais fundamentais do que os físicos, pois a matéria é, em última instância, vibração. A conclusão óbvia a que se chega é que o bem-estar é o resultado da harmonia dentro do sistema complexo de vibração envolta na estrutura orgânica do corpo. Semelhante detour radiônico da matéria da luz diretamente aplicado à cor e à cura tem sido determinado pela natureza da pesquisa do homem para compreender as muitas ramificações da luz, da cor e da vida.
Neste ponto, impõe-se mencionar como a Universidade de Yale desenvolveu um instrumento altamente sensível, capaz de medir as descargas elétricas no corpo, tão pequenas quanto cinco milionésimos de volt. Seus pesquisadores, Burr e Northrop, tiveram êxito em estabelecer a evidência conclusiva — depois de provar com aquele instrumento delicado as variações elétricas sutis que acompanhavam todo o processo de crescimento — de que o potencial elétrico encontrado no corpo humano está diretamente relacionado a um padrão elétrico. As descobertas de Rife acerca da cor do microorganismo e do modo pelo qual uma alteração nos nutrientes muda a cor, face à mudança do organismo, são tão profundas que seu trabalho com a técnica extraordinária que ele imaginou é discutido noutra seção deste livro, onde se trata de Poderes de cura das cores individuais.
Qual a relação das energias elétricas com a cor e o som? A medida que a análise continua, ficará mais clara esta relação; entretanto, tem-se uma generalização quanto à ordem das formas: luz, som, calor, magnetisrno, cor e energias elétricas são todas formas diferentes de uma fonte única de energia, diferindo apenas quanto à frequência de vibração e ao meio condutor. Uma vez compreendida a intercambiabilidade dessas seis formas, mais prontamente se poderá aprimorar uma abordagem diferente da cura do homem total através da cor.
Maryla De Chrapowicki afirma em Biotonic Therapy:
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a lei da vida é movimento, uma pu1sação rítmica e cíclica de energia radiante que sempre tende a preservar e a restaurar o equilíbrio e a harmonia, palpitando suas vibrações peno- dicas e uniformes através do universo inteiro com cada latejar, um ciclo menor dentro de uma onda maior do grande ciclo da evolução. A medida que esse fator rítmico se torna mais evidente, começa o homem a perceber o desdobrar de um padrão in- trincado de substâncias radioativas que atuam como ponte entre
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os estados de vida tangíveis e intangíveis ou tênues, revelando essa ponte uma unidade sintética da mente e do corpo. A vida é a manifestação de uma mudança incessante de vários graus da matéria. O caráter da energia implantada no corpo durante esta atividade é, acima de tudo, iônico antes de se tornar molecular, pois provém da esfera de radiação. O homem, porém, percebe apenas os efeitos físicos secundários, os que se manifestam no plano da matéria e são reconhecidos como atividade molecular.
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Essa abordagem puramente física é a base da bioquímica. A ênfase recai sobre a atividade molecular como se ela fosse a única realidade, por ________________________________________________________________________________________________que o bioquímico se esquece ou desconhece que a atividade molecular se relaciona apenas com o processo final e não com os impulsos fundamentais de cura que estimulam essas moléculas á atividade. Os estudos de Burr e Northrop atestaram conclusivamente que o potencial elétrico encontrado no corpo humano relaciona-se diretamente com um padrão elétrico; esse padrão determina a natureza do organismo, mas não é uma forma rígida; é antes um princípio modelar no sentido de que evolui e muda. Assim como modelo evolui, também o organismo evolui, assume forma, cresce, amadurece, mantém-se constante; mais tarde, o organismo constrói células novas, dispondo-as, porém, sempre segundo o padrão original. O organismo recria-se, mas guarda sempre o modelo determinado. O padrão aqui é um processo dinâmico, não uma entidade estática. Existe quase urna indicação da simu1taneidade como princípio; entretanto, isso não ocorre como uma simultaneidade de padrão e de forma. Faz-se esta restrição: o modelo tem uma forma implícita que ele transmite ao organismo. Trata-se do princípio do determinismo? O repolho no campo subatômico resulta sempre repolho: não se converte numa rosa. O padrão é determinado no campo subatômico e dadas as mesmas condições, evolui fielmente; a vibração elétrica aqui é uma força que se pode comparar à força exigida para construir centenas de arranha-céus como o Empire Stare. Essa força atua para encarnar o padrão na entidade celular emergente: para formar o leão, a rosa, o homem, o diamante, a gota de óleo, a doença, a saúde. E o ritmo pulsante da forma e do modelo chamado vida. Ë o potencia1, o padrão e a forma que refletem os três princípios de integridade estrutural, rejuvenescimento do organismo e regeneração. Os hindus resumiram adequadamente essas ideias na sua Tríade de Criador. Preservador e Destruidor: Brahma: Vishnu e Shiva.
Esses impulsos elétricos provocam o que chamei de Iei da redundância evolutiva? Antes que se possa responder a esta pergunta e resumir as diversas idéias a respeito da cura pela cor, impõe-se uma palavra final acerca das emoções e dos princípios eletromagnéticos relacionados ao potencial elétrico.
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Basicamente, a emoção é uma resposta plásmica significativa. Os estímulos agradáveis ou vibrações certas provocam uma emoção do protoplasma, partindo do centro para a periferia. Inversamente, os estímulos desagradáveis, ou vibrações erradas, provocam uma emoção da periferia para o centro do organismo. Essas duas direções básicas das correntes plásmicas biofísicas correspondem aos dois efeitos básicos do aparato emocional: prazer e sofrimento. O movimento plásmico físico e as sensações emocionais correspondentes são funcionalmente idênticas. São indivisíveis. Sabe-se que, funcionalmente, não só são idênticas, mas também, ao mesmo tempo, antitéticas; a excitação plásmica bioquímica resulta numa sensação, e esta por sua vez expressa-se como movimento plásmico. Essa emoção relaciona-se com a própria força vital básica. A emoção agradável move-se, expande-se e cresce orientada para o todo; a emoção desagradável retrai-se, volta-se para si própria, inibe-se.
O declínio do potencial elétrico começa normalmente na fase tardia da vida, e qualquer desvio da normalidade que ocorra antes do tempo designado para o declínio natural estará indicando que mudanças fundamentais começam a tomar corpo, em detrimento da saúde e perigosas à vida. Há um princípio eletromagnético de energia plasmadora que orienta a integração da matéria e controla a diferenciação estrutural de todos os organismos. Somente embasados em semelhante princípio é que estes três aspectos da vida se tornam possíveis:
1. distinção individual da integridade estrutural:

2. rejuvenescimento orgânico:

3. regeneração.
Esse princípio torna não só possível como também imperativa a interação. Portanto, o objetivo principal de todos os métodos de cura deveriam ser dirigidos à preservação, à restauração e à regeneração do potencial elétrico, porque é no potencial elétrico de um organismo que se encontra chave para a solução do milagre da cura. Nele está o Abre-te Sésamo da cura, a área subatômica. O repolho pode converter-se em rosa; podem ocorrer mudanças no meio ambiente: a evolução e a revolução surgem com a vibração da cor.
Como é possível a cura? Pode-se dizer que através da ação atômica. A introdução de remédios eletromagnéticos no corpo não se segue uma assimilação física, mas uma explosão atômica que libera a energia aprisionada por rigidez muscular, ansiedade e respiração defeituosa. Desse modo, restabelece-se o movimento molecular normal.
Dinsah Ghadiali um dos mais notáveis pioneiros da cromoterapia salientou que:
1. embora imponderável em si mesma, a luz é capaz de produzir reação química nos planetas. A luz exerce um efeito eletroquímico sobre o nervo Ótico, tornando possível a visão;
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2. a atropina, mesmo diluída mais de um milhão de vezes, produz a dilatação da pupila do homem e dos animais;
3. as substâncias inorgânicas úteis à nutrição das plantas são tomadas por estas apenas em doses infinitesimais;
4. o ácido hidroclorídrico, diluído mil vezes em água, dissolve facilmente a fibrina e o glúten à temperatura do corpo; entretanto, o poder desse solvente diminui, caso a proporção de ácido da solução diminua;

5. a água mineral que se verificou ter o maior efeito de cura contém minerais em quantidade diminuta.


Os hindus abordam sob outra ótica esse problema. Encontra-se na obra de Ayurveda uma tentativa de explicação para a relação entre os elementos da natureza e os princípios do corpo humano. As três Doshas são associadas aí aos cinco elementos (17). Akasa ou éter, Ar, Fogo, Água e Terra. As três Doshas distribuem-se entre os cinco grandes elementos constitutivos do cosmo.
1. A primeira Dosha Vayu ou harmonia é composta de Akasa e Ar.
2. A segunda Dosha Pitta ou energia é composta de Fogo.
3.. A terceira Dosha Kapha ou inércia é composta de Água e Terra.
Harmonia, energia e inércia são uma força tríplice que contém a matéria primordial, sendo inerente a todas as células vivas. De acordo com a análise do Dr. Bhattacharyya das três Gunas, que são os atributos cósmicos das três Doshas — Sattva é neutra, Rajas é negativa e Tamas é positiva. Outros hindus discordam dessa visão, bem como eu. Acrescento ainda que, a despeito das diferenças nas interpretações das Gunas, há uma concordância quanto à explicação delas.
Os três atributos estão em constante movimento — unindo separando e novamente unindo, dando figura e forma a todas as coisas. Bhattacharyya diz que, seja qual for a energia existente no mundo fenomenológico, ele é resultado de Rajas. Toda matéria de resistência e estabilidade deve-se a Tamas, e toda a manifestação consciente é devida a Sattva. As três Doshas correspondem às três Gunas ou atributos cósmicos. Assim, Vayu é a manifestação consciente, Pitta a energia e Kapha a resistência ou inércia. Sempre que Pitta (energia) se retarda em sua ação, isso se deve a Kapha (inércia). Decrescendo Pitta, cresce Kapha, sendo verdadeiro o inverso; em ambos os casos, Vayu, o princípio da harmonia e do equilíbrio, é perturbado. À medida que o homem envelhece, Kapha aumenta e Pitta diminui, e a harmonia dos três elementos é perturbada (entropia). Isso explica o envelhecimento. A cromoterapia, se aplicada corretamente, pode e de fato restaura esse equilíbrio.
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(17). A versão hindu dos cinco elementos difere da chinesa. Ambas concordam quanto a terra, fogo e água. A chinesa destaca o metal e a madeira como os outros dois elementos, ao contrário da hindu. Explicar essa diferença é bastante instrutivo, mas escapa ao propósito deste estudo.
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Tabela 1
Relações das Gunas com os Elementos: Segundo Bhattacharyya18
Gunas: Sattva; Forças: harmonia; Doshas: Vayu; Elementos: Aksa e Ar.
Gunas: Rajas; Forças: energia; Doshas: kapha; Elementos: água e terra.
Gunas: Tamas; Forças: Inércia; Doshas: Kapha; Elementos: água e terra.
Tabela 2
Alteração do Autor à Tabela de Bhattacharrya
Gunas ou atributos cósmicos: Sattva; Qualidades: vida, luz, leveza, resolução, qualidade de boa moral, próton; Força ou princípios das 3 doshas: harmonia ou equilíbrio; Cor: A. azul, v. violeta; Elementos: akasa ou éter e ar; Polaridade: positiva.
Gunas ou atributos cósmicos: Rajas; Qualidades: atividade elétron; Força ou princípios das 3 doshas: energia; Doshas: Pitta; Cor: V.vermelho, A. amarelo; Elementos: fogo; Polaridade: negativa.
Gunas ou atributos cósmicos: tamas; Qualidades: sono estupidez, decadência nêutron; Força ou princípios das 3 doshas: inércia ou resistência; Doshas: Kapha; Cor: l. laranja, i. índigo, v. verde; Elementos: água e terra; Polaridade: neutra.
Alguns místicos e alquimistas discordam do mapa de cores de Tabela 1 e afirmam que as cores são as seguintes:
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(18). Dr. Bhattacharyya, op. cit., o.37
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As cores dos elementos e seus “complementares”
Elemento: éter; Cor: índigo; Cor complementar: âmbar-escuro.
Elemento: ar; Cor: azul; Cor complementar: laranja.
Elemento: fogo; Cor: vermelho; Cor complementar: verde.
Elemento: água; Cor: branco (prata); Cor complementar: preto (cinza).
Elemento: terra; Cor: amarelo; Cor complementar: violeta.
Talvez algum dia o físico, o fisiólogo e o psicólogo estarão aptos para encontrar seu caminho através dessa confusão de interpretações imperfeitas, em vez de comportarem-se como os cegos tentando identificar o elefante (não é necessário repetir aqui a fábula), ou como o sujeito da instituição para tratamento mental que, como reza a história, escrevia uma carta para si mesmo. Quando o psiquiatra lhe perguntou o que estava fazendo, ele respondeu calmamente: “Escrevo uma carta”. Satisfeito com a resposta, o psiquiatra perguntou: “Para quem?” Ainda calmo, replicou-lhe o paciente: Para mim, naturalmente! O médico então insistiu: E sobre o que você escreve? Ao que o paciente retrucou: Não sei, ainda não recebi a carta.
No Zen-budismo chama-se a esse dilema de Cegueira dupla. Seja qual for a pergunta do médico, ele vai entrando em dificuldades mais profundas e caindo em armadilhas; o mesmo ocorre quando se examinam as diferentes interpretações das cores apresentadas pela reunião das mentes de várias pessoas.
1. Para o realista, a cor vermelha da rosa está na rosa.
2. Para o físico, a cor da rosa depende da luz refletida.
3. Para o fisiólogo, o colorido da rosa é vermelho quando olhado diretamente, mas será amarelo ou cinza se for um atributo da vista.
4. Para o psicólogo, o vermelho da rosa não é nem atributo da flor, nem característica da luz, nem manifestação dos o1hos; é antes um elemento puramente subjetivo e se encontra nos olhos do observador.
5. Para o pintor, a rosa está na criação de sua tela.
6. Para uma escritora como Gertrude Stein, uma rosa é uma rosa é uma rosa; permanece uma reflexão semântica das respostas padrões das pessoas.
O que se pode concluir da compreensão de como o conjunto de mentes determina a visão-fim? Que relação existe entre as Gunas, as Doshas, a cor como vibração de luz, o envelhecimento, a morte? O homem deve envelhecer? Deixemos por ora as teorias e as diferentes generalizações indicarem suas próprias inter-relações e impor a identidade de idéias.
1. A luz é mais do que o espectro visível.
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2. A luz possui propriedades dinâmicas ainda desconhecidas de nós:

trata-se de fenômenos a exigir maiores estudos.


3. O pensamento é vibração, uma vibração poderosíssima, que pode aniquilar o espaço e o tempo.
4. O pensamento é cor.
5. O pensamento correto conserva o corpo em equilíbrio; o pensamento errado leva à angústia emocional e à desarmonia.
6. Imortalidade: dizem os fisiólogos que a célula pode regenerar-se indefinidamente, se não houver patologia nem tensão. Teoricamente, pois, a vida pode ser eterna, excetuados os acidentes.
7. O pensamento ocidental mostra que o homem e o universo são compostos dos mesmos elementos; um afeta o outro e estão inter-relacionados. A cura precisa vir de dentro para fora, de cima para baixo. O Ocidente ataca a doença a partir de fora. Os germes são tratados com drogas; mas o germe é um dos muitos fatores de pressão. Eles serão a causa ou a consequência da doença? Na resposta a esta pergunta acha-se a razão de a medicina alopática fracassar na projeção de uma filosofia defensável.
8. Os psicólogos abriram para o Ocidente uma conscientização do alcance da mente no campo do inconsciente e do subconsciente, idéias já antigas para o Oriente. Freud mostrou como o inconsciente afetava o corpo físico; Jung começou a introduzir um ponto de vista metafísico que contrastava com a teoria mecanicista do reflexo condicionado.
9. Coué e Mesmer abrirain a área da sugestão. A auto hipnose e a análise hipnótica evoluíram.
10. A medicina psicossomática vem ocupando espaço ao afirmar que a psique afeta o soma (os agentes opressores tanto psíquicos quanto somáticos provocam funções alteradas ou patológicas).
11. O médico híndu hodierno — caso não se tenha o curandeiro oriental corrompido pelas práticas médicas alopáticas do Ocidente — associa as Doshas às três forças do universo: Harmonia, Energia e Inércia e, a partir delas, evolului toda a vida. Elas possuem suas cores correspondentes que formam a palavra Rovgbiv ou, invertidamente, Vibgyor. A harmonia, a vida e a cor estão entrelaçadas.
12. Os quiropráticos dizem que, se a pessoa eliminar a pressão da coIuna vertebra1, não envelhecerá.
13. F. M. Alexander observou que, se o Controle Primário não for perturbado, a pessoa não adoecerá nem morrerá. Não se confunda aqui envelhecimento com amadurecimento.
14. A análise dos aspectos físicos da Iuz propicia interpretações estáticas e dinâmicas: As teorias do quantrum e da onda relativas à luz e à percepção não têm sido relacionadas à saúde do homem a suas doenças e sua relação com o universo, através da cor/vibração. Os dinamicistas provaram que a luz e a cor são campos de forças ativas. Steiner, como educador e
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médico, filosofou acerca da relação do homem com a cor e com a vibração. Simpson, Lehr e Flammarion podem ou não ter teorizado sobre a função e o papel da cor, mas é preciso relacionar as experiências com essas generalizações, pelas quais alguns cientistas foram crucificados, enquanto outros ganhavam o Prêmio Nobel: Reich e sua teoria do orgônio; o trabalho da radiônica, a máquina de De La Warr, a contribuição de Burr-Northrop, a teoria da espiral, a biotônica, a cor no ciclo do nitrogênio e na gota d’água. Todos esses fragmentos emergentes dão ao homem sua posição como uma vibração-pensamento-cor, um impulso de cor, ambos dentro e fora do corpo. O homem é uma vibração no quadragésimo nono nível, e assim deve ser tratado. Cada vibração dentro dele afeta-o e ele, por sua vez, é afetado por essas vibrações martelantes que o rodeiam e dentro das quais ele vive e respira.
As teorias mencionadas têm validade e força, mas nenhuma interpretação explica todos os aspectos presentes no fenômeno da cor. Rudolf Steiner talvez seja o que mais se aproxima de uma compreensão do interrelacionamento da cor com a vida. Esses pontos de vista têm, entretanto, um fator comum: embora alguns possam enfileirar-se mais numa visão macroscópica da luz e outros numa visão microscópica, nenhum deles oferece uma teoria que explique os fenômenos totais das vibrações da cor e da luz, à medida que afetam o homem, o animal e as plantas, e certamente não de modo específico no que tange à cor como uma força de cura a ser utilizada pelo homem.
Procuramos apresentar as diversas interpretações, num esforço para demonstrar como a compartimentalização tem sido a marca registrada das representações genuínas da cor feitas por elas. Cada teoria possui uma autenticidade e eficácia inquestionáveis; mas, as diferentes autoridades, tomando apenas uma parte da vibração/cor, não salientaram que toda a vida é vibração, em número e forma, e que a escala completa da vida é cor — como fazemos nós. Os vários observadores explicaram apenas um aspecto da cor, uma parte da escala e uma ou mais frequências de vibrações; nenhum deles aplicou essa teoria à escala total ou adaptou-a aos vários níveis que explicam a vida e suas manifestações multifacetadas. Limitaram-se a brincar com palitinhos no pa1co do som e da cor. O concerto começa agora a ser escrito.

Uma vez que a cor compreende essa escala completa, com seus sete raios visíveis e com outros invisíveis; uma vez que a vida é, ela própria, cor — esta tem o poder de cura: eis o que afirmamos.


Porque a vida é cor, a cor prolonga a vida, cura os seus desequilíbrios ou a destrói. Insistimos que as sete cores visíveis e as demais invisíveis precisam vibrar a fim de manter o equilíbrio harmônico e o funcionamento rítmico. Qualquer perturbação da harmonia rítmica provoca
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desequilíbrio, e um desequilíbrio muito grande causa a morte. Na harmonia, porém, encontra-se a vida eterna. E a morte é banida.
Refletindo sobre essas diferentes visões, essas observações tendenciosas de cada autor, condicionadas pela educação, ambiente e fatores sociais amarrados ao tempo, independentemente da época e da cultura, afirmamos que o homem pode viver eternamente. Não há por que passar pelo envelhecimento e preocupar-se com o tempo. Se não houver mudança no equilíbrio do corpo e se a cor for usada corretamente, o homem pode gozar de seu Shangri-la agora, sem o rebuliço e o incômodo de passaportes, troca de moedas ou aprendizado de idiomas estrangeiros. O se, como dizia Kipling, é uma palavrinha carregada de possibilidades.
Se a pessoa pensar corretamente, se fizer com que a conscientização de sua cor mantenha seu corpo em equilíbrio — poderá viver para sempre. Eis o segredo da vida — desde que não lhe caia em cima um míssil espacial.
A medicina alopática, com sua esperança na teoria dos germes, não consegue oferecer resposta às doenças humanas. Sua teoria e aplicação erradas têm atolado os médicos num pântano de mortandades. Alguns encaram o homem como um fígado ou um pulmão e não como um todo integrado; outros fazem dele uma máquina, sujeita a estímulos e respostas. Os poucos que o integram numa abordagem psicossomática tendem a negligenciar a relação entre o ambiente interno e o externo do homem. Outros ainda situam o homem no vácuo, num laboratório ou estudam o corpo morto (anatomia da doença) para tratar o vivo. A medicina está-Se firmando em sua própria cabeça e ainda não a conhece. Chegou a hora de firmar-se sobre os próprios pés, baseando-se num conjunto sólido de valores e técnicas filosóficos.
Os psicólogos trocam de papel; esforçam-se muito para tornarem-se psiquiatras, enquanto os psiquiatras procuram converter-se em psicólogos. Mas, no mínimo, estão brincando com o homem interior e o exterior. Tentam aliviar a tensão e a ansiedade do paciente; não informam, porém, ao paciente que sofre, como o conseguir. Entretanto, um voto de Iouvor a eles e um a1eluia por difundirem que as emoções humanas são mais importantes do que os germes porventura existentes no corpo do homem.
Os sociólogos procuram explicar o homem como produto de seu ambiente externo, mas esquecem ou negligenciam observar que o ambiente interior é, às vezes, mais importante do que o exterior. Apontaram que os fatores ambientais são tão importantes quanto os hereditários. Os historiadores, buscando explicar as tradições, fizeram do passado uma vaca sagrada: despersonificando o homem em seus relatos de guerras e épocas, e perdendo de vista as necessidades fisiológicas e psicológicas do homem. O homem não pode ser desindividualizado, mas o historiador continua a despersonificar o homem e a personalizar os acontecimentos.
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Os estudiosos do ocultismo preocupam se principalmente com os aspectos espirituais, tendendo a esquecer que o homem possui corpo, fato da máxima importância. Mas pelo menos eles foram os precursores das alterações ocorridas no processo de cura e que começam a despontar no horizonte ocidental. Sua abordagem é mais científica — no sentido popular do termo — do que a abordagem dos cientistas atuais. Talvez nisso se encontre a explicação para a singularidade de cientistas hodiernos que buscam tornar-se ocultistas.

O movimento do Pensamento Novo tem sido acompanhado de uma educação diferente do clero, sejam padres, rabinos ou pastores. As diferentes escolas pastorais e muitas fundações com todos os seus privilégios salientam a necessidade de educação do ministro não só em teologia, mas também em psicologia, psiquiatria e sociologia — de tal modo que as necessidades dos paroquianos possam ser diagnosticadas. Estará o pastor retornando ao papel de médico-sacerdote registrado pela história? Pelo menos, o ministro fica ciente em seu programa educacional, bem como em seu ministério, que o homem funciona em muitos níveis e que se move em determinada direção com solidez e grandeza semelhantes à de uma geleira.


Entretanto, certos teóricos começam a abandonar a fortaleza medieval da medicina alopática. Singular nesse particular é Selye que demonstrou que o homem responde à tensão (G-A-S), que pode ser qualquer um de inúmeros estímulos. O que o homem chama de doença não passa de resposta natural do corpo à tensão e à pressão. O ponto de vista de Selye deve ser associado às generalizações tendenciosas de Freud, Jung, F.M. Alexander. Bergson. Coué e dos pioneiros do movimento do Pensamento Novo, todos podem ser comparados a passageiros num trem que vai de Miami a Nova Iorque. Outro trem, dirigindo-se para Nova Iorque, está vindo da direção oposta: Montreal — Canadá. Esse expresso transporta os teóricos — ortodoxos ou não — que enfrentaram o problema da cor e da vibração e de seus efeitos no homem. Alguns são singulares por causa do alcance imaginativo do quadro geral apresentado (Steiner), mas outros, ancorados em suas experiências particulares, não querem arremessar-se em explorações teóricas naturalmente apontadas por suas descobertas.
Quando ambos os trens se encontram no terminal ferroviário central, os passageiros misturam-se numa multidão que se funde num mar geral de idéias pulsantes que fluem e refluem. Os teóricos, qua1quer que tenha sido seu ponto de vista, induziram a mente ocidental a uma apreciação do papel que a cor e a vibração devem representar na vida humana e no cosmo. A orientação agora é no sentido de aplicar esses critérios ao corpo humano e à cura de suas doenças. Ao reinterpretar as forças do universo, os dinamicistas delinearam uma teoria da espiral e descreveram um azul orgônico, a fim de indicar que a força da natureza é semelhante à força
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do homem; e mais, que essa força se caracteriza pela cor, tão essencial à cura quanto o é ao movimento das constelações ou das nebulosas no firmamento. A cor, esquecida como elemento que compõe a molécula da água e o ciclo do nitrogênio, é empregada juntamente com a vibração na radiônica e na biotônica como parte essencial da vida e como chave da cura, esteja ou não o homem consciente dessas forças.
Com sua avaliação das três Doshas, os hindus facultaram-nos uma apreciação de como as forças internas atuam também externamente. O homem de hoje precisa começar a harmonizar-se com as cores/vibrações que o rodeiam, pois ele afeta o que lhe está à volta, e é afetado pelo que o rodeia na forma de cores/vibrações do espectro ou fora dele. Ele aceitou o milagre dos raios X, mas não foi além destes para perceber como sua ingestão de alimentos nada mais é do que a decomposição das cores: para perceber que suas doenças carecem de ser tratadas não com drogas, segundo a teoria dos germes, mas alterando suas vibrações. Eis aqui a resposta para o mundo novo do espaço, no qual muitos já adentraram.
O homem precisa transformar-se, valendo-se conscientemente do mar de cores em que está imerso e do qual extrai o sustento para a sua vida. Do contrário, afogar-se-á nas vibrações das doenças; afogar-se-á nas vibrações do passado, termo aqui usado para representar as tradições que podem provocar a destruição, se não forem modificadas e reinterpretadas ou reajustadas à conscientização do homem sobre si próprio neste importante momento; afogar-se-á nas vibrações da ignorância de si mesmo, que o levam a utilizar mal o comprimento de suas ondas. Observou sabiamente Sócrates: Conhece-te a ti mesmo, e o pensamento ocidental seguiu os gregos, permitindo ao homem conhecer-se como animai político. Hoje, porém, o axioma socrático precisa ser dito de outro modo: Conhece-te como tua cor o determina. Não insinuamos com isso nenhuma referência ao vermelho da Rússia, às linhas de cor do sistema de castas dos antigos hindus, aos limites de segregação ou ao Apartheid. A cor é a mesma para todos. Conhecendo-se a si próprio como cor, conhecerá o homem toda a humanidade. Curando-se pela cor, ele estará curando os males da humanidade.
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Capítulo 2 Cor e luz: pontos de vista do passado.
Nesta seção, a abordagem histórica que avalia as teorias da cura pela cor defendida por outras culturas levará em conta as contribuições feitas pelo Egito, Índia e China, bem como a sabedoria ensinada pela mitologia, pela astrologia e pelos ocultistas. Todas essas generalizações revelam vastos conhecimentos sobre a luz e a cor, muitos deles, porém, perderam-se nas páginas do passado. Os cientistas modernos começaram a redescobrir esses achados, um a um, e a utilizá-los. Mas, em muitos casos, sem qualquer embasamento filosófico e, o que é mais estranho, sem grande percepção do significado de suas descobertas no que se refere à cura. O passado fornece uma chave, particularmente na mitologia; na maioria dos países, porém, o passado jaz submerso num amontado de dogmas, rituais e tradições. O trabalho preliminar feito pelos cientistas nem sempre mostra o quadro completo.
De que modo a mitologia é a visão macroscópica do homem, enquanto este segue a experiência e o instinto da raça pela autopreservação, onde seus sentidos não se encontram corrompidos pela civilização e onde ele precisa adorar um herói? O herói ajuda o homem a reduzir a pressão interior. Ë o potencial do padrão inato que se põe de novo a caminho para que o homem possa sobreviver. De que modo a célula é a visão microscópica do homem, enquanto este segue seu instinto de autopreservação? Ë através do uso da sabedoria do corpo, enterrada em seu potencial de padrão estrutural subatômico, que a célula se ajusta a um elemento de pressão, retomando seu caminho evolutivo antigo. A célula e o mito seguem o mesmo padrão.

A religião relaciona-se com a mitologia, e quando o homem cria um deus à sua própria imagem, está atribuindo características sobre-humanas a esse deus. Por quê? Entre outras razões, para reduzir sua ansiedade e tensão. A cor faz isso, como o revelam os mitos. As cores dos deuses são o vermelho, o branco, o azul, o verde, como as cores da bandeira — mas


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não o cinza. O organismo precisa voltar a seu padrão original para que possa sobreviver. A célula e o mito atuam como unidade, uma dentro e o outro fora. A célula tem encerrado em si um processo de realimentação que usa o mito para a preservação da espécie, porque o mito é a base fundamental da libertação da tensão anormal e da restauração da harmonia. O mito é a verdadeira antena sonora do ambiente, dando ao homem a informação certa, colocando-o na frequência correta. Quando perde o rumo, o mito serve-lhe de bússola, direcionando-o de volta ao caminho da saúde.
Era Krishna homem ou deus? Os heróis da mitologia são criados pelos povos como resposta às suas necessidades ou à sua ideologia particular. Por que eles avaliam os deuses como equivalentes das cores ou como campos de força eletromagnética? Como são capazes de descrever correntes positivas e negativas e os processos metabólicos da pessoa, da raça, do universo? Nesse particular, a mitologia fornece uma prova evolutiva da sabedoria inconsciente dos povos, do instinto de autopreservação da humanidade, curiosamente associado ao instinto de adoração do herói: por exemplo, os aspectos mitologizantes de enaltecer Gandhi, Lincoln, Kennedy ou Lnin. O poeta tem sido denominado o legislador não anunciado do futuro, porque ele proclama as verdades eternas que transcendem as necessidades pessoais do homem e o papel histórico da tradição. A mitologia é a projeção não anunciada da sabedoria dos instintos humanos, narrada em contos coloridos sobre heróis que viveram outrora, mas que foram enobrecidos, santificados, aureolados; contos que revelam a direção do curso e a resposta do homem aos icebergs submersos de suas respostas inconscientes aos padrões arquetípicos ligados à cor.
A mitologia reflete a maneira pela qual a sabedoria das raças cura a si próprias usando recursos dos quais podem ou não estar conscientes.
Importa mencionar brevemente outra interpretação do mito: os significados ocultos e escondidos. O mito do herói convertido em deus será uma tentativa feita pelo grupo-de-dentro de ensinar aos iniciados seus segredos e confundir o grupo-de-fora? Ou vai além a mitologia, pretendendo mostrar a sabedoria das raças curando-se através de recursos dos quais estão completamente inconscientes?
O Oriente ocidentaliza-se e o Ocidente mergulha na filosofia oriental, reinterpretando-a, porém, a partir de suas próprias necessidades tendenciosas. Oriente e Ocidente, entretanto, não se encontram ao interpretarem a mitologia. Com Jung, o misticismo e a mitologia foram reavaliados para que fornecessem outra chave que abrisse o segredo do homem. A psicologia, a sociologia e a história tomaram novos rumos. A mitologia apresenta um problema afeto ao questionamento do homem sobre si mesmo. Onde termina o herói-homem e onde surge a função-deus? O que faz o povo converter em deuses seus heróis? O problema posto por Krishna na mitologia hindu serve ao Oriente e ao Ocidente como um exemplo que reflete
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certas verdades básicas; mas, ao interpretá-lo, o Oriente e o Ocidente divergem.
De todos os países a serem considerados, talvez a China e a Índia sejam os mais significativos pela contribuição dada ao uso da cor pelo homem na cura, e à consciência que de si mesmo tinha o homem. Causaram não só um impacto em sua própria cultura, como também influenciaram outras, para além dos limites de seus territórios. Como se influenciaram mutuamente não se pode dizer, pois ambos trocaram idéias com tamanha tranquilidade e rapidez que não se consegue decifrar prontamente a textura de suas idéias, trançadas tão compactamente. Essencial para nossa consideração é a influência extensa dos ensinamentos chineses e hindus no mundo antigo.
A esta altura, cabe uma referência aos relatórios do XXXV Congresso Mundia1 de Antropólogos, ocorrido no México, em 1962. Participaram 1200 estudiosos do mundo todo, e os pontos altos dos relatórios foram as discussões estimulantes entre os Divulgadores e os Inventores Independentes acerca das influências da Índia. China e Japão hinduístas e budistas sobre os povos da América Centra1. Embora o tema não fosse afinal colocado em termos das influências externas sobre as origens americanas, não se pôde negar a onda de interesse suscitado pela observação de que o calendário asteca era de fato uma invenção chinesa, que um monge chinês desembarcara no México no ano 412 e que os japoneses da Ásia haviam-se instalado na costa do Alaska. Mas outros arqueólogos eminentes afirmaram que os chineses que tinham viajado pela costa do México e da América Latina observaram a esplêndida cultura dessa época e voltaram para a China enriquecidos das idéias e dos costumes da cultura indígena da América Latina.
A posição assumida pelos Divulgadores e Inventores são esclarecedoras uma vez que mostram aspectos do problema com o qual se preocupa este livro, a saber: o alcance da influência da mente e da consciência do eu e do corpo. Os chineses teriam dado aos índios a idéia do calendário asteca e maia? Ou teriam sido os índios americanos a dar essa idéia aos chineses? Que outra idéia infiltrou-se nas mentes dos povos que chegaram e depois partiram para suas terras de origem? As respostas a essas perguntas dependem dos eruditos e dos antropólogos, sejam eles Divulgadores ou Inventores. Nós não estamos em condições de tentar respostas para esses difíceis temas. O que se impõe salientar é que não importa o caminho trilhado para o progresso da civilização, o objetivo final era a conquista de um conjunto de informações acerca da cura e da consciência do eu em relação às
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(1) Não posso deixar de acrescentar aqui que, no transcorrer de minhas viagens, observei no museu de Anuradhapura, na Ilha de Ceilão, vários artigos que manifestavam a evidencia de contatos, 2.500 anos antes, com viajantes gregos, romanos e com os chineses primitivos.
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Ieis do universo. Tenha vindo a matéria medica (2) da Índia ou da China, ou fosse nativa da cultura particular onde nascera — não nos cabe determinar; nossa preocupação aqui se volta para o material de conscientização que eles tiveram.
O Cogumelo Sagrado, Escada da Experiência Mística, Alcoolismo e Vício de Drogas
Os antigos de algumas tribos primitivas ainda hoje existentes — como os mixas, os zapotecas e os chatinos do México — e as tribos do Nordeste da Sibéria — os chuckchis, os korjacs e os tungus — acreditam que sua capacidade intuitiva cresce pela ingestão de certas espécies de cogumelos, e com isso podem curar suas doenças. Evidências antropológicas mostram que as civilizações se dividem em dois grupos: os comedores de cogumelos e os não-comedores de cogumelos, que julgavam o fungo carnudo venenoso, e portanto, tabu. (Seria isso um truque para o grupo-de-dentro conservar para si o segredo do cogumelo?)
O cogumelo Armanita Muscaria era e é usado pelos místicos da Índia até hoje. Meus amigos hindus contaram-me (em 1964) que o ritual de Soma — jamais identificado com exatidão — mencionado no Rig-Veda, certamente se equipara muito de perto com o quadro tradicional do êxtase descrito na literatura. Todos que participaram da ingestão do cogumelo sagrado mencionam um aumento das sensações e uma percepção de cor brilhante, como não existe igual sobre a terra (compare-se com o relato de Huxley a respeito de sua experiência com mescalina). Como num estado de sonho, parece que vêem ou revivem os mitos do passado: o que Jung chama inconsciente coletivo e Fromm a linguagem esquecida. No plano físico, esse fenômeno talvez explique o que Cannon chama de sabedoria do corpo. Como o cogumelo dispara a cor latente no corpo e aumenta o mecanismo de percepção extra-sensorial da pessoa? Esse campo de força elétrico sintoniza-se perfeitamente com o padrão latente enterrado no campo de força subatômica da célula em que está gravado — sempre e a todos que desejem sintonizar nele a sabedoria da raça tornada manifesta na mitologia e nos sonhos. O cogumelo é um dos muitos artifícios pelos quais se estimula esse processo de realimentação. Tanto o cogumelo quanto a meditação provocam uma vibração de cor que abre o canal da comunicação cósmica.
Eliminou-se a prática de tentativa e erro no campo subatômico. Se o organismo recebeu no passado demasiada informação errada e perigosa
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(2). Diz Royle que Hipócrates, pai da medicina ocidental, tomou de empréstimo sua matéria medica da Índia. Garrison anota a crença de que Aristóteies deveu muito aos médicos e cirurgiões hindus.
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ao seu desenvolvimento, ele ou morreu ou inventou um método — movimento e retração, atração e repulsão — a fim de competir com o ambiente. O organismo que resistiu à pressão grava esse conhecimento na fita do campo subatômico, material que se poderia inicialmente descrever como a sabedoria do corpo, e mais tarde como a sabedoria da raça. Quando a pessoa aperta o botão certo — a vibração da cor certa — a gravação é automaticamente executada, do mesmo modo que a gravação de uma vitrola automática, quando se Ihe introduz uma ficha. O processo evolutivo, nesse caso, registrou suas experiências na fita elétrica do campo de força subatômica, O qual sempre responde à vibração certa.

Os oráculos da Grécia antiga estavam familiarizados com a inalação de dióxido de carbono ou de Outros gases, a fim de tornar mais agudos os sentidos. Mencione-se aqui como os terpenos— a cânfora e o olíbano — são usados nos rituais da China, Tibete e Índia para provocar os mesmos efeitos. Dando-se um salto no tempo, vamos dos gregos aos celtas. Muito do folclore e da mitologia revela que o cogumelo é encontrado nas proximidades dos carvalhos. Os celtas, que usavam ervas nas curas e que associavam a herbologia ao seu folclore, estimavam, como uma dádiva dos deuses, o visco que cresce sobre os carvalhos e ao redor deles.


A força de Hércules derivaria da ingestão de cogumelos? De algum modo, o homem é capaz de passar de um comprimento de onda ou vibração a outro. Será que os adivinhos se capacitavam misteriosamente a se tornarem místicos porque comiam cogumelos, inalavam dióxido de carbono ou um dos terpenos para alterar o comprimento de sua onda? Buda, Cristo, Moisés, comeriam estes cogumelos? Será o Iíder carismático, que se afastou da sociedade, e mais tarde misteriosamente a ela retornou iluminado, um comedor de cogumelos? Terá sido o maná, alimento de um povo no deserto e não aceito por algumas autoridades como uma forma de comida, responsável pelas visões místicas da Bíblia, conforme personificada pela experiência de certos sensitivos? O misticismo do Velho Testamento será uma invasão ao oceano da Inteligência Cósmica?
O estudo científico da experiência mística deve fazer sempre referência a Williarn James. Entretanto, o primeiro entre os cientistas modernos a citar essa mudança de percepção, esse impulso ou visão por meio da inalação de dióxido de carbono, foi Humphrey Davy, em abril de 1794. Wìlliam James, depois de Ier o seu relato e The Anaesthetic Revelation and the Gjst of Philosophy (Amsterdã, N.Y., 1874), procurou estudar o fenôrneno. O resultado é o seu clássico The Varieries of the Religious Esperìence. Huxiey, Wasson e muitos Outros levaram adiante esse tipo de experimentação, a ponto de hoje o Ocidente dominar certos aspectos da vibração do Pensamento e da percepção extra-sensorial. A publicação aqui de suas descobertas difunde essas generalizações que, no passado, eram conhecidas apenas de um grupo seleto, da elite cultural, como o médico-sacerdote
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que transmitia oralmente seus segredos. Mas esses desenvolvimentos importantes das pesquisas tendem a descobrir as causas psicológicas das doenças, e não a relação completa da vibração da cor com o homem total.
Pode-se persistir nesta matéria a fim de discutir O cultivo metódico da experiência mística entre os ioguins, os sufis, os cristãos, e confrontar suas descobertas com aquelas para as quais a experiência mística era uma experiência esporádica; todavia, é preciso não se desviar do propósito deste livro. Impõe-se antes tentar determinar o que acontece à pessoa que abriu certos canais para algo melhor ou pior. Para alguns, o cogumelo foi uma experiência significativa. Por certo ocorreu uma a1teração nas vibrações do corpo. Para outros, o álcool, as drogas, o óxido nítrico, o éter, o LSD e a mescalina afetaram as vibrações. Consciente ou inconscientemente, mister se faz que o homem experimente essa vibração ou brilho da cor que é a porta de entrada para a cura. Será a cor o Abre-te Sésamo para a subida da escada da percepção intuitiva e da revelação? Será o alcoólatra um viciado porque o hábito é o resultado de sua sintonia em certas vibrações, ou sua sintonia nessas vibrações o terá levado ao hábito? A escada da experiência mística tem muitos degraus pelos quais se sobe em direção àquela percepção que leva ao samádi ou consciência cósmica; e o degrau chamado “álcool, óxido nítrico ou éter” é um dos mais baixos, rumo à esca1ada. Estará o alcoólatra em sua consciência intensificada empregando mal a vibração, pelo uso da cor errada?
Corolário interessante: o médium ou místico, com seu mecanismo sensível à vibração, enfrenta o perigo de enveredar para o alcoolismo; pode-se quase chamar sua atividade de doença profissional. Por exemplo, o médium Sr. Ford. Os médiuns mais famosos afastaram-se do álcool porque os efeitos desse estimulante interferiam e desorientavam suas outras vibrações. Os mexicanos que ministram o cogumelo a seus discípulos prescrevem nos rituais o mínimo de 72 horas de abstinência total de álcool. chá, café, sexo e qua1quer outro estimulante, antes de oferecerem essa dádiva dos deuses.
Mencionou-se certa cautela acerca do uso dos cogumelos talvez porque existe alguma relação com o vício. Através dos anos, os místicos têm advertido contra a má utilização desse poder, pois a pessoa pode perder o contato com a realidade, ou talvez abrir canais de energia que venham a destruir o indivíduo ainda não preparado para utilizá-Ios. Na China, na índia e no México, a pessoa aproxima-se desse ritual em ocasiões certas e recebe porções específicas, determinadas por suas necessidades individuais. O médico sacerdote determina a quantidade para cada pessoa, sendo feitas certas recomendações que devem ser seguidas nos estados de pré-transe e de transe.
Estarão os viciados em á1cool e em drogas sintonizados num determinado de onda, mas empregando os meios errados para atingir
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a consciência cósmica, o samádi ou nirvana da escada que leva à experiência mística? Estarão buscando captar a linguagem esquecida sem o saber? A psicologia, a fisiologia, a medicina não conseguem eliminar a causa do problema deles, preciso empregar a cor, permanecendo as vibrações como o único caminho, desde que a física e os mísseis estão a fornecer alguma diretriz válida. Colocado na frequência correta, o míssil atinge o alvo; mas, posto na frequência errada, seguirá rumo completamente torto. A vibração da cor é a única cura para o viciado em álcool ou drogas porque esse é o único caminho capaz de clarear a interferência de frequências.
Pode-se perguntar: serão os vícios do álcool e das drogas doenças do corpo etéreo e não do corpo físico? E ainda: estarão certos os místicos hindus e tibetanos ao descreverem a velhice como unidade de confusão que precisa ser destruída, a fim de que renasça novamente (Kalpa)? Apliquemos esse pensamento aos iniciados de hoje. A interpretação literal dessa afirmação significa que o homem precisa aprender como sintonizar-se na consciência cósmica, caso contrário será destruído pelas bombas atômicas, enchentes, ou por qualquer outra catástrofe, digamos a revolução sócio-cibemética que a sociedade moderna enfrenta. Será essa a razão do surgimento do a1coolismo em todos os países da Terra? Pode a cor reverter esse processo? Acharmos que sim, desde que a cor seja usada corretamente e o homem se ajuste à vibração apropriada. Então o céu não terá limites.
Egito: Contribuição ao Tratamento Pela Cor
Os arqueólogos encontraram nos templos egípcios evidências de um tipo especial de construção onde havia salas construídas de tal modo que os raios do sol se repartiam nas sete cores do espectro, podendo assim a cor ser usada como ajuda na cura e nos rituais de culto. O médico diagnosticava a cor de que as pessoas precisavam e estas se banhavam no quarto com a cor necessária à restauração de sua saúde. Ademais, o mistério da construção das pirâmides, erguidas exatamente nos pontos norte, sul, Ieste e oeste era empregado por causa da relação perfeita que elas guardavam com os pIanetas e as forças do universo.
Os egípcios e os chineses eram particularmente precisos no uso da cor e representavam esse uso relacionando-o com os diversos deuses que adoravam. Ensinavam que as cores azul, amarela e vermelha eram as forças ativas dos seres físico, mental e espiritual do homem. Os místicos chegaram a incluir essa crença em sua filosofia. Os raios azuis ou os raios químicos eram mais poderosos pela manhã e na primavera para a germinação, por isso tinham poder análogo ao deus egípcio Thoth, que empregava as cores para despertar os centros espirituais do cérebro. Os raios amarelos de Ísis, mais poderosos ao meio-dia e no verão, eram os responsáveis pelo estímulo da mente do homem. Os raios vermelhos e ardentes de Osíris
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eram os mais fortes à tarde e no outono, penetrando pela respiração e dando vida ao homem. Os egípcios empregavam também a técnica de fazer o paciente beber água solarizada — prática essa levada a cabo também pelos hindus, chineses, indígenas sul americanos etc.
Com relação às pedras preciosas, os egípcios usavam nas na cromoterapia, sendo que a gemoterapia continua a ser praticada até hoje, tanto no Egito como na índia. Subjaz a essa prática a teoria de que as gemas são de cor pura, concentrada e de um único matiz; consequentemente, permanecem ina1teradas no efeito exercido sobre o corpo. Quando giradas, as gemas liberam raios. Com o tempo, não apenas entre os egípcios, mas também entre os povos orientais, desenvolveu-se a teoria de que os planetas influenciavam o comportamento humano física, psicológica, emocional e espiritualmente, e de que as pedras preciosas possuíam os mesmos raios dos planetas. Assim, elas representam as mesmas influências dos planetas, mas não com a mesma intensidade. É interessante observar que os egípcios, como outros povos da época, trituravam as gemas usando o pó como remédio. Vê-se nisso a doutrina moderna dos isótopos.
Os antigos egípcios — como os primitivos hindus, chineses, japoneses, persas, árabes, peruanos, guatemaltecos — estavam absolutamente conscientes do apelo perceptivo da cor e usavam-na em alto grau em suas cerimônias religiosas. Relacionava-se assim a cor com os perfumes. Esse costume de empregar perfumes tornou-se parte muito importante da prática dos hindus e dos chineses; desenvolveu-se todo um cerimonial em torno da operação das várias mudras, empregando-se perfumes para criar uma harmonia espiritual e mental.
De acordo com Roland Hunt, os reis anamitas da Indochina valiam-se do conhecimento dessas faculdades em seus túmulos cheios de cores nas margens do Rio Sagrado dos Perfumes. Dessa forma, vê-se aqui uma metodologia que se acaba associando a todos os acontecimentos da vida e da morte.
Que grito Iongínquo essa evolução nos ecoa da fase pré-histórica do homem! A esta a1tura, há de se lembrar o leitor que os antropólogos relatam que o homem pré-histórico não podia ver as cores (3) — enxergava apenas o preto e o branco. A capacidade de distinguir as cores desenvolveu-se lentamente e ainda se desenvolve. Vemos hoje dois fenômenos que nos são familiares: as pessoas daltônicas — um retrocesso ao passado — e os dotados de uma percepção extra-sensorial das cores — como os clarividentes. Talvez, na era espacial, o homem tenha de projetar seu sentido das cores fim de ajustar-se aos desafios que o universo joga sobre ele.
Numa análise precisa das crenças dos egípcios, no que tange à cura e cor e a como eles colocaram em prática essas crenças, impõe-se destacar
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3. O homem no precisa ver ou sentir a cor para ser por ela afetado.
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a fé que depositavam nos encantamentos. Pelo exame dos vários papiros e do registro de diferentes preces e sentenças mágicas, a formulação de encantamentos traz à tona uma das preces a Buda que devia ser repetida cerca de 900.000 vezes. Obviamente a técnica da repetição de um encantamento ou oração é a mesma, seja no Egito antigo, na Índia antiga ou na China antiga: isto é, a técnica de mudar uma vibração e de cultivar outra consciência. Se ocorresse um desequilíbrio, então o trabalho numa vibração específica e numa cor, assim como num ponto de vista mental repetido, restauraria o equilíbrio. E eles utilizavam todo o seu panteão de deuses para desenvolver esse tipo de consciência — como forma de condicionamento.
Entre os egípcios, cada família e quase cada pessoa possuía um deus ou deusa ou amuleto que merecia um nicho ou relicário no lar. Esse deus ou amu1eto era amado, respeitado, venerado, consultado e obedecido. Quase desde o princípio, dividiam-se os deuses em duas classes: os que representam as forças cósmicas da natureza, a saber: o Sol, a Lua, as Estrelas, a Atmosfera, a Terra; e os outros, que projetam as divindades tribais ou oficiais dos nomos e das cidades. Particular destaque, porém, deve-se dar ao Panteão Solai, porque os egípcios viam o Sol sob diferentes pontos de vista e tendo vários nomes; e mais tarde chegaram até a combinar diversas funções com distintas interpretações do deus Sol.
Na famosa cidade de Heliópolis, o deus SoI da manhã era Khepri, um besouro alado surgindo ao Oriente do céu; o Sol natural do meio-dia era Re; o Sol do entardecer era Atum, que aparecia como um velho cambaleando em direção de seu túmulo no Ocidente. A Lua Thoth era o olho do deus Sol.
Acreditava-se que o deus Sol era aliado e protetor dos reis do Egito que, por volta da V Dinastia, assumiram o título de Re. Daí em diante, cada faraó afirmou ser uma reencarnação divina e filho corporificado desse deus Re; e o faraó agia muitas vezes como primeiro sacerdote, oficiando as cerimônias importantes.
Havia ainda grandes e poderosos espíritos mestres do mal: a serpente Apop, que representava a escuridão, opondo-se espiritualmente a Re. Todas as manhãs ela Iutava contra Re para impedir o raiar do Sol; e, embora sempre fosse vencida, renovava diariamente seu esforço, a fim de dar continuidade à escuridão. Atribuíam-se a Seth, irmão de Osíris e Isis e colaborador da morte, as calamidades de que o homem era herdeiro.
Segundo os acadêmicos, eram os deuses responsáveis pela cura, não estando, portanto, as leis da cura sujeitas ao aperfeiçoamento do homem (4).
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(4). Walter Acldjson Jaune, M. D., The Healing Gods of Ancient Civilizations, N. Y., University Books Inc., 1925. 1962. p. 34: Era dever dos governantes continuar o trabalho dos deuses bons que haviam fundado o Egito (...) e desde que a cura tinha sido legada pelas divindades, não estava sujeita a ser aperfeiçoada peIo homem.
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Acreditamos que esse tipo de generalização feita pelos eruditos é tão “impostora” quanto a história acerca da identidade da esposa do soldado desconhecido. A ser verdadeira essa história, só poderia haver um deus da cura que daria ao homem um conjunto de regras perfeitas de curar, desde o início dos tempos.
No tocante à cura, os registros escritos que descrevem esses processos são os papiros, dos quais listamos abaixo os mais importantes:
1. Papiro de Kahun, datado de aproximadamente 2000 a.C.
2. Papiro de Edwin Smith, cerca de 1600 a.C. E superior ao papiro de Ebers, afirmando-se que é o núcleo mais antigo do conhecimento científico do mundo; contém inequivocamente o mais importante corpo de conhecimentos médicos que nos sobreviveu do Egito antigo ou de qual- quer parte do Oriente antigo. Trata da cirurgia e da medicina interior, cobrindo a metade superior do corpo5.
3. Papiro inédico de Hearst, entre a XII e a XVIII Dinastia.
4. Papiro de Berlim, de aproximadamente 1 600 a.C.
5. Papiro de Ebers, de aproximadamente 1552 a.C. Possui 110 páginas; mostra a perícia, o conhecimento e a disposição sistemática da matéria medica, parecendo ser uma compilação de várias obras menores. Trata da medicina, cirurgia, prescrições, encantamentos e magias.
6. Grande papiro de Berlim ou papiro de Brugsch, de aproximadamente 1350 a.C.
7. Papiro médico de Londres, de aproximadamente 1000 a.C.
8. Papiro de Lyden.
9. Papiro de Turim.
10. Papiro mágico de Harris e papiro da Mãe e Filho.
Um exemplo que comprova como o médico egípcio aplicava seus preceitos encontra-se na Prescrição número XXXI do papiro de Kahun, onde está claro que o médico-curador conhecia algum método para determinar o sexo da criança nascitura, ou ainda empregava um tipo de técnica confusa para evitar que a informação caísse em mãos de não-iniciados, um recurso usado pelos ocultistas até hoje:
Início da citação
Se vires a sua face verde, terá ela uma criança macho (?),

mas se vires coisas sobre os olhos dela, ela jamais dará à Iuz6.


Fim da citação
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5. Idem, pp. 35-38. Lembre-se o leitor de •que os pergaminhos do Mar Morto, descobertos após a edição desta obra de Jayne, são tidos como possuidores de mais informações a respeito de religião e da cura do que os papiros de Smith e de Ebers. De acordo Com as autoridades chinesas. a acupuntura é mais antiga.
6.Ibid., p.36.

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A Iiteratura egípcia fornece pouca informação a respeito do que eles pensavam ou das doenças. Mas jamais se submeteram à idéia de que a morte era inevitável. Uma vez começada, a vida prosseguia indefinidamente. A doença era olhada como a visita de demônios, deuses ciumentos, animais e inimigos que conseguiam entrar no corpo por meios sobrenaturais, num momento inesperado, através dos olhos, dos ouvidos, da boca e do nariz. Se o leitor substituir as palavras ou os termos demônios, inimigos, deuses e animais pela palavra micróbios terá urna ilustração da teoria da medicina alopática. A crença egípcia coincide com a prática moderna de medicina, conforme se lê nos diversos textos históricos. Ë nossa opinião, porém, que os sacerdotes e sacerdotisas egípcios liberavam informação para consumo do povo, mas em seu santuário interior ou por detrás de suas portas fechadas praticavam um conjunto racional de preceitos de cura que se baseavam nas leis naturais da psicologia, da fisiologia e da ciência da mente.
Além disso, os egípcios acreditavam nos dias de sorte e de azar, observavam as leis de saúde pública — pessoais e sociais — ensinando ainda o que chamamos hoje de ciência da nutrição. Em geral, a população usava amuletos para afastar os maus espíritos, sendo o mais popular os olhos de Hórus. Se o uso de um amuleto por seus poderes psicológicos de cura recebe o nome de fetiche, pode-se levantar as seguintes perguntas:
Não será fetiche a confiança de que uma injeção estancará a doença? Não será também um fetiche moderno a crença no poder da vacinação? Os antigos chineses e hindus praticaram a vacinação milhares de anos antes que o Ocidente sequer tivesse consciência dos germes, e mais tarde abandonaram o costume por concluir que isso de nada servia e conduzia a uma doença iatrogênica chamada vacina.
Ninguém nega que os sacerdotes egípcios conheciam todo o poder da sugestão no processo de cura, exatamente como o conhecem e o praticam os médicos modernos e como o praticam as agências de propaganda de alto nível da Madison Avenue. O médico egípcio permitia que o homem comum acreditasse no fetiche ou amuleto e confiasse nas teorias e leis de saúde pública? Será que ele não compreendia como as vibrações da cor dos materiais usados afetavam o corpo humano? A cor era utilizada em Heliópolis, a Cidade da Luz. Os egípcios conheciam as marés, o movimento dos planetas, o Nilo e suas enchentes. Seria acidental ou deliberada a adoração do Sol, o doador da cor da cidade de Heliópolis? Até que ponto não seria uma espécie de sugestão mental, aplicação de hipnose, a aceitação crédula dos amuletos e fetiches?
O melhor da medicina egípcia estava na diagnose e nas especulações fisiológicas. Por um lado, os egípcios praticavam cirurgia, mas sua matéria medica, por outro Iado, encontrava-se permanentemente sob a influencia das concepções mágicas. Estudavam as leis da natureza. Isso tudo, de permeio
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meio com os mistérios de suas crenças, não era divulgado aos seus contemporâneos; os escritos dos autores clássicos da época grega e romana dão testemunho da sua incapacidade de compreenderem o que tinham observado e o que lhes era relatado. Mesmo entre os próprios egípcios, o conhecimento restringia-se aos que pertenciam ao círculo mais fechado, aos que conviviam com o mistério, como hoje se encontra restrito entre os índios mexicanos: por exemplo, os zapotecas, entre os quais as informações de cura são transmitidas oralmente aos iniciados e a uns poucos escolhidos.
Os egípcios foram responsáveis pelo assentamento das bases da observação rigorosa, cujas normas são a pedra angular da medicina ocidental empírica. Embora tendo uma compreensão apenas superficial, os gregos e os romanos tomaram-lhes de empréstimo as idéias, com a maior liberdade e frequentemente sem reconhecer o que deviam aos egípcios. Clemente Alexandrino diz que Platão observou a respeito dos gregos: Tudo quanto recebemos dos bárbaros, nós aumentamos e aperfeiçoamos.
Mencionamos a seguir, dos inúmeros deuses arrolados na cosmografia egípcia, apenas os que projetam uma função — teórica ou prática — da cura através da cor:
Khonsu, filho de Amon e Mut. Era o mensageiro dos deuses sob a forma da Lua. Conhecido por suas curas milagrosas, era-lhe creditada a habilidade de provocar as curas pela substituição, extraindo a força da cura de sua própria energia da alma; por exemplo, seu SA — para uma imagem ou duplo; Conferindo-lhe (7) seus fluidos protetores em quatro intervalos.
Neith: uma das divindades mais antigas do panteão egípcio; surgida na primeira Dinastia, essa deusa presidia a cidade de Sais. Na área do delta do Egito ela era conhecida como a deusa Sais. Ligada à teologia de Atum Re de Heliópolis, que é o deus-Pai, chamavam-na de a deusa-Mãe. Era a mãe poderosa que gerou Re e recebia o nome de a Grande Dama, a Dama dos Céus e a Rainha dos Deuses. Aplicava-se-Ihe o termo Autonascida ou Autoproduzida. Diz-se que gerou Re sem o concurso de seu esposo (nascimento virginal). Os gregos equiparavam-na a Atenas; o festival das Lâmpadas (não Chanuka) comemorado anualmente em Sais era famoso e falado em todo o mundo antigo, sendo Neith apreciada por ser a deusa da Fertilidade e do Parto.
Serápis ou Osor-Hap foi introduzido no Egito por Ptolomeu I, visando fixar um deus em cuja veneração os gregos poderiam juntar-se num santuário comum e que daria distinç5o a seu reino. Recebido com relutância pelos egípcios, Serápis jamais adquiriu popularidade entre o povo. Recebeu o título de Osíris, o deus do Nilo, tornando-se depois conhecido como o
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7. A nuca. Trata-se do mesmo Controle Primário de F. M. Alexander na região Atlantóide-occipjtal.
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deus do inferno e o juiz da Morte; Serápis absorveu as funções de todos esses deuses, embora os rituais originais fossem alterados para acomodar- se ao novo papel assumido por Serápis. Ísis foi associada por Ptolomeu a Serápis no culto de adoração. Para certas autoridades, Serápis tornou-se Baal ou Belzepur (Belzebu) da Babilônia, que é ocasionalmente equipara do por alguns a Zeus. Para outros especialistas, Serápis era Ea de Erieu, grande divindade babilônica da cura, sob a denominação comum de Sar Apsi, deus da Profundidade das Águas com seu Oráculo do Sonho; observa Bouche-Leclercq que: sob seu nome reuniam-se os escombros de numerosas persona1idades exauridas pelo tempo. Seu cu1to espalhou-se rapidamente por toda a Grécia, onde se converteu em forte rival ao culto de Asclépio (Aesculapius). Espalhou-se também por Roma e suas províncias, até que seus templos foram destruídos, quando Teodósio suprimiu o paganismo.
Isis ou Eset: era uma das deusas mais populares e mais antigas do Egito. Adorada como divindade protetora, era filha de Prub e Nut e irmã de Osíris, Hórus, o mais velho, e de Neftis, esposa de Osíris e mãe da criança Hórus. Ela é urna das principais divindades do Inferno, o reino da morte, e, como esposa de Osíris, aparece ao lado dele nas cenas de Julgamento. Representada por Maat — a palavra egípcia que exprime Julgamento — é chamada a deusa do Ocidente, em conseqüência de sua identificação com Hat-Hor. Comparada também a Astarte, Afrodite, Deméter e Perséfone, associa-se a muitos mitos importantes da religião egípcia, e a1cançou poderes incomuns de magia por ter logrado o deus supremo Re, conhecendo-lhe o nome secreto; depois disso, ganhou o nome de Weret-Hike — Aquela que é Grande na Magia. Ísis é uma divindade de cura, de primeira linha, e zelosa do seu povo, especialmente das crianças.

Imhotep, aquele que Vem em Paz: era o astrólogo dos sacerdotes de Re e foi notável pelos seus sábios epigramas. Patrono do ensino, dos estudiosos e dos médicos, foi deificado depois do período persa (525 a.C.) e elevado ao nível de deus da Cura, tornando-se filho de Ptah e de Sekhmet. Era médico de Deus e do homem: O deus que enviava o sono aos que sofriam e tinham dor, e os que estavam afetados por qua1quer espécie de doença mereciam-lhe cuidado especial. Era a divindade dos médicos e de quantos se ocupavam da medicina e da magia.


Ptah foi uma das divindades primitivas, chamada O deus Verdadeiramente Grande que representava também a sabedoria. Como criador dos deuses e do mundo, era uma divindade terapêutica de fama enorme, sendo famosos seus templos em Mênfis, graças às curas notáveis que efetuou (a Lourdes do Egito).

Sekhmet ou A Dama da Umpada era representada com a cabeça de urna Ieoa, normalmente rodeada por um disco solar com Uraeus. Como consorte e equivalente feminina de Ptah, representava o fogo e o calor de


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intensa destrutividade do Sol. Deu-lhe Re a função de destruir os inimigos de Deus e da humanidade. Cumpriu tão bem seu papel que foi chamada a senhora da Peste. Segundo a tradição egípcia, apaixonou-se pelo sangue do homem e teve de ser duramente tolhida em sua luxúria de beber sangue. Era também urna divindade terapêutica, tendo sido seus sacerdotes notáveis na arte da cura, como exímios ortopedistas (compare.se com a Kali hindu ou Durga).
Thoth, Thout ou Tohuti era o deus da Lua que pronunciou as palavras criadoras do mundo. Era o deus da Sabedoria, através do qual se repartiam com o homem todos os dons mentais, sendo ele o possuidor de todo o tipo de conhecimento; como fundador da ordem social, projetou os rituais sagrados apropriados à abordagem das divindades pelas preces e sacrifícios: entre outras coisas, foi o inventor da linguagem, dos números, das artes e das ciências — inclusive a astronomia, a arquitetura, a medicina e a botânica. Intimamente ligado aos mitos do ciclo de Osíris, era o padroeiro poderoso dos médicos. Seu templo em Herinópolis era provavelmente o maior templo de cura do Egito antigo. Os deuses equiparavam-no a Hermes, como Psicopompos.
Irã (Pérsia): Contribuições à Cromoterapia
No lrã antigo, como em outros países da época, as doutrinas e práticas médicas ficavam sob o controle dos sacerdotes que desempenhavam o duplo papel de médicos e sacerdotes. Os textos sagrados dos antigos iranianos foram destruídos durante a invasão de Alexandre, o Grande, e a quase terça parte que restou forma a base das escrituras dos parsis da Índia e de seus correligionários, os gebirs da Pérsia. O Avesta, que à tradição diz ter sido escrito pelo próprio Zoroastro, trata dos ensinamentos de Zaratustra ou Zoroastro, das lendas, da moral e leis civis, da liturgia bem como dos rituais e da cosmologia que floreceram por volta de 1000 a.C. Especialmente sua Lei contra os demônios — chamada Vendidad — menciona com bastante freqüência as doenças, e os capítulos de vinte a trinta referem-se quase totalmente a assuntos médicos.
A principal característica do zoroastrismo é um monoteísmo de essência, a par de um dualismo aparente. O princípio do bem é representado por Ahura Mazda ou Ormazd, o criador onisciente do universo e de todas as coisas boas. O princípio do mal é Angra Mainyu ou Arimã, o Espírito- inimigo que, ignorante e míope, criou as trevas, o pecado, a doença e todo o tipo de mal. Esses dois travam um combate mortal, e o homem entra na luta, ajudando um ou opondo-se ao outro, conforme as atitudes morais que adota. Esse conflito prossegue até o mundo se submeter a determinada ordem que finalmente eliminará o mal e purificará o universo.
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Além disso, o Ahura Mazda e o Arimã do zoroastrismo aponta para a crença no equilíbrio contínuo das duas forças da vida – crença algo semelhante à dos chineses nas forças Yin e Yang, que se opõem mutuamente mas jamais se antagonizam. E a cor é a reconciliação saneadora entre elas.
Muitos mitos iranianos datam do período da unidade indo-iraniana: e se compararmos essas histórias com as dos Vedas hindus, veremos marcada semelhança de temas, enredo e forma; apenas tem-se a mudança dos nomes e locais dos personagens e detalhes.
Ao analisar as doenças, é interessante observar que estas recebiam nomes baseados em demônios particulares, governados pelo semidualismo que rege o cosmo. Sendo as doenças vistas como um ataque ou possessão dos espíritos do mal, era preciso invocar os espíritos bons, a fim de alcançar-se alívio. O pecado era um mal espiritual e a doença um mal corporal: o primeiro, uma ruptura da ordem moral, e a segunda, da ordem física — ambos, porém, resultado da poluição, de uma forma ou de outra. Impunha-se, pois, remover essa poluição através de algum rito ou ato de purificação. Desse modo, seus métodos incluem invocações, hinos e conjurações, muitas vezes conjugados com remédios naturais ministrados segundo outros ritos e cerimônias. Acreditava-se que Airyamã criara 99.999 doenças e Ormazd, atuando através de Zoroastro, revelava ao homem como neutralizar as aflições provocadas por Angra Mainyu. A cura provinha de Amesha, Spensa ou Haurvatat — que representavam a Integridade e a Saú- de — por meio dos médicos. O Avesta tem várias categorias de arte da cura, como revela a seguinte citação, onde a cirurgia (faca) é a forma mais baixa de cura, conceito também expresso na mitologia da Índia, da China e do Japão:
Início da citação

“Cura-se pela retidão, cura-se pela lei, cura-se pela faca, cura-se pelas plantas; cura-se pelos textos (sagrados).”



Fim da citação
O iraniano não fazia distinção entre a cura do homem e a cura dos animais. Aplicavam-se os mesmos procedimentos e princípios a ambos e invocavam-se os mesmos deuses. Mencionamos, de passagem, os cinco deuses iranianos da cura.
Airyama foi um deus do período indo-iraniano. Falhando os textos sagrados, apelava-se para a cooperação de Ahura Mazda para afastar a doença e a morte. Ele cumpria tão bem sua missão através dos ritos de purificação que as 99999 doenças cessavam. A oração especial a ele dedicada era o mais poderoso de todos os mantras sagrados para alcançar-se a cura. O nome medo-persa de Airyamã quer dizer amigo — a palavra moderna Irmã significa busca — e tem-se o equivalente hindu de sua prece no Aditya Aryam.
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Aredvi Sura Anahita significa sublime, poderosa, senhora imaculada, divindade das águas, especialmente do rio místico Aredvi. Associada a Mitra, sendo a única divindade, além de Ahura Mazda, mencionada nas inscrições acamenianas, ela mora entre as estrelas, protegendo toda a criação sagrada, confirmando as preces das pessoas retas, mas rejeitando os adeptos de Azhi Dahaka. Possuía uma quadriga puxada por quatro cavalos brancos que representavam o vento; a chuva, as nuvens e o granizo. Na mitologia grega. ela é associada a Artêmis e às vezes a Afrodite. Seu culto espalhou-se por todo o mundo antigo, sendo chamada de a Grande Mãe dos povos asiáticos.
Hoama era a réplica iraniana do Soma védico. Divindade iraniana dos tempos primitivos, aparecia em forma terrena como o Hoama amarelo usado nos sacrifícios indo-iranianos. Segundo o Avesta, o sumo dessa planta foi extraído primeiro por Mitra, de uma erva fortificante e doadora de vida, trazida pelos pássaros do monte sublime Haraiti Elburz; por seu caráter sagrado, tornou-se a bebida cerimonial que dava força e vida ao homem. Essa bebida era preparada pelos sacerdotes, por meio de preces esmeradas, ritual específico e cerimônias expressivas. (Seria ela o cogumelo?)
A Mitra dos Vedas era uma divindade iraniana muito antiga. Identificava-se com o Sol que tudo vê, embora entre os iranianos fosse a divindade da retidão e da palavra comprometida, o protetor da justiça e o defensor da verdade e da retidão na luta do homem contra Arimã. Ficou famoso como juiz moral, lutando contra as forças do mal para redimir a humanidade. Essa disputa eterna era simbolizada pela matança do boi como símbolo da regeneração. Outras cerimônias incluíam a comunhão do pão e do vinho, unguentos de mel para a consagração do corpo; tratava-se, na verdade, de remédios místicos para a cura do corpo e a santificação da alma.
Pouco se sabe do ritual iraniano de adoração de Mitra, mas no Ocidente seu culto ficou associado ao misticismo, ao ocultismo, à magia e à astrologia, acreditando-se que boa dose dessa crença tenha sido inculcada pelos caledônios. Mais tarde, o culto popu1ar e forte de Mitra espalhou-se rapidamente da Ásia Menor para a Grécia e por todo o Império Romano. O apelo do ocultismo caledoniano e das ciências misteriosas do Oriente encontraram forte oposição dos que apoiavam o cristianismo, continuando essa luta religiosa até o século V. Era coisa comum aos romanos ver os astrólogos seguidores de Mitra passarem as noites no alto das torres romanas, ou os mágicos de Mitra praticarem seus mistérios às margens do Tibre.
Yima representava o pôr-do-sol e o primeiro homem e, desse modo, o chefe das almas do morto. Antigos relatos indo-iranianos contam a historia de Yanaa, gêmeo de Veda; mas o Yima dos relatos iranianos aparece no Avesta como filho de Vivahvant e herói de um dos primeiros mitos da expansão do mundo. Em sua idade áurea, governou numa época em que o
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alimento e a bebida eram abundantes e quando não havia nem envelhecimento nem morte.
Yima pecou ao dar o alimento proibido ao homem e também por entregar-se à falsidade. Por isso perdeu seu reino e glória soberanos, sendo morto pelo dragão AZhi Dahaka, monstro criado por Arimã, com três mandíbulas, três cabeças e seis olhos. e em cujo dorso cresciam duas serpentes, geradas pelos beijos de Arimã. O reinado de Azhi Dahaka foi prejudicial e maléfico, até que finalmente foi dominado pelo herói Traetaona Faradium, cuja réplica hindu é Traitana. Traetaona Faradium era um grande médico, buscando-se suas graças para combater a sarna, a febre e duas doenças desconhecidas.
Uma breve palavra agora acerca do sistema persa Unani, que se aproxima do sistema hindu de Ayurveda. Trata-se de um sistema médico que defende o exame atento do pulso, uma dieta excelente e remédios eficazes. O desenvolvimento intenso do Unani veio em resposta aos soberanos autocratas que exigiam dos Hakims — assim se chamavam os médicos —, sob pena de consequências horríveis, alívio imediato, sem qua1quer espécie de restrição na dieta ou maus hábitos. Tiveram então os Hakims de desenvolver uni sistema de alívio médico seguro e de diagnóstico exato.
Índia: Contribuições à Cromoterapia: Oito Princípios
1. O homem identifica-se com as forças criadoras do universo, vistas através das cores visíveis do espectro e das cores invisíveis; o homem, por- tanto, é originalmente semelhante a Deus e potencialmente voltado para o bem.
2. O homem jamais é visto como o mal. É visto como parte das forças onipresentes, oniscientes e onipotentes do universo, e desenvolvendo seu autoconhecimento da consciência de si mesmo e de sua identidade com o universo, alcança um estado de liberação (samádi ou consciência cósmica). Não existe, pois, o conceito de mal ou culpa. Todos os homens têm o potencial para evoluírem á semelhança de Deus, caso queiram expandir-se através da meditação e da concentração. Podem assumir um período de vida ou muitos períodos de vida, surgindo aqui a doutrina da reencarnação, implícita em sua cultura — crença esta alheia à mentalidade ocidental.
3. Baseiam sua evolução na consciência do homem, de dentro para fora. O homem entra em si mesmo pela meditação, e descobre que seus próprios limites e poderes não são seus, mas sim parte das forças cósmicas do universo, nele individualizadas pelos processos vitais: respiração etc. Assim, a chave da cura vem de dentro para fora. Este preceito difere do ponto de vista do Ocidente onde a ênfase tem sido dada de fora para dentro.
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Somente agora o homem ocidenta1 vem desenvolvendo uma teoria de psicologia e psicanálise — ideias com mais de milhares de anos na índia.
4. Seu trabalho de meditação e de desenvolvimento do eu, conduzindo ao estado de liberação do samádi (ou nirvana ou consciência cósmica) levou-os a estabelecer a ideia de que não existe dicotomia entre corpo, mente ou espírito; desse modo fizeram evoluir a teoria da forma pela qual os chakras atuam no corpo. Os chakras, na terminologia ocidental, são as glândulas endócrinas e o sistema nervoso. Os hindus interpretaram estes centros como dínamos de energia — física, psíquica e espiritual — e associaram cada centro às cores vitais para a saúde e bem-estar do homem em seu todo. A ciência ocidental tem submetido essas glândulas a um estudo cientifico desde 1910, mas na Índia esse estudo já tem mais de mil anos de vida.
5. Os hindus fizeram uso das auras, o campo de força eletromagnética que rodeia o corpo e que chegou a ser fotografado. As auras relacionam-se com a teoria dos sete corpos que irradiam as sete cores do espectro.
6. A teoria das auras dos sete corpos do homem e das mudras, assim como a dos perfumes, projetou-se até na sua mitologia, usada para ensinar ao povo, entre outras coisas, os princípios da cura pela cor e a autoconsciência. Mencionem-se o Kurma Purana com a simplicação do Avô e as obras de Ávurveda e ver-se-á como os hindus projetaram a história dos cinco ele- mentos básicos da natureza e das forças vitais dos Tridoshas, enquanto afetam os sentidos, as cores do corpo, as cores do universo, os movimentos dos planetas e as forças que movem os planetas. O que move a pessoa também move as esferas celestiais.
7. Para o hindu, a cor é, ao mesmo tempo, influência objetiva e subjetiva, conceito não de todo aceito pelos ocidentais.
8. A filosofia hindu aceita a visão dos clarividentes como científica. O homem ocidental encara essas impressões e relatos corno meramente subjetivos, tendendo a evitá-Ios como algo que beira ao lunático.
Chakras
Cada chakra é um turbilhão ativo de pulsação da energia vital com sua extremidade exterior assentada na superfície do corpo. O redemoinho central de cada turbilhão varre o corpo como uma haste larga que entra em contato com as correntes vitais do fluido espinhal, que corre na medula da espinha, sendo carregado para o organismo pelo sistema nervoso. A vitalidade, fluindo pela coluna vertebral, descarrega-se através dessas mesmas hastes centrais para fora da boca do chakra e para a aura exterior. Assemelha-se â flor-de-lótus, cuja haste enraíza-se na coluna vertebral e cujas
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pétalas florescem na superfície superior do corpo etéreo. Segundo os hindus, o homem tem doze sentidos, não cinco, controlados pelos chakras através dos nervos e do sistema endócrino. São os órgãos pelos quais o pensamento e O sentimento ticam inicialmente registrados no nível mental e emocional, afetando diretamente o corpo físico. A ação deles, porém, é especializada. Cada um provoca e introduz no corpo uma corrente especial de energia vital extraída do meio ambiente. Ou, mais resumidamente: eles controlam o corpo, a mente e a psique; regulam o funcionamento completo do corpo — a saber: o crescimento sexual, o metabolismo, a circulação, a eliminação etc.
De acordo com a antiga doutrina hindu, os chakras relacionam-se intimamente com o corpo sétuplo do homem (orgânico, nervoso, etéreo, astraI, mental, causal e búdico) que se interpenetram graças ã sua estrutura discriminativa sutil, etérea e atômica. Pode-se dizer que não apenas cobrem a constituição material e a função das glândulas endócrinas, mas também abrangem as funções de energia e os efeitos psíquicos. Os sete são, de fato, dínamos de energia em ação, tendo todos suas cores correspondentes, como parcela de suas características de cura. Afirmavam ainda os hindus que o ego possui os sete chakras que atuam também como centros espirituais para ativar as glândulas endócrinas do corpo físico; eles acreditavam que o homem deve ser tratado como uma unidade: corpo, mente e alma ou espírito.
Qualquer disfunção dos chakras afeta a glândula correspondente, desequilibrando então todo o sistema endócrino. Ademais, acreditavam os hindus que o índigo controla as correntes psíquicas dos corpos sutis e governa o chakra da fonte central, isto é, o espiritual ou o terceiro olho. Torna-se assim a cor uma reconciliação de cura entre as várias forças do corpo. Se houver um desequilíbrio em qualquer das direções — demasiado materialismo ou espiritualidade excessiva — poderá ocorrer um mal de saúde. Tolice mística? Talvez; mas, vê-se aqui a teoria de Selye acerca do stress (G-A-S).
Existe uma troca de fluidos, de vibrações e de correntes entre os chakras. através do canal chamado Kunda1ini — o poder da Serpente Sagrada — que possui vibrações positivas e negativas e que é a base da vida (personalidade). As correntes da Terra penetram no corpo através do chakra dos pés, sendo o esquerdo positivo e o direito negativo. O chakra do joelho reduz as correntes, de acordo com as necessidades do corpo. Os chakras de raiz e do sacro combinam as correntes da Terra e invertem a polaridade. A nova corrente positiva corre pela coluna vertebral, percorrendo os chakras do coração e do baço. Prossegue até atingir o chakra do pescoço, onde ocorre a segunda combinação de correntes positiva e negativa. Entrementes, a corrente negativa sobe até o pescoço através dos rins, baço e estômago. Saindo do chakra do pescoço, as vibrações recém-transformadas, que são bipolares, dividem-se e descem para os chakras das mãos. Correntes negativas
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fluem para a mão direita e correntes positivas para a esquerda (8). Outras correntes afluem para o corpo mental, principalmente através do chakra intuitivo.
Em geral, essas correntes se encontram e permanecem no chakra da garganta. As funções são Ientas ou tolhidas na maior parte da humanidade. Em algumas pessoas essas correntes misturam-se com as correntes de alta tensão do corpo mental e polarizam-se. A consequência é um número tremendamente alto de revoluções para o chakra envolvido. Quanto mais lento o movimento do chakra, mais densa ë a massa do homem e mais física se torna a pessoa: quanto mais lento o fluxo, mais densa a massa, menos espiritual é a pessoa. Inversamente, quanto mais rápido o fluxo ou movimento do ckakra, menos denso o homem, mais espiritual é o individuo (9). (Estará aqui uma explicação para o samádi, o nirvana ou consciência cósmica?) Em certo nível de vibração. a Luz Sagrada ou uma força espiritual se manifesta, conforme está registrado nas Iiteraturas religiosas. Trata-se da luz vista pelos clarividentes.
O movimento dos chakras dá-se no sentido dos ponteiros do relógio: a média de rotação depende da evolução da pessoa. Há casos em que o seu chakra é anômalo e move-se contrariamente ao sentido dos ponteiros. Isso gera desequilíbrio no corpo etéreo e causa todo o tipo de doenças nervosas. A esquizofrenia é o resultado de um desequilíbrio do chakra.
Os hindus estavam seguros de que a respiração, o som, a cor, as jóias e os aparelhos elétricos podiam afetar os chakras; por exemplo, as vogais afetam os seguintes órgãos, respectivamente: O — estômago: E — fígado e vesícula biliar: U — órgãos sexuais: 1 — baço: A — coração.
Compare-se com a assertiva de Lawrence Bragg de que somos saca-rolhas destros. E interessante observar que, entre os trinta e dois princípios
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(8). Os chineses aceitam o lado esquerdo como positivo e o lado direito como negativo no macho, e inversamente na fêmea. O ponto de vista de Eeman é de que o lado direito é positivo nas pessoas destras e o lado esquerdo é positivo nas canhotas. Na mitologia hindu, a estátua de Siva-Parvathi, figura andrógina, tem o lado direito como Siva, macho, e o lado esquerdo como Parvathi, fêmea.
(9). Eu gostaria de tecer alguns comentários sobre a morte e a imortalidade sem qualquer alusão à composição de Wordsworth: Ode sobre os segredos da imortalidade. Ao nascer, a criança emite uma cor índigo sinal da vibração mais rápida e do menor comprimento de onda. É nesse momento que o ser incorruptível é o mais espiritual. A medida que envelhece, suas vibrações mudam no transcurso do espiritual para o físico, dando-se a mudança das vibrações mais frequentes para as menos frequentes, e dos comprimentos de onda mais curtos para os mais longos. Ao atingir o extremo vermelho, ele encontra-se no caminho fora da quadragésima nona vibração, porque está sendo destruído peio fogo. Pode-se dizer que a vida do homem e o espectro visível, pois este é a cor que varia do índigo ao vermelho. Ao deixar o caminho do espectro visível, ou ao se aproximar do extremo vermelho, chega-se ao ponto de exaustão chamado morte. Mas o processo é sempre reversível, se excluirmos os acidentes. A saída espiritual é através do índigo.
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de beleza associados a Buda, um dos aspectos é que o seu cabeio devia crescer e encaracolar-se girando para a direita (lembre-se particularmente da estátua Gal Vihara, esculpida em pedra, representando Buda reclinado e encontrada nas ruínas de Plonnaruwa, no Ceilão).
Por ser perceptível, a cor influencia o sentido físico e o sentido superior, podendo curar a consciência física e a superior. Assim, assumiam os hindus que a cromoterapia podia aplicar-se aos níveis físico, psicológico e espiritual. E ensinavam o seguinte:
1. Chakra da Raiz Central (Muladhara ou Chakra coccígeo Mooladhara: equivalente ao plexo solar: alimentado pelo amarelo.

Está localizado acima do ânus, mas abaixo da raiz dos órgãos sexuais. Aqui Sushumna se abre e Kundalini entra através desse chakra. A cor é o amarelo: o elemento é a terra; o sentido do olfato associa-se a ele, bem como os pés ou órgãos da ação. O fenômeno da acumulação está ligado a ele (4 pétalas, 4 Ietras). E um chakra duplo, composto de dois centros, localizados sobre os órgãos sexuais de ambos os sexos ria região do cóccix (o lesbianismo e o homossexualismo devem ser tratados nessa área). Esse chakra duplo é unipolar e não bipolar. O chakra coccígeo e o do pescoço são conhecidos como os chakras da morte.


Para alguns grupos de ocultistas do Ocidente que combinaram o cristianismo com o misticíssimo oriental, esse chakra, chamado Chacra Fundamenta, é simbolizado frequentemente por uma cruz, uma vez que seus quatro raios formam essa figura. Eles insistem que esse chakra acumula energia como uma bateria elétrica e armazena a energia da vida. Vê-se a cruz aqui como emblema dos pólos positivo e negativo, da ação e reação, do masculino e do feminino — aspectos estes imperativos para a vida. Para esses ocultistas, o símbolo implica criatividade, procriação, origem da vida, os princípios de pai e mãe etc.
Apresento agora uma interpretação do que chamo uma mistura da filosofia do Oriente com a do Ocidente, que vem a ser um chopsuey com as ideias orientais matizadas pelas infiltrações ocidentais do cristianismo. Cristo, em vez de um jovem Deus combinado com as crenças do leste e do oeste, torna-se o Deus mais poderoso. Substituem-se as expressões de força cristã pela força budista ou taoísta. Prevenimos o leitor contra esse engodo. Nenhum esforço faremos no sentido de repetir esse tipo de correlação para qualquer dos outros chakras, a razão ser alertarmos o leitor quanto ao último, o sétimo chakra. Em nenhuma circunstância deve o leitor confundir esse chakra com a Luz Dourada cultivada pelos taoístas.
Lida-se aqui com o amarelo para as doenças do sangue e do fígado. Tratamento de doenças febris, varíola, furúnculos, micoses, inflamações, hemorragias de qualquer espécie, perturbações da bexiga e dores de dentes.
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2. Chakra de Apoio à Respiração Vital (Swadhishatana ou chakra do baço; equivalente ao plexo da próstata): alimentado pela cor laranja.
Hoje, esse chakra significativo compõe-se de chakras secundários que são importantíssimos para a secreção das glândulas e órgãos endócrinos, como o estômago, o fígado e o baço. E o chakra do stress. Situa-se no extremo da raiz dos órgãos sexuais; associa-se ao crescente e ao elemento da água. Sua cor é o branco, Iigando-se ao fenômeno da contração (6 pétalas).
O chakra do baço tem como função fluir numa corrente de prana físico, composto de um glóbulo de vitalidade, formado de luz do Sol e ultravioleta, e internamente Iigado ao oxigênio puro. Descarrega no sistema nervoso, fluindo pelo revestimento medular dos nervos (não pelas fibras) distribui-se por todas as partes do corpo; o excesso e as partículas usadas são expelidas através da pele e ajudam a formar as emanações. Estas se convertem na aura, e não na auréola, como erroneamente afirmam alguns. Todos temos uma aura: poucos, porém, têm auréola, sinal de espiritualidade.
Para a saúde física, a entrada do prana fisico é de grande importância. O prana não é sugado através dos pulmões, estando o seu ingresso, porém, ligado diretamente à respiração. O ritmo da respiração provoca atividade mais intensa do chakra do baço que ajusta a entrada do prana físico ou da vitalidade (10).
Cuidados devem ser tomados com as doenças da bexiga, doenças mentais, febre, poliúria, tuberculose, diarreia, edemas, cólicas, colite, doenças dos olhos, anemia, diabete e câncer.
3. Lótus do Chakra do Umbigo (Manipura ou Chakra Haripuraka; equivalente ao plexo solar): alimentado pelo vermelho.
Esse chakra encontra-se na região do umbigo e tem ligação com o triângulo e com o elemento do fogo. Associa-se ao fenômeno da visão, ao ânus e à expansão, afetando o sistema nervoso simpático e as emoções (10 pétalas).
Doenças tratadas: da circulação, do coração, doenças dos ossos, paralisia facial, gota e dores de cabeça.

4. Chakra do Centro do Som Suspenso (Chakra Anahata: equivalente ao plexo cardíaco): alimentado pela cor violeta.


É a sede do sopro Vital e liga-se ao hexágono: seu elemento é o ar e esta associado ao tato, ao sentimento e ao fenômeno do pensamento. O azul está relacionado com ele, bem como o baço (12 pétalas. 12 letras).
Tratamento das doenças do sistema nervoso, da pele. histeria. surdez. das Juntas e Constipação.
5. Chakra do Centro da Grande Pureza (Chakra Vishudha: equivalente plexo faríngeo). Chakra duplo; alimentado pelo índigo.
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(10). Ver Ade Vaide Gardner, Vital Magnetic Healing.
Fim da nota de rodapé.
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Localiza-se na garganta e associa-se à espiral: seu elemento é o éter e está Iigado à boca. Sua cor é o verde-azulado, associando-se ao fenômeno do espaço (16 Ietras, 16 pétalas).
Tratamento das doenças das gônadas, linfa, pele, senilidade, diabete, infecções e pressão baixa do sangue.
6. Chakra do Centro de Comando (Chakra Aina ou Ajna: equivalente ao plexo cavernoso): alimentado pelo azul.
Localiza-se entre as duas fontes: sua cor é o branco e liga-se à mente; arco primário da existência e do corpo sutil universal. Acima dele acha-se a abertura principal onde se unem as três artérias sutis: lda, de cor azul:

Pingala, de cor vermelha, e Sushumna, extremamente vermelha, de um vermelho acentuadamente brilhante. Ida e Pingala partem do chakra coccígeo, situado no cóccix: Ida, como princípio feminino, eleva-se do lado esquerdo da coluna vertebral: Pingala. como masculino, ergue-se do Iado direito da coluna. Ambas sobem enrolando-se, da região caudal para a cefálica; alternam-se da esquerda para a direita e da direita para a esquerda, como um saca-rolhas. Unem-se depois a Sushumna no alto da cabeça (trata-se dos nervos dos corpos sutis. não do corpo físico, embora caminhem pela rede de nervos).


Tratamento das doenças emocionais, da garganta, para1isia, fígado. Obesidade, vômitos, resfriados e tumores.
7. Chakra do Lótus de Mil Pétalas ou da Coronária (11) (Chakra Sahasrara. Controlador de todos os chakras: equivalente à pituitária ou córtex cerebral): alimentado pelo verde.
Localiza-se na coroa da cabeça ou no cérebro. Diz-se que quando é ativo é o mais brilhante dos chakras, pois parece possuir todas as cores do espectro. Embora chamado de Lótus das Mil Pétalas, acredita-se que possui apenas 960 pétalas. Em seu centro há uma figura semelhante a uma flor de doze pétalas, de cor dourada. Supostamente é o chakra que cresce de tamanho á medida que a inteligência se expande.
É interessante observar que se costuma representar Brahma com esse chakra sobre a cabeça — urna espécie de coroa com 960 raios que simbolizam a sabedoria intelectual dos governantes. Tornou-se hábito dos que governam usar coroas como símbolos de erudição e de sabedoria. A origem disso estará no chakra da coronária ou Sahasrara?
Tratamento de doenças emocionais, da visão e de úlceras.
Existem outros chakras, além dos sete acima mencionados; eis três dos mais importantes:
8. Chakra do pé, loca1izado na sola dos pés: absorve correntes elétricas e outras da terra, levando-as ao corpo humano.
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(11). Ver Swarni Vishnucjevananda. The Complete Illustrated Book of Yoga. Nova Iorque, Juljan Press, 1960, p. 292-94.
Fim da nota de rodapé.
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9. Chakra do joelho, que atua como um transformador, regulando a quantidade de corrente que deve entrar no corpo.
10. Chakra da mão, que absorve as ondas radioativas, o que talvez explique o poder de cura da imposição das mãos.
Tabela 1
Início da tabela
Chakra: Sacro; Região influenciada: pélvis e baço; Glândula afetada: gônadas, pituitárias; Contato aproximado com a espinha: base da espinha.
Chakra: renal; Região influenciada: lado esquerdo do abdome; Glândula afetada: glândulas suprarrenais; Contato aproximado com a espinha: primeira vértebra lombar.
Chakra: plexo solar; Região influenciada: cavidade abdominal superior; Glândula afetada: Glândulas suprarrenais; Contato aproximado com a espinha: oitava vértebra dorsal.
Chakra: coração; Região influenciada: tórax; Glândula afetada: timo; Contato aproximado com a espinha: oitava vértebra cervical.
Chakra: garganta; Região influenciada: garganta, base do nariz, tórax superior; Glândula afetada: timo, tireoide; Contato aproximado com a espinha: terceira vértebra cervical.
Chakra: fronte; Região influenciada: gânglio basal, cérebro médio e posterior; Glândula afetada: pituitárias; Contato aproximado com a espinha: primeira vértebra cervical; Chakra: crânio; Região influenciada: chakra mestre; Glândula afetada: todas; Contato aproximado com a espinha: atlas.
Fim da tabela
Tabela 2
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Número: 1 e 2; Nome: Pé; Valor: 8; Planeta: Júpiter; Cor: lilás.
Número: 3 e 4; Nome: Joelho. Valor: 6; Planeta: Saturno; Cor: cinza.
Número: 5; Nome: raiz; Valor: 5; Planeta: Marte; Cor: vermelho.
Número: 6; Nome: sacro; Valor: 3 ; Planeta: Saturno; Cor: púrpura.
Número: 7; Nome: baço; Valor: 6; Planeta: terra; Cor: verde.
Número: 9; Nome: vesícula biliar; Valor: 3; Planeta: Saturno; Cor: verde-escuro.
Número: 10; Nome: coração; Valor:3; Planeta: sol; Cor: ouro.
Número: 11 e 12; Nome: mão; Valor: 16; Planeta: Mercúrio. Cor: amarelo.
Número: 13; Nome: pescoço; Valor: 3; Planeta: Saturno; Cor: cinza-escuro.
Número: 14; Nome: garganta; Valor: 7; Planeta: Vênus; Cor: azul-claro.
Número 15; Nome: vontade ou intuição; Valor: 3; Planeta: Saturno; Cor: cinza-escuro.
Fim da tabela.
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A Cor, as Sete Notas da Escala, as Sete Cores Visíveis do Espectro no Papel dos Sete Corpos Sutis da Cura
Os escritos hindus revelam a crença de que a cor e a música representam uma parte vital da evolução dos sete corpos sutis do homem. As sete cores do espectro e as sete notas da escala têm também seu efeito sobre os sete corpos, em particular nos planos físico, emocional e mental. Observaram os hindus que quanto mais pura a cor e mais Ieves os tons, tanto maior o efeito sobre o corpo.
Como parte de sua filosofia, eles diziam ser o corpo composto de água, ar, minerais e calor, sendo a cor a substância da a1ma. A cor era tão necessária à alma quanto o ar ao corpo. Assim, para eles, a cor tornou-se uma ponte de vida pela qual se passa do físico e do emocional para o espiritual. A cor era a reconciliação salutar de todos esses níveis, por meio dos quais o homem se funde com os poderes cósmicos do universo, tornando-se um com essas forças ilimitadas e eternas.
Por isso, importa Iembrar que os hindus se valiam da cor como elemento de cura em todos os níveis do ser, e os sete chakras ou centros glandulares, como são chamados na linguagem ocidental, prendem-se as sete cores do espectro. Aos que não crêem ou não conseguem crer, pode-se mencionar aqui que o medidor de Ohms e outros instrumentos mensuram o potencial elétrico dos chakras.
Índia: As Auras
Uma escola hindu de filosofia afirma que:
1. No estado carnal, o ego do homem é uma luz azul: à medida que desce para a encarnação, assume o aspecto de um clarão amarelo; ao entrar no corpo físico, adquire vibrações vermelhas.
2. O homem compõe-se de sete corpos sutis que circundam e interpenetram o corpo físico; e as radiações magnéticas e elétricas desses corpos formam a aura.
3. Cada corpo sutil tem uma aura própria, com som e cor característicos.
4. Essas radiações de cor mostram a evolução da alma e o estado de saúde de cada corpo.
Nossa opinião é que se todas as cores das auras menores estiverem em harmonia, a pessoa toda estará sã. Havendo desarmonia num ou mais dos corpos sutis, o homem tem alguma doença. Sustentamos ainda que os nervos são mecanismos de envio e de recepção desses corpos, sendo as mensagens transmitidas através do mesmo nervo, em frequências diferentes. O mal de Parkinson e a distrofia muscular, para nomear apenas duas doenças, não são inales do corpo físico, embora se manifestem nele, e sim doenças do duplo etéreo, no ponto de desarmonia ou no nível áurico que se determinam as doenças; os nomes e os sintomas não são importantes
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em si mesmos, uma vez que a causa é a mesma para todos e a cura encontra-se na restauração da harmonia.
Tudo que alguém faz afeta a aura para melhor ou pior — como um casamento. A doença não é mais do que um desequilíbrio da vibração da aura, o qual se reflete numa a1teração na cor e no corpo físico; essa mudança reflete-se tanto no sistema nervoso quanto nas glândulas endócrinas. O médico hindu não contaminado pela medicina ocidental estava habituado a tratar tanto do corpo físico quanto dos outros corpos sutis. O método ou a técnica variava — yoga, meditação, sugestão, cor ou uma combinação qua1quer dessas quatro abordagens. Para concluir, pode-se acrescentar que às vezes é possível ver-se duas ou mais auras. A mais próxima do corpo é estriada e chama-se aura interna; a outra, formação ampla e amorfa, chama-se aura externa, conforme reportado por Kilmer. O espaço entre a aura interna e o corpo recebe o nome de duplo etéreo.
Na doença, a aura contém, muitas vezes, mais amarelo do que lhe é característico, tornando-se esse amarelo pronunciado nas áreas de perturbações. Essa cor é notada usualmente como pedaços no meio de uma faixa de cor complementar azul.
Numa pessoa sadia, a cor de uma faixa de cor complementar será igual ou quase igual em ambos os lados do corpo. Na doença, porém, um lado pode ser mais escuro que o outro, ficando normalmente a parte escura sobre o lado afetado. Entretanto, a parte afetada pode fazer com que a faixa da cor complementar pareça mais clara, em vez de mais escura. Às vezes, um pedaço mais claro ou mais escuro na faixa da cor poder assumir a forma de um órgão ou de parte dele. Pedaços menores mostram quase sempre o local de alguma dor ou sensibilidade. Com frequência, aparece uma mancha de cor diferente na faixa, mancha esta que indica a localização de uma mancha anteriormente dolorosa.
Índia: Cor — ROYGBIV Aplicado ao Homem e ao Cosmo — o PRISMA
O Kurina Purana (12), escritura sagrada dos hindus, descreve o Criador como Avô, figura composta de raios de variedade ilimitada de cores, que penetram tudo no universo e são dotados do mesmo poder que o

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(12). Os Puranas pretendem incorporar tudo em seu texto. AIém da teoria da evoluo, ensinam que todo princípio ou elemento gerador envolve aquele que é gerado por ele. Os elementos brutos combinam-se numa massa compacta, o Brahmanda, que descansa nas águas e é circundado por sete invólucros — água, vento, fogo, ar e outros três. Sem entrar na cronologia dos Puranas, pode-se observar que o Kurma cai num estágio de transição e pesa na criação e nos avataras de Vishnu de forma sumária, mas principalmente nas palavras empregadas no Vishnu Purana, onde o deus único, Janaidana, assume a designação de Brahma. Vishnu e Siva, conforme cria, preserva ou destrói. Essa é a doutrina invariável do Purana, residindo a única diferença na maneira de nomear o criador, segundo o zelo de cada seita.
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Criador por eles representado. As sete cores do expectro são as melhores dessas cores, porque formam os matizes dos sete planetas, relacionando-se com os sete dias da semana, cujos nomes se originam dos planetas, conforme se vê na tabela abaixo (13).
Tabela 3 (*)
Início da tabela
Dia: domingo; Paladar: penetrante; Planeta: sol; Gema: rubi; Cor: vermelho; Elemento: fogo; Símbolo: R; Polaridade: negativa.
Dia: segunda; Paladar: adstringente; Planeta: lua; Gema: pérola; Cor: laranja; Elemento: água; Símbolo: O; Polaridade: positiva.
Dia: terça; Paladar: amargo; Planeta: Marte; Gema: coral; Cor: amarelo; Elemento: fogo; Símbolo: Y; Polaridade: negativa.
Dia: quarta; Paladar: os 6 paladares; Planeta: mercúrio; Gema: esmeralda; Cor: verde; Elemento: água; Símbolo: G; Polaridade: positiva.
Dia: quinta; Paladar: doce; Planeta: Júpiter; Gema: pedra da lua; Cor: azul; Elemento: ar; Símbolo: B; Polaridade: neutra.
Dia: sexta; Paladar: ácido; Planeta: Vênus; Gema: diamante; Cr: azul índigo; Elemento: água; Símbolo: I; Polaridade: positiva.
Dia: sábado; Paladar: saturno; Gema: safira; Cor: violeta; Elemento: ar; Símbolo: V; Polaridade: neutra.
Fim da tabela.
Nessas cores acha-se o caminho da natureza para a cura das doenças. A fórmula de Einstein (E=MC²) aplica-se hoje á ordenação do universo. Se os médicos aceitassem o ponto de vista que a filosofia hindu encerra e também sustenta, qual seja: que a matéria é a cor cósmica, então talvez a medicina viesse a ter uma filosofia e uma base empírica para o poder de cura de cada cor individual.
Além disso, os hindus idealizaram uma tabela muito útil no tocante ao prisma e aos diagnósticos pela cor. A tabela 4 mostra a relação existente entre os elementos, os sentidos, os órgãos dos sentidos e as cores cósmicas (14).
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(*) Uma explanação mais ampla das inter-relações dos órgãos segundo os chineses, às páginas 84-87, complementa o ponto de vista hindu. Só os chineses incorporaram em suas práticas diárias o refluxo e o fluxo no corpo humano dos vários canais de energia, conhecidos como meridianos e possuindo polaridade, elementos, cor, paladar e inter-relações cósmicas. (Ver do Autor The Pulse in Occidente and Orient, pp. 152, 124-24, onde se fala do fluxo de energia de órgão para órgão no espaço de vinte e quatro horas). Os chineses acomodaram-se à cronobiologia assim como à biologia geomagnética, valendo-se da filosofia e de técnicas da acupuntura.
(13). O Dr. Bhattacharyya emprega a forma invertida ROYGBIV para soletrar VIGYOR. Incluímos na lista acima fornecida por aquele senhor quatro colunas: paladar, gemas, elementos e polaridade. Essa tabela condensa a medicina hindu. Mas existe uma explicação adicional: a ônix e o olho de gato, pedras preciosas, são usados ou absorvidos (na forma de cinza) para afastar os males da radiação excessiva. [O termo ROYGBIV é formado pelas iniciais do nome das cores em inglês].
(14). Dr B. Bhattacharyya, The Science of Cosmic Ray Therapy, Baroda, índia, 1957, p. 30.
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Tabela 4
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Elemento: Akasa, éter; Base principal: audição; Órgão do sentido: ouvidos; Cor cósmica: azul.
Elemento: ar; Base principal: tato; Órgão do sentido: pele; Cor cósmica: violeta.
Elemento: fogo; Base principal: forma, visão; Órgão do sentido: olhos; Cor cósmica: vermelho.
Elemento: água; Base principal: paladar; Órgão do sentido: língua; Cor cósmica: laranja.
Elemento: terra; Base principal: olfato; Órgão do sentindo: nariz; Cor cósmica: verde.
Examinando com urn pñsma esses órgãos dos sentidos, ver-se-ão as mesmas cores cósmicas em cada órgão, seja do homem ou de um animal, em qualquer parte da Terra. Por ocasião da morte, essas cores abandonam o organismo; por exemplo. o verde deixa a extremidade do nariz na morte, quando se perde o sentido do olfato.
De acordo com o Dr. Bhattacharyya, ex-diretot do Instituto Oriental, prisma é o instrumento mais eficaz de diagnóstico por meio da cor. Para ele, a cor mais destacada na face de uma pessoa é a responsável ou causadora da doença e que precisa ser contra-atacada pelo emprego da cor complementar. Ele se vale de uma fotografia para diagnosticar e curar. O leitor achará bastante interessante este relato preciso do Dr. Bhattacharyya a respeito de uma experiência na Índia:
“Um senhor de cerca de trinta e cinco anos de idade adoeceu, repentinamente, atingindo febre altíssima e delirando. Estava a mais de 40 quilômetros e ficaram todos aflitos ao receberem a notícia. Examinamos então o retrato do paciente com um prisma. A foto mostrava, particularmente na face, um caldeirão fervente, onde as cores vermelho, violeta e azul intensos estavam literalmente fervendo, obscurecendo a face e os órgãos dos sentidos, cobrindo-os de um colorido quase negro. Sob o prisma, os olhos, os lábios, o nariz e até a face inteira estavam cobertos de uma sombra escura, não se distinguindo os órgãos dos sentidos, embora quando, logo a seguir, se observou a foto a o1ho nu, a cor estivesse tão brilhante como se jamais houvesse ocorrido qualquer anormalidade. Foi proposto, então, colocar a fotografia na prancha. diante de um motor provido de um disco de esmeralda, e uma cópia na mesa, para ser examinada sob o prisma; a intenção era verificar se ocorria alguma alteração sob a ação dos raios verdes emitidos pelo motor. Girando o motor, em um ou dois minutos depois a cor escura foi esmaecendo; um após o outro, os órgãos dos sentidos, como a boca, os olhos, o nariz, tornaram-se visíveis e um belo colorido verde invadiu toda a face, que a cada instante se tornava mais luminosa. Naquela mesma tarde, chegaram notícias de que a temperatura

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cedera de 40 para 37/38 graus e, passados três dias, o paciente estava de novo bem. Depois disso, a foto não mostrou mais a cor escura sob o prisma (15).
Índia: Clarividentes
Os clarividentes vêem as cores associadas a certas partes do corpo (ver abaixo); no tratamento, poder-se-iam usar as cores complementares; por exemplo: para os ossos, a cor complementar, vista pelos clarividentes como verde. é o vermelho, que deveria ser utilizado. Os hindus foram os primeiros a aceitar como autênticos os relatos dos clarividentes.
Centros cerebrais superiores — amarelo, violeta

Ossos — verde

Sistema espinho-cerebral .— amarelo

Sistema circulatório — azul

Sistema glandular — violeta

Coração — Iaranja

Rins — índigo

Pulmões — amarelo

Sistema muscular — vermelho

PeIe — índigo

Sistema simpático associado ao coração — laranja

Sistema simpático como um todo — verde-mar


Índia: os Cinco Elementos. as Três Doshas e as Três Gunas
Encontra-se nas obras de Ayurveda uma explicação da relação existente entre os elementos da natureza e os princípios do corpo humano. Segundo ele, as três Doshas associam-se aos cinco elementos: Akasa ou éter, ar, fogo, água e terra.
As três Doshas distribuem-se entre esses cinco grandes elementos constitutivos do cosmo;
1. A primeira Dosha — Vayu ou harmonia — compõe-se de ar e Akasa.
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(15). Trata-se da inversão curiosa da criação de Oscar Wilde: O Retrato de Dorzan Gray. Mas, aqui, não há espaço para especulações. A explicação de Bardon fornece outra direção: Ao fotografar o plano mental com todos os seus elementares, elementos, fantasmas e demais entidades dessa esfera, é preciso usar sempre filtros azuis. Para todos os outros seres, pessoas mortas, etc., empregam-se filtros violeta. Os seres formados de um único elemento, como a essência dos elementos, exigem filtros vermelho-rubi; fotos de fenômenos da natureza são tomadas apenas com filtros amarelos. No que tange as cores, os filtros são, pois, análogos aos planos correspondentes. (Franz Bardon, Initiation Into Hermetics, Osiris-Verlag, Ketting Uber Koblenz. Alemanha Ocidental. 1962.)
Fim da nota de rodapé.
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2. A 2 Dosha — Pitta ou energia — compõe-se de fogo.
3. A segunda Dosha — Kapha ou inércia — compõe-se de água e terra.

A harmonia, a energia e a inércia s5o uma força trsp1ice que contém a matéria primordial, sendo inerente a cada célula viva. Esses três atributos estão em movimento constante: unindo, separando e novamente unindo, dando imagem e forma a todas as coisas vivas. Correspondem assim as três Doshas às três Gunas ou atributos cósmicos. Vayu é a manifestação consciente; Pitta é a energia e Kapha a resistência ou inércia. Sempre que Pitta é contida, trata-se da ação de Kapha. Ao diminuir Pitta, cresce Kapha, e vice-versa. À medida que o homem envelhece, Kapha aumenta e Pitta decresce, quebrando-se a harmonia dos três elementos. Isso pesa no envelhecimento. A cor pode restaurar, e, de fato, restaura esse equilíbrio. se devida- mente aplicada.


Índia: Mitologia
O panteão hindu dos deuses e deusas apresenta um elenco desconcertante de nomes e de atributos. Para o propósito deste livro, destacamos apenas algumas figuras que se relacionam, em diferentes níveis, com a cromoterapia. Muito sucintamente serão mencionadas também as influências Tamil (época dravídica pré-iraniana), segundo sua evolução na literatura do sul da Índia. Ao contrário dos chineses, os hindus não designaram deuses específicos para os diversos órgãos do corpo; em ambas as culturas tem-se a associação das cores aos deuses; entretanto, os hindus são menos precisos que os chineses quanto às cores. O fetiche, ou simpatia mágica, foi substituído na simbologia hindu (mesmo a moderna) pela identificação do deus do órgão. Leva-se ao templo uma reprodução de um braço ou de um olho doente: por exemplo, um olho dourado ou uma perna dourada (neste caso, uma fonte de riqueza para muitos templos hindus). A noção de que uma pessoa mentalmente perturbada está possessa prevalece na mitologia hindu, ficando com o individuo a escolha de uma divindade particular; por exemplo, uma mulher mentalmente perturbada que vive perto de nós, tem um mágico para cuidar dela. Ele toca tambores e canta canções para afastar os espíritos (isso ocorreu no inverno de 1964). Leva muito tempo para que um costume se altere, em especial quando a crença do povo na magia associa-se ao poder da cura.
Krishna era homem ou deus? Os heróis da mitologia são criados pelo povo como respostas a suas ideologias ou necessidades particulares. Por que os povos estimam os deuses como correspondendo a cores ou a campos de forças eletromagnéticas? De que modo podem as histórias descrever as correntes positivas e negativas da pessoa, as raças, o universo? Nesse aspecto, a mitologia fornece uma prova evolutiva da sabedoria inconsciente dos povos, o instinto de autopreservação da raça, curiosamente ligado ao
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instinto de veneração ao herói: por exemplo, o enobrecimento de Lincoln ou Washington. Tem-se chamado ao poeta de legislador sem arauto do futuro; mas a mitologia é a projeção sem arauto da sabedoria dos eternos desejos humanos, narrada nos contos acerca de heróis que um dia viveram, mas que foram santificados; narrada em contos que revelam a resposta do homem aos icebergs submersos dos padrões arquetípicos; narrada em contos que refletem a sabedoria da raça curando-se a si mesma, através de dispositivos dos quais podia ou não estar consciente.

De que modo a mitologia se torna a visão macroscópica do homem, enquanto ele segue a experiência e o instinto de autopreservação da espécie, onde os sentidos não estão corrompidos pela civilização e onde se precisa venerar um herói? Esse herói ajuda o homem a reduzir a pressão interior. Isso é o potencial inato de padronização: voltar atrás para que possa sobreviver. Como a célula se torna a visão microscópica do homem, enquanto ele segue seu instinto de autopreservação? Ao ajustar-se a um elemento de pressão, regredindo a seus caminhos primitivos de evolução, a célula, em geral, está utilizando a sabedoria do corpo que jaz submersa em seu potencial subatômico estrutural de padronização. A célula e o mito seguem o mesmo potencial de padronização. Ao criar Deus i sua imagem, o homem atribui características sobre-humanas a esse deus. Por quê? Entre outras razões, para reduzir sua ansiedade e tensão. Como o revelam os mitos, a cor faz justamente isso. A célula e o mito atuam como uma unidade, uma dentro e o outro fora: a célula tem submerso em si um processo de realimentação para utilização do mito como agente preservador da raça, porque o mito é a base fundamental para o relaxamento da tensão anormal e a restauração da harmonia. O mito é a verdadeira antena sensora do meio ambiente: é ele quem fornece ao homem a informação correta, e o coloca na frequência certa. Quando ele perde o rumo, o mito ë a bússola que o direciona novamente no caminho da saúde.

De que forma a mente do homem se relaciona, consciente ou inconscientemente, com os padrões arquetípicos através da cor e da cura? Krishna é útil para uma análise dessa interação. Antes, porém, é preciso projetá-lo contra a tríade hindu dos deuses: Brahma, Vishnu e Siva (16). As três divindades adoradas em toda a Índia. Brahma representa o criador; Siva, o

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(16). Na medicina hindu, a Tridosha representa a extensão da tríade hindu dos deuses. A teoria da Tridosha interessa-se pelas condições internas e externas, pela manutenção ou perda do equilíbrio dos três elementos do corpo humano. Com a Tridosha, o homem não é apenas uma massa de ossos, carne, pele e elementos químicos, mas um organismo vivo, com todas as partes do corpo vibrando de vida. A Tridosha abrange o homem em seu todo e o que está a sua volta, sendo uma teoria que a tudo compreende. Alguns livros afirmam que a Tridosha é o coroamento da ciência védica hindu. Nada pode transcender os três elementos que permeiam o mundo todo, e todos os nomes e formas precisam ser reduzidos a seus elementos básicos, antes que possam ser de alguma utilidade ao médico.

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destruidor; e Vishnu, o preservador. Brahma é o vermelho, a cor do sangue e do elemento do fogo; é o criador, assim como o calor do corpo é responsável pela criação. Vishnu é o azul e representa o ar que no espaço tem uma cor azul-clara; preserva o mundo como o ar preserva a vida. Siva, como Maheswara com sua cor branca, é o elemento da água ou muco que é branco — destruidor do mundo, assim como o frio mata, destruindo o calor.

Krishna

O problema de Krishna é dos mais interessantes, importantes, fascinantes e enganosos no domínio da literatura hindu; todavia, para o hindu ortodoxo, Krishna é uma realidade, tendo Seu nome sido a salvação de inúmeras almas angustiadas, ao longo destes 2.000 anos. O hindu comum jamais se preocupa com a historicidade de Krishna: investigar esse problema é um sacrilégio. Mas os eruditos começaram a duvidar da historicidade de Krishna e a sustentar que ele representa um sincretismo de mais de uma personagem.

No começo, Krishna era um ser humano ou uma divindade? Evidências conflitantes apoiam tanto o caráter humano quanto o divino de Krishna. Peças de escultura mostram que ele alcançou a divindade desde o século 111 a.C. Análise cuidadosa das evidências revela que Krishna talvez tenha sido um profeta védico, uma personagem humana; no Mahabharata encontram- se traços de estágios distintos de sua deificação, partindo de elementos humanos e do herói humano e indo até chegar a ser semidivino e Deus Supremo. Os Puranas também mostram os estágios da deificação do herói humano. Acreditam, porém, os estudiosos que o Krishna dos Puranas, o Krishna do Mahabharata e o Krishna do Bhagavad-Gitã são pessoas diferentes. Para os fins deste Iivro, pode-se dizer que essas características irreconciliáveis são próprias de ciclos diferentes das lendas. Nossa preocupação aqui está afeta ao seu significado como deus e à sua cor.

Sob a forma humana, Krishna tinha pele azul, era o príncipe dos Dwarakas e um condutor da biga de Aijuna. E visto também como a encarnação de Vishnu, paradoxo esse explicado pela teoria dos avatares. Ligada à questão de sua identificação com Vishnu, tem-se sua identificação com o deus Narayana. Entretanto, Vishnu é o grande benfeitor da humanidade, o preservador do Dharma ou do dever, ficando assjm Krishna como o seguidor de Vishnu, de preferência ao maléfico Siva. Vishnu é ainda uma divindade solar.

a) A referência mais antiga feita a Krishna é de um erudito: um Rishi desse nome era filho de Viwaka. Havia ainda um grande Asura (assim chamado) que foi derrotado e esfolado por Indra.

b) Num hino védico, conta-se que 50.000 Krishnas foram mortos, acrescentando, se noutro hino que suas esposas grávidas também foram

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mortas com eles, a fim de que não deixassem descendência. Supõe-se que isso se relacione com os Rakshasas ou com os aborígines negros da Índia.

c) Krishna — um simpático vaqueiro e guardador de gado — cortejou e conquistou o coração de muitas jovens, casadas ou não.

d) O deus Krishna atual é o herói mais famoso da mitologia hindu e a mais popular de todas as divindades. Aparece com destaque no Mahabharata, onde seu caráter se reveste de certa aura de misticismo. Acréscimos e interpolações guindaram-no à divindade, e é sob o caráter de o Divino Um que ele pronunciou a famosa canção do Bhavavad-Gita, que hoje se afirma ser parte desse grande poema épico.

e) Krishna é uma divindade solar.

Diferentes Interpretações da Cor Azul de Krishna e seu Papel na Cura: Quarenta e Nove Como Número Místico

Relatos distintos da literatura Tamil empregam o número quarenta e nove de forma mística. Diz-se que existiu uma Academia em 4449, noutro ponto listam-se 549 poetas. O número quarenta e nove assume aqui o papel de vibração significativa da cura pela cor. Por quê?

O homem vive na vibração da quadragésima nona cor.

O azul, empregado na quadragésima nona vibração, cura.

O azul, empregado além da quadragésima nona vibração, destrói.

Os Puranas, conforme mencionado na nota 16, explicam como Brahrnanda. que repousa nas águas, é rodeado por sete invólucros: água, vento, fogo, ar, ahamkara (a arrogância que destrói o homem), budhi (a inteligência que pode ou não converter-se em sabedoria) e pradhana. No Brahrnanda. a mais elevada divindade, revestida da atividade de Guna, apareceu sob a forma de Brahma e criou todas as coisas. Na guna sattva, a mesma divindade preserva, como Vishnu, o universo até o fim de uma Kalpa, ou de uma era de tempo, quando o mesmo deus, na forma terrível de Rudra, o destrói. Descreve-se depois o aparecimento da terra por sob as águas, graças a Narayana, na forma de um javali, e a criação da Terra, firmamento, paraíso e do Maharloktz (o mar e o mundo dos peixes).

Até hoje, no sul da Índia. o nome do deus Narayana é invocado para afastar o mal. E Narayana é outro nome para os deuses Vishnu e Krishna, todos estando ligados à cor azul. O azul pode curar ou destruir! A vida presente do homem está confinada nos limites impostos pela sua posição na quadragésima nona vibração. Ao ultrapassar determinada faixa de condições, é destruída. Essas três ideias: destruição, preservação e limitação pela natureza das espécies — refletem-se na mitologia dessa parte da Índia.

No pensamento hindu, o homem moderno vive na era de Kali, mas a palavra KaIi é pronunciada de forma diferente daquela da deusa Kali, que se Iiga à destruição. A Kali do tempo significa o mal. Tem-se a era da Kali

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do mal quando toda a vida será destruída. A cor preta está associada a Kali. Krishna pode ser azul-preto. A história de KaIp-Rudra-Narayana conta- da nos Puranas significa a destruição de uma era e o surgimento de outra. Será esse Outro estágio na espiral evolutiva9 Estará o homem movendo-se para uma vibração fora da quadragésima nona? Estará o homem atingindo um nível mais espiritual? Em termos científicos, estará o homem saindo de uma massa mais densa para outra menos densa? Se houver menos densidade no homem, ele poderá ter maior mobilidade no espaço. Associadas a Krishna e a Narayana, as cores azul e preto foram sempre tanto curativas como destrutivas.

Azul de Krishna e orgônlo azul de Reich: existe alguma relação? No Rigveda, três palavras adquirem significado para o estudo da cor: Krishna, Drapsa e Amsumati, justamente por terem sido interpretadas de várias formas.

Krishna e Drapsa

1. Referem-se ao soma, diz uni estudioso.

2. Significa o movimento rápido de Krishna, um Asura que com 10.000 ocupou a margem do Amsumati ou Yamuna.

3. São duas forças idênticas e não duas forças inimigas.

4. Ë o esperma de Brahaspathi, oculto no rio.

5. Ë Soma, atacado por Krishna e salvo por lndra.

6. E a Lua escurecida, e Amsumati é um rio místico de ar onde ela mergulha para recuperar sua Iuz extinta, e os 10.000 são provavelmente demônios das trevas.

Nessas interpretações, encontram-se todas as características da teoria do orgônio de Reich e da superimposição e sexo cósmicos: o mergulho da Lua no oceano de orgônio azul etc.

Krishna, o Flautista

Krishna era um excelente músico; essa vibração tem a ver com a cor e a luz, e com a cura. Depois dessa análise da tríade hindu e do estudo de Krishna, impõe-se atentar para Sakti.

Sakti — (Durga, Kali, Chandi e Bhairavi)

A Deusa ou Maha-devi, esposa do deus Siva e filha de Himavathi ou das montanhas Himalaias. Como Sakti, ou energia feminina de Siva, ela tem dois caracteres: um meigo, o outro feroz; é com este último que é particularmente venerada. Possui grande variedade de nomes, aplicáveis a suas

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diversas formas, atributos, atos — esses nomes, porém, nem sempre são empregados com rigor e caracterização correta. Assim como:

1. Uma, ela é Luz e representa um tipo de beleza;

2. Gauri, eia é o amarelo ou brilhante;

3. Parvathi, a alpinista e

4. Himavathi — de sua ascendência;

5. Jagan-mata, ela é a mãe do mundo. Sob suas formas terríveis é venerada como:

6. Durga — a inacessível;

7. e 8. Kali e Syama — a negra;

9. Chandi e Chandika — a feroz

10. Bhairavi — a terrível, com esse caráter que lhe são ofertados sacrifícios sangrentos, que em sua honra se consumam as barbaridades do Durga-Puja e Charak-Puja, e que se celebram as orgias das Tantrikas, a fim de tornar-lhe propícios os favores e homenagear seus poderes. Ela possui dez braços, e em muitas de suas mãos existem armas. Como Durga, é uma linda mulher amarela, cavalgando um tigre de aspecto feroz e atitude ameaçadora.

Como Kali ou Kalila, a negra, representada com a pele negra, semblante horrendo e assustador, gotejando sangue, enrolada em serpentes, tendo pendurados a sua volta caveiras e cabeças humanas, e parecendo, sob todos os aspectos, mais uma fúria do que uma deusa.

Como Vindhya-vasini, a habitante das Vindhyas, é venerada no local que leva esse nome, onde os vindhyas alcançam o Ganges, próximo de Mirzapur, e diz-se que ai não deixam jamais parar de correr sangue diante de sua imagem. Como Mahamaya, ela é a grande ilusão.

O Durga-Puja é um sacrifício humano que existe até hoje na Índia. Segundo a tradição folclórica, a ponte Howrah, em Calcuta (cidade dedicada à deusa Kali), foi construída sacrificando-se uma criança para cada arco da obra. Outro exemplo é a história que nos foi contada sobre um colégio de Madurai, cidade do sul da Índia, famosa pelo templo que possui. Sete carpinteiros morreram num acidente de trem, a caminho do trabalho para a construção do colégio. A morte deles provocou comentários dos nativos:

O edifício tem agora um alicerce sólido. Fez-se o sacrifício de sangue. Na Índia de hoje, cabras ou galos, engordados especialmente para isso, são sacrificados a Kali. Fato singular que nos contou um empregado que comeu da carne do sacrifício: o alimento era insipido. Sempre que se constrói um edifício ou quando um campo produz uma boa colheita, ergue-se um espantalho para afastar o mau-olhado.

Savitr no Rig-veda é o estimulador, espécie de deus-Sol personificando o poder divino do sol. Apenas ele é o senhor da força vivificadora, o estimulador de todo o movimento e atividade. Savitr da Mão Dourada move-se entre o céu e a Terra e dá movimento ao Sot. É o médico divino que conduz

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para longe as doenças (remove-as); concede vida longa ao homem. Na ciência moderna corresponde à helioterapia.

Varuna é uma das mais antigas divindades dos Vedas, ficando abaixo apenas de Indra, e sob muitos aspectos compara-se sua posição à de Zeus no panteão grego. Relaciona-se ainda de perto, peto menos funcionalmente, ao Ahura Mazda iraniano. Como senhor supremo, associa-se também de forma íntima a Mitra, o deus-Sot, sendo um vidente curador.

No folclore Tamil. Varuna é o deus da chuva e lndra, como deus das nuvens, tern nestas seu veiculo. O mito de Varuna-Indra pode ser interpretado como o elemento básico da água, vital para a vida. Em épocas de seca, os reis hindus cumpriam a yaga, ou fogo do sacrifício, levada a cabo com ghee ou óIeo. despejado sobre as chamas, de modo que a fumaça, subindo aos céus, agradasse aos deuses, que abençoariam a Terra com chuvas.

Kaman é o deus hindu do amor que arremessa suas setas de flores no peito de suas vítimas, provocando distúrbios. As cinco flores por ele usadas em seu arco de cana-de-açúcar são o Lótus (branco ou vermelho); a Manga (amarelo-laranja); a Asoka (branca); o jasmim-selvagem (branco e muito perfumado) e o lírio d’água azul. Certa vez Kaman arremessou uma seta em Siva que, irritado. Iançou um raio de fogo de seu terceiro olho central. A faísca queimou o corpo de Kaman que perdeu a forma. Entretanto sua esposa Rathi implorou a Siva que recompusesse o corpo do marido. Siva determinou então que Kainan assumiria a forma apenas para a sua mulher. Para todos os demais ele ficaria disforme.

O fogo que provém da testa de Siva é, na verdade, a glândula pituitária que controla as demais glândulas do corpo. E empregada na cura; em nossa obra Nu Reflex Therapv, ela ocupa posição-chave. Na mitologia, o terceiro olho é um sinal de espiritualidade, de conhecimento e de alto grau de desenvolvimento. Dessa forma, a faísca de energia de Siva é destrutiva ou construtiva.

Buda - Ver China

A Ienda da Groselheira verde da mitologia Tamil guarda semelhanças com o mito chinês que fala da longevidade. Certa groselheira, tipo de árvore e não de arbusto, florescia outrora a cada cem anos e dava apenas uma fruta verde. Quem comesse desse fruto poderia viver por um longo tempo. O rei Athihamã, em reconhecimento ao talento da poetisa Av-vai, deu-lhe a rara groselha e com ela o dom da vida longa.

Agasthiar é aqui mencionado, embora a história registre trinta e sete homens com esse nome, que contribuíram para a cura. Reconhecido como grande erudito Tamil, foi um médico que defendeu uso de uma dieta inteligente e de um modo de vida segundo as leis naturais. No sul da Índia, ensinou o uso (e ele próprio o colocou em prática) da cor e do som na cura

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do doente. Isso assume importância, uma vez que a linguagem tamil é um idioma dravidiano primitivo que antecedeu o sânscrito e sofreu menos a influência deste.

China: Contribuição à Cromoterapia

O médico chinês usa muitas técnicas diferentes:

1. Olhar ou observação.

2. Ouvir.

3. Perguntar.

4. Sentir ou apalpar. Seu exame completo inclui também a consideração do que adiante expomos; advertimos, porém, o Ieitor, de que não procuramos incluir as sete emoções, os doze sistemas oficiais e os doze mapas anatômicos.

5. As cinco cores: verde, amarelo, vermelho, branco e preto.

6. Os cinco elementos: metal, madeira, terra, água e fogo.

7. Os cinco sabores: salgado, doce, ácido, amargo e acre.

8. As quatro direções: Ieste, sul, oeste, norte.

9. As quatro estações (17) são utilizadas como segue:

Primavera: cor verde; o elemento é a madeira; a direção é o leste; diz respeito ao fígado.

Verão: cor vermelha; o elemento é o fogo; a direção é o sul: diz respeito ao coração.

Outono: cor branca: o elemento ë o metal: a direção é o oeste; diz respeito aos pulmões.

Inverno: cor laranja: o elemento é a água: a direção é o norte: diz respeito aos rins.

Como os médicos chineses aplicam esses princípios no doente? Claro que neste livro podemos oferecer apenas um exemplo aleatório da aplicação. Consideram-se todos os Órgãos como possuindo certa relação com seus órgãos correspondentes: o intestino grosso com os pulmões, o baço com, o estômago, a bexiga com os rins e a vesícula biliar com o fígado, etc.

A cor do estômago é o amarelo (ver o tópico 5 acima); seu elemento é a terra (ver o tópico 6); a direção é o sul (ver o tópico 8); e o homem como um todo é analisado à Iuz da estação (ver astrologia chinesa). O mesmo exercício pode ser desenvolvido para qualquer dos demais órgãos.

Início da nota de rodapé

(17). Usa-se esse princípio no rádio. Tem-se melhor recepção quando as antenas estão voltadas para o sinal emitido. Entre os índios mexicanos, os sofrimentos são chamados de serpentes e possuem quatro cores que os relacionam com os pontos cardeais. São as serpentes azul, amarela, vermelha e branca.

Fim da nota de rodapé.

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China: Astrologia

Pode-se dizer que a astrologia é a mão esquerda do médico chinês, sendo utilizada nos diagnósticos; por exemplo, se uma pessoa nasce sob o signo de Leão, sua natureza é quente, sua tez é vermelho-escura e ela não pode se expor muito ao Sol nem ingerir alimentos estimulantes. A astrologia chinesa foi desenvolvida pelos próprios chineses, sendo considerada uma ciência antiga, testada pelo tempo e usada no dia-a-dia. De um modo geral, todos conhecemos a astrologia, mas os chineses e os hindus empregam-na como instrumento anatômico, associado aos cinco planetas que correspondem aos cinco elementos e aplicam-na ao corpo humano (ver a tabela abaixo). Na fisiologia, ela significa valores dos alimentos e é empregada como ciência da nutrição.

China: Auras

Na cultura chinesa as auras são normalmente representadas como ideogramas na areja. Convida-se formalmente o espírito a aparecer, protegendo-se o médium durante a cerimônia. Quando o espírito parte, traduz-se o ideograma registrado na areia. O pensamento chinês não devotou muita ênfase às auras. Os chineses desenvolveram uma teoria do yin e yang que lhes bastou. Quanto aos hindus, procuram em geral influenciar a aura pelo pensamento e pela meditação no nível mental. e pelos exercícios de Hatha-yoga no plano físico. Mais pragmáticos, e talvez menos imaginativos. os chineses não se preocupam com as auras individuais. Desenvolveram um sistema de cura, chamado acupuntura, que influencia as forças eletromagnéticas. Ao contrário dos hindus que empregam a meditação e a concentração, os chineses idealizaram um sistema onde o médico faz isso por eles.

Tabela 5

Início da tabela

Planetas: Vênus; Cinco elementos: Metal; Órgãos: Pulmões; Cores: Branco; Fisiognomia: Forte.

Planetas: Júpiter; Cinco elementos: Madeira; Órgãos: Fígado; Cores: Verde; Fisiognomia: Delgado;

Planeta: Mercúrio; Cinco elementos: Água; Órgãos: Rins; Cores: Laranja; Fiosiognomia: Gordo.

Planeta: Marte; Cinco elementos: Fogo; Órgãos: Coração; Cores: Vermelho; Fisiognomia: Magro.

Planeta: Saturno; Cinco elementos: Terra; Órgãos: Estômago; Cores: Amarelo; Fisiognomia: Atarracado.

Fim da tabela.

China: Auras

Na cultura chinesa as auras são normalmente representadas como ideogramas na areja. Convida-se formalmente o espírito a aparecer, protegendo-se o médium durante a cerimônia. Quando o espírito parte, traduz-se o ideograma registrado na areia. O pensamento chinês não devotou muita ênfase às auras. Os chineses desenvolveram uma teoria do yin e yang que lhes bastou. Quanto aos hindus, procuram em geral influenciar a aura pelo pensamento e pela meditação no nível mental, e pelos exercícios de Hatha-yoga no plano físico. Mais pragmáticos, e talvez menos imaginativos. os chineses não se preocupam com as auras individuais. Desenvolveram um sistema de cura, chamado acupuntura, que influencia as forças eletromagnéticas. Ao contrário dos hindus que empregam a meditação e a concentração, os chineses idealizaram um sistema onde o médico faz isso por eles.

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China: Yin e Yang (Animus e Anima), Morte, a Luz Dourada

Os hindus usam o termo prana para significar uma energia vital do homem. que é a energia cósmica, força indestrutível. Com a morte, o prana deixa o corpo. Não existe equivalente disso no taoísmo ou budismo chinês, mas procuremos explicar certos aspectos que tratam da busca e da crença no indestrutível: na Iuz dourada.

Ao longo da vida, o homem tem duas forças opostas, mas não antagônicas: o yang e o yin. O yang é positivo e masculino, e o yin é negativo e feminino. Movem-se em círculos, mudando constantemente de relacionamento consigo próprios e entre si. (Wilhelm e Jung chamaram ao yang de animus e ao yin de anima, a fim de ajustá-los a sua abordagem psicológica.) O hexagrama chinês do I Ching revela essas mudanças de relacionamento entre as forças do yang e os fluxo e refluxo resultantes, fluxo e mudança das forças da vida que constituem a vitalidade. Assim, o objetivo final da conscientização dos adeptos é caminhar na Iuz dourada. Com a morte, o yin (ou anima) afunda na terra e o yang ou (animus) libera-se para caminhar dentro da imensa luz dourada que vem a ser uma vibração nova.

Pode-se fazer esta analogia: suponha-se um círculo de homens e muIheres conversando numa sala e que uma bomba atômica caísse, destruindo todos ali presentes. Os que estivessem treinados em caminhar com seus corpos dentro da luz, abandonariam os corpos físicos no chão e se converteriam em fluxo de luz de vibração e cor brilhante, de tal modo que poderiam continuar conversando nesse outro nível. A questão na concentração e na meditação não é problema: apenas um mergulho no vácuo ou ficar no vácuo da luz dourada ou converter-se na flor dourada (18).

O Dicionário de mitotogia chinesa de Warner assim define o yin e o yang:

Princípios negativo e positivo da vida universal. Essas palavras significam em sua origem os lados escuro e Iuminoso de uma margem ilumina- da de Sol, e aparecem nos Tambores de Pedra (século VI1I a.C.). Na época de Confúcio, adquiriram o significado filosófico de dois aspectos da dualidade, que os pensadores chineses descobriram em todas as coisas. Vestígios dessa noção dualista aparecem no Grande Plano do Shu Ching, mas as palavras efetivas yin e yang, usadas nesse sentido específico, aparecem pela primeira vez nos comentários pseudoconfucianos sobre o I Ching.

Dessa forma, yang veio a significar: firmamento, luz, vigor, macho, penetração. a mônada. E simbolizado pelo Dragão, associando-se à cor azul-

Início da nota de rodapé

(18). Ver R. WiIhelm (traduzido e explicado por ele), The Secrer of The Golden Flower, Iivro chinês da vida, com comentários de C. G. Jung — Wehman Bros. Broadway, 3, Nova lorque, 1955. pp. 12-19. (Traduzido para o inglês por C. F. Bayfles.)

Fim da nota de rodapé.

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celeste e aos números ímpares. Em Fengshui, as formas elevadas de terra

(montanhas) são yang.

Analogamente, o yin passa a significar: Terra (antítese de firmamento), escuridão, quietude, fêmea, absorção, a dualidade. É simbolizado pelo Tigre, associando-se à cor Iaranja e aos números pares. Os vales e as correntezas têm a qualidade yin.

São representados respectivamente por uma Iinha reta inteira e uma linha partida: yang uma linha reta, yin uma linha partida.

Grupos de três dessas Iinhas são conhecidos como trigramas, grupos de seis como hexagramas, classificando-se o I Ching dentro dos sessenta e quatro hexagramas possíveis.

Em conexão com os cinco elementos (ou forças naturais), o yin e o yang têm sido usados pelo menos há dois mil anos, para a interpretação dos fenômenos da natureza, sendo a característica fundamental das teorias subjacentes ao Fengshui, à astrologia, à adivinhação e á medicina.

Os princípios de yin e yang foram divinizados como Tung Wang-Kung, a Mãe ReaI do Ocidente. O Pai Real vive numa espécie de paraíso no Oceano Oriental. A Mãe ReaI governa nas montanhas Kun-lun, que se diz serem o ponto de junção entre o firmamento e a Terra, e o Iugar, onde os vapores do yin e doyang se harmonizam. Uma vez por ano, Hsi Wang-mu vai ter com seu marido, atravessando sobre as costas de yin e yang um pássaro gigantesco, que, diz-se, protege-os — e marido e mulher passam juntos curto espaço de tempo. Esse pássaro é conhecido como o pássaro raro.

Tak Yang significa o Sol; Tai Yin, a Lua; Shao Yang, as estrelas fixas, e Shao Yin, os planetas. Acredita-se que esses quatro seres são as quatro primeiras combinações de yin e yang.

Mas supõe-se também que os próprios yin e yang provém de um grande fundamento, Tai Chi.

China: Mitologia

Hsi Wang-mu era a Mãe Real do Ocidente; formava também par com Mu King. Essa divindade era formada pela quintessência do Ar Ocidental. Como Mu King, formado do Ar Oriental, é o princípio ativo yang do ar macho e o soberano do Ar Oriental; assim Hsi Wang-mu, nascida do Ar Ocidental, é o princípio yin passivo ou feminino e a soberana do Ar Ocidental. Em cooperação, esses dois princípios engendram o firmamento e a Terra e todos os seres do universo, tornando-se desse modo os dois princípios da vida e da subsistência de tudo o que existe. Essa divindade é a cabeça do grupo de gênios que moram nas montanhas K’un-lun (equivalente taoísta do Sumeru budista), e de tempos em tempos mantém relações com devotos imperiais protegidos.

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O palácio de Hsi Wang-mu situa-se nas altas montanhas K’un-Iun, recobertas de neve. Ocupa uma área de 1 .000 Iis (cerca de 480 km), uma plataforma de ouro circunda suas ameias de pedras preciosas. Sua ala direita ergue-se à margem do Tsui Ho ou rio de Jaspe. É a residência usual dos imortais, que se dividem em sete categorias especiais, de acordo com a cor de suas vestes: vermelhas, azuis, pretas, violetas, amarelas, verdes e cor da natureza. Há uma fonte maravilhosa construída de pedras preciosas, onde se realiza o banquete periódico dos imortais. Chama-se a essa festa P’en-t--ao Hui, isto é, Festa dos Pêssegos.

A festa realiza-se às margens do rio de Jaspe, sendo frequentada pelos imortais masculinos e femininos. Além de diversas carnes sumamente delicadas, servem-se pernis de urso, lábios de macaco, fígado de dragão, tutano de fênix e pêssegos colhidos no pomar, dotados da virtude mística de conferir longevidade a todos que tenham a sorte de prová-los. Eram necessários três mil anos para que o fruto amadurecesse. Isso ocorria nos aniversários de Hsi Wang-mu, quando se reuniam todos os imortais para a grande festa, sendo a ocasião mais festiva do que solene, pois havia música de instrumentos invisíveis, e canções oriundas não de línguas mortais. Dessa cerimônia provém o costume de presentear mulheres de cinquenta anos e acima com a imagem de Hsi Wang-mu.

Chun T’i

A deusa da Alvorada ou deusa de Luz. Como Maritchi, ela era representada como uma mulher de oito braços, dois deles sustentando erguidos o Sol e a Lua. Era a protetora contra as guerras. Para os hindus, taoístas e budistas japoneses, é uma divindade estelar, residindo na Ursa Maior. Quando representada com três cabeças. a da direita é a de uma porca (na China e no Japão, à direita: na Índia. à esquerda). Tendo-a extraído do budismo, os taoístas colocaram-na em seu próprio panteão, por volta dos séculos VII ou VIII de nossa era. Então já não era mais a deusa da Alvorada. mas uma imortal com atributos guerreiros (como Kali-Unaa). O budismo Tantra representava-a como uma guerreira, possuindo dezesseis ou dezoito braços. Hoje, ela é venerada tanto nos templos budistas quanto nos taoístas. “A idéia primitiva está quase totalmente esquecida. exceto na arte pictórica...”

Chung K’uei

O imperador Ming Huang (715.756), atacado de febre, sonhou com um demonjozjn1o fantasticamente vestido com calças vermelhas, calçado com um sapato preto, mas tendo o outro pé descalço e um sapato pendurado na cintura. O imperador perguntou-lhe o nome: e a resposta foi Vazio

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e Devastação. Repentinamente apareceu um diabo enorme, usando um capuz esfarrapado e manta azul, uma fivela de chifre no cinto e botas de oficial nos pés. Avançou sobre o demoniozinho, arrancou-lhe um dos olhos, esmagou-o e comeu-o.

O imperador perguntou então ao recém-chegado quem ele era. Este seu servo humilde — replicou ele — é Chung Kuei, médico de Chung nan Shan em Shensi. No reino do imperador Kao Tsu (618-627), fui rejeitado ignominiosamente e privado injustamente da primeira classe nos exames públicos. Oprimido de vergonha, suicidei-me nas escadarias do palácio imperial. Ordenou o imperador que eu fosse sepultado envolto em manto verde (reservado aos membros do clã imperial); cheio de gratidão por essa graça jurei proteger o soberano em qualquer parte do império contra o mal do demônio Hus Hao. Depois dessas palavras, o imperador acordou e viu que a febre o deixara.

Seu nome, Chung Kuei, é usado para espantar os maus espíritos. O demônio representa a febre, o demônio de azul reduz a febre; o imperador acorda liberto da febre. Exemplo perfeito da cromoterapia!

Deuses dos Rins e do Fígado

O deus do rim esquerdo era Chun Yuan-chen, cujo corpo tinha dez centímetros de altura e sua cor variava: branco, vermelho, verde ou qual. quer das outras cinco.

O deus do rim direito era Hsiang Ti-wu, sendo designado Tao Sheng: seu corpo media nove centímetros e sua cor era o branco ou preto.

O deus do fígado tinha dois nomes: K’uai-chun, média 15,5 centímetros, a cor era o azul-amarelado; Fang Chang, Estilo ou Medida, Tzu Yuan.

Entende-se que Buda possui trinta e dois princípios de beleza, sendo sua cor mais destacada o amarelo-Ouro. Impõe-se salientar para a aplicação nas práticas modernas de cura os seguintes:

a) Ele possuía uma espinha dorsal perfeita. Essa é a base da quiroterapia e da medicina física.

b) EIe possuía os lóbulos das orelhas enormes. Na yoga e na terapia Nu Reflex os Ióbulos da orelha representam uma parte importante na regeneração e na cura.

c) No samádi e ao morrer, sua imagem é representada com uma perna maior que a outra. Na terapia Nu Reflex essa diferença no comprimento da perna é o método usado tanto no diagnóstico quanto na cura.

d) Cada fio de seu cabelo enrola-se para a direita, um fio de cada poro, de forma destra. lsso confirma a assertiva de Sir William Lawrence Bragg de que o homem não passa de um saca-rolhas destro. A aplicaçao desse principio à moderna bioquímica é da máxima importância. A

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imagem de pedra de Galvihara, representando o Buda reclinado, e que se vê em Polonnawura, no Ceilão, revela de forma notável essas qualidades.

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SEGUNDA PARTE - Como Curar pela Cor

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Capítulo 3

COMO EMAGRECER OU ENGORDAR PELA COR

Vimos introduzindo o leitor diretamente na cromoterapia, por isso fornecemos aqui um conjunto de orientações que podem ser seguidas e testadas pelas reações de seu próprio corpo e de suas necessidades individuais. Se a pessoa está precisando emagrecer, deve ler as orientações que se seguem, a fim de que compreenda como aplicar a cromoterapia a suas próprias necessidades. Se quiser engordar, deve estudar as orientações sumariadas que se aplicam a sua necessidade particular. O auto-interesse e a automotivação lhe ensinarão rapidamente como assimilar, também rapidamente, um dos propósitos deste estudo.

Esse uso medicinal das cores funciona. A prática baseia-se em princípios científicos sólidos que alcançaram muito êxito pelo mundo todo. Ademais, esses princípios atuam de conformidade com as Ieis naturais eternas, universais e imutáveis. Numa simples palavra, pode-se acrescentar que a cromoterapia é uma aplicação natural e racional da medicina preventiva e curativa.

Introdução Geral à Dieta

O tema mais popular nos periódicos de hoje é a dieta ou regime. Existe a dieta de muitas proteínas e a de muitos carboidratos; há a dieta de pouca proteína e a de pouco carboidrato. Algumas pessoas contam suas calorias como se contassem dinheiro, e outras não lhes Iigam a mínima. Alguns acreditam na dieta de Schmendrick, outras a amaldiçoam. Alguns comem como cavalos e permanecem magros; outros, comendo como cavalos, se assemelham a eles. O vegetariano está convencido de que a carne é a causa de todas as doenças humanas, e o carnívoro zomba das comidas de coelho. Um especialista afirma que o alimento A é maravilhoso outro afirma que o alimento B é maravilhoso; um terceiro declara que os alimentos A e B são maus para o homem. Talvez todos tenham razão — como o

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juiz que ouviu um marido testemunhar contra a própria mulher. Ele se queixava de que ela era má, e o juiz balançando a cabeça, observava: “Você está certo”. Quando a mulher testemunhou a respeito do marido, o juiz, em resposta às suas queixas, replicou: “Você está certa”. Quando a esposa do juiz recordou-lhe que não era possível ambos estarem certos, ele respondeu-lhe: Você também está certa, minha querida.

Boa parte da população passa fome durante meses para perder peso, e depois, numa questão de dias, joga tudo pela janela; passam do regime de Schmeridrick para o de Nebich, ou para outro qualquer que esteja em moda. Seu peso, porém, permanece o mesmo. Outra parte enorme das pessoas procura engordar. Ingerem alimentos ricos em calorias e não se preocupam com o colesterol: no entanto, seus colarinhos continuam folgados. Os regimes são como a loteria, só que em vez de metade da população estar vendendo bilhetes e a outra metade comprando-os, tem-se metade da população tentando emagrecer e outra metade tentando engordar.

Um médico diz que a tiróide está avariada; outro, o fígado ou a pituitária. Os pacientes carecem da vitamina X: precisam da vitamina Y; precisam de nova abordagem da vida. Tanto as pessoas obesas quanto as magras sofrem da mesma doença: desequilíbrio do corpo e desequilíbrio das cores. Por que das cores? Porque o alimento não passa de cor materializada pela planta que capta a luz e produz o alimento pelo processo de fotossíntese. Ao digerir o alimento, o homem reduz novamente a forma material a Iuz e cor. A luz é a conexão entre a consciência e o modelo-padrão, entre a idéia e a forma, e no crescimento da planta vê-se uma relação direta entre a luz e o surgimento do modelo-padrão.

A magreza ou o peso abaixo do normal é o resultado do desequilíbrio entre os raios azuis e os vermelhos. Se uma pessoa é magra, isso é consequência de dose excessiva de raios vermelhos ou da diminuição ou fa1ta de raios azuis. Para readquirir o equilíbrio, é preciso expor o corpo aos raios azuis, é preciso ingerir alimentos que contenham os raios azuis do espectro e é preciso beber duas vezes ao dia água solarizada azul.

O excesso de peso é devido ao desequilíbrio no corpo entre os raios vermelhos e os raios azuis do espectro. A obesidade é o resu1tado de dose excessiva de raios azuis ou da fa1ta de raios vermelhos no corpo. Para recompor o equilíbrio e a harmonia, é preciso expor o corpo a raios vermelhos, comer alimentos que contenham raios vermelhos e beber duas vezes ao dia água solarizada vermelha.

A Perda de Peso Através da Cor

O excesso de peso é consequência do desequilibro entre os raios vermelhos e azuis que o corpo extrai principalmente dos alimentos e de outras fontes. A pessoa obesa e que deseja emagrecer levar em conta este princípio:

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O corpo ressente-se da insuficiência de raios vermelhos porque está com excesso de raios azuis. O corpo está intoxicado de raios azuis e carente de raios vermelhos.

Como acrescentar raios vermelhos ao corpo? Como sintonizá-lo, fazê-lo vibrar e absorver os raios vermelhos de que precisa? Sigam-se os passos abaixo indicados, tomando-se esta precaução: Jamais se exceda no tempo de exposição. Em caso de dúvida, exponha-se menos. Super exposição, jamais! Os raios infravermelhos não devem ser usados nunca.

Quatro Passos Para Alcançar uma Reserva de Raios Vermelhos

1- Exponha o corpo a um banho de luz vermelha.

1. Prepare seu equipamento: uma lâmpada de bulbo vermelho, de pelo menos 15 watts; uma segunda lâmpada de luz branca normal, fosca ou não; um despertador; um conjunto de discos: músicas de movimentos rápidos, excitantes ou marciais que induzam à ação ou provoquem o estímulo. Disponha o som de modo que toque música ininterrupta durante trinta a quarenta minutos.

2. Arrume o equipamento de modo conveniente, próximo de sua cama ou em qualquer lugar em que você possa estirar-se ou sentar-se de modo tal que, sem muito movimento do corpo e sem perturbar sua posição de relaxamento, você possa acender as Iuzes, regular o despertador e escutar a música. Garanta completo isolamento.

3. Ligue o som, deite-se na cama e relaxe o corpo despido; procure afastar os pensamentos irritantes ou desagradáveis. Conceda-se dois minutos até que a música provocante o estimule.

4. Acerte o relógio para tocar após cinco minutos; acenda a luz branca e deixe-a incidir sobre sua cabeça e corpo, enquanto você ouve a música movimentada.

5. Ao soar o toque de cinco minutos, acerte o relógio para tocar após outros dez minutos e troque a luz branca pela vermelha. Deixe a luz vermelha incidir-lhe sobre a cabeça e o corpo, em especial sobre o estômago, as costas e os pés. Deixe os raios vermelhos correrem pelo corpo. Assegure-se de que o bulbo não o queime.

6. Soado o alarme dos dez mu-lutos, apague imediatamente a luz vermelha.

7. Acenda a luz branca e ajuste o despertador para mais quinze minutos. Faça a luz branca incidir sobre sua cabeça e corpo, enquanto seu eu continua estimulado pela música excitante.

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Precaução:

Se, ao usar a luz vermelha, a pessoa sentir-se febril e cansada, deverá mudar para Iâmpada de bulbo cor de laranja. Se a febre for persistente, ou ocorrer diarreia que dure mais de um dia, deverá usar Iuz de bulbo azul durante cinco minutos — não dez — acompanhada de quinze minutos de luz branca. No dia seguinte ao da febre, poderá retornar ao uso da luz vermelha.

Pessoas hipertensas ou com taquicardia devem substituir a luz vermelha pela de cor laranja. O vermelho eleva a pressão do sangue, o que é contraindicado nesses casos, ao passo que a cor Iaranja estimula e eleva a pulsação, sem aumentar a pressão sanguínea.

8. Esse método de usai música e expor-se a dois raios diferentes de luz deve ser seguido pelo menos durante quarenta dias, mas não além de sessenta... Se possível, sem nenhuma interrupção na rotina diária, de tal modo que se estabeleça um comportamento de resposta-padrão d luz vermelha. Lembre-se do objetivo: restaurar o equilíbrio adequado dos raios vermelhos no corpo. Será produtivo expor o corpo sempre à mesma hora do dia. Os melhores momentos para carregar o corpo desses raios energizantes são o alvorecer, o pôr-do-sol e o meio-dia. Entretanto, recomenda-se apenas que se escolha a meia hora do dia que possa ser dedicada regularmente ao exercício. A fidelidade à hora é recomendada, mas não se deve ser absolutamente inflexível. Fica ao bom senso de cada um seguir um programa razoavelmente consistente e dentro de certa regularidade.

Insiste-se quanto â exposição diária: essas cargas de luz interestelar abastecem as baterias do corpo; por isso essas cargas cósmicas diárias são imperativas. Lembre-se: cargas cósmicas diárias!

Pense no que acontece com a bateria de seu carro: se você deixar de carregá-la, no dia seguinte, o carro não anda. O corpo precisa adaptar-se aos novos padrões: aí está por que se dá ênfase à regularidade.

2 — Coma alimentos ricos de raios vermelhos do espectro.

Quem quer perder peso deverá escolher alimentos ricos de raios vermelhos do espectro; isso significa que os alimentos precisam ser bem dota- dos de raios vermelhos, amarelos e laranja. A lista abaixo arrola parcialmente esses alimentos:

Vermelhos: beterraba, repolho, cereja, berinjela, carne, cebola, pimenta, rabanete, morango, tomate, frutas e legumes de pele ou casca vermelha, agrião, melancia, cará (inhame).

Amarelos: abricó, manteiga, cenoura, melão, toranja, milho (cereais), limão, laranja, cebola, pêssego, mamão, abóbora, tangerina, nabo, gema de ovo.

Laranja: todas as frutas e legumes de pele ou casca de laranja, cenoura, nabo sueco.

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3 - Beba água solarizada vermelha.

o que é a água solarizada vermelha? A água contida num recipiente vermelho e exposta e iluminada pelos raios do Sol.

Como prepará-la? Tome um copo, garrafa ou qualquer recipiente de vidro vermelho. Encha-o d’água e coloque-o onde o Sol possa incidir diretamente sobre o recipiente e o conteúdo. Deixe-o pelo menos uma hora, de sorte que o sol atuando sobre a água, através do vidro vermelho, carregue-a de seus raios vermelhos.

Se não for possível conseguir um vidro vermelho, utilizem-se filtros dessa cor.

Precaução:

O recipiente com os raios vermelhos precisa ser trocado a cada dois dias na estação quente e a cada dez dias no inverno. É necessário precaver-se no tempo frio, a fim de que o vidro não se congele e quebre. Deixe uma sobra para a expansão — não encha o recipiente até a boca.

4 — Visualize o vermelho e em seguida direcione o uso da respiração de cor através da meditação.

As pessoas treinadas nas técnicas de meditação e na sugestão mental podem empregar a visualização e o uso direcionado da cor na respiração de cor. Nota: Saliente-se aqui que é extremamente importante a mudança da hora do tratamento.

1. Respire profunda e regularmente, conforme se prescreve para a meditação.

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2. Visualize os raios brancos entrando no corpo pela cabeça e pelos pés: esses raios brancos varrem o corpo por dentro e por fora, envolvendo, o externa e internamente. Faça isso apenas durante dois minutos.

3. Depois, visualize os raios vermelhos fluindo da terra, penetrando peIa sola dos pés e subindo em ondas até o topo da cabeça. Concentre-se nesse movimento ondulatório que sobe através dos pés, durante dois minutos.

4. Em seguida, concentre-se nos raios brancos (repita o item 2); durante cinco minutos, deixe a energia radiante, branca e cósmica banhá-lo. Você estará então num estado de equilíbrio e harmonia entre os raios vermelhos e os azuis.

O Ganho de Peso PeIa Cor

A magreza é fruto do desequilíbrio entre os raios vermelhos e os azuis que o corpo extrai dos alimentos. A pessoa magra que deseja modelar o corpo acrescentando-Ihe peso agirá de acordo com este princípio:

O corpo sofre com a insuficiência de raios azuis porque tem excesso de raios vermelhos. Ele está saturado de raios vermelhos e subnutrido de raios azuis.

Como acrescentar raios azuis ao corpo? Como entrar em sintonia, vibrar e absorver os raios azuis necessários? Siga os passos abaixo indicados. tomando o seguinte cuidado:

Jamais ultrapasse os tempos indicados. Em caso de dúvida, exponha-se menos. Jamais se superexponha!

Quatro Passos Para Construir-se uma Reserva de Raios Azuis

1 — Exponha o corpo a um banho de luz azul.

1. Prepare o equipamento: uma lâmpada de bulbo azul, de pelo menos

15 watts, podendo ter mais: uma lâmpada branca comum, fosca ou não um despertador; um conjunto de discos de música calma, serenamente relaxante e apaziguante — colocado, se possível, num toca-discos que toque no mínimo 30 a 40 minutos.

2. Coloque o equipamento próximo da cama de modo que, sem prejudicar sua posição de relaxamento e sem grande movimento do corpo, você possa acender a Iuz, ajustar o despertador e ouvir a música. Garanta isolamento total.

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3. ligue o toca-discos, deite-se na cama e relaxe o corpo despido; procure afastar da mente as irritações e os aborrecimentos. Conceda-se um ou dois minutos para concentrar-se e atentar calmamente na música.

4. Ajuste o despertador para tocar após cinco minutos. Acenda a luz branca deixando, a incidir sobre sua cabeça e corpo, enquanto você ouve a música leve.

5. Passados os cinco minutos, ajuste o relógio para mais dez minutos; apague a Iuz branca e acenda a azul, deixando que ela incida primeiro na cabeça, depois no corpo.

6. Passados os dez minutos, apague imediatamente a luz azul.

7. Em seguida, acenda a Iuz branca e ponha o despertador para tocar dentro de quinze minutos. Deixe a luz incidir-Ihe sobre a cabeça e o corpo, enquanto você concentra a mente repousada na música, evitando todos os pensamentos aborrecidos.

Cuidado: Se a pessoa for hipertensa, valha-se de Iuz de bulbo verde ou azul, em vez do índigo.

8. Esse ritual de música e de exposição a dois raios diferentes de luz deve ser seguido no mínimo durante quarenta e cinco dias, mas não além dos sessenta. Se possível, sem interrupção na rotina diária, de modo que se estabeleça um comportamento da resposta-padrão à cor azul. Lembre-se do objetivo: recompor o equilibro adequado dos raios azuis no corpo.

Seria mais eficaz expor o corpo sempre â mesma hora do dia. Além de enfatizar que os melhores instantes para abastecer o corpo desses raios energizantes são o alvorecer, o pôr-do-sol e o meio-dia — advertimos apenas o leitor que escolha a meia hora do dia que possa ser dedicada regularmente ao exercício. Recomenda-se constância à mesma hora sem, porém, inflexibilidade absoluta. Deixa-se à pessoa seguir seu bom senso na observância de um programa razoavelmente consistente e dentro de certa regularidade.

lnsistimos quanto à exposição diária: as cargas de luz interestelar abastecem as baterias do corpo. Por isso essas cargas cósmicas diárias são imperativas. Lembre-se: cargas cósmicas diárias!

Pense no que acontece à bateria de seu carro: se você deixar de carregá-la, no dia seguinte, o carro não anda. O corpo precisa adaptar-se aos no- vos padrões; daí insistirmos na regularidade.

11 — Coma alimentos ricos de raios azuis do espectro.

A pessoa magra que busca aumentar o peso do corpo deve escolher alimentos ricos de raios azuis do espectro. Eis alguns dos alimentos básicos dotados pela natureza dos raios azuis exigidos, combinados com raios brancos:

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Todas as frutas e legumes de peie ou casca azul: péra — batata — variedades de amoras — peixe — ameixa — uva — aspargos — frango — aipo — pastinaca — vitela.

3 — Beba água solarizada azul.

O que é a água solarizada azul? Ë a água colocada num recipiente azul exposto e irradiado pelo sol. Como prepará-la

Escolha um copo azul, garrafa azul ou qualquer recipiente de cor índigo, azul ou violeta. Encha-o com apenas 3/4 d’água. Coloque-o, bem como o conteúdo, ao sol, pelo espaço de pelo menos uma hora, de modo que este atue sobre a água, através do vidro, carregando-a de raios azuis.

Se não for possível encontrar um vidro de cor azul, valha-se de filtros dessa cor.

Considerando que os raios azuis são antissépticos, a água irradiada por eles pode ser conservada por uma semana ou dez dias. Deve-se cuidar para que o vidro não quebre ou a água não se congele com o frio. Daí por que se completa apenas 3/4 do vidro com água.

4 —. Visualize o azul, depois direcione o uso da respiração da cor através da meditação.

As pessoas treinadas nas técnicas de meditação e da sugestão mental podem empregar a visualização e o uso direcionado da cor na respiração. Há, porém, uma alteração no tempo de duração.

1. Respire profunda e regularmente, como prescrito para a meditação.

2. Visualize os raios brancos da atmosfera cósmica fluindo para a cabeça. Concentre-se nisso apenas durante dois minutos.

3. Visualize raios azuis fluindo na moleira (o ponto mole sobre a cabeça dos bebés e endurecido nos adultos) e projetando-se pelo corpo abaixo. Faça isso apenas durante dois minutos. Tente projetar os ra1os azuis da moleira para outras partes do corpo. Chegar-se-á assim ao equilíbrio do corpo.

4. Em seguida, concentre-se na luz branca e deixe a energia cósmica banhá-lo por cinco minutos. Veja-se num estado de equilíbrio, tendo os raios vermelhos e os azuis em harmonia.

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Capítulo 4 – Propriedades da cor

A. Propriedades gerais da cor

1. A luz contém atomicidade. Em forma de Iuz, a cor faz parte do espectro eletromagnético1.

2. Todas as ondas eletromagnéticas são idênticas quanto ao comprimento e frequência de onda.

3. Todos os tipos de energia radiante viajam à mesma velocidade: 300.000 quilômetros por segundo; esse número, dividido pelo comprimento de cada onda, estabelece sua frequência.

4. Cada cor tem um comprimento específico de onda, entre 1/63 e 1/126 milionésimo de centímetro, por isso varia em frequência e força de impacto.

S. O valor de cada cor é controlado por sua amplitude, tendo os valores claros amplitude maior do que os escuros.

6. As ondas do espectro eletromagnético servem para um número quase ilimitado de usos: rádio, televisão, fotografia infravermelha, lâmpadas ultravioleta, luz fluorescente, raio X etc.

7. As variações do impacto sobre os olhos afetam as atividades muscular, mental e nervosa. Os testes mostram que, sob luz comum, a atividade muscular tem vinte e três unidades empíricas. Aumenta ligeiramente sob luz azul. A luz verde incrementa-a um pouco mais. A amarela eleva-a para

Início da nota de rodapé.

(1). O efeito Doppier aplica-se às ondas de luz e de som. As ondas de luz aparecem aos olhos como mais longas, quando provêm de um objeto que se afasta do observador; parecem mias curtas e compactas se o objeto se aproxima do observador. Com a luz, o efeito mostra-se colorido. As ondas luminosas são mais longas no extremo vermelho do espectro e mais curtas no extremo violeta. As ondas luminosas vindas de um objeto que se afasta do observador mudam o espectro para a extremidade vermelha, fenômeno a que se dá o nome de “deslocamento vermelho”.

Fim da nota de rodapé.

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30 unidades. Sujeitando-se uma pessoa á cor verde durante cinco minutos. alterar-se-á sua atividade mental e física. A ação da cor é específica. Cada cor reage e atrai para o corpo uma corrente especial de energia vital, extraída do ambiente.

B. Propriedades físicas e fisiológicas da cor

8. A cor possui força, peso, ação e temperatura. Essas são suas propriedades básicas; as demais são extensão ou refinamentos dessas quatro (esta é a chave da cura pela cor. semelhante ao uso dos números de zero a nove na matemática).

9. A temperatura da cor: quente versus frio: vermelho, Laranja, amarelo e infravermelho são raios quentes, produzem calor e força para criar reações químicas no corpo.

Quanto maior a resistência, maior o calor. O vermelho combinado com o amarelo tem alto poder de penetração. O azul, o violeta e o ultravioleta são raios frios.

Medida de calor: variam as quantidades de calor nas cores. Para mediIas, coloca-se um termômetro num copo colorido d’água; os raios vermelhos emitem maior quantidade de calor, e os raios azuis, menor.

10. Peso e força da cor: medem-se essas propriedades fazendo incidir um raio de luz sobre uma régua em posição de perfeito equilíbrio: a régua penderá no sentido da Iuz.

11. Ação da cor: aumento ou diminuição das vibrações. Todas as formas de energia ou de vibrações relacionam-se entre si, podendo facilmente aproximar-se ou afastar.se de outra. O calor pode converter-se em luz que, quando aplicada às plantas, é vital para sua nutrição, crescimento e reprodução.

C. Propriedades inter-relacionadas da cor

Nota: Daqui em diante não tentaremos mostrar a aplicação dos princípios enunciados a outros princípios específicos, porque todos eles se entrelaçam numa verdadeira textura de inter-relações.

12. Claro versus escuro como uma propriedade:

O amarelo e o verde são raios claros (o termo claro não exprime o extremo claro do espectro).

O azul, o violeta e o índigo são raios escuros.

Os raios escuros não têm a mesma força de penetração dos claros e muitas vezes não atravessam o vidro. Os efeitos psicológicos derivam dos raios claros ou escuros.

13. A mistura de pigmentos não produz luz idêntica à da mistura dos raios luminosos do espectro.

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14. A doença manifesta-se como cor através de equivalentes energéticos. Cada doença provoca a emissão de energia pelo corpo. A energia varia de acordo com a doença. Todas as energias têm cor.

A condição da doença do corpo pode, portanto, Ser conhecida pela cor que se manifesta. Cada cor tem uma vibração específica, uniforme e invariável.

15. Toda pessoa possui um ritmo normal, alterado pelo desequilíbrio do tecido do corpo. O ritmo pode tomar-se muito rápido ou muito lento.

16. Não se deve tratar a doença apenas pelo se nome ou pela sua vibração isolada; tratem-se as necessidades da cor da pessoa como um todo.

17. Entre os extremos dos pólos negativo e positivo existem uma diversidade infinita de nível e de vibração.

18. A energia negativa ou eletricidade é irritante e estimulante para o corpo.

19. A energia positiva é sedativa e relaxante.

20. Algumas cores avançam e outras recuam. O laranja, o vermelho e o amarelo são cores que avançam; fazem, por exemplo, uma sala parecer menor. A púrpura, o azul, o violeta e o verde são cores que recuam e fazem uma sala parecer maior.

21. O azul ajuda na miopia, física e psicologicamente, porque arrasta o ego para fora, faz a pessoa voltar-se para fora, de maneira tal que ela se move em harmonia com o ambiente. O vermelho é útil nos casos de presbitismo ou nas pessoas com hipermetropia; leva a pessoa ao egocentrismo. Neste caso, o vermelho faz o ego recuar ao self. Essa pessoa está muito presa a seu campo de ação e não é suficientemente egocêntrico. Emprega-se o azul para fazer o introvertido sair da concha. O azul faz as forças da cabeça descerem pelo corpo. O vermelho remete as forças das partes baixas para a parte superior do organismo. O diafragma é o regulador e o distribuidor dessas duas forças; a que induz para cima e a que faz crescer.

22. Misturada com o branco, uma cor adquire matiz.

23. O efeito da cor como calor: a cor aumenta ou diminui o calor de uma sala; eleva ou abaixa a temperatura, repele ou concentra os raios.

24. A cor possui outros efeitos poderosos sobre as funções corporais que são de natureza tanto física quanto mental. Muitas delas carecem ainda ser pesquisadas; algumas, porém, são conhecidas, como se verá a seguir.

25. As reações da retina i cor têm um efeito vital sobre o sistema nervoso

26. A cor desenvolve a ionização que é essencial à vida.

27. A pele tem a propriedade (seletividade das células) de selecionar a cor de que necessita — quer em condições normais, quer quando um processo anormal ocorre no corpo.

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Ambas as situações podem e de fato acontecem ao mesmo tempo. O tecido altera a emanação de luz para alcançar suas exigências particulares. De acordo com o Dr. George Stan White, um dos pioneiros em cromoterapia deveriam ser observados os seguintes fatos:

a) Ocorre uma a1teração no caráter da energia de Iuz que passa pelo organismo.

b) A energia que penetra no corpo não é a mesma energia que entra em contato com a pele. A pele é um filtro natural e provoca mudanças.

c) A energia resultante que penetra no corpo, depois de filtrada pela pele, é, até certo ponto, absorvida pelos fluidos corporais, absorção essa que depende da proporção dos compostos irritantes ou não irritantes. Estes últimos são absorvidos.

d) Importa, no que tange ao calor, a energia resultante e não, como se supõe, a energia radiante das diversas frequências.

e) A energia radiante resultante que é absorvida internamente difere segundo a fonte de energia e também segundo o tipo de filtros usados. A luz é um alimento natural e a energia radiante é um agente catalisador que faz o corpo extrair de outros alimentos aquilo que não obteria, se a energia radiante não fosse ministrada. Os poros da pele fecham-se quando sujeitos a um filtro constante de luz forte ou de energia radiante.

28. As cores radiantes atuam sobre o movimento:

A cor radiante fornece um meio mais refinado de distinguir o grau e os tipos de movimentos do que qualquer instrumento. Isso porque a cor radiante interfere ou neutraliza toda a energia que atua sobre uma força de energia vital, assim como uma onda neutraliza outra onda de força e magnitude iguais. Todos os métodos e os agentes de calor, para atingirem seu objetivo, precisam ter o estado normal de um grau e tipo de movimentos normais.

29. Eis nossa teoria acerca das cores radiantes:

Quando se aplica uma cor complementar numa área doente, essa cor interfere nas radiações da doença e produz um equilíbrio temporário que pode parecer a cura da doença. Na realidade, trata-se da própria doença num disfarce diferente, pois a causa é a mesma. Quando o fator de pressão não é removido, o médico está tratando apenas os sintomas. (Essa manifestação ou cura temporária deve-se ao sincronismo da cor complementar com a vibração dos órgãos do corpo que tem também sua faixa normal de frequência determinada.) Removido o fator de pressão e restabelecida a vibração normal, a conservação do corpo afirma-se, e o organismo tende a permanecer no padrão fixo chamado saúde. Com a remoção do fator de pressão, retorna o organismo a sua faixa de frequência normal ou saúde, pois qualquer vibração fora da frequência determinada normal é doença.

30. A cor que um objeto parece ter é a cor que o objeto não pode absorver. A cor vista pelo olho é a que está sendo emitida ou repelida.

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31. Como ver as cores complementares: Para ver as cores complementares, olhe para um objeto colorido por alguns instantes, e depois volte rapidamente o olhar para uma superfície branca. Aparecerá a imagem do objeto, mas com a cor complementar à do valor efetivo. Esse será o valor exato da cor do matiz original, mas se tornará gradualmente mais claro.

Depressa se desvanecerá a imagem, aparecendo, porém num matiz alterado. Essa alteração secundária pode, às vezes, ser útil nos tratamentos. É preciso conhecer as cores complementares de cada cor, pois os opostos têm um efeito mais poderoso quando usados alternadamente.

Mapa das cores complementares:

O vermelho é complementar do azul.

O azul é complementar do vermelho.

O violeta é complementar do amarelo.

o violeta é complementar do laranja.

O amarelo é complementar do violeta.

O laranja é complementar do violeta.

O verde é complementar do magenta.

O magenta é complementar do verde.

D. Propriedades físico-quimicas da cor:

32. Os raios elétricos ou químicos (actínicos) são azuis, violeta e ultravioleta.

33. Os raios ácidos são cores e substâncias químicas onde predominam as forças elétricas: azul, violeta e ultravioleta são as cores químicas: o azul associa-se ao frio.

34. As cores alcalinas são de natureza térmica: quanto ao caráter são expansivas e repousantes. O vermelho é de natureza quente; na doença, o vermelho é o calor expresso como febre, vermelhidão e inflamação. Em termos psicológicos. o vermelho é a cor da ira da vergonha e da paixão.

35. A cor desenvolve a ionização que é essencial ì vida.

36. Existem afinidades entre as energias de certas cores que têm atributos opostos, assim como há afinidades entre certos elementos na química.

37. A cor tem polaridade.

E. Propriedades psicológicas da cor

Essa análise encontra-se na seção sobre Diagnósticos.

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Capítulo 5 - PODERES DE CURA DAS CORES INDIVIDUAIS

Alguns Lembretes Sobre a Cor e a Cura

1. A vida é cor: cada órgão tem sua cor especifica.

2. Toda cor tem inteligência e polaridade.

3. Cada cor conhece seu papel funcional e atua de forma seletiva.

4. Cada cor executa seu trabalho individual e coletivamente.

5. A cor certa é o alimento certo no lugar certo e na hora certa.

6. O homem é a cor viva na quadragésima nona vibração.

As cores individuais serão detalhadas em forma de inventário, segundo se aplicam às doenças, listando-se suas propriedades de cura. Antes, porém, de serem inventariadas, relacionamos alguns aspectos de fisiologia, face ao papel vital que representa a vibração da cor. Sem a cor ocorre a morte. Com a cor tem-se a fisiologia. Não se fará menção ás diversas teorias acerca das cores individuais e às suas qualidades de cura, pois a multiplicidade de opiniões, como os mares numerosos, já fluíram e refluíram na Primeira Parte deste estudo. Particularmente a natureza da matéria e a equivalência de suas cores. o emprego da cor no metabolismo e na febre, o papel dos remédios em contraste com o papel das cores serão agora detalhados, sendo mais tarde enfocados contra o pano de fundo das descobertas de Rife, que valendo-se de técnica especial, mostrou como o micro-organismo em sua cor natural, mudava de natureza e forma, transformando-se num organismo maligno ou inofensivo. O que o homem busca no caminho da cura é descobrir a lei, resumida de forma tão parcimoniosa e segura quanto a Lei de Einstein: E MC2

Em nossa opinião, todas as doenças que não sejam defeitos congênitos ou lesões causadas por acidentes representam

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O Efeito do Desequilíbrio da Cor

1. Excesso de energia de cor num dos extremos do espectro.

2. Falta de energia de cor num dos extremos do espectro.

Ambas as situações resultam de um desequilíbrio entre as energias dos dois extremos do espectro.

3. Incapacidade do organismo e de seu mecanismo de equilíbrio para usar e ajustar-se às cores do espectro.

Natureza da Matéria na Quadragésima Nona Vibração

A análise do espectro mostra que os elementos não têm cor pura; portanto, todos os elementos são compostos e o mais puro dos elementos é a cor. A matéria desintegra-se, e toda a matéria emite radiação em consequência desse processo de desintegração; a luz é uma função da desintegração da matéria. O SoI não libera luz (diretamente), e sim emite energias que brotam da combustão. Essas energias convertem-se em luz pela fricção ao atravessar a densidade da atmosfera. A cor é uma parcela de luz: uma partícula mínima da quadragésima nona vibração.

O som, o calor, a luz, o magnetismo são todos a mesma energia, diferindo apenas na frequência de vibração e no meio de transporte. Todas as energias conhecidas compõem-se de frequências oscilatórias em diferentes meios de transportes, e toda a vida (em contraste com a matéria na qual se manifesta a vida) compõe-se de energias, fácil, pois, entender como o emprego da luz fortalece as energias vitais do corpo humano através da polaridade.

O magenta (vermelho e violeta) tem o mesmo índice oscilatório ou de vibração que o verde: no entanto, a cor visível é diferente do verde e os efeitos sobre o corpo também são diferentes.

Surge então a pergunta: como explicar que duas cores possam ser diferentes, possuindo ao mesmo tempo o mesmo índice de vibração? A resposta é que o índice de vibração não é o único fator determinante da cor. Outro fator importante é o direcionamento, no que se refere ao plano de polarização. No caso do magenta, ele possui o sentido de rotação oposto ao do verde. A fórmula química do carbono, do carvão e do diamante é a mesma. A diferença está na forma como os átomos se agrupam. Os mesmos átomos, agrupados numa ordem diversa, produzem resultados distintos. Afirma Ghadiali que o verde é o pólo norte do corpo e o magenta, o polo sul. Ambos atuam juntos e não podem ser isolados: como os dois pólos de um ímã.

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Remédios ou Cromoterapia

Hoje usam-se milhares de drogas na medicina e pode-se questionar se é medida sábia descarregar essas drogas no organismo humano, quando os constituintes dos remédios não entram na composição natural do corpo. Não existe quantidade perceptível de mercúrio no corpo: no entanto, no tratamento da sífilis e de outras doenças, ao ministrar mercúrio em grande quantidade, a medicina ignora a química fundamental do ser humano. Qualquer que seja o benefício alcançado, será resultado da cor do mercúrio: nesse caso o vigor da turquesa. Não se pode enfiar numa máquina uma peça que nada tenha a ver com o seu funcionamento, sob pena de perturbar-lhe o ritmo. Os elementos químicos são potências vivas; seus átomos possuem atração e repulsão. Tentar introduzir ao acaso metais inorgânicos num mecanismo orgânico é como alimentar o corpo com pregos de aço para fortalecê-lo. O desequilíbrio de um elemento no corpo, seja para mais ou para menos em sua percentagem normal, é a causa primária da doença.

A esta altura, gostaríamos de observar que os médicos que ampliam o desequilíbrio ou o diminuem pelos remédios, provocam com isso doenças iatrogênicas ou geradas pelo médico:

a) Porque as drogas, às vezes, podem não ser confiáveis e causar efeitos colaterais piores do que a doença original. Exemplo 1: a atropina usada para acalmar espasmos provoca o ressecamento da membrana mucosa, prejudicando o corpo. Exemplo 2: a talidomida e o escândalo que provocou.

b) Dadas as diferenças individuais, certas pessoas seguramente reagirão violentamente a determinada droga, com consequências desastrosas, enquanto outras não serão afetadas por essa mesma droga. Por exemplo, a reação à penicilina.

c) Porque todas as drogas são tóxicas e atuam como agentes de pressão sobre o corpo.

d) Porque as drogas podem aliviar um sintoma, mas perturbam o equilíbrio do corpo.

A cromoterapia, por outro lado, não é venenosa (não existem raios venenosos no espectro visível), não causa efeitos colaterais nocivos, não é agente de pressão sobre o corpo, e atua diretamente na base da doença, a fim de restaurar o equilíbrio entre as energias vibratórias do corpo. Essas energias ativam todos os órgãos, as glândulas e os sistemas do corpo. lmpõe-se atentar para uma analogia interessante e de importância para a cura. A cor une-se aos constituintes dos corpos áuricos que, por sua vez, necessitam de uma força fraca e de um índice alto de vibração — qualidades essas providas pela cor. Acrescente-se que as reações químicas são vibrações grosseiras e ineficazes, quando não nocivas aos corpos áuricos. Regra básica a ser Iembrada:

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As reações químicas atuam no corpo numa razão aritmética. As reações da cor atuam no corpo numa razão geométrica.

O Dr. Babbitt, um dos grandes pioneiros, ao publicar suas pesquisas, lnventariou uma farmacopéia que todos quantos desejam Conhecer a aplicação científica deveriam consultar, a fim de refletir sobre o papel que a cor desempenhará na medicina, quando as drogas deixarem de encenar o papel principal que a medicina alopática lhes arranjou. O livro de Babbitt pode chamar-se a Anatomia da cor de Gray.

Recapitulação:

1. A essência vibratória de uma droga, substância química ou elemento é apresentada pela cor emitida quando essa droga, substância química ou elemento se desintegra.

2. Obtêm-se efeitos terapêuticos análogos usando-se a cor correspondente ao elemento de que o corpo se acha carente ou que tenha (a Cor) uma reação de afinidade com o elemento em excesso no corpo.

3. As cores distintas representam as energias exigidas pelo corpo humano para o seu funcionamento adequado.

4. Os raios claros são absorvidos pelos corpos áuricos do homem através dos quais se alcançam os efeitos terapêuticos sobre o corpo humano.

Metabolismo e Cor

O metabolismo é essencial à vida, sendo um equilíbrio entre os processos do anabolismo e catabolismo. Anabolismo é o processo de construção pelo qual a energia é gerada, o tecido é criado e mantido e as Iesões das células são restauradas. Catabolismo é o processo oposto, necessário para tolher o crescimento desordenado, manter a forma e integridade do organismo e eliminar os restos do corpo. Nas doenças degenerativas, o anabolismo é fraco e o catabolismo forte; a consequência é que a restauração do tecido torna-se inadequada e o órgão se degenera. Nas doenças tóxicas, o catabolismo é precário, resultando daí que as substâncias tóxicas ou residuais se acumulam no corpo, podendo envenenar o sistema todo. Nos tumores, malignos ou benignos, o anabolismo é excessivo e o catabolismo fraco; o princípio de crescimento é forte e descontrolado, provocando a alteração da forma e da função do corpo. Reina a anarquia. A saúde é o equilíbrio justo entre os dois processos.

O livro de Ghadiali intitulado Spectro-ChromeMet,y Encyclopedia a matéria medica da cor. Ele afirma que a cor vermelha ou anabólica é construtiva e ativa o fígado. A cor violeta ou catabólica é destrutiva e ativa o baço. Os glóbulos vermelhos do sangue são constantes e produzidos na medula dos ossos com a ajuda de algumas secreções do fígado. Os glóbulos vermelhos deteriorados são destruídos no baço. Os glóbulos brancos

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ou fagócitos são produzidos no baço e destroem bactérias causa das infecções, segundo a teoria dos adeptos dos germes. O vermelho e o violeta são os extremos opostos do espectro (o ying e o yang). O verde que ativa a pituitária ë o equilíbrio entre o fígado e o baço, e a pituitária regula o metabolismo. Para cada órgão ou sistema do corpo existe uma cor especifica que estimula, e outra que inibe a ação daquele órgão ou sistema.

Metabolismo, Febre e Cor

Antes de traçar qualquer premissa a respeito de como a cor afeta a febre, ë preciso que o leitor se lembre de que a febre é um processo normal do corpo para o funcionamento do metabolismo, sendo o agente de restabelecimento do equilíbrio.

Em todos os tipos de febre predominam no corpo o hidrogênio e o carbono, elementos químicos que figuram na faixa quente do espectro — a cor espectroscópica do hidrogênio é o vermelho e do carbono, o ama- relo. Para reduzir a febre, é preciso queimar o excesso de hidrogênio e de carbono, processo esse que exige oxigênio, cuja cor espectroscópica é o azul. O azul-claro atenua e cura a febre e as condições inflamatórias. O oxigênio une-se ao hidrogênio para formar a água, composto neutro que ë eliminado através da pele, da respiração e dos rins; e une-se ainda o oxigênio com o carbono para formar o dióxido de carbono, eliminado do corpo pelos pulmões. A energia azul do oxigénio tem a característica de contrair ou neutralizar os raios excedentes de carbono e hidrogênio (amarelo e vermelho) dentro do corpo. A extração nesse caso é o princípio de afinidade. Existem afinidades entre as energias de certas cores com atributos opostos, assim como há afinidades entre certos elementos compostos, resultantes da combinação das anteriores. Afinidade em química significa atração. Na cromoterapia, as ondas de afinidades têm atributos ou qualidades opostas. Daí por que se buscam mutuamente para combinarem-se ou neutralizarem-se.

O Microscópio de Royal Raymond Rife e a Descoberta da Cor

Valendo-se da técnica notável de sobrepor uma onda de luz a outra através do microscópio. Royal Raymond Rife conseguiu ver. sem o emprego de corantes, e em seu estado vivo e na cor natural, o microorganismo em vibração. A técnica revolucionará a bacteriologia, mas é preciso salientar aqui a aplicação de sua pesquisa. Rife explica que ao serem produzidas duas frequências diferentes de vibração, elas interagem mutuamente para gerar duas novas frequências — sendo uma delas a soma das duas frequências originais ou fundamentais: a outra é a diferença entre as duas

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frequências originais ou fundamentais. Exemplo: 500 e 600 resultam em 1100; diferença, 100.

Além disso, ao referir-se à frequência característica dos microorganismos, Rife mostrou como cada tipo de bactéria e vírus tem sua própria vibração característica de frequência de cor-vida. Posicionando outra vez o microscópio em sua própria frequência de luz, o micro-organismo torna-se luminosamente visível, sem necessidade de usar-se qualquer corante quimico. O bacilo do tifo é azul; o bacilo Coli é cor de mogno; a microbactéria Liprae é sempre de tom rubi etc. EIe diz ainda que o vírus do câncer, a que dá o nome de BX pode-se tornar, através de ligeira mudança do elemento químico em que está sendo cultivado, outro vírus, a que chama de BY. Outra leve alteração do elemento químico, e o vírus se converte num monócito fungibacilo Coli. Se esse Coli for mantido em determinado dispositivo durante um ano — tempo necessário para que ocorra a metástase — o vírus ressurge como BX, o vírus do câncer. A alteração do meio químico exigida para realizar essas transformações é significativamente ligeira; de fato, afirma-se que uma variação de quatro partes em um milhão do meio químico transformará o inofensivo CoIi B no mortífero B tifoso, em quarenta e oito horas (é o que sustenta Bechamp).

Interpretação das Descobertas de Rife

Rife divide todos os micro-organismos patogênicos em dez grupos. Todo micro-organismo pode converter-se em qualquer outro do mesmo grupo, alterando-se o meio químico, às vezes em tão pouco quanto duas partes em um milhão. Dessa forma, pode-se ver quão ligeiras sio as mudanças metabólicas dos tecidos do corpo, as quais podem levar um micro-organismo de uma cor a transformar-se noutro de cor diferente do mesmo grupo. As descobertas de Rife mostram que a mudança no meio altera a frequência, que muda a vibração da cor, que por sua vez muda o organismo. Este passa de uma vibração para outra.

No Microscópio Universal de Rife, pode-se ver prontamente como um organismo morre, quando exposto a certas frequências letais a esse organismo. Um raio muito eficaz é a cor. Cada micro-organismo possui sua própria frequência particular de vida ou nível de vibração na faixa de luz; o corolário lógico resultante é que para cada tipo de micro-organismo existe também alguma radiação de frequência ou nível de oscilação, que será destrutivo para o micro-organismo.

A luz é uma radiação vibratória. A luz visível é a faixa oscilatória correspondente à quadragésima nona vibração. Cada vibração sucessiva superior possui o dobro das vibrações por segundo das primeiras quatro vibrações da segunda: oito vibrações da terceira; dezesseis da quarta; trinta e duas da quinta, e assim por diante, subindo na escala. A diferença entre as cores da luz visível encontra-se em seu nível de vibração:

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a) O vermelho, a cor de nível mais baixo de vibração, tem um nível vibratório de 436 trilhões de vezes por segundo.

b) O violeta, a cor de nível mais alto de vibração, tem uma oscilação de 731 trilhões de vezes por segundo.

Significado das Descobertas de Rife Para a Cromoterapia

1. A luz, como a vê o homem, é uma vibração que ocorre no quadragésimo nono nível.

2. A cor é muito eficaz na cura porque mantém o equilíbrio do corpo; qualquer mudança no ambiente vira doença.

3. A cor pode restaurar a frequência certa quando ocorre excesso ou carência de vibração do corpo.

4. A cor é o alimento natural do corpo porque o alimento oriundo das plantas nada mais é do que a cor em estado sólido; os animais são parasitas porque seu alimento decorre da vida das plantas.

5. O câncer e outras doenças são reversíveis, podendo ser curadas através do tipo adequado de vibrações e do alimento apropriado.

As Cores Quentes do Espectro: Vermelho, Amarelo e Laranja e seu uso Alternado

Vermelho


1. O vermelho é o elemento do fogo. O fogo é importante para todas as coisas vivas; sem ele, o frio paralisaria tudo; sem o calor seria impossível qualquer movimento ou atividade.

2. O vermelho estimula e excita os nervos e o sangue.

3. O vermelho estimula os nervos sensoriais: por isso é benéfico nas carências do olfato, da visão, da audição, do paladar e do tato.

4. O vermelho ativa a circulação do sangue, estimula o fluido da meduIa espinhal e o sistema nervoso simpático.

5. O vermelho é criador de hemoglobina.

6. Os raios vermelhos produzem calor que vitaliza e energiza o corpo físico.

7. O vermelho é energizador do fígado.

8. O vermelho é bom para o sistema muscular e para o hemisfério esquerdo do cérebro.

9. O vermelho é contra irritante e seu calor é excelente para os músculos contraídos.

10. Os raios vermelhos decompõem os cristais de sal do corpo e agem como catalisador na ionização. Sem o processo de ionização, nada seria absorvido no corpo. Esses íons conduzem a energia eletromagnética pelo corpo.

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11. O vermelho decompõe os cristais de sal ferroso em ferro e sal, sendo que os glóbulos vermelhos do sangue absorvem o ferro, e o sal é eliminado pelos rins e pela pele.

12. Os raios vermelhos liberam calor e limpam as congestões e as mucosas.

13. O vermelho, do ponto de vista psicológico, representa saúde, fogo, sangue quente, raiva, mau-humor. perigo e destruição. Estimula, excita e age como elemento de irritação. Dá ao homem a sensação de poder.

O vermelho é útil para as pessoas que sofrem de presbitismo, contribuindo para torná-las egocêntricas. Nesses casos, o vermelho faz o ego recuar ao self; essas pessoas são muito orientadas para fora e não suficientemente egocêntricas. Emprega-se o vermelho para fazer o extrovertido fechar-se de novo em sua concha.

Doenças tratadas pelo vermelho:

Anemia

Área coccígea na base da espinha (chakra coccígeo). Os raios vermelhos estimulam esta área e fazem a hemoglobina e os glóbulos multiplicarem-se no sangue; os raios verme1hos controlam a temperatura do sangue e o vermelho afeta o sistema endócrino através da área coccígea.



Asma

Bronquite

Debilidade física

Doenças do sangue

Estado de idiotismo

Estado de indiferença

Estado de melancolia

Frio — emprega-se o vermelho se não houver febre.

Os retardados, os imbecis e os idiotas devem ser tratados com o vermelho.

Paralisia

Pneumonia

Prisão de ventre

Sistema endócrino; importante:

além do papel que representa nas tensões, o vermelho desempenha papel significativo na saúde da pessoa física-mental, emocional e espiritualmente.

Tuberculose

O vermelho é contraindicado nos seguintes casos:

Condições de inflamação

Febre


Hipertensão

Insanidade — evite-se o vermelho na maioria dos casos de insanidade e de perturbações emocionais, com exceção dos pacientes catatônicos.

Neurite — inflamação dos nervos.

Pessoas de tez rosada

Pessoas emocionalmente perturbadas

Pessoas ruivas

Temperamentos excitados

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Cuidado: Se o vermelho for usado muito e frequentemente, pode causar febre e esgotamento; na maioria dos casos, deverá ser usado junto com o azul.

Amarelo


O amarelo ativa os nervos motores; por isso gera energia para os músculos. O desarranjo no suprimento de energia amarela para qualquer parte do corpo pode provocar um desarranjo funcional nessa área, inclusive paralisia total ou parcial; a causa básica é a deficiência da energia sensorial e/ou motora. Sendo uma mistura dos raios vermelhos e verdes, o amarelo tem metade da força estimulante do vermelho e metade da capacidade reparadora do verde ou da vibração do nitrogênio; por isso ele tende tanto a estimular as funções quanto a restaurar as células destruídas. A luz amarela, focalizada na região intestinal por curtos períodos, age como catarse e como elemento catártico. Estimula também o fluxo da bílis e tem ação vermífuga (hostil aos parasitas e vermes).

1. O amarelo é excelente para os nervos e para o cérebro; é estimulante motor e construtor dos nervos.

2. Os raios amarelos carregam fluxos magnéticos positivos que fortalecem os nervos e ajudam o cérebro.

3. O amarelo tem ação estimulante, purificadora e eliminadora sobre o fígado, os intestinos e a pele; energiza a região digestiva.

4. O amarelo purifica a corrente sanguínea; ativa o sistema linfático.

5. O amarelo é um mau-humor calmante, catártico, vermífugo.

6. O amarelo é psicologicamente bom para as situações de desespero e de melancolia. Para os antigos, o amarelo era a cor que estimu1ava a vida; sugere alegria, divertimento, folia. Ë a cor do intelecto, da percepção mais do que da razão.

Doenças tratadas pelo amarelo:

Baço

Diabetes


Eczema

Esgotamento mental e depressão

Fígado

Flatulência



Hemiplegia: tratamento da área lombar, além do tratamento de paralisia, citado mais abaixo.

Hemorroidas

Indigestão

Paralisia: uma vez que esta é uma doença de descoordenação cerebral, muscular e nervosa, emprega-se o amarelo sobre o occipício e a cerviz.

Paraplegia: ver o tratamento da paralisia e da hemiplegia; ver também a região do osso sacro, cuidando de tratar os nervos ciáticos.

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Plexo solar — o amarelo controla a área do plexo solar (terceiro chakra).

Prisão de ventre: empregar trinta minutos de respiração do ama- relo, ou aplicar raios amarelos sobre o umbigo. Se o efeito resultar em superlaxativo, usar uma garrafa de água solarizada azul ou uma luz azul como atenuante.

Processo digestivo: o amarelo controla a área do plexo solar (terceiro chakra) e os processos digestivos: o amarelo é usado nos desarranjos gastrintestinais.

Reumatismo

Rins

O amarelo é contraindicado nos seguintes casos:



Delírio

Diarreia


Febre

Inflamações agudas

Laranja

A cor laranja é a combinação dos raios vermelhos e amarelos, e seu poder de cura é maior do que o dessas duas cores isoladas. Como cor a meio caminho entre o vermelho e o amarelo, ela estimula a tiroide e a respiração, mas é também um depressivo para a ação da paratireoide, que tem função oposta à da tiroide: no estado de boa saúde, há equilíbrio adequado entre a tiróide e as quatro pequenas paratireoides. Essa relação controla a respiração. A vibração da cor laranja expande os pulmões: o impulso vibratório índigo da paratireoide contrai os pulmões. Com sua atividade de cor Iaranja, a tiróide acentua o lado hidrocarbônico da química humana através da oxidação. Usa-se a cor laranja nos casos de hipotireoidismo. Nos casos de hipertireoidismo, emprega-se o índigo, pois este é tanto repressivo da tiróide quanto ativador das glândulas paratireoides, que atuam em oposição àquela.

1. A cor laranja tem efeito antiespasmódico; deve ser empregada nos espasmos musculares ou nas câimbras de qualquer natureza.

2. A cor espectroscópica do cálcio é o laranja.

3. A cor laranja ajuda o metabolismo do cálcio do corpo e fortalece os pulmões.

4. É indicada em putrefações anormais do estômago, podendo ter efeitos eméticos.

5. Estimula a produção de leite pelos seios, após o nascimento do bebé.

6. Estimula e aumenta a média de pulsação, sem afetar a pressão do sangue.

7. Atua sobreo baço e o pâncreas para ajudar no processo de assimilação e na circulação.

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8. Efeitos psicológicos da cor laranja:

a) Combina a energia física com as qualidades mentais.

b) Libera a energia do chakra do baço e do pâncreas.

c) É a cor das idéias e dos conceitos mentais.

d) Fortalece o corpo etéreo, aviva as emoções e cria geral de bem-estar e de satisfação.

e) Sirnboliza a cordialidade e a prosperidade.

9. É a cor do calor, do fogo, da vontade e do poder temporal.

Doenças tratadas pelo laranja:

Asma

Bronquite



Cálculo biliar

Cansaço mental

Condições crônicas, como a de asma e de reumatismo

Doenças dos rins

Epilepsia

Gota


Hipotireoidismo

Menstruação (interrupção)

Problemas dos pulmões

Prolapsos

Resfriados

Reumatisrno

Tumores malignos e benignos. A cor laranja é indicada para todos os tumores. No estado pré-cancerígeno, muitas vezes o laranja elimina as causas. Nas suspeitas de câncer, recomenda-se o Iaranja com as cores que lhe são complementares: violeta e púrpura.

Virulência (vide o que se disse sobre os tumores).

A Cor Mediana do Espectro: Verde

O verde é a cor do nitrogênio que é o componente mais presente na atmosfera; entra na formação dos músculos, dos ossos e das células de outros tecidos.

1. O verde é uma cor negativa, nem ácida nem alcalina e pode ser usa- da onde o azul é benéfico.

2. É frio, alivia e acalma tanto física quanto mentalmente. Nas pessoas esgotadas, exerce primeiro um efeito benéfico, mas depois de algum tempo torna-se fatigante.

3. Atua sobre o sistema nervoso simpático alivia a tensão dos vasos sanguíneos e diminui a pressão do sangue.

4. Dilata os vasos capilares e produz uma sensação de tepidez.

5. É estabilizador emocional e estimulador da pituitária.

6. Age sobre o sistema nervoso como sedativo e ajuda em casos de insônia, esgotamento e irritação.

7. Acredita-se que o verde seja a cor da vitamina B1.

8. O verde é produtor dos músculos e tecidos.

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9. É afrodisíaco e tônico sexual.

10. E desinfetante germicida antisséptico e bactericida

11. Efeitos psicológicos do verde:

a) Ë calmante emocional. Nas perturbações emocionais, deve-se tratar a cabeça com a cor verde.

b) Alivia e equilibra o corpo etéreo.

c) E a cor da energia, juventude, crescimento, inexperiência, fertilidade, esperança e vida nova.

d) O verde é a cor da inveja, do ciúme e da superstição.

Doenças tratadas pelo verde

Asma


Cólicas

Doenças hepáticas

Doenças nervosas

Doenças venéreas

Erisipela

Esgotamento

Estimulação excessiva

Febre-do-feno

Hemorroidas

Hipertenso

Insônia

Irritabilidade

Laringite

Malária


Nevralgia

Neurose de guerra

Problemas do coração

Problemas nas costas — o verde é usado na região lombar e nos quadris.

Sífilis

Sinusite


Sistema nervoso

Tifo


Úlcera

Virulência — emprega-se água solarizada e luz verde

As Cores Frias do Espectro: Azul, índigo e violeta

(Usadas alternativamente — Cores elétricas de efeito calmante)

Azul

1. Os raios azuis aumentam o metabolismo e constroem a vitalidade



2. Os raios azuis promovem o crescimento.

3. Os raios azuis diminuem a ação do coração, sendo por isso bom para a taquicardia.

4. O azul atua diretamente no sangue e possui efeito tônico.

5. Tem propriedades antissépticas e é bactericida por isso reduz e controla a supuração.

6. Ê frio, elétrico e tem força de contração.

7. Contrai as artérias, as veias e os vasos capilares; por isso aumenta a pressão sanguínea.

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8. É anticancerígeno.

9. Os raios azuis são delicadíssimos, penetrantes e excelentes contra as doenças inflamatórias, sobre as quais exercem efeito calmante e refrescante.

10. O azul é a cor do equilíbrio e da harmonia, fazendo a corrente sanguínea voltar ao normal quando o sangue se torna excessivamente ativo e inflamado.

11. O azul reduz o excitamento nervoso.

12. O azul é refrescante, calmante e adstringente.

13. Efeitos psicológicos do azul:

a) O azul é bom nos casos de excitação excessiva.

b) benéfico nos casos de psicoses maníaco-depressivas na fase maníaca (na fase depressiva é melhor o vermelho).

c) O azul é mais calmante do que o verde nas situações emotivas.

d) É a cor da meditação e da expansão espiritual.

e) Relaxa a mente e controla o chakra da garganta, que é o centro da força criadora.

f) O azul é útil na miopia, física e psicologicamente, porque arrasta o ego para fora, tornando a pessoa orientada para fora e mais em harmonia com o ambiente.

g) Usa-se o azul para fazer o introvertido sair da concha.

h) Raios azuis: apurou-se que, após dez minutos de tratamento com os raios azuis, a maioria das pessoas sentem-se cansadas e começam a deprimir-se.

i) As roupas e mobílias azuis, se não forem contrabalançadas por outras cores, fazem-nos cansados e deprimidos.

j) O azul é a cor da verdade, da devoção, da calma e da sinceridade.

I) O azul é a cor da intuição e das faculdades mentais superiores.

Doenças tratadas pelo azul:

Apoplexia

Biliosidade

Calvície — em inúmeros casos, a calvície reagiu à luz azul aplica- da durante quinze minutos diários no couro cabeludo. Catarata e glaucoma — deixar o paciente fixar a luz azul durante quinze minutos.

Coceiras

Colapso


Cólera

Cólicas


Coqueluche

Dentes (inflamações)

Diarreia

Disenteria

Doenças da garganta — Amigdalites

Doenças febris

Doenças gastrintestinais

Doenças renais

Dor de cabeça

Epilepsia

Escarlatina

Gastrite — tratar com luz amarela no abdome durante quarenta e cinco

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minutos, e depois com Iuz azul ou ultravioleta durante quinze minutos.


Glaucoma — ver Cataratas
Gonorreia — regride com luz azul
Hidrofobia — tratar com luz azul, duas a três horas diárias. e fazer o doente beber água solarizada.
Histeria
Icterícia
Inflamação dos olhos
Insônia
Intestinos
Laringite — pode ser curada bebendo-se meio copo de água solarizada a cada meia hora e gargarejando com outra metade da água: ou, então, aplicar luz azul na garganta.
Menstruação difícil
Palpitação
Papo
Pele
Peste bubônica
Poliomielite — aplicar luz azul na espinha por trinta minutos, três vezes ao dia
Queimaduras
Reumatismo agudo
Sarampo
Sífilis — regride com a luz azul
Tifo
Ulceras do duodeno — tratar corn luz azul sobre o duodeno durante trinta minutos.
Varicela
Vômito
O azul é contraindicado nos seguintes casos:
Contrações rnusculares
Gota
Hipertensão
Paralisia
Resfriado
Reumatismo crônico
Taquicardia
Índigo
1. O índigo é elétrico, frio e adstringente

2. É estimulante da paratiróide e depressivo da tiróide.

3. É purificador da corrente sanguínea.

4. É produtor fagócito do baço.

5. É hemostático (ajuda a reduzir ou a parar a hemorragia).

6. É bom como tônico muscular.

7. É depressor respiratório

8. É anestésico eficaz, podendo provocar total insensibilidade. Não se trata de um tipo de hipnose, pois o paciente conserva todas as suas faculdades mentais e físicas, e não sofre consequências posteriores o paciente olha a cor índigo através de lâminas coloridas durante o tempo necessário para tornar-se insensível à dor, sem perder a Consciência Parece que o índigo eleva a consciência do paciente a tal nível de vibração que ele se torna inconsciente do corpo físico.

9. Efeitos psicológicos do índigo:
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a) O índigo controla as correntes psíquicas dos corpos sutis.

b) O índigo controla o chakra central da fronte, chamado chakra espiritual ou terceira visão, que por sua vez controla a glândula pineal.

c) O índigo afeta a visão, a audição e o olfato nos planos físico, emocional e espiritual.

d) A púrpura visual ou rodopsina é necessária à visão, a fim de que se distingam as formas e os objetos, e acredita-se que sua cor seja o índigo.


Doenças tratadas pelo índigo:
Amigdalite
Apatia
Apendicite
Asma
Bronquite
Catarata — tratar com luz e água solarizada; recomenda-se ao paciente usar um protetor transparente de cor índigo.
Convulsões
Coqueluche
Delírios dos alcoólatras
Dispepsia

Doenças da garganta


Doenças do nariz
Doenças dos olhos
Doenças nervosas
Doenças do ouvido — havendo ruídos anormais no ouvido, de- correntes do calor, aplicar luz de cor índigo na cabeça.
Entorpecimento
Hipertireoidismo
lnsanidade
Obsessões
Olfato — para aumentar o sentido do olfato, usar a cor rosa e depois o índigo.
Paralisia facial
Pneumonia — mais sensível ao índigo, a menos que haja hemorragia no pulmão: neste caso, deve-se usar o azul.
Problemas do ouvido — se inflama- do, usar a cor azul, depois o índigo e água solarizada.
Problemas dos pulmões
Sangramento pelo nariz — usar luz de cor índigo e água solarizada.
Surdez — deve-se usar a cor laranja e o índigo alternadamente.

Violeta
1. O violeta estimula o baço.


2. Funciona como nervo motor e depressivo linfático.
3. É depressivo cardíaco.
4. Alimenta de sangue a parte superior do cérebro.
5. Purifica o sangue, é gerador de leucócitos.
6. Mantém o equilíbrio do potássio e do sódio no corpo. (Os tumores não progridem num meio onde existe potássio.)
7. E bom para o desenvolvimento dos ossos.
8. Efeitos psicológicos da cor violeta: excelente para acalmar ou superar
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Doenças tratadas pelo ultravioleta:
Coração
Feridas
Gonorréia
Papo
Pulmões

Raquitismo


Sífilis

Ulceras
Cores não Visíveis no Espectro: Limão, Púrpura, Turquesa. Magenta, Escarlate


Limão (combinação do amarelo e do verde)
1. É um estimulante cerebral.
2. Sob a análise espectroscópica, o limão apresenta muitos aspectos pertinentes às cores que curam. É preciso observar que o fósforo e o enxofre estimulam o cérebro: ambos se encontram na cor Iimão vista no espectroscópio. Da mesma forma, o ouro e a prata colorem o Iimão. O ouro no macho e a prata na fêmea são as variantes polares do yin e do yang e propiciam, uma vibração de cor limão no espectroscópio. O limão é estimulante sexual. (Há muito mais intenção ao presentear-se uma mulher com um colar de ouro do que demonstram as propagandas das lojas Tiffany!)
3. A cor limão ativa o timo, controlando assim o crescimento. Ghadiali afirma que a glândula do timo, situada no alto do peito ao nascermos, contém urânio em sua cornposição. O timo é regulador do crescimento e do amadurecimento físicos. Afirma ainda Ghadiali que o processo de crescimento se deve à lenta desagregação do urânio, que produz as reações químicas necessárias ao crescimento do corpo. Quando se esgota a reserva de urânio no timo, não se verifica mais crescimento sensível no corpo. (Chamamos a esse depósito de urânio de “bomba de crescimento” ou “relógio embutido”).
4. Sendo parte verde, a cor Iimão tem efeito de purificador do sistema: e

sendo parte amarelo, tem ação de estimulante motor para expelir os restos rnórbidos. Nos casos de tosse, há necessidade de expelir o catarro. lsso exige um estimulante motor. O amarelo e o verde são purificadores e o limão possui as qualidades de ambos.


Doenças tratadas pela cor limão:
Ajuda no crescimento dos ossos (o fósforo está presente nos ossos com vibração da cor limão).
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Condições crônicas — a cor limão com a fruta limão tem efeito antiácido sobre o corpo, sendo excelente nas situações crônicas. Dá energia às células na fase de resistência e de esgotamento, e ajuda a superar a tensão.
Constrói os ossos: fortalece os ossos.
Estimulante motor.
Idiotismo e não crescimento: graças a sua atuação estimulante sobre o timo.
Purificador do sistema
Tosse - usar o limão como agente de irradiação sobre a área afetada.
Púrpura (incluindo o escarlate).
O púrpura é a combinação do vermelho e do azul. O escarlate e o púrpura têm efeitos opostos: o escalarte é vasoconstritor e eleva a pressão do sangue, enquanto o púrpura é vasodilatador e diminui a pressão do sangue (ver magenta).
1. O escarlate estimula a atividade renal e o mecanismo sexual.
2. O escarlate é útil nos casos de impotência e de frigidez. se aplicado na área genital.
3. O escarlate é indicado nos casos de menstruação insuficiente.
4. O púrpura é usado nos casos de menstruação excessiva, pois ele é o oposto do escarlate quanto aos efeitos: nos casos agudos de hemorragia intensa, o índigo deverá substituir o púrpura, devido à sua propriedade de reduzir a hemorragia.
5. O púrpura tem efeito analgésico, antitérmico, narcótico e hipnótico: a fim de alcançar estes propósitos, pode.se usar o púrpura em longas exposições.
6. Aplica-se o púrpura nos casos de malária.
7. O púrpura é a cor da irada divindade e da realeza.
8. Aplica-se o púrpura quando se necessita de animação sem mescla de irritação.
9. O púrpura é estimulante venoso.
Doenças tratadas pela cor purpura:
Desgastes do corpo, quando se carece de reanimação sem mescla de irritação. Todas as partes do corpo onde essa necessidade se faz imperiosa.
Estômago — se este estiver queimando, mas sem inflamação, usa-se o vermelho púrpura.
Pulmões
Rins
Turquesa
Combina a ação purificadora do verde e a ação calmante do azul. No tratamento de doenças febris, recorre-se à turquesa quando a temperatura volta ao normal.
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1. A cor turquesa tem o efeito oposto ao da cor limão, é ácida e tônica em sua ação.
2. E cor excelente para a restauração da pele, devendo ser usada de- pois que se aliviariam as chagas de queimaduras. Ela apressa a formação de pele nova.
3.É calmante cerebral nos pacientes de superatividade mental.
Magenta
1. O magenta energiza as glândulas endócrinas, a ação do coração e o sistema reprodutivo.
2. Atua como diurético.
3. E bom para o tratamento dos corpos áuricos.
4. É excelente estabilizador emocional.
Escarlate
1. O escarlate é estimulante arterial e energizador renal.

2. E excitante genital, emenagogo vasoconstritor. E abortivo e regenerador sexual para as pessoas de potência sexual diminuída.


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Capitulo 6 - DIAGNOSE DA DOENÇA
Diagnosticar pela cor exige treinamento e experiência, como o deter- minam todas as disciplinas. Parte-se da premissa de que a luz visível afeta a pessoa física. emocional e mentalmente. Sem falar na visão, a cor afeta biologicamente o crescimento, a cura das chagas, a lactação, a tensão muscular e os seguintes sistemas: o nervoso, o endócrino, o digestivo, o reprodutor e circulatório — em suma, o corpo todo. Com base nessas premissas, diagnosticam-se as respostas físicas, emocionais e também as psicossomáticas.
Como regra geral, têm-se dois métodos de diagnose:
1. Ver a causa.
2. Identificar os sintomas. Esses métodos valem-se das seguintes técnicas:
1. Observação
2. Testa da pulsação
3. Teste da perna curta
4. Diagnose eletromagnética da aura
5. Diagnose psicológica
6. Técnicas de visualização
7. Diagnose do prisma
8. Técnicas radiônicas
1. Diagnose pela observação
A pessoa treinada nos processos ocidentais da medicina alopática praticamente ignora a observação da cor dos vários Órgãos do corpo, para determinar a diagnose. O cromoterapeuta, por sua vez, elevou as técnicas da observação ao nível de arte altamente refinada, levando normalmente o paciente a espantar-se com os resultados. Detalharemos doze partes diferentes do corpo, mostrando o significado que a cor revela da doença interna, fornecendo depois uma explicação de como os reflexos inter-relacionam, por meio da cor ou do som, as distintas partes do corpo, partindo do revestimento interior.
1. A cor do olho pode revelar setenta e duas perturbações diferentes da vista. A diagnose da íris é uma técnica especializada da medicina ocidental que exige anos de estudos, mas os chineses, desde a dinastia Ting até hoje, fizeram da diagnose do olho uma parte do equipamento de todos os
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Médicos (1). O vermelho no canto do olho próximo ao nariz significa coração resistente; o vermelho na superfície do olho próxima das maçãs do rosto e da fronte revela coração frágil.
As cores do globo ocular relacionam-se com o fígado e as pupilas com o estado dos rins. O branco do olho (esclerótica) com os pulmões, e as pálpebras superiores e inferiores com o estômago.
2. A cor das unhas revela, entre outras coisas, a condição do fígado, devendo sempre ser confrontada com a dos olhos. As unhas revelam o estado de nutrição e emocional do corpo. O médico turco, proibido de entrar no harém, examinava as mãos, estendidas através de uma abertura do cortinado, para determinar a doença por meio da cor e do formato das unhas — com isso, se tornou verdadeiro perito.
3. A cor da urina: o amarelo. Claro revela estado normal; o tom escuro indica toxinas e venenos; a presença de sangue aponta inflamação da bexiga, problemas dos rins ou da próstata, no caso dos homens; pode significar também virulência. Se branca, é indicação de fraqueza; se amarela, de inflamação.

4. A cor das fezes: marrom indica condição normal; branca aponta problema do fígado, estômago ou rins; escura indica venenos ou inflamação no intestino grosso; preta significa hemorragia interna — quanto mais escura a cor, maior a fonte de perturbação do organismo. Quando os intestinos funcionam normalmente, mas um pouco por vez, provocando cólicas, é sintoma de colite, ou de problema do intestino grosso.


5. Olhando a cor da pele, deve observar-se a aparência geral, os lábios, as mãos, os pés e o busto. Pela cor da pele, pode-se concluir se há tumores, feridas, contusões, escoriações, chagas. Em casos de hipertensão ou outros quaisquer em que os vasos sanguíneos da pele se dilatam, esta se avermelha. Na anemia, fica pálida, devido ao número baixo de glóbulos vermelhos no sangue.
Nas doenças do coração e respiratórias, corno a bronquite e pneumonia, a pele pode assumir a cor purpúrea, provocada pela oxigenação inadequada do sangue. Na icterícia e na hepatite, a pele terá aspecto amarelado, devido ao aurnento da bilirrubina na corrente sanguínea. A diabetes, a hemocrotose ou o tratamento prolongado com arsênio podem causar a pigmentação da pele. Na gestação, pode ocorrer descoloração da pele do abdômen e ao redor dos mamilos; em alguns casos, o corpo todo escurece, especialmente nas pessoas morenas. Nos casos de pelagra, há escurecimento
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(1). Todos os órgãos estão representados na íris dos olhos, em áreas bem definidas. A íris é formada por grande número de filamentos nervosos diminutos que se conectam, através do nervo ótico, do tálamo ótico e da coluna vertebral, com todos os nervos do corpo e deles recebem as impressões. Os filamentos nervosos, fibras musculares e vasos capilares das diversas áreas da íris reproduzem as mudanças de condições das partes ou órgãos correspondentes.
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e pigmentação nas costas das mãos, antebraços, face e pescoço. A insolação ou a escarlatina são acusadas pelo vermelhão num ponto determinado.

A circulação deficiente revela-se pela falta de cor nas extremidades.


Flacidez da pele indica, em qualquer idade, falta de saúde.
Rigidez da pele pode resultar de tensão nervosa, inchações, edemas ou

Tumores.
Pele seca pode ser consequência da idade, detergentes, sarna, mixedema, escorbuto, perturbações dos rins, exposição (a intempéries) ou a falta de vitamina A.


PeIe úmida é sinal de excitação, instabilidade emocional, febre ou aquecimento excessivo.
A inelasticidade dos tecidos é sinal de atrofia.
Mão fria e úmida indica circulação periférica fraca.
PeIe brilhante ou delgada ao redor das juntas é sinal de artrite.
Transpiração profusa pode resultar de excitação, dor, aquecimento excessivo. parasitas, osso partido. Tuberculose, menopausa e algumas situações de gravidez.
6. A cor do cabelo revela a condição do organismo e diz muito ao médico acerca dos rins. Os matizes da cor fazem que a pele absorva diferentes comprimentos de onda que provocam resultados diversos no corpo — desde a ausência de reações até a morte. Sabe-se também que alguns matizes de carvão são cancerígenos.
7. A cor dos lábios indica as condições do estômago; se muito verrnelhos, o estômago está carregado de gases, fermentação, acidez e está inflamado; se brancos, o estômago está debilitado; se vermelhos, é indicação de febre; se a coloração for escura, o estado é anormal: colorido escuro ao redor dos olhos é sinal de perturbação nos rins ou fígado. Nas mulheres, essa condição é muitas vezes provocada pela menstruação. Lábios azulados ou purpúreos apontam problemas do coração ou do sistema circulatório.
8. A cor da Iíngua pode indicar até cento e vinte situações ou sintomas distintos. Em muitas doenças, a Iíngua tem uma camada amarela ou branca. O amarelo indica inflamação; se toda coberta de uma camada amarela, o sistema todo encontra-se preguiçoso, indicando sempre essa condição de prisão de ventre e toxidez. A língua branca indica ausência de infamação. Se a Iíngua estiver Iisa e vermelha-escura, é sinal de que os rins estão quase sem funcionar e a situação é grave. Língua vermelha significa infamação do sistema.
A raiz da Iíngua está associada aos rins; os lados, ao fígado: o centro, ao estomago; a ponta, ao coração.
9. Cor das mãos: como regra geral, os chineses não usam o teste da
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Pulsação (2) nas crianças de menos de cinco anos, fazendo o diagnóstico a partir do aspecto dos dedos.
A cor vermelha indica resfriado; a púrpura, febre ou inflamação; azul, excitação ou medo; uma cor esmaecida, escorbuto ou anemia; o amarelo-claro não inspira cuidado, mas a cor escura é perigosíssima. Se essa cor escura se espalha para a palma da mão, a vida da criança pode-se esvair qualquer momento.
10. O ouvido é o órgão do som e do equilíbrio. O som é outra vibração que se pode converter em cor. Como os olhos, o ouvido contém centenas de reflexos, contando assim a história do corpo. Não é possível cobrir todas as diagnoses e reflexos neste livro; citaremos, porém, exemplos, a fim de apontar a inter-relação sutil dos órgãos, cujo conhecimento é indispensável para o arsenal de qualquer médico.
Os ouvidos associam-se aos rins. A cera, os zumbidos no ouvido, o pus. a dificuldade de audição (se fisiológica) decorrem todos do mau funcionamento dos rins. Coceira atrás dos lóbulos ou na abertura da ore1ha indica condição ácida do corpo ou inflamação dos rins.
11. Competição: cor e relação entre os órgãos: o coração e a circulação, bem como o estado emocional do corpo revelam-se através da cor da pele.
12. Aparência geral: o andar, os modos, a voz, o jeito de falar podem fornecer ao médico um quadro físico e emocional do paciente. A face pode exprimir agitação, preocupação, depressão, esgotamento, pressão, definhamento, obesidade ou deformações. Perda sensível de peso pode indicar problema emocional, males do estômago, diabete, virulência, anemia ou envenenamento químico. Calafrios podem significar colapsos, malária, cálculo renal ou a tentativa do corpo para aliviar-se de perturbações
O que foi dito acima pode levar a uma rápida menção aos reflexos e a maneira como eles apontam as diversas doenças do corpo.
O coração tem reflexo na língua e relaciona-se com a pulsação. O estado do fígado revela-se na língua, olhos e unhas, reflete-se nos olhos e tem relações com os músculos. O estômago mostra-se nos lábios, reflete-se na língua, no nariz e relaciona-se com o corpo todo. Os rins refletem-se nos cabelos, nos órgãos sexuais e relacionam-se com o nariz. Os pulmões mostram-se pelos poros, refletem-se no nariz e relacionam-se com a pele. O baço relaciona-se com o estômago: a vesícula biliar com o fígado: a bexiga. com os rins: os intestinos, com os pulmões.

Todas essas observações sobre o corpo deverão ser levadas em conta, uma vez que, tomada isolada uma delas poderá induzir a erro.


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(2). A tomada de pulso dos chineses e dos hindus é uma arte e uma ciência, propiciando ao médico informes completos sobre os principais órgãos do corpo. E uma técnica completamente diferente da ocidental, não devendo se confundir as duas.
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2. Diagnose Pelo Teste de Pulsação
A pulsação deverá ser tomada antes do café da manhã, durante três dias, à mesma hora, até que se conheça a sua própria pulsação média. Uma hora após cada refeição, tira-se a pulsação; se a média ficar entre 8 e 9 pontos, um ou mais dos alimentos ingeridos ou a combinação deles é má para a pessoa. Nesse caso, a pessoa precisa seguir o processo de experimentação para descobrir e eliminar da dieta o que é nocivo.
Toda substância, seja alimento, mobília, moradia ou pensamento, afeta o homem. Sábio é quem se vale apenas dos alimentos e objetos que Ihe são benéficos e quem elimina as outras radiações do seu ambiente.
3. Diagnose Pelo Teste da Perna Curta e sua Relação com as Alergias

Todos os objetos emitem vibrações e cor e afetam a pessoa, quer ela saiba ou não. Se for afetada adversamente, entende-se que ela é alérgica a esse objeto. As alergias não passam de reação violenta a um estímulo desagradável. Os estímulos agradáveis fazem as células reagirem do centro para a periferia: a célula expande-se e cresce. A perna alonga-se. O estímulo desagradável induz a célula a reagir da periferia para o centro: a célula se contrai ou recolhe; ela se inibe, não pode crescer. A perna diminui. Perde a harmonia. Se a pressão ou o estímulo desagradável não for removido, tem-se uma função alterada ou segue-se a patologia ou a célula morre.


A medicina ortodoxa desenvolveu testes de alergia que, em si mesmos, são estímulos desagradáveis ao corpo. Teste muito mais racional é o da perna curta que fornece resultados excelentes, não tem efeitos colaterais e não prejudica o corpo.
Teste da perna curta: Tornamos a lembrar ao leitor a referência, em outra parte deste livro, à estátua de Buda no Ceilão, na qual a observação atenta da reação deste músculo do corpo ficou registrada na pedra.
1. Coloca-se o paciente de bruços com a face no travesseiro e as pernas esticadas na cama (certificar-se de que lhe foram removidos os sapatos).
2. Certificar-se que o paciente se encontra paralelo à cama.
3. Medir-lhe as pernas para ver qual é a menor. Percebe-se pelo simples

Olhar.
4. Muitas pessoas têm um Iado do corpo menor do que o outro.


5. Se as pernas estiverem iguais, a pessoa está em harmonia.
6. Coloque o objeto a ser testado na mão do paciente.
7. Se a perna mais curta alongar-se, o objeto é bom para a pessoa.
8. Se a perna mais curta diminuir ainda mais, o objeto é prejudicial à pessoa.
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4. Diagnose PeIa Aura ou Teste do Campo Eletromagnético: Tela de Kilner e Outros Dispositivos; Técnica do Quarto Escuro
Coloque o paciente num quarto escuro, de preferência de paredes es- curas ou cortinas escuras, de modo que se possa ver a radiação da aura ou da força eletromagnética que rodeia o corpo (como as auréolas ao redor da cabeça dos santos na arte medieval). Considerando que a aura foi fotografada, há evidências de sua existência.
A aura saudável aparece clara e brilhante, e as cores espalham-se em ondas por alguns centímetros fora do corpo. Em casos de doenças. as cores aparecem embaçadas e com manchas escuras. E comum verem-se as vi- brações voltarem-se para o interior sobre a parte afetada. mostrando onde se localiza o problema. Afirma Kilner que não existem duas auras idênticas. Elas mudam segundo as condições de saúde do doente. a fadiga e as per- turbações emocionais. Há estreita Iigação entre a aura e o sistema nervoso central. A forma e o tamanho da aura alteram-se acentuadamente nas doenças nervosas graves. O tamanho e a nitidez dela diminuem nos desarranjos mentais.
Às vezes, podem ser vistas duas ou mais auras: uma próxima do corpo, estriada, a aura interna; a outra, de formato amplo e amorfo, a aura externa. Ao espaço entre o corpo e a aura interna dá-se o nome de duplo etéreo.
Nas doenças, a aura costuma conter mais amarelo do que lhe é normalmente característico, e o amarelo torna-se pronunciado nas áreas de perturbação. Vê-se, em geral, esse amarelo em manchas, no meio de uma faixa de cor complementar azul.
Numa pessoa saudável, a cor da faixa de cor complementar será a mesma ou quase a mesma nos dois lados do corpo; mas, nas doenças, um lado pode ser mais escuro do que o outro, Iocalizando-se em geral a parte escura sobre a região afetada do corpo. E possível, porém, que a parte afetada faça a faixa de cor complementar surgir mais clara, e não mais escura. Outras vezes, uma mancha mais clara ou mais escura na faixa de cor toma a forma de um Órgão ou de parte dele. Manchas menores quase sempre apontam o local de alguma dor ou sensibilidade. Aparece com frequência um ponto colorido diferente sobre a faixa, ponto este que indica o local de uma lesão anterior. Isso não significa necessariamente a existência de algo anormal.
A Aura e o Corpo Etéreo — Nova Teoria da Doença de Parkinson, da Distrofia Muscular e da Esclerose Múltipla
Toda pessoa é produto das respostas de sua cor e, de acordo com a filosofia hindu, é também o produto de várias circunstâncias que atravessou durante os per(odos em que existiu como alma individual. O homem possui sete corpos sutis. cada um dos quais irradia ondas de cor. O clarividente
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observa essas cores sem instrumentos e por elas discerne em qual dos corpos sutis se localiza a deficiência — e assim mostra a causa da doença. No sentido fisiológico, pode-se dividir esses corpos sutis em campos de forças químicas. elétricas e outros do corpo. Julgo a esclerose múltipla, a distrofia muscular e a doença de Parkinson — todas como males das forças eletromagnéticas do corpo. O médico espiritual considera-as doenças do duplo etéreo. Parece que os sete corpos sutis usam os nervos do corpo físico como centros transmissores e receptores para formar um organismo completo que se desintegra com a morte. Os mesmos nervos conduzem os impulsos dos sete corpos sutis em diferentes frequências (comercialmente tem-se exemplo disso no telefone e nas estações de rádio). Sempre que necessário, o corpo mais sutil, menos denso, estabelece um circuito colateral, transmitindo uma vibração para a frequência do outro, a fim de garantir a integridade do organismo. As doenças antes referidas podem resultar do bloqueio das frequências.
5. Diagnose Através de Testes Psicológicos
Dizem-nos os antropólogos que o homem pré-histórico não podia ver as cores: apenas o branco e o preto. A faculdade de distinguir as cores desenvolveu-se lentamente e ainda se desenvolve. Hoje, existe, por um lado, certa percentagem da população que é daltônica e, por outro lado, há pessoas com o sentido da visão muito mais sutilmente desenvolvido do que a média geral. Essas pessoas podem ver a aura, o campo de força eletromagnética que rodeia o corpo.
É fundamental, àquele que vai diagnosticar, saber como as pessoas reagem às cores; os extremos dos sensíveis e dos insensíveis tornam-se apenas a medida para a aferição do assim chamado homem normal. Quem diagnostica deve ainda estar consciente de que a cor afeta a pessoa através da pele. do alimento, das emoções e das reações sensoriais. Na realidade, aceita-se a reação sensorial e emotiva à cor como parte integrante de nossa cultura, refletindo-se em nossa linguagem, plena de evidências desse reconhecimento
Esse tipo de reação à cor tem-se tornado forma consagrada de diagnóstico para as pessoas emocionalmente perturbadas.
Quanto ao efeito emocional da cor ser direto ou resultado de associações, depende da escola de psicologia a que se adere. Sabe-se que a cor vermelho-intenso excita, enquanto outro tom de vermelho provoca dor ou náusea pela associação que se faz com o sangue.
Do ponto de vista emocional:
1. Divide-se a cor em: quente-fria; clara-escura.
2. A cor provoca mais graus de apelo: quente e claro; quente e escuro; frio e claro; frio e escuro.
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3. A cor possui movimento: a cor quente aproxima-se do observador; a cor fria afasta-se dele; a cor quente afasta-se do centro e orienta-se para fora; a cor fria volta-se para o centro e nele se concentra.
4. Usa-se a cor na diagnose dos mentalmente doentes: as cores empregadas e as formas delineadas pelo paciente indicam-lhe a saúde mental emocional.
Não é nosso propósito, a esta altura, discutir os diversos testes psicológicos. lnúmeros livros estão disponíveis sobre esse aspecto interessante do desenvolvimento humano. Fundamental para a análise é saber que os temperamentos variam em sua capacidade de resposta à cor e suas preferências têm embasamento psicológico. Além disso, o humor. assim como os pensamentos e os sentimentos associam-se às cores, e esse tipo de inter-relacionamento tem sido característico do homem, desde os primórdios, a tal ponto que a cor se converteu numa força psicológica poderosa que, através do simbolismo, causou tremendo impacto sobre o homem. Poucas referências às interpretações simbólicas da cor — sem alusões à mitologia — darão clareza a essa generalização.
As Cores e os Símbolos
O vermelho é símbolo do fogo da paixão, da ira, do perigo, da destruição. Os romanos usavam a bandeira vermelha nas batalhas para estimular as glândulas endócrinas. Estas soltam adrenalina e ajudam a aumentar o nível de energia. Os espartanos usavam nos combates uma bandeira vermelho-sangue com a mesma finalidade. Marte, o deus grego da guerra, conduzia uma biga vermelha. Mefistófeles é sempre representado por vermelho. Para indicar ira diz-se: Ele enxergou tudo vermelho. Para se indicar uma pessoa forte, diz-se: homem de sangue vermelho.
O amarelo é a cor do intelecto, mais da percepção do que da razão. Se olhado fixamente, o amarelo perturba. Para muitos povos antigos, ele era o princípio animador da vida. Para os chineses, simbolizava a nobreza. Sugere ainda contentamento, júbilo e alegria ruidosa.

Associa-se o amarelo-escuro a doenças, traições, decepção, bem como à covardia.


O laranja é a cor do calor, do fogo, da febre; simboliza a cordialidade a prosperidade.
O verde é a cor da esperança, da vida nova, da energia, da fertilidade, do crescimento. O verde é uma cor repousante: exerce sobre as pessoas esgotadas efeito benéfico , mas, após algum tempo., torna-se tedioso. O termo verde significa jovem inexperiente. O verde-escuro representa inveja, ciúme e superstição: verde de inveja.
O azul é a cor da intuição e das faculdades mentais superiores. Simboliza a devoção, a sinceridade e a tranquilidade genuínas. Em inglês, true
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blue quer dizer leal. E também a cor da depressão e da tristeza: feeling blue significa sentimento triste. Ë usado para simbolizar a lealdade e a confiança, como na bandeira norte-americana.
O púrpura é a cor da dignidade, majestade e realeza: púrpura real. E a cor da raiva: púrpuro (rubro) de raiva.
O preto é a cor que lembra o mal, o medo, a superstição e a destruição: magia negra, sábado negro, desespero negro, sexta-feira negra
O branco é a cor que significa a pureza e a bondade. Lembra algo medonho, como a baleia albina Moby Dick. Lendo-se o livro que conta a história desse mamífero aterrador vê-se os múltiplos significados do branco. Ë a cor do luto para os chineses.
É tolice continuar com o simbolismo das cores. Escreveu-se demasiado sobre esse assunto, para que tentemos uma síntese. Não fugimos do tema nesta seção sobre a diagnose; pelo contrário, remetemos o leitor também agora, como o fizemos a respeito dos testes psicológicos, à vasta literatura disponível. Impõe-se salientar que, no tocante ao símbolo e à cor, como na análise dos sonhos, há uma íntima relação com a sabedoria das raças e com a história das características do homem nos níveis mental, físico e espiritual. Os termos linguagem esquecida e inconsciente coletivo têm sido adequadamente aplicados por Fromm e jung a esse aspecto da consciência humana e da evolução histórica.
Como utilizar na diagnose pela cromoterapia o fato de que as preferências pelas cores têm embasamento psicológico?
1. As pessoas voltadas para o exterior gostam das cores quentes.
2. As pessoas egocêntricas ou voltadas para o interior preferem as cores frias, já que não precisam de estímulo externo.
3. As pessoas emocionalmente suscetíveis reagem de forma livre às cores.
4. As pessoas emocionalmente inibidas muitas vezes se abalam com as Cores (Esta cor está me deixando louco!), porque se Ihes intrometem na vida interior, que buscam esconder.
5 - As pessoas emocionalmente indiferentes ou fleumáticas têm, em geral, personalidade rígida, não sendo suscetíveis, ou sendo pouco afetada pelas vibrações delicadas das cores.
6. Do ponto de vista da cor, pode-se dizer que cada uma delas possui significado próprio; como regra geral, as cores escuras exprimem depressão e rnelancolia, e as cores claras, alegria e descontração. As reações extremadas a cor são comumente patológicas.
Os Psicoterapeutas valem-se de sua experiência para estudar como os temperamentos variam em suas respostas à cor, e para determinar como a preferencia pelas cores tem embasamento psicológico. Eles sabem que não existe apenas uma reação emocional à cor, mas também uma reação física.
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As duas se interagem: não existe isso de uma doença puramente física ou puramente emocional. Daí poder-se empregar a cor para curar todas as partes do corpo, através da harmonia do nível de vibração nos planos físico, emocional e mental. É preciso, pois. que o diagnóstico teve em conta esses três planos.
5. Diagnose Através da Visualização
A técnica da visualização imaginada por L. E. Eeman funciona com base no princípio da Iuz branca e da respiração, como segue:
1. Divide-se a parte frontal do corpo da pessoa em sete partes iguais. representando as sete cores do espectro: vermelho no alto, começando na base do pescoço. e violeta na parte inferior, terminando na região pélvica.
2. Pede-se ao paciente que visualize as cores do espectro na ordem delas — do vermelho ao violeta.
3. Se as respostas do paciente às várias cores são normais, a respiração é calma e regular, partindo da parte superior do corpo para baixo.
4. Se a respiração altera-se, tornando-se irregular por causa da resposta á cor visualizada, deve-se procurar a cor que provoca a alteração na harmonia do corpo. Se a resposta do paciente ao vermelho, por exemplo, aumenta a respiração na parte superior do peito, há um desequilíbrio nessa área.
A técnica de Eeman, se devidamente empregada, é útil no diagnóstico de uma área doentia do corpo. Entretanto, o médico que descobre, através dessa técnica, a área doente, pode ser tentado a dar nome a essa doença:
por exemplo, pode achar que a doença é uma bronquite ou pneumonia. Nesse ponto, lembramos o leitor que aquilo a que se chama de doença é, literalmente a falta de bem-estar. O nome da doença não tem importância, porque ela poderá ser qualquer uma da infinidade de luzes de alerta, chamadas sintomas ou sinais de aflição, que mostram a Síndrome de Adaptação Geral em ação. O médico poderia tratar a doença como bronquite, e então o corpo acabaria enviando um segundo alerta: pneumonia. Esse tipo de particularização da doença específica não é importante para o cromoterapeuta. EIe procura a área em desequilíbrio e, em seguida aplica a cor complementar para normalizar a condição da área perturbada. Eeman diz apenas que os raios verdes podem afetar a área epigástrica, ou que os raios violeta podem provocar uma respiração abdominal profunda. Nós porém vamos um passo à frente e afirmamos: Cada órgão rem sua própria cor e vibração. Trara-se a área molestada com sua cor complementar.
7. Diagnose Através do Prisma
O prisma é de suma importância na diagnose. Para alguns especialistas ele chega a ser uma necessidade. Na ciência moderna, o prisma é antes de
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tudo um dispositivo de refração, função esta importante. Na cromoterapia, porém, o prisma tem uma utilidade diversa. Ele é uma peça triangular feita de vidro Ótico ou cristal. Refratada pelo prisma, a luz solar reparte-se em sete cores nítidas: estas podem ser mostradas numa tela e constituem o espectro. Trata-se da experiência de Newton.
Nos livros de ciência, dão-se várias explicações ao fenômeno, mas não se explica por que existem apenas sete cores. e por que o número é constante sempre que se refrata a luz solar. Os cientistas dizem apenas que a luz branca do Sol é composta de sete cores, a que se dá o nome de espectro visível, uma afirmação, não uma explicação. Por que não mudar essa generalização e dizer que essas sete cores, forças reais que se vêem e que reagem em toda a parte, movem-se numa dimensão tal que não são perceptíveis â vista humana? O que o homem vê com seus olhos é o efeito das cores cósmicas, mas não as cores cósmicas em si mesmas; por exemplo, o homem não vê a eletricidade, vê os seus efeitos.
O prisma ajuda os olhos a ajustarem-se à dimensão na qual se movem as cores cósmicas no mundo exterior a fim de irradiarem todas as coisas. De acordo com alguns filósofos, esses setes raios coloridos são os raios principais que, em larga escala, respondem pela criação, preservação e destruição do universo (a tríade hindu dos deuses). Estão ao redor de todos e de tudo neste vasto universo e dão vida, saúde, juventude, velhice e morte.
A Tabela 3 (do Capítulo 2) é útil para a análise do prisma; mostra a conexão entre os elementos, os órgãos dos sentidos, os sentidos e as cores cósmicas.
O prisma revela a cor do Órgão lesado, podendo-se então aplicar o princípio da complementaridade.
7. Diagnose Peia Radiônica
Esta é uma área importante que deve progredir com o tempo. Importante, entre muitos outros recursos, é a máquina de teste de De La Warr, que diagnostica tanto o corpo subatômico quanto o físico, através do exame das características pessoais ou partículas minúsculas do corpo. Explicou-se isso no capitulo sobre as teorias, na Primeira Parte deste livro.

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Capitulo 7 - Tratamento: Princípios e Técnicas
O médico que se vale da cura pela cor precisa pôr em prática os princípios aqui expostos; antes, porém, impõe-se que ele esteja seguro de tê-los compreendido com empatia. O cromoterapeuta não se pode dar ao luxo de agir como se fosse um técnico-aperta-botão, ou um mero leitor de mapas do espectroscópio. Quem combina uma técnica esclarecida com um apurado conhecimento dos reflexos, do sistema nervoso e das funções — pode alcançar resultados maravilhosos. Mas antes é preciso que saiba quais as cores a serem usadas no tratamento das partes do corpo, e que possua ampla compreensão das cores normais, com as quais está ligado o que se entende por partes saudáveis do corpo. Há uma carência de informação científica segura a respeito desse aspecto particular da relação entre órgão e cor. Sem o conhecimento das cores associadas aos órgãos em estado saudável, o terapeuta não pode tratar a doença ou a enfermidade. Outro aspecto de que deve estar consciente refere-se i nova ciência da cura: a radiônica médica ou terapia remota. O paciente pode ser tratado no local ou à distância. O uso amplo desses princípios é familiar no campo do rádio e da televisão, mas suas aplicações na cura estão ainda esperando divulgação. A terapia à distância ou terapia da cor através do espaço está engatinhando, e o futuro escreverá a história da radiônica médica da cor porque a cor trata da própria vida, enquanto força essencial da natureza. Essa aplicação detalhada da cor introduzindo-se na saúde, na estabilidade emocional e ria elevação espiritual remove a enfermidade, doença, aflição e sofrimento. O como e o porquê são explicados através dos princípios e das técnicas de aplicação.
Princípios da Cromoterapia
O fornecimento de remédios não é a resposta para superar as doenças provocadas pelas respectivas carências: eles são apenas a matéria-prima. As
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drogas devem ser ministradas na forma em que possam ser adequadas e mais eficazmente utilizadas — e essa forma é a da cor. As chapas de aço precisam ser moldadas a fim de se transformarem em carros. Os lingotes em si de nada servem. A cor é a forma certa, na hora certa e no lugar certo. A cor é o elemento mais facilmente utilizado pelo corpo, a fim de suprir suas necessidades, sendo um exemplo perfeito da lei da parcimônia.

1. Forneça cor às carências individuais ou reduza a cor em excesso que está provocando o desequilíbrio do corpo. Neutralize a cor superabundante, valendo-se de sua tonalidade complementar.


2. Lembre-se de que o vermelho e o azul são as duas cores básicas dos tratamentos. Todas as demais são subsidiárias delas ou refinamentos dos princípios usados na aplicação do vermelho e do azul.
3. A cor pode ser introduzida no corpo a partir de fora para dentro ou de dentro para fora por:
a) alimentos;
b) líquidos e sólidos solarizados;
c) respiração — através da respiração de cor ou projetando luz solar ou luz artificial no corpo físico e etéreo;
d) raios solares ou artificiais aplicados na pele:
e) meditação sobre a cor e na cor;
f) respirando a cor a fim de alterar a consciência da pessoa e alcançar assim a aura ou o campo de força eletromagnética. a causa da desarmonia e a volta do corpo à saúde física e emocional.
Lembre-se: tratar a doença no plano específico de vibração no qual ela se manifesta. A cura interior. a partir de dentro para fora, é mais eficaz do que o tratamento externo, porque o tratamento interior decorre do despertar da consciência para a cor. As perturbações crônicas progridem de fora para dentro, do plano da superfície para o órgão vital. A cura toma rumo oposto e progride de dentro para fora e da região cefálica para a caudal. Se a doença mais recente é a primeira a ir-se, eliminando-se depois as anteriores. na ordem inversa de ocorrência,, então é porque tudo corre bem.
Aplica-se aqui a Lei da Cura de Hering. Se o paciente mostra sintomas de uma doença mais antiga, trata-se de reação normal. Nas enfermidades, a doença, o fator de controle provoca a crise daquela enfermidade na hora exata, esteja ou não o organismo pronto. Se o corpo puder resistir a crise, ele subsiste, nem que para tanto tenha de sacrificar uma ou mais partes. No processo de curar-se, o corpo é suficientemente forte para provocar uma crise de curta duração para essa doença e para superar todos os sintomas e manifestações subclínicas, sem prejudicar o corpo.
4. Lembre-se das diferentes propriedades das cores e aplique-as no momento preciso e na forma certa.
5. Várias cores afetam os diferentes sistemas do corpo e de distintas
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maneiras. Quanto mais forte a cor, maior o seu efeito. A parte azul do espectro acalma e relaxa. A parte vermelha estimula, ativa e irrita.
6. Quanto mais pura a cor, mais penetrantes são os raios e mais rápida a reação.
7. Não sobrecarregue um sistema a custa de outro. Lembre-se: ao tratar infecções, febres e doenças que produzam toxinas, cuide para que o sistema circulatório suporte o ímpeto de eliminar esses venenos e não seja negligenciado.
8. Boa regra que se deve levar em conta: quando em dúvida, trate com restrição; nunca trate com excesso.
9. O excesso de exposição raramente é de consequências serias na cromoterapia, como ocorre na quimioterapia, onde a exposição ou dose excessiva de um remédio prejudicial sempre tem consequências sérias. podendo Ievar à morte. A exposição excessiva a uma cor é, em geral, corrigida, aplicando-se a cor complementar.
10. O uso errado de uma cor pode ser grave. Não confunda uso da cor errada com exposição em excesso. Normalmente. o emprego da cor errada deve ser corrigido primeiro com o uso de sua cor complementar: depois. trata-se da condição em si.
11. A duração da exposição difere para cada pessoa bem como segundo o veiculo da cor empregada, sempre melhor expor a menos do que a mais.
Deve-se levar em consideração o seguinte:
a) Clima e) Natureza da doença

b) Tempo f) Sensibilidade do doente

c) Qualidade do filtro g) Cor

d) Tempo e dia da estação h) Biorritmo



i) Veículo da cor (ver décimo segundo princípio)
Algumas cores exigem uma exposição maior do que outras. O extremo vermelho do espectro exerce efeito visível mais rápido sobre a pele do que o azul, mas requer mais exposição. Os raios vermelhos do espectro atraem o sangue para a superfície e avermelham a pele. Os raios azuis (químicos ou elétricos) forçam o sangue para o interior, reduzem o calor e aliviam a dor nos casos de inflamação. Os raios azuis, em geral, atuam mais rápido do que os vermelhos que têm ação curativa e estimulante.
12. Os poderes de cura das diversas cores dos vidros, filtros e tinturas diferem das cores naturais. Por exemplo, o vermelho é a cor visível mais quente, mas o vidro vermelho não transmite tanto calor quanto o vidro amarelo ou Iaranja. O que importa nesses casos é o poder de transmitir cor e não o efeito visual.
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13. É preciso ter em conta o inverso do princípio anterior. Mal aplicada ou mal utilizada, a cor pode destruir:
a) A vista pode ser afetada pela luz, como o ouvido pelo som.
b) Aplicações débeis de cores Ievarão à fadiga.
c) Cores muito fortes muitas vezes causam irritação. O vermelho, o amarelo e o laranja fatigam e irritam mais rapidamente do que outras cores: geram calor e excitam. Um quarto vermelho eleva a pressão sanguínea, enquanto um quarto verde a abaixa.
d) Convém que sejam lembrados os efeitos de cura das diversas cores:
1) O azul e o verde são calmantes e refrescantes.
2) O vermelho contra o branco desenvolve uma reação de verde-azul.
3) O verde-azul contra o branco desenvolve uma reação de verme1ho.
4) O violeta contra o branco desenvolve uma reação do azul.
5) O amarelo contra o branco desenvolve uma reação do azul.
6) O verde contra o branco desenvolve uma reação do violeta.
7) O vermelho estimula; o azul acalma. Por exemplo, não se deve usar pijama vermelho para dormir, pois essa cor estimula e aumenta a pressão do sangue. Uma luz azul sobre a cama leva ao sono.
14. Duas pessoas não reagem da mesma forma às cores. Umas respondem mais prontamente do que outras:
a) Umas podem responder melhor ao azul e outras ao índigo.
b) Usando o azul em situações de inflamação, deve-se levar em conta a pulsação, a tensão e a pressão do sangue. Em casos de pulsação e pressão sanguínea alta, indica-se o azul claro; se baixas, recomenda-se o azul in- tenso.
c) O contrário aplica-se ao verde, que abaixa a pressão sanguínea.
15. A absorção dos raios das cores através da pele afeta todas as glândulas, as células do sangue e as condições físicas e químicas do corpo. Os órgãos vitais têm ligação direta com a pele através das artérias, veias, vasos capilares e sistema nervoso.
16. A aplicação dos raios de luz sobre o corpo ou parte dele afeta toda a corrente sanguínea através da circulação e da eliminação de toxinas. (A maioria dos médicos enfrenta o inverso dessa regra. Selye chama de pressão a esse estado. Speransky diz que um estímulo brando de longa duração mata. Lembrem-se aqui os perigos das tinturas para cabelo, dos pós etc.)
17. Qualquer processo, luz ou calor que atrai o sangue para a superfície alivia a congestão do fígado, baço, rins, pulmões, área gastrintestinal e coluna vertebral.
18. Os raios de luz:
a) dilatam ou contraem os vasos sanguíneos;
b) elevam ou abaixam a pressão sanguínea;
c) aumentam as células vermelhas do sangue:
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d) estimulam o movimento dos glóbulos brancos do sangue:
e) ajudam os Ieucócitos a destruir as bactérias;
f) conferem imunidade natural contra as doenças;
g) ajudam os tecidos a destruir os parasitas;
h) aumentam a atividade das mucosas:
i) aumentam o poder de oxidação do sangue; e
j) regulam o colágeno entre o tecido e o osso.
19. A cor das roupas usadas e a cor das tinturas de cabelo, loções etc. afetam o corpo.
Em matéria de roupas, as brancas transmitem mais raios de Ìuz do que as roupas escuras, e os raios de luz têm um efeito mais animador sobre o corpo. O vermelho pode ser usado quando se deseja aquecer qualquer par. te do corpo; para pés frios, papel de seda vermelho colocado dentro das meias ou meias vermelhas têm efeito mais aquecedor do que uma garrafa de água quente. Roupas internas azuis ou Iilases refletirão os raios elétricos frios e acalmarão a pessoa, quando se trata de um sistema excitado ou superaquecido.
Deve-se usar roupas de cores diferentes, experimentando-se cores alternadas a cada dia da semana, de sorte que as vibrações da cor não conflitem, e sim atuem harmonicamente. Evitem-se os padrões de roupa de viúva, vistos com muita frequência no México. As mulheres que se vestem de preto desenvolvem uma mentalidade negra ou estado sombrio, tornando-se absolutamente desanimadas, em consequência das vibrações da cor. Foram muito perspicazes os chineses ao determinarem o branco como cor do luto. Os homens, em particular na sociedade ocidental, deveriam cuidar da cor de seus ternos, pois tendem a usar a monocromia no vestir, cujas vibrações lhes afetam a saúde.
Quanto às tinturas, ao tratar pacientes cancerosos, o Dr. Gerson relata que as tinturas de cabelo provocaram câncer, chegando mesmo a fazer a doença expandir-se em casos já controlados.
20. A luz artificial (um bulbo incandescente) e a luz natural são vibrações de cor que curam por estímulo, oxidação das toxinas e vitalização — subordinados todos à força de cura da natureza.
21. A cromoterapia ajuda a restaurar o equilíbrio das cores e alivia a tensão provocada pela inanição de cores,decorrente de erros de pensamento, sentimento, nutrição, comportamento e outros aspectos da forma erra- da de viver. A cromoterapia realiza uma renovação das forças vitais em todas as partes do ser humano.
22. Pode-se aplicar com êxito a cromoterapia à distância, desde que o médico possa atingir o alvo — o paciente. Aplica-se esse principio no mundo físico aos misseis teleguiados, à radiônica, ao rádio e â televisão.
23. Pode-se aplicar a cromoterapia em si mesmo, seguindo-se o mesmo principio empregado para curar os outros.
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24. Os pontos-chave são as áreas que afetam drasticamente o corpo:
como uma explosão atônica, por exemplo. Alguns desses pontos são mais poderosos do que outros, reagindo rapidamente, e às vezes até agudamente.

Deve-se Ievar em conta esse fator na cromoterapia, como em qualquer outra espécie de terapia.


Observe:
a) As glândulas endócrinas, também conhecidas como chakras: teste em especial a pituitária, como a glândula mestra do corpo, tratando-a cuidadosamente, pois ela controla todas as demais glândulas do corpo.
b) A área atlantóide-occipital.
c) As carótidas.
d) As moleiras — a anterior reage menos que a posterior.
e) A região glútea.
Apresentamos abaixo uma lista parcial das cores normalmente associa- das às várias partes do corpo saudável. Além disso, gostaríamos de lembrar ao médico que aplique os princípios, e não que se torne um terapeuta-aperta-botão. ou um leitor de mapa das cores. A aplicação direta dos princípios das cores será relacionada no próximo capítulo, onde se sugere, para cada doença. o tratamento adequado. através da aplicação de determinada cor.
Cores Normais das Partes do Corpo Sadio
Artérias — vermelho-claro.
Intestinos — amarelo com vermelho esverdeado.
Cérebro — vermelho e todas as cores quentes.
Pés — vermelho e todas as cores quentes.
Cabeça —. azul e todas as cores frias.
Pulmões — laranja, vermelho, certo tipo de amarelo.
Medula oblongada – vermelho-escuro, misturando-se com o branco-azulado, aplicado na espinha
Glândulas
Endócrinas — púrpura brilhante.
Pineal — azul-lavanda.
Pituitária — azul, amarelo.
Timo — dourado, cor-de-rosa.
Tiróide — verde, dourado
Visão dos Clarividentes dos Órgãos do Corpo e a Cromoterapia
Os cientistas principiaram a trabalhar associados a essas pessoas prendadas que têm visão extra-sensorial, e a testar as descrições das cores do
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corpo feitas por elas. Por isso, enumeramos as cores das partes do corpo e as diversas vibrações, conforme descritas pelos clarividentes. Eles veem essas cores associadas com as partes do corpo também discriminadas; e nos tratamentos é preciso que se empreguem as cores complementares. Por exemplo, a cor complementar para os ossos (que os clarividentes veem como verde) é o vermelho, devendo-se usá-lo no tratamento.
Tabela 1
Início da tabela
Órgão: centro cerebrais; Cor vista: amarelo-violeta; Tratar com: Índigo.
Órgão: osso: Cor vista: verde; Tratar com: vermelho.
Órgão: sistema cérebro-espinhal; Cor vista: amarelo; Tratar com: Violeta.
Órgão: sistema circulatório; Cor vista: azul; Tratar com: vermelho.
Órgão: sistema glândular; Cor vista: violeta; Tratar com: amarelo/laranja.
Órgão: coração; Cor vista: laranja; Tratar com: violeta.
Órgão: rins; Cor vista: Índigo; Tratar com: vermelho;
Órgão: pulmões; Cor vista: amarelo; Tratar com: violeta.
Órgão: sistema muscular; cor vista: vermelho; Tratar com: verde.
Órgão: sistema simpático associado ao coração; Cor vista: laranja; Tratar com: violeta;
Órgão: sistema simpático como um todo; Cor vista: verde-mar; Tratar com: vermelho.
Fim da tabela.
Pontos-chave e Áreas Escolhidas Para Tratamento dos Órgãos com Suas Respectivas Cores
Fornecemos outra lista de tratamento pelas cores, a fim de salientar u fato de que o praticante que exerce uma arte e os seus princípios é um artista e não um artesão que se vale de técnicas de apertar botões. Precisa sempre Ievar em conta o paciente, o tipo de desequilíbrio, o sistema ou sistemas envolvidos, aplicando depois as cores adequadas que esses fatores determinam para a recuperação do equilíbrio e harmonia.
1. Os centros nervosos, particularmente os da espinha e do plexo solar, são os pontos de tratamento mais importantes.
2. Seguem-se em importância a fronte, a parte posterior do pescoço, o peito e o abdômen. O critério geral é fortalecer o sistema todo; em alguns casos, porém, recomendam-se aplicações Iocais. A cor de que a pessoa carece é a que se deve aplicar. Havendo superabundância de uma cor determinada. deve-se neutralizá-Ia com sua cor complementar.
3. Os pontos-chaves são áreas que afetam drasticamente o corpo. Existem cinco áreas principais: as glândulas endócrinas (ou chakras), as moleiras a área atlantóide-occipital, as carótidas e as glúteas.
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As Cores e as Áreas a Serem Usadas no Tratamento dos Órgãos e Sistemas Correspondentes
Cérebro — tratar a área do couro cabeludo, a face, a parte posterior do pescoço e os pés, Usar o índigo, o azul ou o violeta, que são calmantes, para tranquilizar a corrente sanguínea e os nervos.
Coração — tratar a parte do peito acima do coração, e em seguida os pés e os braços. Usar o índigo, o azul ou o violeta, calmantes, para tranquilizar a corrente sanguínea e os nervos. E o laranja para estimular o sangue e os nervos.
Sistema cérebro-espinhal -.- tratar o lado direito do cérebro com o amarelo e o violeta.
Sistema circulatório e seus órgãos — para acalmar, usar o verde-escuro; para revigorar, usar o verde-grama: para estimular, usar o vermelho brilhante. Note-se que o verde pode ser substituído pelo azul, se não houver hipertensão.
Face — tratar a parte posterior do pescoço. A cor depende da natureza da doença.

Extremidades — tratar as pernas e os braços com o vermelho, exceto em casos de colapsos.


Glândulas — ver Chakras, no Capítulo 2, para conhecerem-se as áreas. As glândulas endócrinas contém secreções que harmonizam todas as funções do corpo. Qualquer desvio da cor normal das glândulas apontará disfunção. Tratar com o verde. Para ativar as glândulas, usar primeiro o amarelo, depois o azul.
Hipocôndrio (parte lateral do abdome) — as áreas a serem tratadas são:

parte inferior das costas, quadris, virilhas, bacia, pés e toda a região abdominal, especialmente a do umbigo. Tratar com os raios vermelhos do espectro: o vermelho, o Iaranja e o amarelo estimulam o suco gástrico, o sangue, os nervos e a ação peristáltica do trato gastrintestinal.


Usar o extremo azul do espectro: o azul, o violeta e o índigo nas diarreias e nas inflamações.
Tratar o epigástrio com o azul nos casos de perturbações psicológicas.
Hipogástrio e quadris — as áreas de tratamento são as mesmas do hipocôndrio. Usar o verde para efeitos tônicos; o amarelo para estimular os nervos: o azul para relaxar os músculos.
Rins e região renal — áreas de tratamento: parte inferior das costas, virilhas. Quadris, bacia e pés. Usar o amarelo.
Pulmões — a área de tratamento é o centro do externo em linha com a segunda costela. Usar o amarelo e o violeta.
Sistema muscular — tratar com o vermelho o lado esquerdo da cabeça.
Pescoço e tórax — tratar localmente com o púrpura.
Sistema nervoso — áreas de tratamento: o Iado esquerdo e o direito do
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cérebro. Usar o violeta e a cor de alfazema para acalmar; verde-grama para revigorar; amarelo mediano e laranja para estimular.
Pele — tratar Iocalmente com o amarelo.
Plexo solar— tratar a área com a cor do espectro que a ocasião determinar,
Órgãos sexuais — ovários e útero, testículos e próstata — tratar conforme indicado para os rins; a cor depende das condições.
Reto — tratar conforme indicado para os rins: a cor será determinada pelas condições.
Nota: Tratar sempre toda e qualquer situação crônica com a cor timão.

Aparelhamento e Orientações Gerais Relativas aos Tratamentos PeIa Cor


1. Construção de lâmpada e filmes coloridos: escolha dos bulbos
a) Escolha dos bulbos — o bulbo deverá ser de 300 volts, para que se tenha melhores resultados. Se não forem usados filmes coloridos. deve-se então obter bulbos de cores diferentes. para que se consigam as sete cores do espectro, inclusive o limão: turquesa. magenta, escarlate e púrpura.

Não se deve usar o bulbo ultravioleta.


b) Filmes: como usá-los combinados — antes de se escolher ou construir a lâmpada, assegure-se de conseguir um conjunto de filmes coloridos. Deve-se escolher cinco filmes, plásticos ou vidros transparentes: vermelho, amarelo, verde, violeta e azul. As outras duas cores do espectro são obtidas pela combinação do material selecionado:
1) O vermelho e o amarelo dão o laranja.
2) O azul e o violeta dão o índigo.
3) O amarelo e o verde dão o Iimão.
4) O verde e o azul dão o turquesa.
5) O vermelho e o violeta dão o rnagenta.
6) O violeta fornece baixa luminosidade. Convém obter um filme, plástico ou vidro, de cor magenta.
7) O magenta e o vermelho dão o escarlate.
8) O azul e o vermelho dão o escarlate.
9) O amarelo e o violeta dão o púrpura.
10) O amarelo e o violeta dão o púrpura.
c) Papel-filtro — pode ser usado em Iugar dos filmes, vidros ou plásticos. Tomar cuidado para que o papel-filtro n5o se estrague.
d) Construção da lâmpada
1) Deve-se construir a lâmpada de tal modo que permita a fácil adaptação do filme ou bulbo colorido, sem que se queime a mão do operador ou do paciente. E preciso que haja algum tipo de ventilação. Além disso, a
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Iâmpada deve ser montada em dispositivo que possa ser inclinado em vários ângulos, elevado e abaixado, sem dificuldades.
2) O suporte para o bulbo ou vidro colorido deve ser construído de modo que toda a luz se reflita para a frente e se irradie da lâmpada apenas através da abertura coberta pelo filme ou bulbo colorido empregado. A Iuz que atinge o paciente deverá ser filtrada pelo filme colorido que reveste a luz branca ou deverá refletir-se diretamente do bulbo colorido.
3) Deve-se providenciar para que a remoção e inserç5o dos filmes ou bulbos coloridos possam ser feitas sem transtornos. O dispositivo deve ser devidamente ventilado, a fim de que o paciente não se ressinta de calor significativo. O aparelho é para tratar o paciente, não para queimá-lo. O objetivo é obter-se luz, não calor.
2. Exposição à luz: regras
Para as cores do extremo quente no espectro: vermelho, laranja e ama- relo — a exposição deve ser de três a dez minutos. Nos casos agudos, pode-se empregar exposição mais demorada.
Para as cores do extremo frio do espectro: azul índigo, violeta — a exposição será de quinze a trinta minutos, exceto nos casos de febre alta, queimaduras graves e infecções ou ferimentos profundos. Nessas situações, indica-se a exposição de uma hora ou mais.
3. Tratamento pelas cores: regras
Nos casos triviais: faz-se o tratamento uma ou duas vezes por dia. Nos casos agudos ou graves, faz-se o tratamento com mais frequência.
A cor deve ser aplicada na pele descoberta. Todas as demais partes devem estar revestidas.
Nunca se exceda no tratamento. Em casos de dúvida, peque-se pela falta.
Técnicas de tratamento
1) Água solarizada
2) Regime
3) Criatividade — recursos psicológicos
4) Cores contrastantes — decoração e criatividade
5) A decoração do quarto e as cores
6) Visualização e meditação
7) Respiração de cores
8) Terapia com pedras preciosas
9) Metais
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1. Técnica da água solarizada
A água solarizada é a que foi exposta diretamente ao sol, pelo menos durante uma hora, num recipiente de vidro de determinada cor e que se tornou assim irradiada. Um recipiente vermelho produzirá água solarizada vermelha um recipiente azul, água solarizada azul. Quanto mais tempo a água ficar exposta ao sol, mais forte se torna seu poder. A solarização depende da temperatura. da localização geográfica e da constância do horário em cada dia. Philip M.
Chancellor oferece a seguinte receita: Coloque um cubo de gelo no recipiente de vidro com água a ser solarizada. Quando o cubo se derreter sob a exposição, a água estará ativada. Imagine-se um cubo de gelo derretendo sob os raios de sol da Índia e do PóIo Norte. Demorará menos na Índia do que no Pólo Norte, claro!
Sendo antisséptico, o azul impede que a água se deteriore, podendo ser conservada por uma semana a dez dias, quer no frio ou no calor. Mas o vermelho, o amarelo e o Iaranja exigem que se troque a água de dois em doìs dias, no período quente, e, no frio, a cada dez dias ou duas semanas. Tomem-se os cuidados necessários, a fim de que a água não se congele ou parta o recipiente. Precaução: água solarizada deve ser sempre ingerida em pequenos goles.
Explicação esclarecedora da ação da água solarizada é-nos fornecida por Franz Bardon que observou:
O elemento aquoso regula o magnetismo ou a força de atração. Não apenas a água, mas todo o tipo de liquido tem a propriedade específica de atrair e, de acordo com essa atração, de prender firmemente, independentemente de serem boas ou más as influências. Por isso podemos considerar o elemento aquoso, principalmente a parte material dele. como um acumulador. Quanto mais fria a água, maior a sua capacidade de acumulação. Em seu peso específico pleno, isto é, a 39°F (acima de zero), sua resposta é máxima. Essa afirmação não é tão categórica pois a diferença de receptividade da água (ou de outros Iíquidos), acima de 43°F positivos, é tão insignificante e tão fracamente visível que somente um mágico altamente treinado poderia reconhece-la. Se aumentando o calor. a água se torna morna sua receptividade vai decrescendo. Entre 97°F 99°F torna-se magneticamente neutra. . Por exemplo, é absolutamente impossível magnetizar um prato de sopa quente, porque a capacidade de acumulação do elemento aquoso pela expansão do calor presente na água é equilibrada ou aumentada se se eleva acima de 99°F.
2. Técnica do regime
O regime deve ser sempre o fundamento sobre o qual repousam todas as outras técnicas. Deve o terapeuta levar em consideração o alimento e a cor equivalente, conforme indicado no capitulo anterior. Recomendam-se os alimentos, nas cores apropriadas e determinadas pelas necessidade
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da pessoa porque os alimentos não passam de cores materializa- das pela planta.
3. Técnica da criatividade: recursos psicológicos
O esforço interior do eu para manter-se erguido em seu ambiente é a primeira etapa da cura. A pintura e a cor podem ser muito úteis, primeiro como remédio, e mais tarde como hábitos sadios, porque a pessoa começa a despertar para a beleza em torno de si. Ao cultivar a tolerância, torna-se voltado para fora, em vez de egocêntrico — é o que afirmam os psicólogos. Em termos ocultistas, a resposta da alma às cores é uma renovação da alegria de viver. Aprendendo as leis estáticas de pintura, cor, harmonia, equilíbrio e ritmo, a pessoa aprende a ter seu próprio equilíbrio, disse Steiner. Ao criar através da cor, descobre sua própria criatividade interior, juntamente com seu próprio poder de imaginação. As forças inatas começam a aflorar: e este autodescobrimento constitui parte de sua cura. Desse modo, o exercício da cor é um remédio excelente para as emoções.
Que o paciente se valha Livremente de aquarela sobre papel, sem preocupação de representar qualquer forma ou objeto. Deixá-lo apenas experimentar o jeito e o movimento da cor. Lembramos o leitor de como os psicólogos, particularmente os junguianos, diagnosticam a doença mental de um paciente pelas suas pinturas. As cores que ele emprega e as formas que desenha são indicadoras de sua saúde mental e emocional. Os borrões de tinta de Rorschach são projetados para exteriorizar uma resposta pela cor, e o vermelho de Rorschach tornou-se termo expressivo em nossa cultura.
Os espiritualistas diriam que esse exercício leva a pessoa a uma sintonia mais estreita com a alma, que vive na cor. Infelizmente, a maioria das religiões ocidentais condicionam a pessoa à atitude negativa de que a doença e o sofrimento são partes necessárias da vida. A aceitação dessa atitude inibe a pessoa, transformando-se seu pensamento equivocado em desarmonia. Deve-se instruir o paciente a meditar sobre a cor e a direcionar sua mente subconsciente para a idéia de saúde antes de deitar-se. A auto-hipnose e a auto-sugestão tornam-se recursos poderosos.
4. Técnica de cores contrastantes combinadas com a decoração e criatividade
O contraste de cores é um tratamento eficaz das condições da vista:
a) Um tratamento rítmico do vermelho e do azul alternadamente beneficiará os míopes e os presbitas.
b) O azul ajuda na miopia, pois força a visão para fora, esvazia o ego e torna a pessoa voltada para fora.
c) Os raios vermelhos são empregados na presbiopia: os raios vermelhos induzem a pessoa para dentro de si mesma e expandem-Ihe o ego, uma vez que ela é demasiado voltada para fora. Crianças com espasmos ou retardadas precisam de cor na decoração de seus quartos:
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— Crianças com espasmos têm sido auxiliadas pela cromoterapia e peIa música. Projetam-se sombras coloridas numa tela do quarto, adequada- mente pintado, tendo-se como fundo uma música forte.
— Crianças retardadas aprendem mais facilmente em quarto pintado de amarelo.
5. Técnica do quarto decorado e da respiração de cor
Outra técnica é manter o paciente num quarto todo decorado de uma só cor. Para acelerar o processo, fazê-lo sentar-se aí, meditar e efetuar a respiração de cor. O paciente pode concentrar-se mentalmente na cor e usá-la na respiração. Esse é um método muito eficaz para alterar as forças eletromagnéticas de uma situação de desequilíbrio para a de harmonia.
6. Técnica da visualização e meditação; projetada peio médico e/ou pelo paciente.
Uma das técnicas consiste em o médico visualizar mentalmente os sentimentos e os pensamentos a serem transmitidos ao paciente, e depois pintar vivamente a cor exata que corresponde a esses mesmos sentimentos e pensamentos. As vibrações do médico afetam as vibrações dos corpos físico e mental do paciente que, por sua vez, afetam a aura ou o campo de força eletromagnética.
Parece existir um circuito elétrico indo do médico ao paciente, instalando-se neste uma vibração semelhante de cor, que Ihe afeta o corpo mental. Ao mesmo tempo, as vibrações da cor da aura do médico estabelecem vibração semelhante na aura do paciente e isso muda as vibrações do estado anormal para o normal. Essa reação da mente para a aura e da aura para a mente tem propriedades poderosas de cura, se executada corretamente. Em alguns casos, as curas têm sido instantâneas, conforme demonstrado por Phineas Quimby, pela Ciência Religiosa, pela Ciência Cristã e pelo Movimento do Novo Pensamento (New Thought Movement).
O que diremos agora talvez choque certos médicos: a cromoterapia pode se fazer à distância, com êxito, desde que o médico possa atingir o objetivo — seu paciente. Emprega-se esse princípio no mundo físico em mísseis teleguiados no rádio, na radiônica e na televisão.
Outra técnica é fazer o paciente aplicar a si próprio os mesmos princípios usados pelo médico para curar os outros. O paciente cura-se ou se trata através de suas próprias vibrações mentais e a1tera o comprimento de suas ondas pela técnica da visualização e meditação. Quem está acostumado com a meditação pode inundar qualquer órgão enfraquecido com a cor indicada para normalizar esse órgão, desde que projete a cor em sua mente antes da meditação e durante ela.
7. Técnica de respiração da cor
A pessoa deve respirar ritmicamente de oito a doze vezes por minuto.
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Se possível, deve usar a cor do espectro ou a que lhe for a equivalente mais próxima. Imagine-se o eu mergulhado numa luz branca que penetra pela cabeça, vinda do cosmo e indo até as extremidades do corpo, inundando o organismo todo, por fora e por dentro. Retenha essa imagem por dois mi- nutos. Depois, projete a cor requerida para a ocasião.
O vermelho, o amarelo e o laranja, qualquer deles que se use, é visualizado como sendo extraído da terra, através da sola dos pés e indo aos vá- rios Órgãos. O tempo necessário para visualizar a parte vermelha do espectro é de dois minutos. Esta é a força que os hindus chamam de Kundalini.
O azul, o violeta e o índigo devem ser visualizados vindos da atmosfera, como raios verticais que penetram a moleira anterior e chegam aos vários órgãos. O tempo necessário para visualizar as cores da parte azul do espectro é de três a quatro minutos. Os hindus chamam de prana a essa força.
O verde deve ser visualizado vindo para o umbigo no plano horizontal. O tempo necessário para visualizar a cor verde é de um minuto, num movimento ondulatório para cima, partindo do cordão umbilical, e de um minuto, num movimento para baixo, partindo do cordão umbilical, mas sempre no plano horizontal.
Banha-se depois mentalmente o corpo, deixando o eu todo mergulhar numa luz branca, durante dois minutos.
Lembre-se a luz branca começa e termina o tratamento. Para quem sabe como concentrar-se, bastam alguns minutos. Mas, para os que têm os pensamentos divagando e não dominam a arte da meditação, pensar durante uma hora na cor requerida não será ainda o bastante para a terapia.
8. Técnica de terapia das pedras preciosas
As pedras preciosas são utilizadas por alguns médicos na cromoterapia porque
a) têm cores mais puras;
b) são de uma só cor e seus efeitos não se misturam nem adulteram;
c) nelas os raios se concentram;
d) a teoria que leva em conta seu uso — entre os hindus, egípcios e no Oriente — é a de que os planetas influenciam o comportamento humano física, psìcológica, emocional e espiritualmente. Uma vez que as gemas têm os mesmos raios dos planetas elas representam as mesmas influências destes, mas não com a mesma força;
e) a cor verdadeira da gema revela-se através do prisma; por exemplo, os raios de um diamante são vistos como sendo brancos a olho nu, mas olhados pelo prisma, tornam-se da cor índigo. Portanto, o índigo é a cor do diamante. Damos abaixo uma tabela das gemas, dos planetas e dos raios usados na terapia. É preciso notar que se podem usar todas as gemas e todos os metais, mas os indicados na tabela propiciam resultados realmente satisfatórios Além disso, mencione-se também que em astrologja se dão
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os nomes genéricos de Rahu ou Cabeça do Dragão (ondas curtas, raios ultravioleta) e Ketu ou Rabo do Dragão (ondas longas, raios infravermelhos) todos os raios visíveis.
Início da tabela
Gema: Rubi; Planeta: Sol; Raio: vermelho.
Gema: Pérola; Planeta: lua; Raio: laranja.
Gema: coral; Planeta: marte; Raio: amarelo.
Gema: esmeralda; Planeta: mercúrio; Raio: verde.
Gema: pedra-da-lua; Planeta: júpiter; Raio: índigo.
Gema: diamante; Planeta: vênus; Raio: índigo.
Gema: sardônica; Planeta: rahu; Raio: ultravioleta.
Gema: olho-de-gato; Planeta: Ketu; Raio: infravermelho.
Emprega-se o termo Roygbivem física: entretanto, alguns hindus in- vertem o tempo e chamam aos sete raios de Vibgyor. Tanto faz soletrá-lo de um jeito ou de outro: é uma questão de hábito cultural. O importante é que se entenda que o termo possui duas propriedades: estática e dinâmica. Na forma estática pode-se aplicar a gema localmente, isto é, diretamente no paciente. Noutra forma ainda estática, gemas de determinado raio podem ser colocadas em água, álcool ou Óleo e aí deixadas por sete dias, Removida a gema, mistura-se uma gota do Iíquido (álcool etc.) impregnado da gema, em água ou leite, fazendo-se um composto de remédio poderoso (homeopatia) capaz de curar a doença associada àquele raio. Na forma dinâmica, o médico cura à distância e direciona seu objetivo para a cor apropriada ou carrega-o com ela.
Pode-se aplicar a técnica das gemas fazendo o paciente usá-las como anel ou ornamento, a fim de formarem um circulo magnético em torno da pessoa, protegendo-a do mal e restaurando-Ihe a harmonia: misturando-se as gemas para produzir bebidas devidamente irradiadas e girando as gemas sobre um disco que aponta para uma fotografia — método este já explanado noutra seção do Iivro, ao referirmo-nos à técnica empregada por um médico hindu. Para aproximar o passado do presente, pode-se mencionar que os hindus, os chineses e os egípcios queimavam as pedras preciosas e depois vendiam as cinzas como remédio. Ainda hoje, têm se disponíveis nos mercados da Índia, a quem queira comprá-las, as cinzas de determinadas gemas. São conhecidas pelo nome de Bhasmas, sendo empregadas nas seguintes doenças:
a) Cinzas de rubi — tuberculose, cólicas, tumores, úlceras, dores, perturbações do fígado, dos olhos, prisão de ventre, sensação de queimadura nas extremidades inferiores, doenças do coração, febre e doenças emocionais.
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* Ver final da nota 13, pág. 74.
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b) Cinzas de pérola — tosses, febre, palpitações, má aparência, indigestão, doenças mentais, diabete, frigidez, impotência, icterícia, alcoolismo, tuberculose.
c) Cinzas de coral — problemas do fígado, parasitas, úlceras, doenças do sangue, venéreas, febres, Iepra, asma, icterícia, doenças urinárias, obesidade.
d) Cinzas de esmeralda — esterilidade, gagueira, emagrecimento, perda de apetite, mudez, surdez, cleptomania, perturbações digestivas, Ieucodermia, cólicas, asma, hemorroidas, úlceras, inchações, debilidade.
e) Cinzas de pedra-da-lua — paralisia, apoplexia perturbações emocionais, hemorroidas, lepra, indigestão.
f) Cinzas de diamante — lepra, tuberculose, emagrecimento, desânimo, hidropisia, diabetes, fistulas, obesidade, inchações, esterilidade, doenças venéreas.
g) Cinzas de safira — surdez, inchação do baço, paralisia, hidropisia, doenças nervosas, emocionais.
9. Técnica de tratamento através de metais
Alguns cromoterapeutas valem-se de metais em lugar das gemas: entre- tanto, por ora não tentaremos abordar esse tipo de terapia.
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Capítulo 8 - TRATAMENTO DE DOENÇAS ESPECÍFICAS ATRAVÉS DAS CORES
A relação das doenças e das cores a serem utilizadas é auto-explicativa. Entretanto, imaginamos uma chave de referência aos sete chakras e a seus equivalentes anatômicos, juntamente com as cores do espectro.
C1 significa o chakra Muladhara ou o plexo sacro.
C2 significa o chakra Swadhishtana ou plexo da próstata.
C3 significa o chakra Manipura ou plexo solar.
C4 significa o chakra Anahata ou plexo cardíaco.
C5 significa o chakra Vishuda ou plexo da laringe.
C6 significa o chakra Ajna ou plexo cavernoso.
C7 significa o chakra Sahasrara ou córtex pituitario cerebral.
Se quiser recordar-se dos detalhes acerca dos chakras, o Ieitor deve rever parte do capítulo sobre os Pontos de vista do passado, com os comentários das contribuições feitas pelo pensamento hindu. As referências tradicionais às cores continuam sendo as determinadas pela relação que mantêm com o espectro: ROYGBIV — R para o vermelho, O para o laranja. Y para o amarelo, G para o verde, B para o azul para o índigo e V para o violeta.
A relação das doenças específicas completa-se com a menção do chakra e da cor a ser empregada no tratamento desse chakra. Por exemplo, para C3 entende-se: tratar o chakra Manipura, ou o plexo solar, com a cor laranja, no ponto do corpo identificado com o plexo.
Cuidado adicional: Tenha-se em mente estas duas regras, a respeito da permuta de cores:
1. O vermelho, o amarelo e o laranja podem ser usados alternativamente, assim como o azul, o índigo e o violeta — dois conjuntos de tríades.
2. O verde pode ser usado onde o azul é benéfico: nesse aspecto, o verde e o azul são intercambiáveis.
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As Doenças e a Cromoterapia
Abscesso dentário — ver Dor de dentes, C51.
Afonia — tratar com luz índigo sobre o pescoço, por cinco minutos, de quatro em quatro horas; beber meio copo de água solarizada azul a cada duas horas e gargarejar com a outra metade da água. C6B.
Alcoolismo — tratar a região em torno do umbigo com o vermelho durante dez minutos, e a fronte com o azul durante quinze minutos, uma vez ao dia, nos casos agudos; mudar para a cor limão nos casos crônicos. C4V
Alucinação — Ver Doenças Emocionais. C51.

Amenorréia — tratar com o azul por dez minutos cada, o sacro, a parte inferior do abdômen (lados esquerdo e direito) e a tiróide; apenas duas vezes por semana. CIB.


Anemia — tratar com banho de luz vermelha por dez minutos cada dia, concentrando-se nos dorsos superiores por cinco minutos; um copo de água solarizada vermelha diariamente. C3R.
Angina do peito — ver Coração.
Angina e Falsa angina — ver Coração
Angina e hipertrofia — usar o magenta, que fortalece a ação do coração e tem afinidade com a média de vibração do leciumino, potássio, estrôncio e magnésio — todos usados para fortalecer o coração.
Anorexia — tratar com o azul sobre o umbigo durante dez minutos.
Aortite — ver Coração.
Apatia — tratar com o vermelho. C1R.
Apendicite — tratar com o azul ou verde aplicado nos ligamentos inguinais (Ou de Poupart), durante vinte minutos. Idem para a falsa apendicite. C3B.
Apoplexia — tratar com o azul sobre a protuberância frontal direita.
Artrite — da articulação, tratar o pescoço; ligado a gonorreia, tratar a espinha; reumatoide, ver gonorréia. C3R.
Asma — nas crianças: usar o vermelho sobre o pâncreas. C7G.
Asma — nos adultos: pode-se usar o vermelho, o amarelo ou o Iaranja. Se o sistema estiver debilitado, usar o vermelho num dia e o amarelo no Outro. Depois de um acesso, usar o laranja. Água solarizada é sempre recomendada. Nos estágios agudos são imperativos o índigo ou o violeta. Tratar por quinze minutos sobre o peito e sobre a parte superior das costas. C3R.
Asma cardíaca — tratar com o vermelho por dez minutos sobre o abdômen.
Auto-intoxicação — tratar os intestinos.
Azia — ver Flatulência. C3R.
Baço — tratar com o amarelo sobre a região do baço durante trinta minutos C30.
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Bexiga — tratar com o azul, alternado com o amarelo, aplicado sobre a parte inferior da espinha, durante dez minutos; um copo de água solarizada azul; para urina solta, usar luz verde ou purpúrea. C4V.
Bile (concentração de) — ver Fígado e Vesícula biliar. C6B.
Biliosidade — ver Fígado. C6B.
Bronquite ou pneumonia — nos casos agudos, tratar com o índigo: água solarizada e luz: nos casos crônicos, usar o vermelho ou o laranja: água e luz. Tratar a parte superior do peito, sobre o esterno, durante dez minutos. C6B.
Câimbras — tratar as causas. C7G.
Cálculo biliar — tratar com Iuz laranja aplicada no abdômen, alguns centímetros acima do umbigo, durante quinze minutos; beber água solarizada laranja. C20.
Cálculo renal — tratar com Iuz laranja durante quinze minutos e beber água solarizada. C4D.
Calvície — tratar com o azul sobre o couro cabeludo, durante quinze minutos por dia. C4V.
Câncer — alternar o uso do índigo, do verde ou do laranja, usando uma cor num dia e outra no dia seguinte. Tratar a espinha durante dez mi- nutos. Tratar a pituitária, a tiróide, o córtice renal, os ovários ou a próstata, durante cinco minutos cada um, nessa ordem. Tratar o abdômen, bem acima do umbigo, e a alguns centímetros de cada lado da linha central, durante cinco minutos. Tratar o pâncreas durante cinco minutos. Encerrar com luz sobre a testa e as têmporas, cada uma durante cinco minutos. C7G.
Caspas — tratar com o índigo aplicado sobre o couro cabeludo durante dez minutos. C51.
Cataratas — tratar com raios de cor índigo aplicados sobre a vista afetada durante dez minutos. Tratar os intestinos. C51.
Caxumba — tratar com o azul sobre a glândula parótida durante dez minutos; sobre os órgãos sexuais durante dez minutos. C7G.
Cegueira — quando não há ocorrência de lesão orgânica, usar o verde durante trinta minutos, duas vezes ao dia, ou o violeta durante vinte minutos, duas vezes ao dia, aplicados sobre a quinta vértebra dorsal. C51.
Cholorsis — ver Anemia. C3R.
Choques — tratar com o violeta aplicado sobre a cabeça durante vinte minutos. C7G.
Ciática — ver Lumbago.
Circulação — ver Coração.
Cirrose — ver Fígado.

Cistite — aguda e crônica: ver Bexiga.


Claudicação intermitente — tratar com o azul, durante vinte minutos, aplicado sobre a área afetada. C6V.
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Coceira – tratar com o azul sobre a área afetada durante dez minutos. C6B
Colapso – tratar com o azul sobre a sexta vértebra cervical durante dez minutos e com o índigo sobre a parte superior do peito durante vinte minutos. Tratar as extremidades. C6B
Cólera – tratar com o violeta sobre o abdômen, durante trinta minutos, duas vezes ao dia. C7G
Cólica – ver doenças digestivas. C1Y
Cólicas de intestino – tratar com o azul.
Colite – ver Doenças digestivas. C1Y
Contusões – tratar o local com a magenta. C7G.
Coqueluxe – tratar com o azul ou o violeta sobre o peito e alto das costas por meia hora, duas vezes ao dia, de uma semana a dez dias. C5V.
Coração – circulação – tratar com raios vermelhos para estimular o coração; C3R. Tratar com raios azuis para acalmar o coração.
Corréria ou dança de São Vito – tratar com luz azul as costas e o peito, durante 30 minutos diários, por sessenta dias. Deve apresentar excelentes resultados.
Costas em geral, dor e ferimento na espinha – o mesmo que para dor nas costas.
Cotovelo (tenderness) – tratar o pâncreas com o azul. C3V
Couro cabeludo – tratar com o violeta sobre a área durante quinze minutos.
Crupe – ver Pulmões. C51.
Dança de São Vito – ver Coréia.
Debilidade (fraqueza) – tratar com o laranja aplicado sobre a testa C4V.
Deficiências do olfato – tratar com o índigo durante quinze minutos C7G.
Delirium tremens – ver Alcoolismo. C4V
Depressão – ver perturbações emocionais. C5Y.
Desaranjos da vagina – tratar a causa.
Desaranjos do estômago – ver doenças digestivas.
Desidratação – ver Evacuação líquida. Tratar com o azul. C7g.
Diabetes – segundo Ghadiali, o excesso de açúcar na urina indica apenas glicose e não significa necessariamente diabetes, que é uma doença decorrente do excesso de açúcar no sangue. O corpo necessita de carboidratos e fica definitivamente comprometido com a falta destes. (Recomenda-se a adoção de frutose na dieta). A ação dos pulmões depende do funcionamento da tiroide. O laranja ativa a tiroide que é representante dos carboidratos (mistura do vermelho do hidrogênio com o amarelo do carbono). A falta de carboidratos mina a energia da tiroide, diminui a atividade dos
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pulmões e da circulação do sangue. O metabolismo e a nutrição ressentem-se. Açúcar do Ieite. galactose. glicose, dextrose, açúcar de frutas, Ievulose— têm todos a fórmula empírica C6H1206 existe, porém, uma diferença fundamental entre o caráter da dextrose e da Ievulose, em relação â Iuz polarizada. A galactose e a dextrose são dextro-rotativas, isto é, giram o plano da luz polarizada para a direita. A Ievulose é sinistro-rotativa: gira o plano da luz polarizada para a esquerda. O açúcar não assimilado é a dextrose. A levulose é consumida dentro dos tecidos, devendo ser incluída na dieta do diabético, a fim de evitar a falta dos carboidratos. A causa básica da diabetes é um sistema Iinfático preguiçoso. A linfa desempenha papel fundamental nos processos de assimilação e nutrição. Se o caso for de perturbação crônica, a cor indicada é o Iimão, seguido do amarelo (ativador linfático). Aplica-se a cor limão durante quinze minutos sobre o plexo solar, seguida do amarelo; tratar depois o fígado. C51.
Diarreia — tratar com luz azul aplicada sobre o abdômen durante trinta minutos; um copo de água solarizada todos os dias. C7G.
Difteria — tratar com luz azul sobre o plexo solar, a garganta e a parte posterior do pescoço, durante trinta minutos, a cada quatro horas. C7G.
Disenteria — tratar com luz azul. C6B: amébica: C51; bacilar: C7G.
Dismenorréia nas jovens — idem à amenorréia. C1B.
Diverticulite — ver lntestinos.
Doenças digestivas — tratar com o amarelo aplicado sobre o abdômen e água solarizada amarela, exceto nos casos de inflamação e diarréia: C3R:

cólicas: C1 Y; dispepsia: C1 Y; hiperacidez: C7G; hipoacidez: C7G: indigestão: C1Y; perturbações do estômago: C1Y.


Doenças do nariz — hemorragias: tratar com o índigo até que cessem. C7G. Tratar as outras situações também com o índigo. C5V.
Doenças do ouvido — ver Surdez, C51.
Doenças do sangue — tratar com o vermelho. C3R.
Doenças gastrintestinais — tratar com luz amarela sobre o abdômen e com água solarizada amarela, exceto em casos de díarréia e inflamações.
Doenças tóxicas — ver lntestinos.
Dor da coluna — tratar a causa.
Dor de cabeça:
Na testa — ver intestinos.

Na coroa — tratar área pélvica.

No lado direito — ver Fígado.

No frontal — ver intestinos.

No occipital — ver intestinos.

No temporal — tratar acima das sobrancelhas com o azul durante quinze minutos.


Dor de dentes — tratar com luz ou água solarizada azul sobre os dentes afetados. C6B.
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Dor de garganta — ver Garganta. C6B.

Dor nas costas — tratar como no caso dos intestinos e da vesícula biliar; usa-se o verde na parte inferior das costas. C1 B.


Duodenite — ver intestinos. C1Y.
Eczemas — secos: tratar com luz azul sobre a parte afetada, durante dez minutos; molhados: tratar com magenta. Um copo diário de água solarizada. C51.
Emaciação dorsal — tratar o sistema nervoso com o azul. C4V.
Em casos de palpitação excessiva e em todos os tipos de inflamação, paramiocardite. Endocardite, pericardite, aneurisma da aorta — usar o púrpura. C7G.
Endocardite e miocardite — ver Coração e Circulação.
Enuresia — tratar como as perturbações emocionais, mas cuidar também da bexiga. C4V.
Enxaquecas — ver Dor de cabeça.
Epilepsia — tratar com luz azul aplicada na cabeça, espinha e plexo solar, durante vinte minutos. Tratar o abdômen durante cinco minutos. Ver Convulsões. C7G.
Erisipela — tratar com o vermelho durante dez minutos e com o azul durante quinze minutos. C7G.
Escarlatina — o mesmo que sarampo. Tratar com o azul na coluna vertebral durante quarenta e cinco minutos: no início, com o vermelho durante cinco minutos. C7G.
Esclerose lateral amiotrófica — tratar o sistema nervoso com o azul durante quinze minutos nos casos agudos; tratar as extremidades com a cor limão por dez minutos, e depois prosseguir com o tratamento do sistema nervoso com o azul nos casos crônicos, duas vezes ao dia. C5I; C7G.
Esclerose múltipla — tratar com o índigo sobre a área atlantóide-occipital por meia hora. C7V.
Escorbuto — Falta de vitamina — ver Pele. C4B.
Esfíncter (interno) — tratar a causa.
Esgotamento mental — tratar com o laranja durante trinta minutos.
Esgotamento nervoso — ver Perturbações emocionais. C1 Y.
Espasmos (cólica) — tratar a causa — rim direito: vesícula biliar. Ver intestinos. C6B.
Estenose, insuficiência da válvula do coração, dilatação cardíaca e bradicardia — usar o escarlate.
Esterilidade — tratar a base do sacro com o índigo por meia hora. C1B.
Evacuação líquida — tratar com o azul sobre o abdômen durante vinte minutos.
Exoftalmia — papo tóxico: tratar o músculo de MulIer. C6B.
Febre amarela — tratar com o azul sobre a cabeça e o amarelo sobre o abdômen. C7G.
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Febre do feno — tratar com luz amarela sobre o abdômen durante dez minutos; com luz azul sobre o rosto e no peito durante vinte minutos. C7G.
Febre fleumática — ver Febres. C51.
Febres — tratar com luz azul sobre o peito e as costas durante quinze minutos cada. C7G.
Febre tifóide (ou abdominal) — ver lntestinos: usar Iuz e água solarizada azuis. C7G.
Feridas — tratar com o violeta sobre a ferida; dependendo da gravida, de e extensão da chaga. o tempo variará de dez minutos a uma hora. C7G.
Fígado — ver Hepatite.
Fístula — tratar com o azul durante dez minutos.
Flatulência — tratar com luz púrpura aplicada sobre o abdômen durante quinze minutos. Deve-se tomar água solarizada todos os dias. C3R.
Flebite — tratar com o azul na sexta vértebra cervical e sobre a parte afetada durante vinte minutos. Quando crônica, usar a cor limão.
Frigidez — tratar a área coccígea com o azul diariamente, durante quinze minutos; tratar os ovários com o laranja durante cinco minutos, de cada um dos Iados. C11.
Frustração/decepção — ver Perturbações emocionais.
Garganta — tratar com o índigo ou o azul durante vinte minutos. C7G.
Gastrite — ver Doenças gastrintestinais.
Glândulas endócrinas — tratar com o vermelho aplicado na base da espinha.
Glândulas parótidas — ver Caxumba.
Glaucoma — tratar com raios azuis sobre os olhos durante trinta minutos. Corrigir a dieta. C1V.
Gônadas — tratar a causa. Ver Gonorréia e Sífilis. C1V.
Gonorréia — tratar com Iuz azul sobre os órgãos Iombares e genitais durante quarenta e cinco minutos diários, de duas a quatro semanas. A cada três dias, substituir o azul pelo verde. Em casos de reincidência, usar o Iimão. C1V.
Gota — tratar com o Iaranja sobre o abdômen durante dez minutos; e com o azul sobre os dedos dos pés e pulsos durante quinze minutos. C4V.
Grânulos nas pálpebras — ver Olhos. C51.
Hemeralopia — ver Olhos. C3R.
Hemiplegia — tratar a área lombar com o amarelo. Ver Paralisia.
Hemorragia — tratar a área afetada com luz azul.
Hemorróidas — tratar com o vermelho sobre a sexta vértebra cervical durante dez minutos; com o azul sobre o sacro e lombares inferiores durante dez minutos. C1V.
Hepatite — tratar com luz azul a quinta vértebra do lado direito da linha central durante cinco minutos. Ver intestinos C6B.
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Hérnia — nos casos agudos — tratar o local com o azul durante quinze minutos; tratar os casos crônicos com a cor limão durante vinte minutos, ao longo de duas semanas; trocar depois pelo turquesa. C3R.
Hidrofobia — tratar com luz azul durante duas a très horas diárias; recomenda-se água solarizada. C7G.
Hidropisia — tratar com luz azul aplicada na área afetada. C6B.
Hiperacidez — ver Doenças digestivas.
Hipercloridria — tratar com luz azul durante vinte minutos sobre o estômago.
Hipermobilidade da área gastrintestinal — idem à Hipercloridria.
Hipertensão — ver Perturbações emocionais.
Hipertiroidismo — ver Papo.
Hipoacidez — ver Doenças digestivas.
Hipocloridria — tratar com o vermelho ou o Iaranja sobre o estômago durante vinte minutos.
Hipoglicemia — ver Fígado.
Histeria — aplicar o azul sobre a testa durante quinze minutos. C51.
Icterícia — ver Hepatite. C6B.
Impotência — aplicar o amarelo na parte inferior das costas durante quinze minutos; depois, o índigo durante quinze minutos. C7B.
Inchaço da perna — ver Flebite.

Indigestão — ver Doenças digestivas. C1Y.


lnflamação (todas) — tratar com o azul aplicado tanto genericamente quanto no local. C7G.
Influenza — ver Fígado. C7G.
Insanidade — ver Perturbações emocionais. C20.
lnsônia — tratar com luz azul sobre a testa e as têmporas durante cinco minutos. C20.
lntestinos — para prisão de ventre, usar o amarelo durante dez minutos; para diarréias, usar o azul ou o verde. lndica-se um copo d’água solarizada por dia até que se tenha a situação sob controle. A alimentação deve ser controlada com rigor.
Irite — tratar com luz azul sobre os olhos durante trinta minutos. C7B.
Irritação — ver Perturbações emocionais. C51.
Laringite — ver Afonia. C6B.
Lepra — tratar com a cor limão sobre as partes afetadas durante trinta minutos, duas vezes ao dia, e cuidar dos órgãos envolvidos. C51.
Leucodermia — doença da pigmentação — tratar com luz azul sobre a área afetada; em casos de hipertensão, mudar para o violeta ou o Iaranja.C5I.
Leucorréia — ver Amenorréia. C1B.
Leucemia — ver Câncer. C3R: C7G.
Lumbago — tratar com luz amarela sobre o abdómen durante quinze

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minutos; tratar com luz azul sobre o sacro e lombares inferiores durante quinze minutos. C4V.
Lupo — tratar com o azul sobre a área afetada por meia hora; beber água solarizada. C7G.
Luxação de braço — tratar os vasos linfáticos sob o braço com o amarelo, durante dez minutos: prosseguir com o azul por mais dez minutos. C5V.
Machucados — tratar localmente.
Malária — tratar com o azul durante o estado febril, e com o amarelo nos calafrios. Deve-se aplicar o azul sobre a cabeça. C6B.
Mal de Parkinson — tratar o sistema nervoso com o azul durante trinta minutos, nos casos agudos; prosseguir com o violeta no centro da cabeça, perto das moleiras posteriores durante quinze minutos. Nos casos crônicos, tratar com a cor limão durante quinze minutos e continuar como acima. C51.
Mal de Pott — tratar com o vermelho sobre o peito e as costas durante vinte minutos. Continuar com o azul durante dez minutos. Tratar a coluna vertebral com o azul e o vermelho. Ver Tuberculose. C7G.
Mal de Raynaud — tratar com Iuz vermelha sobre as mãos e dedos dos pés durante vinte minutos. C6B.
Mastite — tratar com o azul sobre os ovários durante cinco minutos: sobre os seios durante dez minutos: da primeira à sexta vértebra dorsal durante dez minutos; sobre a testa e as têmporas durante três minutos cada. C1V.
Mastoidite — tratar com o azul nos ouvidos e na quinta vértebra lombo-dorsal por meia hora.

Melancolia — tratar com o vermelho durante trinta minutos. C3R.


Meningite cérebro-espinhal — tratar com o violeta aplicado na espinha durante trinta minutos. C7G.
Menopausa — tratar com o azul sobre os ovários durante vinte minutos: com o amarelo sobre os rins durante dez minutos, e com o verde na fronte durante dez minutos. C7G.
Menstruação (fim da) — tratar com o laranja durante vinte minutos.CIB.
Miocardite — ver Circulação sanguínea.
Mudanças de temperamento — ver Perturbações emocionais.
Náusea— tratar com o azul sobre a região abdominal durante vinte minutos. C4B.
Nefrite — ver Rins.
Neurite - tratar a causa, conforme dependa dos rins, vesícula biliar ou pâncreas. C4V.
Neurite braquial — ver Neurite. C4V.
Neuroses — ver Perturbações emocionais. C4V.
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Nevralgia trifacial — tratar 05 rins no lado afetado.
Nevralgias — ver Rins. C6B.
Obsessão — veja Perturbações emocionais. C5G.

Olhos — quando inflamados, usar luz azul durante quinze minutos; nos casos de miopia, usar também luz azul. Para presbiopia, usar luz vermeIha: para estrabismo, usar o amarelo, encerrando.se com o azul. CS1.


Ombros arredondados (nas crianças) — ver Intestinos.
Orquite — tratar com o azul sobre a virilha e testículos durante trinta minutos. C1B.
Ovário — tratar com o azul durante dez minutos. C1B.
Pálpebras caídas — tratar através de dieta especial. Ver também Bexiga.
Palpitação — usar o azul sobre o coração, o verme1ho sobre o plexo solar e o amarelo sobre o abdômen. C6B.
Papo — tratar com luz azul sobre a tiróíde durante quinze minutos diários. Um copo diário de água solarizada. C6B.
Paralisia — tratar com o amarelo sobre a parte posterior do pescoço durante dez minutos; com o índigo na espinha durante dez minutos; no sacro e cóccix por dez minutos. Tratar o nervo ciático com o amarelo e o índigo durante vinte minutos. C3R.
Paralisia de Bells — ver Paralisia facial.
Paralisia facial ou paralisia de Bells — tratar com o amarelo durante dez minutos: depois com o azul durante dez minutos. C3R.
Paralisia infantil — ver Poliomielite aguda. C7G. Quando crônica, C3R.
Paraplegia — ver Paralisia.
Pele interna (de nascença). Duas espécies: 1) o tipo preponderante de energia supurada ou exsudativa, oriunda do lado quente do espectro; 2) desarranjo de escamas secas devido à preponderância de energia decorrente do lado frio do espectro. Em geral, o segundo tipo deve ser transformado no tipo supurado ou exsudante, antes que tenha chance de curar-se. Tratamento: tipo de escamas secas: com o verde, passando em seguida para o limão. Se não surgir o tipo supurado ou exsudente, mudar para o amarelo ou laranja: — tipo supurado ou exsudente: usar o dourado, depois o turquesa. Em casos obstinados, mudar para o azul ou (índigo. Não usar sabonete alcalino. C1B.
Peritonite tratar com o azul ou índigo durante vinte minutos. C7G.
Perturbações e doenças emocionais — tratar com luz azul sobre a testa e as têmporas durante quinze minutos, exceto nos casos catatônicos, em que se substitui o azul pelo laranja — frustração: C5I; depressão: C1Y; incontinência urinária: ver Bexiga: alucinações: C5I: insanidade: C20: irritações. C51; manias: C7G: esgotamento nervoso: C1Y; neuroses: C4D: obsessões: C5G.
Perturbações mentais — tratar com o violeta.
Perturbações nervosas — tratar com o verde. C4V.
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Pesadelo — ver Doenças emocionais. Cl B.
Peste bubônica — tratar com o azul durante dez minutos sobre o peito e as costas, quatro vezes ao dia. C6B.
Piloro (espasmo) — ver Coração e Fígado.
Plexo solar — tratar com o amarelo no Iocal.

Pneumonia — tratar com o índigo sobre o peito por meia hora; assegurar-se que a luz atinja o osso esterno, à altura da segunda vértebra. Ver Bronquite. C51.


Poliomielite aguda — tratar com o índigo sobre a espinha por meia ho- ra. Repetir duas vezes ao dia. Tratar o pâncreas. C7G.
Pressão alta do sangue — usar luz azul ou verde. C7G.
Pressão baixa do sangue — usar o vermelho. C6B.
Pressão sanguínea — ver Coraç5o.
Prisão de ventre — ver intestinos. C1Y.
Problema nos joelhos — ver Vesícula biliar e Gonorréia.
Problemas cardíacos — ver Coração.
Próstata tratar com o índigo sobre a regi5o da próstata: depois, tratar a bexiga. Ver Câncer. C1V.
Pulmões — tratar com o ultravioleta durante dez minutos. C51.
Queimaduras — dois tipos: a) decorrentes do calor; vibrações mais baixas do que as da luz visivel (abaixo do vermelho do espectro); b) causadas pelo uso de rádio, raio X, enregelamentos, provindos de vibrações mais rápidas do que as da luz visível (acima da cor violeta do espectro). A média de vibração ou frequência de oscilação da energia responsável pela queimadura é a chave da cor necessária para o tratamento. Queimaduras produzidas por calor excessivo ou energia quente: usar a luz azul para aliviar a dor. Passada a dor, mudar para o turquesa, a fim de restaurar a pele. Recobrir a pele de camada bem fina de óleo de coco, para obterem-se resultados mais rápidos. — Queimaduras provocadas por frio excessivo ou queimaduras frias: usar o raio vermelho, que supre a deficiência de energia quente necessitada pelo corpo. Esta última situaç5o é bom exemplo da cura pela cromoterapia, mediante a aplicação das energias vibratórias em falta. C7G.
Quisto no ovário — ver Tumores.
Quistos — ver Câncer. C7G.
Raiva — hidrofobia — tratar com o índigo sobre a área afetada por meia hora e sobre a sexta vértebra cervical durante dez minutos, quatro vezes ao dia. C7G.
Raquitismo — tratar com o ultravioleta sobre o peito durante vinte minutos. CFB.
Resfriado — tratar com o verme1ho, se não houver febre: usar o laranja, se o paciente estiver sofrendo de hipertensão. Verde sobre a cabeça e azul sobre o peito, quando acompanhado de febre ou inflamação. C3R.
Reumatismo agudo — aplicar o azul ou o verde nas partes afetadas por
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meia hora. Ingerir água solarizada azul ou verde. Nos casos crônicos, substituir pelo laranja ou limão. C4V.
Rins — tratar com luz azul sobre a área do rim durante dez minutos; alternar com o Iaranja. Se crônica, usar o limão. C4V.
Rouquidão — ver Afonia.
Sangramento — ver Doenças do nariz; hemorragia. C7G.
Sarampo — tratar com o amarelo e o vermelho no inicio; depois continuar com o azul: todos aplicados sobre o tronco durante vinte minutos.C7G.

Seios — inchações ou protuberâncias Iinfáticas: usar o verde ou o azul sobre as moleiras e o pâncreas. Ver: Câncer e Mastite. C7G.


Septicemia oral — tratar a boca com o violeta durante quinze minutos. Recomendam-se bochechos com água solarizada. C7G.
Sífilis — tratar com o verde e o azul sobre a coluna vertebral e o peito por meia hora, diariamente, ao longo de algumas semanas. Mudar depois para o limão, por algumas semanas. Recomenda-se o uso de água solarizada. C7G.
Síndrome de Menier — tratar os intestinos e a cabeça com o azul durante vinte minutos. C68.
Sinovite — tratar com o amarelo ou o vermelho aplicado sobre a área afetada durante dez minutos. C10.
Sinusite — ver Intestinos. Tratar com o azul sobre a terceira vértebra dorsal durante dez minutos: com o verde na cabeça e com o azul no seio nasal. C7G.
Soluço — tratar com luz azul e verde aplicadas sobre a quinta vértebra durante cinco minutos.
Surdez — tratar com o índigo aplicado na coroa da cabeça durante cinco minutos: use o índigo na área atlantóide-occipital durante dez minutos e na quinta vértebra dorsal durante cinco minutos. Deve-se tomar água solarizada duas vezes por semana. Se houver causa emocional na origem, tratar também as emoções. C51.
Tétano — tratar o sistema nervoso com o violeta por meia hora, quatro vezes ao dia. C7G.
Tifo — tratar com o azul sobre a coluna vertebral por meia hora. de quatro em quatro horas. C7G.

Tonsilite (amigdalite) — tratar com o azul sobre a garganta e no dorso do pescoço por meia hora. C6V.


Torcicolo — pescoço torcido — tratar com o azul e o verde sobre a sexta coluna dorsal durante dez minutos.
Tosses — para tosse seca, tratar com o índigo, água solarizada e luz sobre o peito, durante dez minutos. Para tosse carregada, usar luz laranja e água solarizada laranja. C6B.
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Tuberculose — tratar com o laranja sobre o peito e as costas por meia hora; prosseguir com o violeta durante dez minutos. Se constipado, usar o amarelo sobre o abdômen; terminar com aplicações na testa e nas têmporas, durante trés minutos cada. A cor laranja possui cálcio e cobre, os dois elementos necessários para restaurar o tecido do pulmão. Para acabar com o liquido dos pulmões é preciso o cálcio, que é importantíssimo na conservação do tecido dos pulmões. Indica-se o turquesa quando ocorre febre: esta, aumentando, mudar para o azul. C7G.
Tumores, abscessos e edemas malignos — tratar com a cor Limão sobre o abdômen, bem acima do umbigo, e a alguns centímetros de cada lado da linha central, durante um minuto; tratar o Iocal com o laranja durante vinte minutos. Ocorrendo latejamento ou supuração, usar o amarelo até que o abscesso se rompa. Remover o núcleo; em seguida, usar o verde até que o pus seja drenado, restando apenas uma cavidade vermelho-clara. Aplicar o turquesa localmente algumas vezes e encerrar com uma aplicação também local do índigo. C7G.
Tumor nos seios — ver Câncer. C4V.
Ulcera — ver Ulcera duodenal e Ulcera gástrica. C7G.

Ulcera duodenal — tratar com luz azul sobre a região abdominal, durante trinta minutos e nas têmporas e na testa por trés minutos cada uma. Um copo de água solarizada diário. C7G.


Úlcera gástrica — tratar com luz amarela sobre o abdômen e sobre a parte superior das costas, durante quinze minutos. Aplicar luz azul na testa e nas têmporas durante três minutos. C7G.
Uretrite — ver Gonorréia e Bexiga. CIV.
Urticária — ver PeIe. C7G.
Varicela (catapora) — tratar cada lado do peito com ultravioleta durante trinta minutos. C7G.
Varíola — idem à escariatina. Tratar com o vermelho, a fim de evitar as cicatrizes das pústulas. C7G.
Verrugas — ver Tumores. C3R.
Vertigens — ver Surdez. C7G.
Vesícula biliar — tratar com o laranja aplicado sobre a área afetada, durante dez minutos; ver Intestinos. C20.
Virulência — ver Câncer. C7G.
Vômitos — ver Anorexia.
Vômitos na gravidez — tratar com o índigo Ou o violeta durante quinze minutos diários. C6B.
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Capitulo 3 – os alimentos e suas cores
Para produzir o alimento, o homem tem o mesmo mecanismo que o das plantas. Através da pele e dos olhos ele absorve as diferentes cores, como o fazem as plantas; e essa absorção pelos olhos e pele é uma espécie de digestão. Hoje, esse método é um auxiliar no processo digestivo, caso o corpo não obtenha todos os raios de cores de que precisa. Como os olhos, no dizer de Bergson e Simpson, precisam da cor como alimento, ela também passa por uma espécie de digestão. A pele e os olhos desempenham sua parte na digestão.
O homem é um animal predatório e um parasita, pois vive das plantas e de outros animais. Sem as plantas, seria impossível a vida em sua forma atual. O que as plantas fazem é tomar a luz, que é cor, e através de um processo de fotossíntese, transformam.se em seres: flor, fruto ou legume. A forma é determinada — como o é seu padrão e modelo — por sua herança do ritmo potencial. O que o homem faz pela digestão é tomar a matéria sólida, chamada agora alimento, e decompô-la (através do processo da digestão) em seu estado ionizado, pelo qual pode ser absorvida no corpo todo.
Esse processo de metabolismo reverte a síntese das plantas tomando o homem em suas células a luz dos sete raios cósmicos do universo dentro de certas combinações acerca das quais os cientistas pouco sabem e numa proporção que, se respeitada gera harmonia e saúde. Qualquer mudança das combinações, qualquer violação ou desvio dessa proporção (demasiada Iuz ou falta dela) produz alterações e suas consequências: as doenças. Todavia, conhecem-se certas especificidades dos alimentos e suas cores respectivas:
1. O vermelho, o Iaranja e o amarelo são cores de efeito alcalino e os alimentos com essas cores possuem o mesmo efeito.
2. O azul, o violeta e o índigo são cores de efeito ácido, e esse mesmo efeito produz os alimentos com essas cores.
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3. O verde é uma cor neutra, portanto sem efeito alcalino nem ácido consequentemente, os alimentos de cor verde são também neutros.
A afirmação de que os alimentos verdes não são nem ácidos nem alcalinos não deve confundir-se com os aspectos nutritivos da dieta que oferece frutas e legumes em lugar da acidose. Nesse caso o aspecto lógico é que as frutas e os legumes têm uma reação alcalina que neutraliza a ação das proteínas.
Ao fornecer uma relação de alimentos e suas cores correspondentes, não é absolutamente suficiente a mera referência aos raios das cores e suas reações alcalinas, ácidas ou neutras. lmporta também informar a respeito do potencial energético, do solo, do aspecto geográfico.=, das variações dos raios cósmicos em consequência das mudanças de clima, estação e temperatura, e do hemisfério específico onde se acha a pessoa e onde cresce o alimento — coisas essas que afetam o paladar.
A ciência atual começa a aproximar-se do que os chineses e hindus já conheciam, daquilo que os antigos ensinaram e que os mapas astrológicos empregavam há séculos. Esses ensinamentos, para os quais a ciência inclina-se a chamar de orla lunática, são hoje reavaliados e reconsiderados.
Os cientistas aceitam o fato de que a Lua afeta as marés e o SoI afeta os planetas. Dizem os astrólogos que a posição de um planeta e sua relação com outros planetas, em qualquer época do ano, afetam-se mutuamente, bem como a uma pessoa em particular. Tanto os planetas quanto o homem estão sob a influência das vibrações cósmicas. O nível das vibrações altera- se à medida que os planetas entram em determinadas posições orbitais alteradas pelas estações.
Entretanto, as pessoas não estão obrigadas a aceitar as generalizações dos híndus ou da astrologia. Basta observar o padrão dos processos, as mudanças sazonais, de todos conhecidos. O ritmo do universo manifesta-se anualmente. O padrão existe, parte visível, parterião, e todas as explicações de que essa transformação se deve às mudanças do tempo são meras confirmações.
Em seu Iivro Spirir in Marter. L. Kolisko registrou uma série de experiências, cujas descobertas são aqui bastante apropriadas. Sugerem essas experiências que existe um potencial gerador de padrões capaz de produzir um efeito sobre a matéria mineral morta e que esse padrão se modifica com a mudança das estações. É tão consistente esse potencial gerador de padrões que se pode a partir de papéis impregnados, selecionar aquele que foi produzido no Domingo de Páscoa, por exemplo, de cada ano. Dentro desse padrão específico, ocorre sempre um desenho que sugere o florescer de uma tulipa parcialmente aberta portanto possível perceber na
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1. Este uso da astrologia não tem nenhuma relação com o emprego que dela se faz para fins de adivinhação e outras idiotices místicas.
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matéria, em geral considerada inteiramente privada de vida, algo mais do que o simples agrupamento de átomos, sujeitos apenas a forças mecânicas. O Dr. Charles W. Littlefield descobriu que se os minerais fossem umedecidos, evaporando-se depois a água, apareceria uma força vital nas partículas minerais com as características dos vários tecidos do corpo. Os Drs. H. S. l3urr e F. C. S. Northrop, da Universidade de Yale, demonstraram a existência do campo eletrodinâmico, a que chamaram de o arquiteto elétrico. Seu padrão é sempre o mesmo: o homem nasce dentro desse campo, amadurece e depois nele morre: esse campo e esse padrão de existência contém em si mesmos todas as forças interativas que direcionam o período completo da vida da pessoa. Dai ser facilmente possível imaginar que existe no espaço algum potencial gerador de padrões. Um processo químico repete-se; a natureza repete-se todos os anos. Impõe-se a existência, nalgum ponto do universo, de um protótipo que torne possível a repetitividade.
Mas, que relação tem esse potencial gerador de padrões com o alimento, a cor e, por consequência, com a cura? Com a teoria hindu das vibrações? Com os princípios chineses do yin e yang? Com as interpretações astrológicas das estações do ano Os raios descritos pelos astrólogos e filósofos e o potencial mencionado pelos cientistas refletem-se todos nos alimentos, como aquelas forças da natureza (Sol. Lua, fotossíntese etc.) responsáveis pela vida e pelo nascimento dos planetas e animais, inclusive do homem. As teorias apontam todas na mesma direção, mas é preciso destacar a identidade fundamental da vibração e da cor que congraça todas essas avaliações.
Os chineses e os hindus ensinam que todos os alimentos se compõem dos sete raios do espectro e dos cinco elementos. Variam os alimentos quanto à composição e à eficácia pela diferença de qualidade e quantidade desses componentes. O gosto que todos os alimentos têm decorre da desintegração da matéria. Essa desintegração é captada pelos órgãos olfativos e em seguida refletida para a língua, que distingue os seis sabores básicos seguintes (Iembre-se o leitor de que os chineses empregam apenas cinco sabores):
Os hindus acreditam que a Iíngua é o conversor ou grande transformador de sinal; nós, porém, afirmamos que o nariz é o radar-sinalizador. Tanto o nariz quanto a língua desempenham papéis essenciais no processo digestivo — em especial na primeira fase da digestão, pois ambos atuam como censores, a fim de que se introduzam no corpo os alimentos adequados. Se esses censores se deterioram pela civilização ou por outras manifestações quaisquer, ocorrem as doenças (excluem-se aqui os acidentes). Há três causas para o desequi1irjo ou doença:
1. Doce

2. Azedo


3. Amargo

4. Acre (picante)

5. Amargo

6. Adstringente


Os hindus acreditam que a Iíngua é o conversor ou grande transformador de sinal; nós, porém, afirmamos que o nariz é o radar-sinalizador. Tanto o nariz quanto a língua desempenham papéis essenciais no processo digestivo — em especial na primeira fase da digestão, pois ambos atuam como censores, a fim de que se introduzam no corpo os alimentos adequados. Se esses censores se deterioram pela civilização ou por outras manifestações quaisquer, ocorrem as doenças (excluem-se aqui os acidentes). Há três causas para o desequi1irjo ou doença:
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1. Uso errado do alimento (combinações erradas).
2. Excesso de alimento (Uso excessivo).
3. Falta de alimento (insuficiência).
Os seis paladares diferem na função, e por isso diferem uns dos outros na qualidade e quantidade de sua composição — todos, porém, contêm os constituintes dos cinco elementos essenciais à vida: água, ar, fogo, éter e terra. De acordo com Ayurveda, cada paladar é formado pelo predomínio de dois dos cinco elementos; desse modo, os seis sabores diferem em razão da variação em qualidade e quantidade dos cinco elementos que os com- põem. Os alimentos classificam-se segundo os sabores, como segue:
1. Os alimentos quentes ficam sob o elemento do fogo ou oxidação, sendo controlados pelo sistema circulatório. O picante é quente. O azedo é mais quente e o salgado é o mais quente.
2. Os alimentos frios ficam sob o comando do elemento da água, sendo controlados pelo sistema linfático. O amargo é frio; o adstringente é mais frio e o doce é o mais frio.
3. Os alimentos etéreos, sendo projeções do elemento do ar, não são nem quentes nem frios, mas afetam o sistema cérebro-espinhal.
Todos os seis são necessários ao corpo, em proporções adequadas. O aumento ou a diminuição de um dos sabores afeta os demais, alterando o equilíbrio para melhor ou para pior. A célula afeta os tecidos; os tecidos afetam os Órgãos; os Órgãos, o sistema e o sistema, os sistemas. Todos se inter-elacionam, apesar de independentes uns dos outros. Cada um possui seus mecanismos efetivos de equilíbrio que lhes garantem a integridade.
Os alimentos contêm um ou mais dos três elementos — fogo, água e ar — essenciais á vida; naturalmente, os alimentos que contém esses três elementos são melhores do que os que contêm apenas um. Mas todos os alimentos introduzidos no corpo precisam estar em equilíbrio com a configuração geral do homem. Caso contrário, quebra-se o equilíbrio e surge a doença. Peca a nutrição moderna em não destacar os níveis de vibração dos alimentos, sua pureza e composição — aspectos estes sem exceção afetados pelos fertilizantes, planetas e estações do ano. Uma maçã formada no ambiente apropriado tem no corpo um efeito diferente de outra desenvolvida em ambiente pobre. Isso explica a nutrição precária de hoje nos Estados Unidos, embora as pessoas se nutram dos alimentos adequados (?). Os alimentos não têm sido desenvolvidos de modo a obterem as cores apropriadas (este Iivro não é sobre nutrição por isso nos eximimos aqui de uma análise desafiada sobre a matéria).
Conclui-se, pois, que todos os alimentos afetados pelos elementos introduzem-se no corpo, onde os sabores desempenham seu papel de radares sinalizadores. Fora do corpo, os alimentos são afetados pela posição dos planetas, estação do ano e hemisfério em que se desenvolvem. Não se deve esquecer nunca que os elementos têm polaridade.
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Fornecemos adiante tabelas que apontam a inter-relação dos vários elementos, sabores, planetas, influências c5smicas e vibrações das cores.
A Tabela 1 relaciona os alimentos e suas cores correspondentes.

A Tabela 2 relaciona os metais, os elementos químicos e suas cores correspondentes.


A Tabela 3 relaciona os alimentos de acordo com seus elementos constitutivos
As Tabelas 4a e 4b fornecem uma lista derivada dos chineses, mas aplicada ao hemisfério norte e utilizando a teoria das vibrações positivas e negativas, as forças yin e yang — como seus equivalentes feminino e masculino. Mostram vários aspectos da metodologia chinesa e sua consciência das vibrações cósmicas e da cor.
a) O yin caracteriza.se pelas cores azul, índigo, púrpura, verde e branco.
b) O yang caracteriza-se pelas cores vermelha, laranja, amarela, mar- rom e preta.
As Tabelas 5a e 5b fornecem um mapa astrológico com interpretações hindus do tempo, posições planetárias e signos do zodíaco, na medida em que afetam os alimentos e as cores.
A Tabela 6 é uma montagem feita pelo Autor, a fim de apontar o papel desempenhado pelos sabores e os elementos nas doenças, e seus equivalentes ocidentais.
Tabela 1 – os alimentos e suas cores correspondentes
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Vermelho: agrião, berinjela, beterraba, cará, carne, cebola, cereja, frutas e legumes de pele ou casca vermelha, melancia, morango, pimenta, rabanete, repolho, tomate, uva.
Amarelo: abricó, cantalupo, cebola, cenoura, dióspiro (ameixa-americana), feijão, gema de ovo, laranja, limão, mamão, manga, manteiga, melão, milho, nabo, pêssego, suco de legumes, tangerina, toranja (grapefruit).
Azul: ameixa, amora, frutas e legumes de casca ou pele azul, uva.
Laranja: abóbora, cenoura, frutas e legumes com casca de cor laranja, rutabaga.
Verde: frutas e legumes de casca ou pele verde.
Final da tabela
Tabela 2 – Metais, substâncias químicas e suas cores correspondentes (a faixa mais estreita da frequência é melhor).
Início da tabela.
Vermelho: alcalinos (vários), bário, bismuto, cádmio, cobre, criptônio, estrôncio, ferro, neônio, nitrogênio, oxigênio, potássio, rubídio, titânio, zinco.
Amarelo: estranho, irídio, magnésio, milbdênio, platina, rênio, sódio, tungstênio.
Laranja: alcalinos (muitos), alumínio, antimônio, arsênio, boro, cálcio, carbono, cobre, ferro, hidrogênio, manganês, níquel, rubídio, selênio
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Verde: ácido hidroclorídrico, alumínio, bário, carbono, clorina, clorofila, cobalto, cobre, cromo, níquel, nitrogênio, platina, rádio, sódio, sulfato de ferro, titânio.
Índigo: bismuto, brometo, chumbo, cobre, cromo, estrôncio, ferro, hidrocloratos, potássio, titânio.
Índigo: bismuto, brometo, chumbo, cobre, cromo, estrôncio, ferro, hidrocloratos, potássio, titânio.
Limão: cítrio, enxofre, ferro, fósforo, germânio, iodo, ouro, prata, titânio, tório, urânio.
Púrpura: bromo, európio, gadolínio, térbio.
Azul: ácido fosfórico, ácido tânico, alumínio, bário, cádmio, chumbo, clorofórmio, cobalto, cobre, estanho, manganês, níquel, oxigênio, sulfato de cobre, titânio, zinco.
Violeta: alumínio, arsênio, bário, cálcio, cloreto de prata, cobalto, estrôncio, ferro, manganês, radônio, rubídio, titânio.
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Turquesa: cromo, flúor, mercúrio, nióbio, zinco.
Magenta: estrôncio, lítio, nênio, potássio, rubídio.
Fim da tabela.
Tabela 3ª – Alimentos relacionados de acordo com seus elementos.
Início da tabela
Os alimentos devem ser classificados de acordo com seus elementos básicos e usados segundo as necessidades de cada pessoa. Num país quente, o alimento principal deverá ser o arroz, porque este contém água: num país frio, deverá ser o trigo, pois este contém calor (fogo). Listam-se abaixo os alimentos segundo os três elementos: ar, fogo e água.
Ar: biscoitos, chá, flocos de milho, fubá, maçã, noz-moscada, sal, salsa, suco de legumes.
Fogo: açúcar mascavo, aipo, amendoim, batata, café, cebola, chocolate, coalhada, condimentos, ervilha, grãos de leguminosas, menta, noz, pastinaca, picles, semente de girassol, soja, trifólio, trigo, vinagre.
Água: água, alcachofra, alface, alga marinha, arroz, carne, cogumelo, couve-flor, dente-de-leão, espinafre, leite, limão, mel, navo, pêra, repolho, todos os legumes, tomate, toranja.
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Combinação de alimentos
Ar e fogo: aveia, azeitona preta, banana, beterraba, castanha, cenoura, chicória, milho, ovos, queijo de nata, uva.
Ar, fogo e água2: alho, leite, nata, peixe, pimenta preta.
Tabela 3B – as doenças e os elementos
Início da tabela
Doenças do ar: boca (todas as doenças), bocejo, calafrios, convulsão, deficiência do crescimento, doenças da pele, doenças emocionais (todas), dor de cabeça, dor em qualquer parte do corpo, hemorróidas, hérnia, neurites de qualquer tipo, obstruções, olhos (todas as doenças), ouvidos (todas as doenças), paralisias de qualquer natureza, pescoço (torções), queda de cabelos, rachaduras da pele e nas unhas, todos os tipos de fraturas, tonturas, torcicolo, tosse, trismo.
Doenças do fogo: doenças da pele, doenças digestivas, fome excessiva, icterícia, odores, paladar (qualquer anomalia), sede excessiva, sensação de febre pelo corpo, úlceras.
Doenças da água: doenças da circulação, digestão, fraqueza
Fim da tabela
Início da nota de rodapé
2. Os monges da Índia e do Tibete apanham cinco grãos de pimenta de manhã cedo engolem-nas com um pouco d’água. Isso os deixa em ótima forma.
Fim da nota de rodapé.
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Tabela 4ª – lista de alimentos selecionados pelos chineses e mostrados no sentido yin para o yang. (Arrolados pelo Dr. Sakurazawa Ohsawa em Cours de la philophie et de la medicine d’extreme-orient).
Cereais: milho, painço, arroz integral, centeio, cevada, trigo, farinha de aveia, trigo mouro.
Frutas: abacaxi, toranja, laranja, banana, limão, figo, pêra, uva, pêssego, ameixa, melão, melancia, amendoim, nozes, avelã, azeitonas pretas, azeitonas verdes, morango, maça, castanha.
Peixes: ostras, polvo, enguia, carpa, merlúcio, pescada, truta, lúcio, mexilhões, solha, salmão, camarão de água doce, lagosta, arenque, sardinha.
Carnes: caramujos, pernas de rã, porco, lebre, coelho, carne de boi, galinha, pomba (codorna), faisão.
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Tomate, berinjela, batata, pimentão, feijão, pepino, aspargo, ervilha, alcachofra, vagem, beterraba, cogumelo, aipo, repolho vermelho, couve-flor, espinafre, lentilha, repolho branco, alface, chicória, nabo, rabanete, alho-poró, alho, cebola, salsa, grão-de-bico, abóbora (amarela), cenoura, agrião, dente-de-leão, raízes, sementes torras de abóbora.
Quiejos: iogurte, queijo suíço, requeijão, nata, leite, camembert, gruyere, roquefort.
Alimentos diversos: mel, gorduras para cozinha, óleos para cozinhar, ovos, manteiga, margarina, óleo de coco, óleo de amendoim, óleo de girassol, óleo de gergelim.
Bebidas: café, chocolates, champagne, sucos de frutas, vinho, cerveja, água mineral, água mineral sem gás, chá de ervas, café de chicória, café de cerais.
Fim da tabela
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Tabela 4B – como identificar os legumes pelo yin ou yang. Esta relação vale para o hemisfério norte.
Início da tabela
Yang – localização: cresce melhor no sentido norte; Direção do crescimento: para baixo, sob o solo; Velocidade do crescimento: lento; Posicionamento no solo: horizontal; Posicionamento sob o solo: vertical; Água: pouca; Tempo de cozimento: longo; Cresce: bem fundo no solo; Alteração pelo calor: endurece; Cor: vermelho, laranja, marrom, amarelo, preto; Relação sódio-potássio: menos de 5:1.
Yin – localização: cresce melhor no sentido sul; Direção do crescimento: para cima, acima do solo; Velocidade do crescimento: rápido; Posicionamento no solo: vertical; Posicionamento sob o solo: horizontal; Água: exige muita; Tempo de cozimento: curto; Cresce: bem alto sobre o solo; Alteração pelo calor: amolece; Cor: verde, azul, branco, índigo, púpura; Relação sódio-potássio: mais de 5:1.
Fim da tabela
Tabela 5ª – Índia, interpretação astrológica das cores e dos regimes.
Início da tabela
O Kurma Purana antigo de mais de quinze séculos faz um relato do Pai Criador, que é o Fazedor do Tempo e da Essência do Tempo. Seu poder é impessoal, onisciente, onipresente, sendo sua forma composta de infinita variedade de raios. Entre estes, os sete raios do espectro são os melhores, porque formam as matrizes dos sete planetas. O Sol é o representante do pai junto ao sistema solar, tendo-lhe sido concedido certo número de raios cósmicos com o objetivo de criar, manter e destruir aquele sistema.
O número de raios varia de acordo com os signos do zodíaco: Capricórnio possui 5 .000 raios; Aquário, 6.000; Sagitário, 6.000; Peixes, 7 .000; Escorpião, 7.000; Áries, 8.000; Libra, 8.000; Touro, 9.000; Gêmeos, 10.000; Câncer, 10.000; Virgem, 10.000 e Leão, 11 .000. Essa variação dos raios cósmicos explica as alterações de clima, estações e temperatura, exercendo forte influência sobre o comportamento humano.
Os astrólogos observam que pessoas nascidas sob os diferentes signos do zodíaco são influenciadas pelos raios tanto antes do nascimento quanto na ocorrência dele. Sabe-se que a Lua afeta as marés; do mesmo modo, os planetas afetam nossas vidas. Os nutricionistas estão seguros de que o regime
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representa parte importante na saúde da mãe e da criança. Sabem os psicólogos que o estado emocional da mãe tem significado preponderante sobre o feto. A explicação estaria no fato de que a posição do Sol e dos planetas exerce influência sobre a cor dos alimentos que, por sua vez, influenciam tanto a mãe quanto a criança?
O ângulo da relação do SoI com a Terra afeta a luz que a planta receberá, o solo, seus componentes vitamínicos e minerais, bem como o nível de crescimento da planta. O alimento e a quantidade de luz que a mãe recebe, está claro que afetam a criança. Se aos tecidos faltar a quantidade certa de vitaminas, minerais e outros alimentos necessários ao seu cresci- mento, criarão predisposição das pessoas para determinadas doenças (nutricionais), se as condições também contribuírem para isso. A abordagem racional a ser feita é equilibrar a deficiência com a luz e a cor do alimento apropriado.
Fim da tabela.
Tabela 5B – Índia, análise dos signos do zodíaco e dos regimes.
Início da tabela
Aquário: 21 janeiro/19 fevereiro As pessoas carecem das cores azul e branca; atuarão melhor se sua dieta contiver frutas e legumes de cor branca e azul, como uvas, pêras nabos, peixe, frango e carne de vitela.
Peixes: 20 fevereiro/20 março — As pessoas carecem das cores ver- de e branca: alimentos que lhes são mais nutritivos: raízes leguminosas, frutas e Iegumes tropicais peixe frango, carne de vitela e ovos.
Áries: 21 março/20 abril — As pessoas têm carência de raios vermelhos e precisam de alimentos ricos dessas cores: pimenta amoras (e outras frutas da familia, tomate, rabanete, melancia, repolho, carne vermelha.

Touro: 21 abril/20 maio — Faltam às pessoas raios amarelos e beneficiam-se de: cenoura, melão e nabo. Carecem mais do que a quantidade mínima de vitamina C e A: tendem a sofrer dos olhos.


Gêmeos: 21 maio/20 junho — As pessoas deste signo precisam de raios amarelos e purpúreos. Carecem de alimentos ricos dessas cores.
Câncer: 21 junho/21 julho — Faltam a estas pessoas raios brancos e verdes: elas devem ingerir alimentos ricos dessas cores, especialmente os que crescem â sombra, ou sob luz solar indireta, como pepino, abóbora e melão.
Leão: 22 julho/22 agosto — Estas pessoas são carentes de raios laranja e amarelos: precisam mais do que a quantidade normal de vitamina C. Não se submetem tão facilmente quanto as demais às pressões da vida. Recomendam-se frutas, em especial melão e abóbora.
Virgem: 23 agosto/22 setembro — Carecem estas pessoas de raios dourados e violeta. Necessitam de cereais maduros e de alimentos ricos em potássio.
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Tendem a ter tumores e doenças renais, devendo controlar a ingestão de sal.
Libra: 23 setembro/22 outubro — Estas pessoas têm falta de carmesim e dourado; precisam de frutas e legumes de cor vermelha e amarela, especialmente os que crescem sob a terra. A carne deve fazer parte de sua dieta.
Escorpião: 23 outubro/21 novembro — As pessoas deste signo carecem de vermelho e escarlate intenso: precisam de muito líquido, daí por que lhes são imprescindíveis os legumes aquosos e de tons vermelhos e amarelos. Recomenda-se a carne. Essas pessoas acumulam grande dose de energia.
Sagitário: 22 novembro/21 dezembro — Estas pessoas carecem de raios dourados e vermelhos, sendo em geral deficientes em enzimas; precisam de alimentos ricos de cores vermelha e dourada: alimentos não-cozidos lhes são benéficos.
Capricórnio: 22 dezembro/20 janeiro — As pessoas deste signo precisam de raios de cor verde-escuro: indicam-se alimentos ricos dessas cores e as raízes Ieguminosas, bem como frutos do mar.
Fim da tabela.
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Tabela 6 – Montada pelo autor – Alimentos, elementos, órgãos, polaridade, sabor, cor e doenças expressas em termos equivalentes ocidentais.
Início da tabela
Órgão: olhos; Cor: vermelha; Função: visão; Elemento: fogo; Polaridade: positiva – elétron.
Órgão: língua; Cor: laranja; Função: paladar; Elemento: água; Polaridade: negativa – próton.
Órgão: ouvidos*; Cor: azul; Função: audição; Elemento: éter; Polaridade: neutra- nêutron.
Órgão: pele; Cor: violeta; Função: tato; Elemento: ar; Polaridade: neutra-neutrôn.
Órgão: nariz; Cor: verde; Função: olfato; Elemento: terra; Polaridade: positiva-elétron.
Órgão: circulação; Cor: amarelo; Função: calor; Elemento: Fogo; Polaridade: positiva – auxiliar do vermelho, regula o calor do corpo.
Órgão: linfa; Cor: índigo; Função: sanidade; Elemento: água; Polaridade: negativa – auxiliar do laranja, regula a linfa.
Paladar1: doce; Cor2: verde e laranja; Elemento: terra e água; Efeito no corpo: calor; O mau uso leva a3: obesidade, mucosidade, tumores, febre, inchaço glândular.
Paladar: ácido; Cor: verde e vermelho; Elemento: terra e água; Efeito no corpo: cabeça e digestão; O mau uso leva a: doença dos olhos, vertigem, icterícia, úlceras, agitações, febres, hidropisia.
Paladar: salgado; Cor: laranja e vermelho; Elemento: água e fogo; Efeito no corpo: digestão; O mau uso leva a: erisipelas, edemas, nefrite, perturbações cardíacas.
Paladar: penetrante; Cor: vermelho e violeta; Elemento: fogo e ar; Efeito no corpo: sanidade; O mau uso leva a: perturbações nervosas, vertigens.
Paladar: amargo; Cor: azul e violeta; Efeito no corpo: éter e ar; Efeito no corpo: diabete e doenças debilitadoras.
Paladar: adstringente; Cor: verde e violeta; Elemento: terra e ar; Efeito no corpo: sanidade; O mau uso leva a: doenças debilitadores.
Elemento: fogo; Formas manifestas: forma, vontade; Equivalentes ocidentais dos elementos: sistema circulatório, nitrogenóides de carbono.
Elemento: água; Formas manifestas: paladar, sentimento, prazer, dor; Equivalentes ocidentais dos elementos: sistema linfático, hidrogenóides.
Elemento: éter; Formas manifestas: som, intuição; Equivalentes ocidentais dos elementos: força vital (prana) princípio Aum, ocigenóides.
Elemento: ar; Formas manifestas: pensamento; Equivalentes ocidentais dos elementos: sistema nervoso, oxigenóides.
Elemento: terra; Formas manifestas: cheiro, consciência; Equivalentes ocidentais dos elementos: sistema de energia.
Fim da tabela.
Início da nota de rodapé
1. a) doces, ácidos e salgados são usados nas doenças do ar.

b) doces, amargos e adstringentes são usados nas doenças do fogo.

c) penetrantes, amargos e adstringentes são usados nas doenças da água.
2. A cor é o equilibrador de todas as energias. Atua nos níveis atômico e subatômico, nos campos iônicos e moleculares e nos sistemas químico e elétrico.
3. A doença atua de fora para dentro. A cura ocorre de dentro para fora e do cefálico para o caudal. As doenças abandonam o corpo na ordem inversa da ocorrência – a última doença é a primeira a deixar o corpo.
* Todos os demais órgãos ocos.
Fim da nota de rodapé.
Leia também:
As cores e seu poder de cura
Betty Wood
Por que não gostamos de certas cores? Por que os homens preferem o azul, enquanto as mulheres gostam mais do vermelho? Qual é a sua cor favorita? De que modo suas preferências com relação à cor revelam aspectos importantes da sua personalidade?
Betty Wood responde a essas e a muitas outras perguntas, e mostra como a cor pode ser usada para
* acalmar a ansiedade e reduzir a tensão;
* ajudar no tratamento de várias doenças;
* aumentar a atividade muscular e a pressão sangüínea,
* aperfeiçoar o desempenho escolar dos estudantes;
* reprimir a violência;
* estimular O desenvolvimento e o florescimento das plantas;
* ajudar na criação e na reprodução dos animais.
Não podemos ficar indiferentes cor, pois ela afeta cada aspecto da vida das pessoas, mesmo das que perderam ou nunca tiveram o sentido da visão.
Este livro ajudará o leitor a ampliar Seus conhecimentos acerca da cor e dos modos como ela pode ser usada para melhorar a sua vida.
CORES PARA A SUA SAÚDE
Gérard Edde
Este livro ensina métodos práticos para cuidar da saúde com a ajuda das cores. Embora usada há milhares de anos rias medicinas indiana (ayur-védica), chinesa, tibetana e egípcia, a cromoterapia quase não é conhecida no Ocidente e pode revelar-se um método revolucionário. Ela tem como base a teoria

— redescoberta por Einstein — de que energia e matéria estão em relação íntima e o princípio milenar de que toda terapêutica deve agir de modo a harmonizar o mental e o físico. Na América, alguns pesquisadores e práticos obtêm resultados notáveis seguin1o as pegadas dos doutores Abraham, Mac Naughton e Dinsha.


A vida, como sabemos, é energia, é vibração. As cores constituem uma escala sensível e elevada dessas vibrações; elas modificam e influenciam profundamente nossas energias vitais e nossas emoções. Não deve, portanto, causar surpresa o fato de terem encontrado uma aplicação terapêutica importante.
Este manual prático lhe mostrará a eficácia da cromoterapia, aliás, de fácil aplicação, sem a necessidade de uso de qualquer material caro. Ele lhe dirá como se tratar — em casa — com as lâmpadas coloridas (que você mesmo poderá construir), como se beneficiar com os efeitos das cores através das roupas que você usa e através da alimentação; como usá-las para se relaxar, como acionar os seus centros de energia (os chakras) para vitalizá-los ou acalmá-Ios; como diagnosticar e prevenir grande número de perturbações da saúde pelas cores, etc.
Um manual origina1, de aplicação imediata, enriquecido por um importante repertório terapêutico de 93 afecções correntes que podem ser eficazmente tratadas pela cromoterapia.
A LINGUAGEM DAS CORES
René-Lucien Rousseau
Da folha verde ao sangue vermelho, do azul do horizonte ao amarelo do astro incandescente, das cores frias às cores mais quentes, a totalidade da vida orgânica transmuda-se num vibrante ciclo energético de estruturas coloridas. De acordo com os princípios esoteristas, no plano mental o homem tem forma e cor, estando, sujeito, portanto, às vibrações coloridas, bem como às leis do ritmo e dos números. Sabemos hoje que tais vibrações coloridas dão maior precisão às nossas virtudes morais. Conhecer-lhes o simbolismo universal é um meio seguro de poder controlar nossas emoções e pensamentos. A moderna experimentação científica, partindo do estudo dos fenômenos endotérmicos e exotérmicos, acha-se, no momento, apta para subjugar as pulsões primordiais ou, como querem alguns estudiosos, para dominar as trocas energéticas.
A Lingzwgem das Cores é um livro apaixonante. Os assuntos nele tratados, e que vão do mais profundo simbolismo às recentíssimas conquistas científicas, das noções de inconsciente coletivo ao mais amplo entendimento das coisas, constituem expressão da linguagem esoterista da natureza e um convite ao verdadeiro avanço da espiritualidade. Trata-se, enfim, de um alerta à brancura e à fraternidade da espécie humana, hoje fincada num ponto cromático do negro absoluto.
AS SETE CHAVES DA CURA PELA COR
Roland Flunt
A cura pela cor é uma ciência divina Não se trata, portanto, de um culto ou de uma onda passageira, descoberta ou inventada recentemente. De fato, a cromoterapia já era usada da Idade de Ouro da Grécia e nos templos de Heliópolis, no antigo Egito.
A cor tem a bela e significativa missão de aliviar todos os tipos de enfermidades, não como um mero sucedâneo das drogas, mas com a força primitiva da Luz.

Contudo, contra essa força divina, o homem vem correndo, cada vez mais, as negras cortinas do preconceito e da ignorância, encerrando-se em casas acanhadas e mal-iluminadas e preferindo apinhar-se em cidades que são a própria negação da Luz, causa próxima da grande variedade de males físicos e nervosos de que sofrem as pessoas hoje em dia.


É contra esses absurdos que se bate este livro, que ensina, basicamente, como colocar a Luz e a Cor ao alcance de nossa mão, de modo a usufruirmos lautamente da provisão divina dessa força cósmica onipotente em todos os níveis do nosso ser.
As Sete Chaves da Cura Pela Cor, fruto de longas e acuradas pesquisas, além de revelar os mecanismos sutis pelos quais as cores agem sobre o organismo humano, oferece ao leitor um completo manual de diagnóstico e de tratamento das principais doenças que afligem o homem moderno, aliando os ensinamentos das civilizações mais antigas às mais recentes descobertas científicas no campo da cromoterapia.
Homeopatia: ciência e cura
George Vithoulkas
Homeopatia, a medicina da energia, é um ramo da ciência médica que se baseia no princípio de que a doença pode ser curada pelo fortalecimento do mecanismo de defesa do corpo, com substâncias selecionadas por suas propriedades energéticas. Na homeopatia é escolhida Como remédio uma substância que, em seu estado natural, produziria num corpo sadio os mesmos Sintomas encontrados na pessoa enferma que sofre de um mal específico. Mas essa substância é diluída e purificada, ficando reduzida à quintessência de seu estado de energia, de modo a não prejudicar o organismo.
Contrastando com a medicina tradicional em que os sintomas são tratados com drogas tóxicas que enfraquecem o corpo, a medicina homeopática visa mudar os níveis energéticos do corpo que estão na raiz da doença. Instituída no século XIX pelo Dr. Samuel Hahnemann, a prática da homeopatia vem despertando nos últimos anos uma nova onda de interesse, à medida que mais e mais médicos e pacientes esclarecidos descobrem os poderes curativos da energia natural.
Em Homeopatia: ciência e cura, George Vithoulkas coloca ao alcance do leitor um texto claro e compreensível, aliando a teoria à prática desse importante ramo da medicina. Escrito em linguagem clara e concisa, com muitas ilustrações referências e casos estudados, seu livro é uma fonte excelente e indispensável de consulta.


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